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30/03/2012 às 02:28:50
Eita .... viu somente 6 gols de Pelé ????
Só assistir Pelé Eterno ... tem mais de 400 gols lá ...
Não faltam jogadas não . Tem um negócio chamado Youtube que tem centenas de jogadas de Pelé ...
Quanto a cabeçadas ... Pelé também não era centroavante de origem ... Os centroavanted de origem de Pelé npo Santos foram Pagão, Coutinho, Toninho Guerreiro ....
Messi em 8 anos fez 10 gols de cabeça, 6 gols de falta ....
Marcos Assunção fez isso em gols de falta só esse ano que está começando ...
E desde quando "conduzir bola" e " habilidade " é parametro ??? Denilson também tinha uma "habilidade " incrivel ....
E a palavra "habilidade" serve prá um monte de coisas, né ???
Habilidade em defender, em chutar , em fazer embaixadas, em costurar , em desenhar .... em fazer gols ....
Ronaldinho Gaucho era outro " melhor que Pelé " um tempo atras ... abafaram o caso ... -
25/03/2012 às 10:50:53
Apesar de não ser muito fã de argentinos, tenho que admitir que MESSI é melhor que PELÉ apenas por um motivo: MESSI joga mais bola que PELÉ!
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21/03/2012 às 22:08:46
Assisti ao jogo televisionado entre Brasil e Itália na copa do México, em 1970, e não vi nada de mais em Pelé. Depois disso, ele atuou por mais 7 anos e nada de jogadas espetaculares. Pode ter sido o maior artilheiro do século, mas jogador, na minha opinião, está muito aquém. Duvido que Pelé tinha a habilidade de Messi, nem conduzia a bola como ele. E os gols por sobre os goleiros. Quanta tranquilidade. Talvez faltem jogadas ou gols gravados de Pelé, até porque a televisão no Brasil teve início em 1950! Até hoje, conheço apenas os mesmos seis gols de Pelé que sempre passam na tv. Para quem fez mais de 1000! Vamos parar de saudosismo. O melhor de todos os tempos é Messi. E nem adianta falar que Pelé era bom de cabeça e Messi não, pois Messi não é centroavante de origem. E mais, apelar para gols de cabeça não dá! Pelé é mais um.
15 Jan 23h21
“Foi meu português ruim”. Quem disse a beleza? Isso: o cônsul do Haiti. Ele vive no Brasil há 35 anos. Embaixador: idiotas não seríamos todos nós?

Veja só, amado amigo da blogosfera colorida, o que disse, agora há pouco, o cônsul-geral do Haiti em São Paulo, George Samuel Antoine.
Ele tentava explicar suas declarações de que a tragédia em seu país foi "boa para nós aqui (do consulado em São Paulo)", de que "todo africano carrega, em si, a maldição" e de que "todo país que tem africano tá f...".
Antoine vive no Brasil há 35 anos.
Deve falar e entender português com mais habilidade do que a maioria de seus pobres irmãos do Haiti domina o idioma créole nativo.
Mas quer fazer os haitianos, os brasileiros e o mundo acreditarem que tudo foi obra de confusão com a língua.
Assim, um jeitinho de falar.
Francamente.
Se dissermos que os idiotas e os f... somos todos nós, será que ele entende?
Entende. Ah, entende.
17 Dez 00h10
Não é moralismo, Jobson, mas sua valente mãe não merecia essa sua cafungada na cocaína

O atacante paraense Jobson, 21 anos, uma das principais revelações do Brasileirão 2009, foi o principal jogador do Botafogo nas vitórias de 3 a 2 sobre o São Paulo e de 2 a 1 contra o Palmeiras, na reta final campeonato.
Os triunfos do time carioca ajudaram a tirar os dois times paulistas da disputa pelo título.
Na semana passada, a tarrafa do teste antidoping prendeu um peixe gordo: Jobson.
Cocaína.
De Conceição do Araguaia, no Pará, a mãe do jogador, Dona Maria de Lourdes, mandou um recado comovente:
- Tenho fé. Ele tem talento, foi abençoado por Deus. Se o Cruzeiro não o quiser, outro vai querer, porque esse meu garoto é muito bom menino.
Mas ele não falou nada para a senhora sobre consumo de substância proibida? Não comentou nada?
- Não, falou não. A gente não falou nada disso, sobre essas coisas ruins, moço. Nada. A gente só conversou com o Todo Poderoso e pediu força. Confio no meu menino.
Nesta quarta-feira (16), saiu o laudo da contraprova, o exame da outra parte da mesma urina do exame inicial, armazenada em conservação para resolver dúvidas caso seja necessário.
Resultado: cocaína, claro.
Dona Lourdes arrumou força e dignidade para, mais uma vez, resistir ao golpe com aquela confiança que só amor de mãe produz.
- Meu filho vai enfrentar tudo isso. É valente. Pode até ser que fique proibido de jogar por uns tempos, mas vai voltar e arrasar. Ninguém pode apagar o talento que o Senhor deu a ele.
Jobson jogaria a próxima temporada no Cruzeiro.
O clube e um investidor pagariam R$ 4,5 milhões ao Brasiliense (DF) por 80% de seus direitos econômicos. Cada um ficaria com 40%.
Diante da confirmação na contraprova, desistiram do negócio.
Nunca, na história dos testes antidoping do futebol profissional brasileiro, o resultado da contraprova desmentiu o teste inicial, o da prova, feito dias antes.
Dona Lourdes era o único dos mais de 190 milhões de brasileiros a acreditar na inocência de Jobson.
Para todos os outros, era só questão de esperar a contraprova para confirmar a pancada.
Dona Maria de Lourdes sofreu de pé, com dignidade.
Foi de cortar o coração.
Não sei se só as mães são felizes, mas mães como dona Maria de Lourdes, ao menos, deveriam ser.
Jobson, um recado sem qualquer teor moralista: sua mãe, a essa altura das suas responsabilidades profissionais, não merecia essa cafungada na cocaína.
16 Dez 10h00
Praça Roosevelt, em São Paulo, “se recupera” dos tiros dados no dramaturgo Mário Bortolotto

O dramaturgo Mário Bortolotto, 47 anos, um dos mais respeitados autores da nova cena teatral brasileira, com 27 peças montadas em seu currículo, foi gravemente ferido em um assalto às 5h50 da madrugada de sábado (5). Foram três balaços calibre 380: um no tórax, que atingiu parte do coração, outro na barriga e o terceiro no pescoço. Na medida do possível, ele se recupera bem.
É forte, vai sair dessa.
No mesmo assalto que quase levou Bortolotto a fechar as cortinas antes do sinal combinado no último ato, o movimento teatral e boêmio da Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, uma das novidades mais agradáveis do cenário cultural do País nos últimos anos, também sangrou forte e tremeu. E, a exemplo do dramaturgo, ele se recupera bem.
É forte, vai sair dessa.
A Praça Roosevelt é um alegre ponto de encontro e produção dos artistas e intelectuais ligados às artes cênicas.
A casa assaltada foi o Espaço Parlapatões, uma simpática combinação de teatro e bar que abrigou várias montagens do dramaturgo em seus três anos de existência.
O ilustrador Henrique de Macedo Figueroa, conhecido como Carlos Carcarah, amigo de Bortolotto, levou três tiros na perna no mesmo assalto, mas passa bem. Na segunda-feira (7), ele deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
A reportagem do R7 passou o final da noite de quarta (9) e as madrugadas de quinta (10) e sexta (11) na Roosevelt para dimensionar o abalo produzido pelos tiros naquele ambiente.
Conclusão: o susto foi grande, mas a turma da Roosevelt está se recuperando com rapidez. No final do túnel, estará ainda mais forte.
É oportuno fazer algumas considerações estéticas e históricas para entender melhor toda esse episódio.
A rigor, chamar a Roosevelt de praça é uma obra suprema de boa vontade e de generosidade.
O que deveria merecer este rótulo é, na verdade, uma coisa medonha, de uma feiúra comovente.
Inaugurada em 1970 pelo então prefeito biônico Paulo Maluf, a Roosevelt é um amontoado tétrico de camadas de concreto, terra esturricada e plantas em petição de miséria.
Um produto estrambótico e esquizofrênico do mau gosto arquitetônico, daqueles que nos fazem desconfiar da possível existência de seres humanos que, talvez por sadismo, planejam tudo milimetricamente para dar errado.
Como se isso não fosse suficiente, ao cair das noites o lugar é ocupado por viciados em drogas, assaltantes, traficantes e mendigos de todos os matizes.
Essa turma, além de botar para quebrar em suas respectivas atividades, digamos assim, transforma as vias e cantos da Roosevelt em um dos maiores banheiros a céu aberto da cidade.
O ator e bailarino Marcelo Moraes, morador da área e frequentador assíduo do Espaço Parlapatões, resume o drama:
- De dia, com o calor, o cheiro fica forte e o estômago embrulha. É triste.
O bom da Roosevelt não é, portanto, a Roosevelt.
São os teatros e o punhado de bares que se espremem na calçada de uma das ruas laterais da (vá lá...) praça.
A partir de 2000, grupos e realizadores de teatro começaram a ocupar os pontos do lugar para produzir e apresentar suas peças.
A companhia Os Satyros foi a pioneira. Hoje, além dos dois palcos desta companhia, há o Studio 184, o Teatro do Ator e o Espaço Parlapatões.
Ao lado dessas casas há bares simpáticos.
Entre eles, uma instituição da boemia paulistana chamada Papo, Pinga e Petisco – para os íntimos, PPP. No escurinho deste boteco, em 1964, uma cantora gaúcha de temperamento tão arrasador quanto a sua voz fez o primeiro show em São Paulo. O País passou a identificá-la, pouco tempo depois, por Elis Regina. O resto, sabemos, é história.
A chegada do povo do teatro trouxe vida, alegria e inteligência à degradada Roosevelt.
Na segunda etapa do movimento, com calçadas cheias de mesas e mesas cheias de gente animada (a prefeitura proibiu mesas no passeio, o que diminuiu a sensação de segurança), o lugar passou a receber figuras de todas as áreas em busca de cultura e bom papo.
Os pontos comerciais se valorizaram.
Os preços de venda e aluguel dos apartamentos construídos sobre as lojas e os teatros, dizem especialistas de imobiliárias locais, subiram, nos últimos cinco anos, em média, 20% mais do que imóveis semelhantes localizados no entorno.
Guardadas as proporções, respeitadas as desproporções, o upgrade na Roosevelt faz lembrar a ação dos artistas que se mudaram para o SoHo, em Nova York, tiraram o bairro da decadência e o transformaram numa das áreas mais valorizadas daquela cidade americana.
Tudo ia bem.
No início das madrugadas, as portas eram baixadas e, dentro dos bares, a coisa continuava bombando.
A turma da praça na praça.
A turma do bar no bar.
Até que, na madrugada daquele sábado (5), quatro sujeitos desrespeitaram o código informal do "a gente aqui, vocês aí" e invadiram o Espaço Parlapatões com uma pistola calibre 380.
Três balaços.
Bortolotto.
Carcarah.
Na noite de quarta (9) e na madrugada de quinta (10), a reportagem do R7 encontrou uma Roosevelt desconfiada, levemente travada e com um movimento 40% menor do que o normal para o dia.
Mas decidida a esquecer e susto e tocar a bola para frente.
No Satyros 1, seis pessoas resistiam em duas mesas. Moradora do prédio número 128 da própria rua, a psicóloga Ana Gorzatto dividia a mesa com o ilustrador Robson Moura e os professores José Antônio Martins e Janaína Augusto. Ana comenta:
- A violência, hoje, ocorre em qualquer lugar e a qualquer momento. Foi uma fatalidade. Não me preocupo com os frequentadores diários, que são ligados ao teatro e à cultura. Meu temor é que o incidente afaste os paulistanos e paulistas que desejam frequentar as casas e apoiar as peças. E, sobretudo, os turistas de fora de São Paulo, que, dependendo do dia e do período do ano, formam até 25% do público. Mas acho que o susto passará logo. Será questão de dias, de uma ou duas semanas, talvez.
E acrescenta um detalhe:
- A polícia está mais presente nesta semana. O projeto de reforma total desta praça horrível está esquecido na mesa do prefeito Gilberto Kassab. Como nada é totalmente ruim, o sofrimento do Marião vai servir para melhorar a segurança e destravar essa obra.
Ana se refere a um belo projeto de revitalização da Roosevelt desenvolvido pela empresa municipal de urbanização e congelado nos últimos três anos pela atual administração da cidade.
Houve empenho de verbas e 85% dos R$ 40 milhões necessários para o projeto serão financiados pelo BID (Banco Americano de Desenvolvimento.
Mas o processo de licitação das obras foi interrompido várias vezes.
Janaína destaca outro ponto importante:
- Havia uma escola e um supermercado 24 horas na praça. De uma forma ou de outra, eles traziam mais segurança. Foram tirados para que a praça fosse reformada. Como a reforma não sai, o que sobrou ficou ainda mais inseguro.
O professor Martins completa:
- Além disso, a dissolução da cracolândia (local de consumo de drogas em outro ponto do centro de São Paulo) sem a criação de um destino para os viciados fez os frequentadores se espalharem por toda a região. A Roosevelt passou a ser ponto de vários deles. Não foi reformada, perdeu a escola e o mercado e, hoje, abriga um número maior de gente perigosa e descontrolada. Uma combinação perigosa de fatores. Minha casa fica a três quadras daqui. Jamais tive medo de voltar andando. Mas agora confesso: estou assustado.
Na virada de quinta para sexta-feira, a reportagem do R7 foi recebida mais uma vez no Espaço Parlapatões. Acomodou-se na mesa dividida por Marcelo Moraes com a atriz Karine Spuri e os atores Fernando Delabio, Ramon Monteiro e Calu Zabel.
Ocupávamos a mesa em que estava Bortolotto naquele fim de madrugada e início da manhã do sábado dos três tiros.
O carinho da turma, a educação de Márcia Possolo (mulher do ator e dramaturgo Hugo Possolo e uma das administradoras do espaço) e a atenção do ótimo garçom Edmar Garcia compensavam o contido movimento do bar, ainda menor que o da noite anterior.
Também moradora de um prédio da rua, Karine estava no bar no momento em que Bortolotto e Carcarah foram baleados.
Ela resume o sentimento da turma que deu nova vida à Roosevelt:
- Sempre me senti segura aqui dentro. Não achava que os caras entrariam dessa forma. Fiquei um pouco assustada, mas, a rigor, a violência é um fenômeno geral. Isso vai passar logo. Se você pensar bem, acho até que demoramos a ter um grande problema. Nosso ambiente, hoje, é mais seguro do que o da semana passada. E ficará mais confiável a cada dia, até mesmo em função da repercussão de tudo isso.
E conclui:
- Peço que continuem a prestigiar os espaços teatrais do centro de São Paulo e esse ambiente que ajudamos a criar com tanto sacrifício. Nossa turma passou por coisas pesadas para solidificar tudo isso. Não será um susto deste que nos destruirá. Mário ficará ótimo. E o teatro vencerá.
Fim de recado.
Fim de ato.
Mas quem disse que as cortinas estão fechadas?
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4 Dez 16h40
Darei longas voltas de carro em São Paulo se a chuva cair neste final de semana. O prefeito viria comigo?

Cinco mortos - todos soterrados.
Três desaparecidos.
Casas inundadas.
Carros e móveis inutilizados.
Pessoas contraindo doenças em meio à água infecta e ao lamaçal.
Milhares de compromissos importantes perdidos.
Uma cidade completamente mergulhada no caos.
Tudo isso é só uma parte do saldo dos 40 minutos de chuva pesada que caiu sobre São Paulo nesta quinta-feira (3).
Todo final de ano é sempre igual: ela chega, mata, destrói, paralisa e, diante da incompetência generalizada das autoridades paulistanas e paulistas na missão de amenizar seus efeitos, marca outros encontros macabros para a próxima temporada.
E todos nós sabemos: ela, a chuva, irá cumprir sua promessa.
Vai deixar seu rastro.
De frente para a eterna e absoluta falta de capacidade para enfrentá-la, será mole.
Ela chegará poderosa, arrasando tudo sem qualquer resistência.
Diante da comovente incapacidade de quem deveria encará-la, ela, a chuva, tira até sarro.
Diz onde, quando e como voltará.
Sabe que pode revelar tudo.
Afinal de contas, cantou a tempestade todos os anos - nas últimas décadas - e, mesmo assim, "venceu".
São encontros anunciados e, por incrível que pareça, facilitados.
Querem ver?
Nesta sexta (04), o jornal Folha de S. Paulo informa que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), aliado dos tucanos que controlam o governo estadual, gastou em 2009 menos de 8% do dinheiro previsto no orçamento para a construção de piscinões e de reservatórios no município.
Dos 18,5 milhões calculados para essas obras, apenas R$ 1,4 milhão foram empenhados.
A partir de hoje, vão alegar que chuva foi forte, que caiu blá blá blá por cento de tudo o que deveria ter despencado no mês em apenas 40 minutos, enfim, aquela baboseira, aquela pataquada, aquela rastaquerada toda.
Aí a gente responde assim: então tá, se o sistema não pode se preparar para as exceções, todos devem achar natural as pessoas morrerem quando elas, as exceções da chuva, ocorrerem, não é mesmo?
E aproveita para perguntar o seguinte: de que serve toda a tralha e o pessoal mantidos pelo poder público para enfrentar as chuvas se, quando cai um temporal digno de ser enfrentado, essa coisa toda não funciona?
Sim, porque, para as chuvinhas que só lavam nossos carros e os vidros das nossas casas, a gente não precisa de tralha nem de ninguém do poder público.
Né não?
A meteorologia prevê mais chuvas para este final de semana.
Paulistanos e paulistas precisam voltar para casa.
Nós sabemos que estamos entregues ao próprio medo, à própria sorte.
Todos os anos, cada um de nós espera a sua vez.
Quando o mel cai, a gente respira fundo e diz: "é hoje".
Resolvi me antecipar.
Vou dar longas voltas de carro, por toda a cidade de São Paulo, em meio aos engarrafamentos e torós deste final de semana.
Será que o sr. prefeito de São Paulo ou alguma autoridade do governo estadual me faz companhia?
Assim, na boa, no meu carro... A chuva pesada caindo lá fora, os boeiros entupidos, a água batendo na roda, depois na porta, em seguida no friso...
Tudo muito emocionante.
Meu dia vai chegar mesmo...
Será que eles iriam comigo?
A ironia, dizia minha mãe, pode ser o melhor rosto da revolta.
Este post é uma homenagem aos oito que, ontem, aos primeiros pingos, pensaram como nós todos: "é hoje".
E, infelizmente, acertaram.
14 Nov 06h00
“Foi a maior besteira da minha vida”, diz invasor de campo que fez São Paulo perder mando
Minutos depois de a justiça esportiva punir o São Paulo com a perda do mando de campo em sua última partida no Brasileirão, contra o Sport, entrevistei Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, o responsável por toda a confusão.
Acompanhem.
Um abraço.

"Foi maior besteira da minha vida", diz invasor do Morumbi
Em entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima diz que tomou atitude pelo sonho de ser jogador
A obsessão por ser um jogador de futebol profissional fez Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, cometer “a maior besteira” de sua vida.
Na noite de 28 de outubro último, uma quarta-feira, ele invadiu o gramado do Estádio do Morumbi no primeiro tempo da partida entre São Paulo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, vencida pela equipe paulista por 1 a 0.
A atitude fez o São Paulo, um dos candidatos ao título, perder, na tarde desta sexta-feira (13), o direito de jogar, em seu estádio, a última partida da competição, contra o Sport.
Nesta entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima, filho mais novo de uma dona de casa e de um padeiro de Piripiri, cidade do interior do Piauí, revela porque tomou a atitude. E acrescenta: “jamais farei isso de novo”.
R7 – Você já soube no que deu a sua invasão?
Leonardo Deivid Carvalho Lima – Pois é... Foi a maior besteira, a maior m... que fiz em toda a minha vida. Nunca mais vou invadir um campo. E aconselho todo mundo a nem pensar nisso. Vou continuar na luta para realizar meu sonho de ser jogador de futebol profissional, mas nunca mais com recursos burros como esse.
R7 – A ideia saiu da sua cabeça ou você foi aconselhado por alguém?
Leonardo Lima – Decidi tudo sozinho. Não tinha ideia do tamanho do problema. Agora tenho. Estou profundamente arrependido por prejudicar o São Paulo, que está em busca do título, e a nossa torcida...
R7 – Nossa torcida?
Leonardo Lima – Isso. Muitos não irão acreditar, mas sou são-paulino. Doente. Meus ídolos são o Richarlyson e o Dagoberto. Jogo de volante, mas posso atuar também como meio campo ofensivo. Meu jeito de jogar é uma mistura do estilo do Richarlyson com o do volante argentino Guiñazu, do Internacional, um cara muito combativo. Sou também fã do holandês Johan Cruijff e da seleção que ele liderou na Copa de 1974, a Laranja Mecânica. Por isso, escolhi uma camisa laranja para invadir o campo.
R7 – Você joga bola realmente?
Leonardo Lima – Pode acreditar: sou ótimo jogador. E todos vocês ainda irão descobrir isso.
R7 – Mas, rapaz, você tirou o mando de campo do seu time do coração na última partida do campeonato, quando ele deverá disputar o título...
Leonardo Lima – Nem me lembre... Que bobagem, não? Mas olhe: eu sou um cara pobre, mas correto. Fiz uma besteira, mas sou honesto. Cheguei aqui em março deste ano para realizar meu sonho. Fui direto para uma escolinha. Tive que abandoná-la em abril porque o dinheiro acabou. Fui trabalhar em um café. Ganho R$ 650 por mês – com as gorjetas, às vezes chego a R$ 1,2 mil, um pouco mais, um pouco menos. Fiz isso porque estava desesperado para realizar meu sonho - e a idade está estourando. Queria – e quero – ser boleiro. De qualquer maneira.
R7 – Como você planejou tudo?
Leonardo Lima – Na noite daquela quarta-feira (28 de outubro), saí do trabalho e fui direto para o Estádio do Morumbi. Levei uma bolsa com calção, chuteira, meião e a tal camisa laranja. Nela, estava escrita a frase ‘eu só quero ter uma oportunidade para ser jogador de futebol’. Fui para a geral vermelha do estádio, de onde seria mais fácil correr para o campo.
R7 – E aí?
Leonardo Lima - Assim que a bola rolou, comecei a vestir a roupa. Lá pelos trinta e poucos minutos do primeiro tempo, pulei uns dois metros de altura, talvez um pouco mais, para dentro do fosso. Depois, subi cerca de um metro e meio, entrei na área do gramado na altura do meio de campo e dei um pique.
R7 – A polícia não te viu?
Leonardo Lima – Viu sim, mas entrei por um ponto em que tinha um espaço na segurança e corri como um louco. Calculei tudo. Quando eles perceberam, já tinha ido. Falei primeiro com o zagueiro Miranda. Pedi: ‘por favor, me ajude’. Depois, conversei com o Richarlyson e fui em direção ao Dagoberto. Mas aí eu desmaiei...
R7 – Desmaiou?
Leonardo Lima – Sim. Não sei o que aconteceu. Fiquei mole, apaguei geral. Foi muita emoção ver um estádio cheio de são-paulinos, meu time do coração, e o meu ídolo Dagoberto ali, do meu lado.
R7 – Você apanhou da polícia?
Leonardo Lima – Não. Fui tratado com respeito. Os policiais me levaram para a delegacia mais próxima. Lá, fizeram o boletim normalmente.
R7 – O que seus pais disseram?
Leonardo Lima – Minha mãe falou que eu sou louco e gritou no telefone para eu voltar para o Piauí. Disse que eu estou perdendo a cabeça por essa coisa de futebol. Mas não volto. Vou ficar para realizar o sonho. Meu padrasto foi um pouco mais suave, mas também me condenou.
R7 – Você tem medo de ser processado pelo São Paulo ou de sofrer algum ataque da torcida?
Leonardo Lima – Não recebi nenhuma notificação até agora. Espero que eles me perdoem e não me processem. Uma ação na Justiça tornaria minha vida ainda mais difícil. Quanto aos são-paulinos, peço a mesma compreensão. Como eles, eu amo o São Paulo.
R7 – Faria isso novamente?
Leonardo Lima – De jeito nenhum. Olhe, por favor, escreva aí: meu sonho, meu desespero com o avanço da idade, minha emoção por estar ao lado do Dagoberto, nada disso – e nem qualquer outra coisa - justifica uma invasão de campo. Aquilo lá é profissionalismo, tem muita coisa envolvida. Agora, veja só: prejudiquei meu time do coração. Estou envergonhado da minha atitude.
R7 – Quando voltará ao Morumbi?
Leonardo Lima - Bom, então... Acho que, neste campeonato, se não for neste sábado (14), não dá mais. Vou pensar se volto este ano...
26 Out 00h52
Pitacos sobre a rodada do Brasilerão que se encerra

1) São Paulo é mais candidato do que o Palmeiras
2) Atlético Mineiro é candidato até passar nossa desconfiança.
3) Flamengo, que resolveu não perder mais, é candidato de supremo fato ao título.
11 Out 00h10
Eles não acreditavam em Pet. Eles e todos nós…

O confrade Cosme Rímoli lembra, aqui do lado, a história do retorno ao Flamengo de Dejan Petkovic, 37 anos, herói da vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo neste sábado (10).
Cabe acrescentar que Pet, como a torcida rubro-negra o chama, foi bancado pelo presidente do clube, Delair Dumbrosck, substituto do eleito Márcio Braga, que precisou deixar o cargo para ser submetido a uma cirurgia cardíaca.
Mas ninguém - nem Cuca, nem Kléber Leite, nem Braga, nem mesmo Dumbrosck - acreditava em Pet, o quase quarentão vindo de temporadas apagadas em grandes times como Atlético Mineiro e Santos.
Entre os incrédulos estavam ainda todos - rigorosamente todos - os jornalistas e cronistas esportivos brasileiros.
A coisa só foi feita porque o Flamengo precisava urgentemente resolver uma pendência jurídica, fruto de um processo movido por Pet, que impedia o clube de receber as rendas de seus jogos.
Dos R$ 16 milhões dados pelo juiz, o jogador topou receber a metade.
A rigor, acho que, de uma maneira ou de outra, ele jamais receberia o total decidido no martelo judicial.
Seria fatalmente levado a fazer um acordo.
Acabou com o acerto e também com uma vaga em um grande clube, num momento de total falta de espaço para o seu futebol.
Vista a questão por este ângulo, Pet saiu-se bem.
Agora, ouve-se à exaustão nos programas esportivos: "e eles não queriam o cara...".
Eles e nós todos, caras-pálidas.













