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6 Fev 14h09

Nem tudo é osso, Ronaldo. Silva, primeiro pupulo de sua 9ine, demoliu Vítor Belfort

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ufc ap 300x226 Nem tudo é osso, Ronaldo. Silva, primeiro pupulo de sua 9ine, demoliu Vítor Belfort AP

O marrento Anderson Spider Silva é um lutador sublime.

Na luta contra o ótimo Vítor Fenômeno Belfort, ele foi arrasador.

Simplesmente não tomou conhecimento de um dos maiores atletas do mundo nesta modalidade desde que ela foi inventada.

Aniquilou o adversário da luta do século em pouco mais de três minutos, logo no primeiro round, com um chute arrasador seguido de alguns socos.

Ronaldo Fenômeno tem ao menos um motivo para rir nestes tempos de eliminação da Libertadores, guerra com a Fiel e bate-boca público com Neto.

E o motivo se chama Anderson Silva.

O Spider é o primeiro grande atleta a ter a carreira gerenciada pela 9ine, a empresa de marketing esportivo que o Fenômeno tocará, após pendurar as chuteiras, em parceria com a holding de marketing WPP, uma das maiores do mundo no setor.

O contrato foi assinado dias atrás, no início deste mês de fevereiro.

Spider Silva já começou a lucrar por conta do acordo.

Ele exibiu mais um patrocinador na luta contra Belfort: a Bozzano, não por acaso também parceira de Ronaldo e do Corinthians nos campos.

Detalhe curioso: o gerente da carreira de Ronaldo, Fabiano Farah, é também empresário de... Vítor Belfort, que acaba de ser derrotado para Spider Silva.

O melhor do Esporte você acompanha aqui. No R7.

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30 Ago 18h07

Estados Unidos 70, Brasil 68. Uma derrota da ressurreição do basquete brasileiro

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basquete mustafa ozer afp Estados Unidos 70, Brasil 68. Uma derrota da ressurreição do basquete brasileiro Mustafá Ozer/AFP

O Brasil acaba de perder para os Estados Unidos por 70 a 68, no Mundial de Basquete disputado na Turquia.

Mas, por tudo que a seleção fez em quadra, essa derrota, ironicamente, pode ser classificada como a da ressurreição do basquete masculino brasileiro.

A equipe jogou muito bem, sem medo, sem pipoca, sem desmerecimento próprio diante de um adversário notoriamente qualificado.

Foi para cima, assumiu a disputa e não deixou transparecer em nenhum momento que aceitaria uma derrota passivamente.

E eles estavam enfrentando os Estados Unidos, que, como sabemos, estão para o basquete como a Seleção Brasileira está, ao menos no todo da história, para o futebol.

O Brasil esteve à frente na metade do tempo do jogo.

Teve a chance de matar a partida a três segundos do final, quando já perdia pelos 70 a 68 finais, quando Marcelinho Huertas sofreu uma falta enquanto arremessava dentro do garrafão.

Infelizmente, ele não converteu a bola.

Uma bola que daria dois pontos, o empate do jogo e o direito de mais um lance livre para, possivelmente, fazer o 71º ponto e liquidar a partida.

Huertas, que fazia uma excelente partida, foi então para os dois lances livres.

E, por nova infelicidade, errou o primeiro.

Como o outro ponto não seria suficiente para empatar, Huertas no segundo lance livre, mandou propositalmente a bola no aro para tentar, no rebote, uma cesta de dois ou três pontos.

Mas a marcação americana impediu que a bola caísse e os três segundos se passaram.

Eu, como muitos, quase sempre fico de saco cheio quando se diz que o Brasil perdeu algo com dignidade, cabeça erguida, que foi o vencedor moral de uma partida ou de um campeonato...

Na maioria dos casos, é patriotismo barato de perdedor que se acostumou a esta condição.

Mas desta vez, acreditem, quem disser coisa do tipo estará plemamente certo.

Apesar da derrota, o basquete masculino brasileiro mostrou técnica, entrosamento, competitividade e vontade de vencer não vistos há mais de uma década.

Para uma seleção que estava paralisada, fora das últimas olimpíadas, consumida bor brigas políticas mesquinhas, com gestão falida e os melhores jogadores se recusando a defendê-la, numa draga de fazer dó, essa derrota, apesar de ter sido derrota, representou uma ressurreição.

Agora, o Brasil passa a brigar com Eslovênia e Croácia pela segunda colocação do grupo.

Os Estados Unidos são líderes.

Mas esta Seleção, dirigida pelo bravo e competente argentino Rubén Magnano, pode ainda dar alegria neste Mundial.

Esporte é no R7. Passe sempre por lá.

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11 Ago 06h00

Passione de verdade foram os Meninos do Mano. Mas a Globo achou melhor que você não visse. Pena… Opine

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neymar gol 300x225 Passione de verdade foram os Meninos do Mano. Mas a Globo achou melhor que você não visse. Pena... Opine Fotos Jeff  Zelevansky/Getty Images/AFP

Este texto tinha um título igual ao do escrito aqui ao lado pelo meu confrade Cosme Rímoli.

Mas vale a pena repetir.

Uma coincidência difícil de fugir.

Os privilegiados que acompanharam, por um único canal de tevê por assinatura, a alegre e instigante atuação da Seleção nos 2 a 0 sobre os Estados Unidos, às 21h desta terça-feira (10), se perguntam: por que a Globo, que tinha os direitos exclusivos, não transmitiu para todo o País esta partida tão cercada de novidades, de expectativas e tão bela no final?

Sim, porque foi a partida mais curiosa, interessante e prazerosa da Seleção nos últimos dois anos – e a empolgação dos comentaristas e profissionais do canal de tevê por assinatura traduziam exatamente isso.

Foi curiosa e interessante pela perspectiva da estreia de Mano e da renovação radical do grupo.

Foi prazerosa pelo futebol leve, gostoso, agradável e solar exibido pelos garotos da Seleção já nesta primeira partida.

A Globo não quis abrir um buraco em sua grade para transmitir a partida.

Na hora do jogo, exibiu sua novela das nove.

Um grande equívoco.

Como apenas 13 em cada cem lares brasileiros possuem tevê por assinatura, os outros 87% não assistiram ao vivo a bela atuação brasileira.

Pena.

A verdadeira passione da noite foram os meninos do Mano.

Os garotos jogando com alegria, em ritmo frenético, com muita movimentação.

Tudo isso num 4-3-3 muito dinâmico montado por Mano, com dois meias defensivos que sabem jogar e puxar o ataque com bons passes (Lucas e Ramires), um meia ofensivo de altíssimo talento (Ganso) e três atacantes rápidos (Neymar, Ganso e Robinho).

Ganso destruindo, dando elástico e passe de calcanhar.

Neymar, o melhor em campo, à vontade, como um veterano.

Robinho pela direita, Neymar majoritariamente pela esquerda e Pato centralizado.

mano 300x225 Passione de verdade foram os Meninos do Mano. Mas a Globo achou melhor que você não visse. Pena... Opine

O time com três atacantes que se deslocavam o tempo todo.

André Santos muito bem na lateral-esquerda, melhor do que os onze que passaram pela posição na Era Dunga.

Victor confiante no gol.

E uma surpreendente segurança na jovem e promissora dupla de zaga formada por Thiago Silva e David Luiz. Os dois estiveram ótimos.

Ganharam por dois gols, mas poderiam ter dado goleada.

Observações rápidas:

* Kaká, evidentemente, joga muito. Mas, recuperado, não terá sua entrada como algo automático depois deste belo começo dos meninos. Mano teria que voltar ao 4-4-2 para encaixá-lo. Ou então barrar Ganso, o que já é algo quase impossível. Claro que Kaká ainda pode ser muito útil. Mas vai ter que voltar a voar alto – porque a molecada está voando baixo.

* O mesmo ocorrerá com o goleiro Julio Cesar e o lateral Maicon, outros que ainda podem ser chamado no decorrer do trabalho de formação do grupo.

* Pato não comprometeu, mas também não convenceu como atacante referência, o tal matador, o homem centralizado que atua entre os zagueiros. Creio que Diego Tardelli também não é “o” cara, apesar de poder ser útil. É a posição em busca de uma promessa.

* Ramires e Lucas foram muito bem. Hernanes entrou no lugar de Ramires com um toque mais preciso, mas também mais lento. Precisa melhorar um pouco a agilidade.

* Perguntar não ofende: afinal, essa molecada (ou pelo menos Ganso e Neymar) já não estava batendo este bolão dois meses atrás?

Foi, enfim, um começo muito acima da expectativa.

Expectativa da imprensa, dos familiares dos jogadores, dos próprios jogadores e do próprio Mano Menezes.

E também dos privilegiados que puderam acompanhar a partida pelo cabo.

Será que a Globo vai deixar a turma fora dessa nos próximos jogos?

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8 Ago 20h10

Timão joga quase nada no primeiro tempo – e nada no segundo. Mas hoje isso é suficiente para vencer o manso e inofensivo Fla

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elias Timão joga quase nada no primeiro tempo   e nada no segundo. Mas hoje isso é suficiente para vencer o manso e inofensivo Fla Djalma Vassao - Gazeta Press

Mais uma derrota do Flamengo no Brasileirão.

Agora para o Corinthians, por 1 a 0, num belo chute de fora da área de Elias.

Mais um jogo (o quarto) sem gols do Flamengo no Brasileirão.

O Timão é vice-líder, com 28 pontos, um a menos do que o cada vez mais firme Fluminense (leia sobre o Flu no outro post deste blog).

Enquanto isso, o Fla, em queda livre, vertiginosa e mais do que merecida, deverá terminar esta rodada abaixo da décima primeira colocação.

O Corinthians jogou quase nada no primeiro tempo.

Com três atacantes (dois deles, Dentinho e Jorge Henrique, impedindo as subidas de Leonardo Moura e Juan), o Timão teve alguns lances bem armados, o gol e só.

No segundo tempo foi ainda mais opaco.

Assumiu a estratégia do contra-ataque e deu espaço ao adversário.

Ainda assim, essa miséria foi o suficiente para dominar amplamente e vencer o limitado e inofensivo Flamengo, um time que, como já se disse por aqui, agora não faz mal a ninguém, a começar pelos adversários.

Na metade final do segundo tempo, o Corinthians parecia mostrar até desprezo pelo jogo.

Mas a incompetência e a mansidão do Fla eram tantas que o Timão parecia convencido de que o rival jamais iria empatar aquela partida.

Por isso, nem se esforçou para fazer mais um e decidir logo a partida.

Era algo do tipo “haveria mais o que fazer e dizer, mas... quer saber, deixa para lá...”.

Perdido entre os zagueiros e as linhas de impedimento, o pesado e fora de forma Val Baiano, além de tudo, fazia o time ter a sensação de que jogava com dez.

O Corinthians, como todos sabem, é um time qualificado.

Um dos candidatos ao título.

Mas hoje, contra o Flamengo, nem precisou apresentar suas credenciais.

Ganhou de um grupo sem inspiração, talento e direção técnica.

De um grupo que, hoje, pede para perder de todo mundo que merece, minimamente, ser chamado de time.

Enquanto isso, os adversários, que não têm nada a ver com os erros e saltos no escuro do rubro-negro, fazem a sua parte e vão tirando o atual campeão, precocemente, do páreo.

Mas, se o próprio Flamengo quer isso, por que não colaborar, não é mesmo?

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29 Jul 20h12

Santos coloca mão na taça na Copa do Brasil. Santistas, sejam generosos: agradeçam a… Mano Menezes. Opine

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thank you 199x300 Santos coloca mão na taça na Copa do Brasil. Santistas, sejam generosos: agradeçam a... Mano Menezes. Opine

O Santos colocou a mão na Copa do Brasil.

Uma vitória segura sobre o Vitória, por 2 a 0, na primeira partida da decisão.

Triunfo que poderia ser ainda maior e mais tranquilizadora se Neymar não cometesse a besteira de atrasar a bola para o goleiro Rafael, do time baiano, com aquela cavadinha no pênalti, aos 28 minutos do segundo tempo.

Mesmo assim, uma vitória firme.

Santistas, sejam generosos: agradeçam ao técnico... Mano Menezes.

Isso mesmo: ao técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes.

O time santista estava em queda livre desde antes da parada do Brasileirão para a Copa.

Chegou a ser o pior na volta do campeonato, com derrotas acumuladas e muita balada fora de campo.

Neymar e Ganso haviam perdido, por algumas semanas, o melhor futebol.

Em Santos, não se falava em outra coisa a não ser nas noitadas de Neymar & Cia.

O próprio pai de Neymar elogiou publicamente uma ameaça de punição feita pelos Santos aos meninos.

Mas nada como a convocação de quatro jogadores para renovar os próprios atletas e o time.

Pois bastou Mano chamar Ganso, Robinho, Neymar e André para sua renovada Seleção que o quarteto reencontrou a alegria de jogar e, consequentemente, o talento decisivo.

Ontem, os quatro se movimentaram, buscaram a bola e jogaram muito bem, com destaque para Ganso e Neymar, este último apesar da bobagem da cavadinha defendida.

muchas gracias 2 Santos coloca mão na taça na Copa do Brasil. Santistas, sejam generosos: agradeçam a... Mano Menezes. Opine

Motivado e feliz, o quarteto decidiu a partida.

E pode ter decidido o torneio.

Sejam generosos, santistas: agradeçam a Mano Menezes.

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20 Jun 17h54

Brasil vence duas vezes. A primeira vale a vaga. A segunda, o “renascimento” de Kaká e de Luís Fabiano

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brasil 1 300x228 Brasil vence duas vezes. A primeira vale a vaga. A segunda, o renascimento de Kaká e de Luís Fabiano

Luís Fabiano.

Luís Fabiano.

Kaká.

O nome de Luís Fabiano está escrito duas vezes no início deste texto porque a segunda partida da seleção brasileira na Copa do Mundo valeu pela vaga e por duas vitórias.

A primeira vitória foi a do jogo em si, os três pontos conquistados no 3 a 1 sobre a aplicada, violenta e forte (em todos os sentidos) Costa do Marfim, a melhor seleção africana do momento, liderada pelo atacante Didier Drogba, autor do gol adversário e melhor jogador africano da atualidade, ao lado do camaronês Samuel Eto’o.

A segunda vitória foi o significado simbólico da atuação dos protagonistas da partida: belíssimo passe de Kaká e chute preciso Luís Fabiano no primeiro gol, linda jogada de Luís Fabuloso no segundo e outra belíssima jogada de Kaká, uma arrancada típica de Kaká, no passe para Elano marcar o terceiro.

Era exatamente o que precisava acontecer.

Parece presente dos céus: Kaká e Luís Fabiano, justamente os dois jogadores que andavam inseguros, com a autoestima abalada desde o início da Copa, transformaram-se nos heróis da partida que garantiu o Brasil nas oitavas de final.

O “reaparecimento” de Kaká e de Luís Fabiano tornou fácil um jogo que começou muito difícil.

E, até o primeiro gol, aos 25 minutos do primeiro tempo, passava a impressão de que seria uma parada duríssima.

A parruda seleção da Costa do Marfim marcava com muita aplicação, duas linhas de quatro montanhas de músculos e uma dupla de volantes muito bem posicionada pelo técnico da equipe, o sueco Sven-Göran Eriksson.

O plano africano era conquistar o empate contra o Brasil e tentar ganhar depois de uma desclassificada Coreia do Norte por pelo menos 2 a 0, na partida final do grupo, levando a classificação com qualquer resultado entre Brasil e Portugal.

Concentrados neste objetivo, eles executaram a marcação com muita disciplina e dedicação no início.

O Brasil não conseguia sair do ferrolho.

Robinho se movimentava bastante, mas errava nas finalizações, seu ponto fraco, e era neutralizado pela marcação.

Kaká, até o brilhante passe para o primeiro gol, era um espectador privilegiado dentro de campo.

Preso entre os volantes que os caçavam, não conseguia arrumar espaços. Insistia na jogada pelo meio e não buscava as laterais.

Luís Fabiano era outro perdido em meio à dupla de zagueiros.

Dava a impressão de que iria, novamente, ser vencido pela marcação.

Por fim, os dois laterais brasileiros jogavam mal, eram pouco acionados e, quando recebiam a bola, tinham dificuldade para dominar.

A Costa do Marfim não fazia uma boa partida, mas neutralizava o Brasil e dava a impressão de que, a qualquer momento, poderia complicar a vida da seleção num contra-ataque.

Tudo isso mudou aos 25 minutos, com o talento individual de Kaká e Luís Fabiano.

brasil 2 300x228 Brasil vence duas vezes. A primeira vale a vaga. A segunda, o renascimento de Kaká e de Luís Fabiano

Passe brilhante de Kaká, chute preciso e golaço de Luís Fabiano.

A fase pode ser mediana, mas quem tem talento fora da média é capaz de reverter a maré em segundos.

Foi o que aconteceu neste jogo com Kaká e Luís Fabiano.

O gol desmoronou a estratégia da Costa do Marfim, que precisou partir para cima do Brasil, abrindo espaço para a seleção.

E isso foi fatal para os africanos no segundo tempo.

O Brasil aproveitou a situação e fez uma bela atuação.

Kaká, felizmente, encontrou seu espaço e arrancadas pelas laterais.

No segundo tempo, renasceu.

Numa dessas arrancadas com drible, pela esquerda do ataque, serviu Elano, que fez o terceiro gol.

No lance da expulsão, embora o jogador africano tenha exagerado, Kaká entrou bobamente na provocação e realmente levou o cotovelo de forma agressiva no peito do adversário.

Mereceu o segundo cartão amarelo, que gerou sua expulsão.

Pena.

Kaká, ao contrário do que se dizia, não vivia apenas uma queda física, em função da contusão no púbis.

Em relação ao que produziu recentemente e ao que pode produzir, enfrentava também uma crise técnica.

Basta lembrar que, há quase um ano, ele não faz uma partida de encantar e de encher os olhos.

Parecia estar no momento da recuperação, da volta por cima.

Precisava de um jogo relaxado contra Portugal para reafirmar esse processo de recuperação.

Não terá.

Paciência.

De qualquer forma, o importante é comemorar as duas vitórias.

A do jogo em si.

E a representada pelo renascimento de Kaká e Luís Fabiano.

Agora é partir para cima de Portugal.

Robinho, Maicon e Michel Bastos tiveram atuação limitada, mas não comprometeram.

Gilberto Silva e Felipe Melo apresentaram rendimento bem melhor do que o da estreia, com bom posicionamento, marcação firme e acerto na maioria dos passes e lançamentos.

Lúcio, Juan, Julio César jogaram bem, apesar da falha de posicionamento no gol da Costa do Marfim.

No gol da Costa do Marfim, a dupla de zaga brasileira vacilou ao reclamar um impedimento que não houve em vez de se dedicar com mais afinco ao lance.

Mas o erro maior foi cometido pelos volantes marcadores, ao não acompanhar Drogba, que veio de trás, numa arrancada, ultrapassou a linha de zagueiros e, sem qualquer marcação, cabeceou livre.

brasil 3 300x228 Brasil vence duas vezes. A primeira vale a vaga. A segunda, o renascimento de Kaká e de Luís Fabiano

Elano, novamente, fez bela partida. A pancada no joelho, pelas primeiras informações, não parece grave.

Tomara não seja mesmo.

Resumo da ópera em território sul-africano: a seleção venceu bem, soube superar a força africana, mostrou maior leveza e deu a sensação de que cresce no momento certo.

Que seja assim daqui para frente.

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13 Jun 11h48

Surge o primeiro caso de raio laser nos olhos de jogadores na Copa. Fifa e governo prometem repressão aos cretinos. Cadeia neles. Opine

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messi laser gi 1656642c Surge o primeiro caso de raio laser nos olhos de jogadores na Copa. Fifa e governo prometem repressão aos cretinos. Cadeia neles. Opine Foto: Getty Images

Sabe aquela atitude idiota, imbecil e cretina de colocar um feixe de raio laser nos olhos dos adversários, que sempre surge em jogos decisivos no Brasil?

Laser pode trazer danos sérios à saúde e ao sistema ocular de quem é exposto a ele.

Pois é. Aqui no Brasil, por falta de repressão, essa coisa grotesca, digna de repressão, infelizmente é carne de vaca, algo muito comum.

Mas, lá fora a coisa, a coisa não é tão tolerada assim.

Tanto que, informa o jornal inglês Daily Telegraph, a Fifa mandou a segurança agir com firmeza no primeiro caso de raio laser na Copa da África do Sul.

Um idiota colocou um feixe verde de laser sobre o técnico Diego Maradona, o craque Lionel Messi e outros jogadores ontem, no Ellis Park Stadim, em Johannesburgo, na partida contra a Nigéria, vencida pela Argentina por 1 a 0.

A Fifa mostrou toda a sua preocupação num comunicado:

- Observamos o incidente e pedimos à segurança para que olhasse o assunto com atenção. O laser foi interrompido imediatamente. As autoridades prometeram reprimir com energia outros possíveis casos.

O Telegrafh questionou a forma como o equipamento de  laser, provavelmente uma caneta, “passou clandestinamente por um esquema de revista e de segurança tão duro”.

Não é primeira vez que a Fifa se vê às voltas com o laser em uma competição de alto nível fora de campos brasileiros.

Numa  partida entre o time inglês Manchester United e o francês Lyon pela Liga dos Campeões, em fevereiro de 2008, o craque português Cristiano Ronaldo foi atormentado o tempo todo por um desses idiotas que insistem em ir para os estádios com essas bibocas.

A Fifa promete exigir que as confederações nacionais, entre elas a CBF, apertem o cerco contra esses cretinos nos estádios.

Processo neles.

Cadeia neles.

E você, o que acha do assunto?

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7 Jun 09h09

O Brasileirão ficará parado por 37 dias. Saiba o que os 20 clubes da Primeirona precisarão fazer na volta. E registre sua opinião

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Ronaldo grande1 300x226 O Brasileirão ficará parado por 37 dias. Saiba o que os 20 clubes da Primeirona precisarão fazer na volta. E registre sua opinião

O Campeonato Brasileiro ficará parado por 37 dias.

Corinthians líder por pelo menos 37 dias.

Vasco da Gama vice-lanterna por pelo menos 37 dias.

Atlético-GO lanterna por pelo menos 37 dias.

Todos os holofotes estão direcionados para a Copa do Mundo.

Sete rodadas foram disputadas até agora.

A 31 restantes serão realizadas a partir do próximo dia 14 de julho.

Quem está bem lamenta.

Quem está mal comemora.

As transferências, mudanças administrativas, trocas de técnico e desfigurações produzirão um outro Brasileiro depois deste Mundial de Seleções.

Fiz uma rápida análise daquilo que cada um dos 20 clubes da Primeira Divisão precisa para melhorar o desempenho ou manter a boa campanha após esse longo intervalo.

Pela ordem da classificação atual:

Corinthians – É o líder com justiça. Foi o time mais regular do “Brasileirinho”. Para Ronaldo, a parada foi ótima. Para a equipe, péssima. Ela está mais leve e “na mão” do técnico Mano Menezes. Após a decepção na Libertadores, o grupo parece mais aliviado e tranquilo. Mas, apesar dos 15 gols a favor, o elenco vai precisar de um atacante “matador” mais eficiente. A competição é longa e tudo indica que Ronaldo não terá condições físicas para jogar todas as partidas que o clube necessitaria para chegar na frente ao final do ano.

Ceará – Mais 37 dias para sonhar. E implorar aos céus para que o sonho, ao menos, demore a terminar.

Fluminense – Outro que deverá ser prejudicado pela parada. O elenco tem falhas. Precisa de bons laterais. Muricy foi até rápido na tarefa de dar padrão de jogo ao grupo e recuperou o futebol de alguns jogadores, entre eles Alan. Vai brigar e incomodar muito na volta. Mas precisa se reforçar para não descer a serra e se tornar o Palmeiras de 2010.

Santos – Tem time para passar o ano entre os primeiros e conquistar o título. Se contratar ao menos um lateral direito, um goleiro e um volante confiáveis, torna-se um dos grandes elencos do País. Isso, claro, se Neymar, Ganso, Wesley, Madson & Cia não forem negociados. E nem mergulharem de cabeça na marra, na vaidade e na imaturidade que, diga-se, já prejudicaram o Peixe neste ano.

Guarani – A grande surpresa. Quinto lugar na base da disciplina e da colaboração. Deverá perder jogadores para os mercados interno e externo. E, infelizmente, despencar.

São Paulo – Fernandão trouxe força e confiança, mas o elenco ainda está abaixo das tradições do clube. Mesmo com futebol opaco, é pouco provável que fique longe dos líderes. Estará entre os primeiros, brigando por Libertadores e pelo título.

Goiás – Time irregular e com carências importantes de elenco. Campanha para disputar vaga de Sul-Americana – e olhe lá.

Botafogo – Outro que deverá terminar nos limites da Sul-Americana. Tem bons atacantes, mas um grupo desequilibrado. Libertadores, só por generosidade dos deuses. Título, então...

Flamengo – Esses 37 dias de pausa serão o grande teste de Zico e de Patrícia Amorim. Dependendo do que fizer – e do jeito que fizer – o mandato da presidente e o trabalho do ídolo eterno poderão “terminar” ainda este ano, poucos meses depois do início. Se Vagner Love não ficar, o elenco precisará de, pelo menos, dois ótimos atacantes, um meia criativo e dois zagueiros. Se a intenção for disputar o título, pode encomendar mais um zagueiro, um meia e outro atacante. Isso se ninguém mais sair e Kleberson voltar da Seleção. O Fla deve festejar muito a parada. Sem ela, derreteria na tabela. O elenco atual está fraco. Rogério será um bom técnico um dia, mas ainda é verde para tocar um time do porte do Flamengo. Zico errou ao mantê-lo no cargo. O rubro-negro precisa de técnico melhor e mais experiente.

Palmeiras – Outro clube que pode soltar foguete em comemoração à pausa. Primeiro, o ambiente precisa ser pacificado politicamente. Depois, a diretoria deverá contratar um atacante de referência, dois meias ofensivos, um bom zagueiro e pelo menos um lateral. O Palmeiras, em resumo, precisa se reinventar. E, para tudo isso, o tempo é curto.

Cruzeiro – Vai encontrar um bom técnico e subir de produção. O elenco precisa de ajustes, mas nada grave. A troca de treinador será positiva. A diretoria fez muito bem ao dizer publicamente que as portas estão abertas para quem não quiser ficar. Comprometimento sozinho não resolve, mas sem ele ninguém conquista nada.

Grêmio - O tricolor gaúcho foi um dos que mais sofreu com contusões e suspensões nestas rodadas iniciais. O lado positivo da parada é que ela permitirá o planejamento da contratação de reforços com mais calma. Por outro lado, o time subia nitidamente de produção. Na minha opinião, jogou melhor do que o São Paulo no domingo. Por este aspecto, o intervalo pode matar a escalada. Silas tem condição de armar um time talentoso do meio para frente e ao mesmo tempo guerreiro, como exige o torcedor gremista. Mas, para isso, precisará de um meia de qualidade e, sobretudo, de um atacante matador acima da média. O Grêmio dá sinais de que será um time muito difícil de ser batido no restante do campeonato. O elenco é digno. Não precisa de milagre para se tornar candidato às primeiras posições. Mas o trabalho precisa ser feito.

Avaí – Elenco esforçado mas desequilibrado, sobretudo depois das perdas de jogadores no início da temporada. Se conseguir permanecer na Primeira, será grande lucro.

Vitória – Situação parecida com a do Avaí. Precisa reforçar a defesa e o meio-campo. Permanência na Primeira já será título.

Prudente – Irregularidade e luta para permanecer na elite.

Internacional – Precisará aproveitar muito bem a pausa. E dar tiros certos para recompor o elenco e a comissão técnica. À beira do rebaixamento na 16ª colocação, é uma das grandes decepções do campeonato até aqui. A sorte é que o clube conta com bons dirigentes, se eles forem comparados ao padrão de eficiência do futebol brasileiro.

Atlético-PR – O elenco é fraco, com média de idade alta. Precisaria de uma sacudida geral para mudar o cenário.

Atlético-MG – O time parece ter sentido muito a eliminação da Copa do Brasil para o Santos. E também toda a confusão envolvendo o técnico. Vanderlei precisa acertar nas indicações de reforços – e manter o grupo longe de suas reações fortes.
Vasco – Elenco fraco, falta de dinheiro para reforços de peso, técnico novo, diretoria pressionada por grupos internos e um presidente às voltas com sua campanha política. Resultado: 19º lugar. Segundona de novo, Vascão? Não, né...

Atlético-GO – Já escolheram os quatro clubes que ficarão atrás de vocês ao fim da 38ª rodada? Parece que não, longe disso...

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20 Mai 19h42

Conheça o vídeo da torcida do Grêmio e o comentário de um locutor gaúcho que motivaram o Santos a fazer o Grêmio dançar o “elimination”. Opine

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Na quarta-feira da semana passada (12), após a vitória do Grêmio sobre o Santos por 4 a 3 no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, o locutor Daniel Oliveira, da Rádio Bandeirantes do Rio Grande do Sul, fez uma divertida provocação ao time paulista.

A partir daquele momento, disse Oliveira, o time de Robinho, Neymar, Ganso & Cia deveria dançar não o Rebolation, a última febre da música baiana, mas o Elimination.

Ouça o comentário do locutor aqui.

Nos dias seguintes, torcedores gremistas postaram um vídeo no YouTube com ironias aos passos coreografados e danças dos Meninos da Vila.

Entre outras coisas, chamaram a vitória do Grêmio de “a primeira surra de relho”.

Relho é um chicote com cabo de madeira e tiras de couro muito usado na região sul.

O termo “primeira” era uma clara provocação.

Revelava a convicção daquele grupo de que o time gaúcho também ganharia do paulista na partida de volta, na Vila Belmiro.

Pois bem: o técnico santista Dorival Jr. usou a gravação e o vídeo para motivar seus jogadores.

Funcionou.

Na partida de volta, na quarta-feira (19), na Vila Belmiro, o Santos fez um segundo tempo primoroso, derrotou o adversário por 3 a 1, ficou com a vaga na final (a ser disputada contra o Vitória, com o primeiro jogo em Santos e a final em Salvador.

Ganso & Cia devolveram a surra de relho.

Riram por último.

E fizeram o time gaúcho dançar o Elimination.

Ao final do segundo jogo, Robinho, em nome do grupo, tirou um sarro do locutor e revelou que o comentário e o vídeo deram mais força ao time.

Todas essas provocações e respostas são muito bem-vindas ao futebol.

Desde que fiquem, como foi o caso, no âmbito da brincadeira sadia, do espírito esportivo, dos detalhes que trazem alegria e cor para as grandes disputas.

Nada disso deve ser tomado como motivação para violência física ou agressão moral.

Antes e durante, vale provocação e brincadeira nas rádios, nas cidades adversárias, na mesa do bar, nas arquibancadas, diante da tevê.

Acabou o jogo, o vencido parabeniza vencedor, promete o troco para a próxima e pronto.

Nada de pessoal.

Isso é só futebol.

A brincadeira do locutor Daniel Oliveira é sensacional.

O vídeo dos torcedores gremistas também.

Os jogadores precisam, inclusive, ter equilíbrio na hora de provocar ou de responder às ironias.

Isso para não incentivar os torcedores a ultrapassarem a barreira que separa a brincadeira, que sempre fez parte do futebol, da motivação para agressões e atitudes violentas.

Semanas atrás, os meninos do Santos provocaram o técnico do Atlético-MG, Vanderlei Luxemburgo, com o famoso “Ô Vanderlei, pode esperar, a sua hora vai chegar”.

O técnico da equipe mineira usou a atitude para motivar seus jogadores, mas ainda assim perdeu o jogo de volta e foi eliminado.

Dessa vez, o Santos foi o provocado.

Mas, ao contrário de Vanderlei, conseguiu dar o troco.

O técnico do Galo levou a coisa a sério com muito exagero.

Não deveria.

Até agora, jogadores e dirigentes santistas e gremistas estão conduzindo a coisa na esportiva.

Melhor assim.

Tomara que continue desta forma.

E que os torcedores façam o mesmo em casa, nas ruas, nos bares, nos ambientes de trabalho e nos estádios.

Futebol é ótimo, uma delícia, um fator maravilhoso de divertimento e de mobilização.

Mas é apenas futebol.

E você, amado amigo, o que acha do tema?

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8 Fev 00h04

Um único tempo de Robinho contra o São Paulo valeu mais do que toda a sua última temporada no Manchester City

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robinho 300x203 Um único tempo de Robinho contra o São Paulo valeu mais do que toda a sua última temporada no Manchester City

Não foi uma partida irretocável a de Robinho contra o São Paulo.

E nem se esperava que fosse.

Mas o segundo tempo do Pedalador valeu mais do que toda a sua temporada desinteressada e medíocre no Manchester City.

Por um motivo elementar: houve vontade e seriedade profissional ali.

Um jogador querendo valorizar e justificar uma camisa, um time, uma história institucional, outra pessoal, uma camisa, um megassalário, uma vida.

E, como seriedade profissional e genialidade não são coisas incompatíveis (ao contrário, é muito saudável quando elas andam juntas), ele fez um golaço de letra para brindar quem ama o bom futebol.

Com uma atitude que cria condições para que ele volte a ser respeitado.

É uma boa evolução.

Tomara que continue assim.

Porque bola, não precisamos sequer lembrar mais, ele tem de sobra.

O Robinho do segundo tempo contra o São Paulo valeu mais do que o Robinho de toda uma temporada no Manchester City.

Este Robinho  merece estar no grupo da Seleção.

O outro, nunca, de jeito nenhum.

Só depende dele mostrar para todos nós qual é o verdadeiro e qual é o fake.

Tomara que o Robinho do San-São seja o legítimo.

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