O “selinho” que não ganhei

cab hcamargo1 O selinho que não ganheiO contato mais próximo que tive com ela foi uma "estátua". Quando apresentávamos o "Hoje em Dia - Rio" eu e Mariana Leão estávamos recebendo um artista plástico que fazia estátuas de cera, em tamanho natural de celebridades. Um trabalho espetacular. Ele já tinha feito a estátua da Xuxa, da Ivete Sangalo e não poderia faltar ela: a dama da televisão brasileira, Hebe Camargo.

Na abertura do programa desse dia, lembro que dei a idéia a nossa diretora Vanessa Andrade que, de pronto, comprou: abrimos o programa mostrando a suposta "Hebe Camargo" na Rede Record. A brincadeira rendeu bons índices de audiência naquele dia. Lembro-me que brinquei no ar, dizendo que aquilo era o mais próximo que eu tinha chegado de ganhar um selinho da Hebe.

8tcus O selinho que não ganhei

O "selinho" que não aconteceu. escultura de Marcelo Rezende. / Foto: arquivo pessoal.

Soube depois que a piada chegou aos ouvidos dela por uma colega, que quase 1 ano depois disso, havia topado uma proposta de trabalho na Rede TV! A reação dela? Teria sido rir e prometer um selinho pessoalmente. Nunca tinha contado isso para ninguém. Quem sou eu para receber um selinho tão carinhoso e icônico como esse...

Flávio Cavalcante O selinho que não ganhei

O dia em que um canal de televisão saiu do ar pela morte de um ícone. / Foto: internet.

O dia em que Silvio Santos contou a Hebe Camargo como criou o "Baú da Felicidade".

E o "selinho" na Hebe Camargo de cera:

A história do SMS pornô

iphone1 A história do SMS pornôTodo cuidado é pouco quando o assunto é tecnologia nos celulares. Corretores ortográficos de última geração - nos chamados “smartphones” e “gadgets” são, sem a menor dúvida, uma “mão na roda” para quem digita muito e com muita pressa. Eu, por exemplo, chego a digitar textos de matérias inteiras, com 20 ou 30 minutos, direto no bloco de notas do IPhone. isso sem parar, numa tacada só. Quando vou olhar o que escrevi, quanta surpresa! Sim, caro leitor, muitas vezes tanta tecnologia pode trazer problemas.

Isso já aconteceu com você? - Lembro-me de já ter digitado inúmeras palavras que, por conta e graça do IPhone, se transformaram em coisas estapafúrdias sem o menor sentido. Isso quando não dão um sentido imoral ou constrangedor ao diálogo.

Lembro-me que, certa vez, fui digitar a palavra “craque” no Twitter. Tratava-se de um elogio a alguém. Pobre coitado de quem, como eu, apertou a tecla “send” antes de verificar o que realmente escreveu. Sem querer chamei uma pessoa pública de “crápula”! Claro que, rapidamente, apaguei sem que o fato me rendesse demais problemas. Em outra situação escrevia um conto em que explicava que “bateram no perneta”. Não. Definitivamente, essa eu nem vou explicar no que deu...

comercial de carro brinca com corretor ortografico do iphone A história do SMS pornô

Numa rápida olhada na internet descobri que isso não acontece apenas comigo. Aliás, acontece com tanta gente que já virou até comercial de televisão. Exatamente o caso do meu “crápula” estava entre tantos outros que vi em uma série de comerciais de uma montadora de veículos.

comercial de carro brinca com corretor ortografico do iphone1 A história do SMS pornô

Digitar por exemplo a palavra adorável, pode se transformar facilmente em algo sem sentido, principalmente levando-se em conta para quem se escreve tal texto. Veja só:

E se você acha que isso só acontece em português, dê uma olhada nessa aqui: sugiro a ajuda de um dicionário português-inglês, se o domínio dessa língua não for seu forte. Veja:

stain remover A história do SMS pornô

Agora, situação constrangedora mesmo passou um professor de natação em Birmingham, na Inglaterra. E nesse caso, nada de confusão do pobre-coitado do corretor! Foi ele mesmo que “trocou as bolas”. A reportagem foi até destaque no R7.

Craig Evans, de 24 anos, foi preso por ter cometido um erro no smartphone: ele ia mandar uma mensagem com conteúdo sensual para sua namorada, mas errou: acabou mandando para todos os seus contatos! Pasme: incluindo menores de idade.

O professor digitou em seu BlackBerry uma mensagem íntima, dizendo que queria fazer amor no melhor estilo romântico com sua namorada, “pele com pele”. Depois o romantismo foi embora: ele ainda indagava se ela preferia que fosse “rápido ou devagar”.

 

professor A história do SMS pornô

Digitação: dedo errado no ícone errado e... prisão. / Foto: R7.

Só que o dedo errado no ícone errado mudou tudo. Craig Evans acabou selecionando “todos os contatos” do aparelho antes de enviar. Sua lista de destinatários tem todas as garotas para quem ele dá aulas de natação. Todas na faixa de 13 e 14 anos. A polícia o prendeu por incitar crianças a atividades sexuais. A pena para o erro? Acredite, ele foi condenado a 18 meses de prisão.

Portanto todo cuidado é pouco. Digitar assim pode facilmente fazer qualquer usuário mais incauto, como eu, trocar “alhos” por “bugalhos”. Isso na melhor das hipóteses...

A vida por um fio

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/09/2012 às 18h12

A entrevista com a Miss Brasil 2010 foi assunto do "Programa da Tarde" da última quarta-feira.

POSTAGEM ORIGINAL:

GRD coroa piscante02 1 150x150 A vida por um fioVocê voltaria ao lugar de um acidente onde sua vida quase foi perdida? Fiz exatamente esta pergunta para a capixaba Débora Lyra, de 23 anos, Miss Brasil 2010, que passou um grande susto na BR-101. A data era dezembro de 2011. Ela, o então namorado, uma amiga e a ex-sogra viajavam de Vila Velha-ES para Búzios-RJ para curtir o Reveillon. Mas a viagem nunca terminou.

Na altura de Guaraparí, famoso balneário do Espírito Santo,  a vida de Débora mudou de rumo. A pista molhada - com aquelas primeiras gotas de chuva que deixam tudo "ensaboado" - fez com que a tarefa de diminuir a velocidade se tornasse algo impossível. O motoristas "sobrou" numa curva fechada e, na contra-mão, bateu de frente com outro carro.

O motorista e a amiga que estavam no carro sofreram ferimentos leves. A ex-sogra não teve a mesma sorte: morreu no local com o impacto. Para Débora a vida estava por um fio.

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Débora Lyra - Missa Brasil 2010 com uma história de superação. / Foto: arquivo pessoal.

"A vida por um Fio" - é o nome do quadro que, à partir de amanhã, entra no ar no "Programa da Tarde". Débora quebrou o pé, a clavícula, teve traumatismo craniano e o mais sério: teve esmagamento da quarta vértebra da coluna. Débora Lyra seria a primeira Miss Brasil tetraplégica se não fosse a perícia e a agilidade da equipe que a socorreu.

Posso garantir que contar essa história e tantas outras que virão, não é tarefa fácil. Longe de querer torturar a nossa entrevistada/personagem da história! Como ela mesma descreveu, foi uma chance de "vencer um trauma" voltar lá com os pais. O molho da história é que não decolamos do Rio de Janeiro para Vila Velha apenas com a intenção de levar a moça ao lugar onde tudo aconteceu. Sem ela saber, convidamos policias rodoviários, bombeiros, enfermeiros e um total de 37 pessoas que participaram do resgate, para que a nossa Miss Brasil conhecesse um-por-um de perto.

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"Tietagem" na rodovia: muita gente parou para ver o que acontecia. / Foto: arquivo pessoal.

Sem dúvida alguma foi uma reportagem emocionante. Apesar de ficar no meio de uma rodovia perigosa naquele ponto - num dia frio e de chuva que me rendeu uma bela gripe e muita febre no retorno ao Rio - posso garantir: valeu cada minuto de gravação. Aliás, posso dizer com tranquilidade que valeu foi conhecer a Débora de perto. O exercício é simples: tente não exergá-la como Miss Brasil ? Consegue? Apesar da beleza saltar aos olhos, o que marcou cada um que estava comigo na equipe foi a simplicidade da moça. Débora Lyra é uma dessas pessoas que se for convidada para o restaurante mais caro ou para o pastel com caldo de cana mais barato da esquina, vai curtir a aventura com o mesmo bom humor.

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Dentro do carro de reportagem, seguindo para a "reconstituição". / Foto: pessoal.

A matéria vai ao ar nesta-quarta feira, justamente no dia do aniversário de 23 anos de Débora. Só não posso contar mais surpresas porque, curiosa como descobri que ela é, basta colocar aqui no blog que... já era! A surpresa só mesmo nareportagem e no estúdio. Além de dar parabéns para a Débora, uma pessoa tão meiga e gentil, só dá pra pedir uma coisa: continue por favor sendo assim, a prova viva de que mulheres estupidamente bonitas não precisam ser metidas. A Débora sabe disso e virou "Miss-coração-de-toda-a-equipe" depois da nossa gravação. Veja um pouco dos bastidores:

No mínimo “esquisito”

interrogação pessoa No mínimo esquisitoÀ primeira vista não dá pra negar: há 10 anos seria uma das esquisitices mais improváveis da internet, encontrar uma jovem de 20 anos leiloando sua virgindade. Isso, sem a menor dúvida, é coisa da modernidade.

Acho "esquisito". É muito difícil, confesso, romper com alguns conceitos - e tantos outros preconceitos - assim, tão rápido, só para ganhar esse título que parece coisa de nobreza: “moderno”. Então vamos com calma. Se tiver verdade nisso eu juro que chego lá.

Me coloquei no lugar dela para tentar entender. Perder a virgindade por meio de um leilão, talvez não fosse penitência tão severa como pensava. Entraria nessa “primeira vez” da suposta “moça” também a possibilidade de escolha. Isso mesmo. Ela vai poder escolher qual dos lances será mais “interessante”. Funciona assim: se o lance vencedor for de 60 mil dólares vindo de alguém semelhante ao Shrek e o de 50 mil for de alguém como Leonardo DiCaprio, ela é livre para escolher. Então se alguém disser que é prostituição... quem está vendendo quem?

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A brasileira Catarina e uma polêmica: leilão da virgindade. / Foto: http://pop.com.br

Sou um jornalista de cabeça aberta, quem me conhece sabe. Corro do falso moralismo à velocidade da luz. Mas acho que, nesse caso, estamos correndo no sentido errado da discussão.

Há sim doses quase imperceptíveis de hipocrisia em muita coisa que pensamos - e fazemos - e sequer percebemos isso. O que “pega pra mim” é essa arapuca "ideológico-moral" que criamos para nós mesmos: como posso ser tão moralista de condenar a moça brasileira, se não me choco ao saber que há milhares de outras tantas mulheres fazendo o mesmo em sites de garotas de programa? Quem vende sexo está vendendo "apenas" relação sexual, seja ela pela primeira vez ou não. Então posso deduzir que quem vende o corpo na internet, seja como prostituta ou como uma atriz inciante em um documentário sobre virgindade, faz exatamente a mesma coisa?

duvida No mínimo esquisito

É texto e mais texto para se pensar na hipocrisia. É texto e mais texto para se pensar no que queremos e aonde queremos realmente chegar quando pregamos tanta “modernidade” . Tem um velho e um jovem brigando dentro de mim para ver quem fala mais alto.

Começar um texto como esse com o preconceito à flor da pele, e terminar discutindo nosso próprio falso moralismo  é uma reviravolta sem precedentes. Mas confesso: ainda acho tudo muito esquisito: tanto a idéia do documentário quanto a idéia de que somos hipócritas sem perceber.

É como dizem, e vale para mim também: tudo na vida tem sua “primeira vez”.

 

Os bastidores de uma reportagem

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/09/2011 às 16h23

A reportagem que tenta responder uma pergunta intrigante: porque pais matam os filhos?


POSTAGEM ORIGINAL:

higienizacao antissepsia maos page Os bastidores de uma reportagemNão sei como os médicos aguentam. Examinar, clinicar e cuidar de alguém sem se envolver não é exercício de frieza: é necessidade.  Nas reportagens que fazemos não é diferente. Recentemente, em São Paulo, fui fazer uma matéria daquelas que reviram o estômago de qualquer mortal.

Era o caso de um pai que em 2010, teve uma reação inesperada e fora do juízo. Inconformado com o término do casamento com a jovem Maria do Carmo, resolveu se vingar da ex-mulher com um ato bárbaro: Alexandre Silva, de 38 anos, é acusado de ter jogado o filho, o pequeno Nícolas, de apenas 6 anos de idade, de uma ponte, dentro de um rio na grande São Paulo. O caso repercutiu e chocou a opinião pública em 2010.

Esse não é o único caso. Numa reportagem intrigante, resolvemos tentar descobrir com especialistas o que faz pais matarem filhos. Talvez impulsionados pelo caso mais recente,  de uma adolescente de 13 anos espancada pela mãe e pela suposta amante dela, uma boxeadora, resolvemos apostar nesse questionamento ainda sem resposta. A menina morreu agredida a socos e pontapés porque, de acordo com a polícia, teria perdido uma grande quantidade de drogas que era da mãe. A menina seria usada para distribuir drogas no litoral de São Paulo.

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Nícolas, de 6 anos. Como um pai pode matar o próprio filho? / Foto: arquivo familiar.

Mas no caso em questão, o do pequeno Nícolas, o que me chocou não foi apenas ter que relembrar a morte da criança. Apesar de sempre revoltante visitar a casa, o quarto, ver os brinquedinhos de um menino cheio de vida assassinado por quem era considerado um herói; durante nossa gravação tomamos um susto.

Na humilde casa da família, no subúrbio de Guarulhos, interrompemos a gravação por causa de uma gritaria na rua. A vizinha, uma adolescente de 19 anos - já com um filho nos braços - que estava junto, acompanhava nosso trabalho, quando deixou o filho com a gente mesmo e saiu desesperada ao avisarem da rua: “a polícia acabou de entrar na sua casa”. Quando se está fazendo uma reportagem sobre morte, em um clima triste e tenso, o que se pensa nessa hora?

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Bastidores: reportagem sobre Nícolas é interrompida por desespero de vizinhos. / Foto: arquivo pessoal.

A ocorrência era outra. O irmão da vizinha, com apenas de 16 anos, já estava na casa bem ao lado, levado por policias militares chorando. Eles procuravam os responsáveis pelo rapaz franzino. Motivo: ele acabara de ser encontrado com grande quantidade de maconha, cocaína e crack em outro comunidade próxima. O garoto era mais um soldado do tráfico que, vendo a aproximação da polícia, não conseguiu correr como os mais velhos.

Já vi muita coisa de perto, admito. Mas cada vez que vemos lágrimas descendo dos olhos de uma mãe, impossível não se comover. Ela se desesperou a ponto de perder os sentidos. Aquela mãe, já desacordada e caída na porta de casa, era abanada e sacudida pela filha que estava com a gente e por tantos outros vizinhos e parentes. Acordar foi apenas mais um passo sombrio para encarar a realidade nua e crua: o menino estava sendo levado pela polícia pela primeira vez. O policial, muito educado, explicava que precisava da mãe na delegacia, para que a ocorrência fosse registrada. E lá foi ela dentro de uma viatura com o menino.

Voltamos a gravar nossa matéria, agora com um integrante a mais na casa da nossa personagem. Maria do Carmo, mãe do menino atirado da ponte pelo pai, agora estava com mais uma criança no colo, o Vitor, filho da vizinha que se desesperava tentando dar apoio ao irmão retido e à própria mãe. Ambos já seguiam para a delegacia. Ironia do destino, além da criança da vizinha no colo, Maria do Carmo ainda tinha outra no ventre. Não para compensar a perda do pequeno Nícolas, mas ela estava nos últimos dias de gestação de Benjamim, filho do segundo casamento, quando tentava reconstruir a vida depois de uma tragédia causada pelo desequilíbrio do primeiro marido.

Enquanto você está lento esta postagem, o pequeno Benjamim já deve estar fora daquela barriga bonita e protuberante: o parto estava previsto para o começa da tarde desta terça-feira, justamente no dia em que a matéria deve ir ao ar no “Programa da Tarde”.

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Depois do susto, um registro: nossa equipe com a mãe de Nicolas, com Benjamim na barriga e o vizinho no colo.

Já viu fazer dinheiro?

Esta semana descobri, literalmente, o que é estar "montado" na grana. Veja só como é feito nosso "rico dinheirinho" na prévia de uma matéria muito especial que estamos fazendo na "Casa da Moeda". Ela vai ao ar, em breve, no "Programa da tarde".

 

Você teria um filho para salvar outro?

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/09/2012 às 20h25

Fazer uma reportagem pode até ser fácil. Mas passar mais que textos, imagens e histórias é outra coisa.

Não trabalhamos apenas com reportagens: trabalhamos com emoções. A sensibilidade de todos os colegas envolvidos desde a produção, gravação e edição prova disso. Não tenho vergonha alguma em admitir: chorei na porta do hospital ao receber a notícia de que Pedrinho e o irmão Arthur são compatíveis para um transplante de Medula Óssea. Chorei ao ver a matéria na ilha de edição e voltei a me emocionar vendo o caso no ar.

Essa é uma daquelas vezes que a gente se orgulha de fazer algo que leve "mudança" e "reflexão" na vida de outras pessoas. Essa é uma das vezes que me orgulho de trabalhar com pessoas tão comprometidas.

POSTAGEM ORIGINAL:

lily 150x150 Você teria um filho para salvar outro?Pedrinho descobriu uma doença séria e avassaladora quando mal tinha completado 1 aninho: para a mãe, a jovem Júlia, foi um susto descobrir que o filho tinha "Leucemia". Em bom português, câncer no sangue. Até aí seria, infelizmente, mais um dentre tantos casos de crianças acometidas pelo câncer. Mas não foi assim.

A quimioterapia fez o cabelinho dele cair. Surgia então um novo "carequinha" na oncologia do Hospital do Fundão. Um carequinha daqueles mais queridos que se pode imaginar! De tão amando pelos pais acabou ganhando ainda mais força para lutar, mesmo quando a quimioterapia já não ajudava. Pedrinho passou, facilmente, por mais de 200 sessões.

A alternativa seguinte é mais séria, porém nem por isso confusa: o transplante de medula óssea. Se você não sabe o que é isso, não se assuste! Essa medula nada mais é que um líquido e não um "osso" como muita gente chega a imaginar. Também esqueça qualquer associação com medula espinhal, que é uma continuação do sistema nervoso central na nossa coluna. Nada disso. A medula que estamos falando está sim dentro dos ossos e é retirada de forma mais tranquila do que imaginamos. Muitas pessoas sentem no máximo, a picada de uma agulha como em uma injeção.

1f67012ad960653d72321932b6804fa3 1 foto Você teria um filho para salvar outro?

Pedrinho e a mãe: todos os dias, 2 horas para chegar ao hospital. / Foto: arquivo pessoal.

O problema nessa caso é a chamada "compatibilidade".  De acordo com os médicos, apenas 1 pessoa entre cada 100 mil, apresenta compatibilidade com um paciente que precise deste procedimento. No caso do Pedrinho, até havia um doador. Ele fez os exames, topou ajudar... mas na última hora desistiu. Lá se foi a chance de Pedrinho melhorar rápido, numa corrida contra o tempo onde quem estava ganhando era a doença.

Orientada pelos médicos a mãe teve uma ideia polêmica. A última alternativa para Pedrinho era a compatibilidade com um irmão de sangue. As chamadas "células tronco" - aquelas que são a "massa de modelar" da mãe natureza para formar todas as outras células e tecidos no nosso corpo - poderiam ser retiradas do sangue do cordão-umbilical do bebê, na hora do nascimento e injetadas na medula de Pedrinho. O problema é que Pedrinho era filho único, não tinha irmãozinho nenhum. Além disso, até a possibilidade disso dar certo era uma luta matemática conta a porcentagem: só 25% dos casos são bem sucedidos.

 

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Pedrinho, 2 anos: superação no "Programa da Tarde". Foto: arquivo pessoal.

Começava aí um dilema: mesmo sem condições financeira de criar um, você teria o segundo filho para tentar salvar o primeiro? Se isso desse certo seria a salvação de Pedrinho. Mas se não desse, seria mais um filho para sustentar, morando em uma pequena casa, no subúrbio de Nova Iguaçu, município do Rio de Janeiro. Toda essa dúvida para, repito, 25% de chances de acerto.

A decisão da mãe não foi outra: foi assim que nasceu o pequeno Arthur, hoje com pouco mais de 15 dias de vida. Com as duas crianças mais lindas que os médicos já viram, fui ao Hospital do Fundão, semana passada, junto com a família, para pegar o resultado de um exame simples: o de compatibilidade entre os dois.

O final dessa história não vou contar aqui. Ela se transformou em uma reportagem que me comoveu muito, e está no "Programa da Tarde" desta terça-feira com Ana Hickmann e Britto Jr. Esta é apenas uma das belíssimas história que o programa vai contar, mesclando saúde, aventura, comportamento e, claro, matérias divertidas e engraçadas. Hoje, na estréia por exemplo, vamos mostrar um novo equipamento que pode ajudar o comediante Shaolin a se comunicar com os médicos e familiares. A Ana Hickmann foi pessoalmente testar o aparelho. Não precisa nem dizer que também me comoveu muito gravar esse texto.

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No caso do Pedrinho - que brincou no meu colo sorridente e feliz como se fosse meu sobrinho - posso adiantar que você também vai se comover. As tardes da Record agora são com o "Programa da Tarde", sempre as 14h30.

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E a dentadura sumiu…

dentadura de silicone thumb 150x150 E a dentadura sumiu...Uma mulher teve a dentadura furtada após ser internada e passar por uma cirurgia, no Hospital Albert Schweitzer, no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a mulher, que usava a prótese há 40 anos, a dentadura desapareceu durante a operação. Constrangida, a dona de casa afirma que está com vergonha de conversar e até de sair na rua.

"Todo mundo me conhece pelo sorriso. Quando as pessoas vêm me visitar, eu não posso nem sorrir, também não posso mostrar minha boca porque tenho vergonha. Aí, fico chorando." - conta ela emocionada.

No dia 28 de agosto a advogada, que tem 63 anos, foi até o hospital com uma crise de vesícula, e no mesmo dia foi submetida a uma cirurgia de emergência. Quando acordou, após o procedimento, descobriu que estava sem a prótese dentária. A direção do Hospital Albert Schweitzer informou que a prótese foi devolvida após a operação. A unidade estadual de saúde também informou que a mulher pode passar por uma avaliação no serviço de odontologia no hospital.

Untitled E a dentadura sumiu...

Quando ela acordou, após o procedimento, descobriu que estava sem a prótese dentária. / Foto: R7.

 

Visto… e ouvido

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/09/2012 às 20h36

Com a proibição de entrar no consulado americano com celulares ou quaisquer equipamentos eletrônicos, eis que surge uma nova profissão: "guardador de celular".

celular Visto... e ouvido

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POSTAGEM ORIGINAL:

estados unidos1 150x150 Visto... e ouvidoPara mim foi quase uma tortura. A entrada na embaixada americana, em Brasília, já mostrava que a segurança era tão intensa quando parecia ameaçadora: blocos de concreto, grades e pinos de aço no asfalto. Eu tinha talvez 17 ou 18 anos de idade, quando fui a primeira vez tirar um visto.

Mas o terror estava muito mais na cabeça. Era uma situação psicológica. Eram grades, detectores, revistas. Lembro-me da entrada ter grades brancas onde se passava um por um como se houvesse um "scanner" humano naquele local. Isso sem falar da fila do lado de fora, no sol mesmo. Dentro do prédio o clima de seriedade chega a ser frio. As pessoas falavam pouco, faziam perguntas e mais perguntas com um português que mal se compreendia.

Tenha sido essa ou não a intenção de tudo ser daquele jeito, a experiência me fez pensar duas vezes antes de procurar destinos na América do Norte nas férias seguintes. Dava um certo "frio na barriga" pensar na necessidade de passar por aquele processo novamente. E olha que gosto dos Estados Unidos. Mas e se tivesse tido uma impressão diferente daquela primeira vez? Será que não poderia ter ido mais vezes deixar nosso suado dinheirinho lá? Foi nessa época que fui para a Europa pela primeira vez e virei freguês. Resultado: "bye-bye" Estados Unidos.

 

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Rapidez: vistos liberados e entregues em casa. / Foto: internet.

Hoje a história é outra. Não sei se foram as relações diplomáticas entre os dois países que melhoraram ou se não há nada como uma crise financeira internacional para se abrir mais as portas à visitantes. Hoje visitando o consulado do Rio de Janeiro para tirar um visto de trabalho, confesso: consegui voltar a pensar em Minie, Mickey e Pateta para as férias. Vi filas pequenas que, pela sua velocidade, deixavam claro que o atendimento estava fluindo. As pessoas até esperavam do lado de fora do prédio, mas havia local coberto e um "exército" de funcionários bem treinados, brasileiros, que tiravam todas as dúvidas e faziam uma primeira triagem.

Havia sim detectores de metais e esteiras de "raio-x". Mas nada de inspeções exageradas que fizessem com que nos sentíssemos suspeitos. Como as coisas mudaram. Os funcionários são jovens e pacientes. E mais: todos, eu disse absolutamente todos os que lidam com público externo falam P-E-R-F-E-I-T-A-M-E-N-T-E a nossa boa e velha língua portuguesa. Língua do país o qual os recebe com muito carinho.

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Entrada do Consulado: poucas filas e agilidade no processo. / Foto: internet.

O processo foi rápido. Tudo sistematicamente dividido em etapas, quase cronometradas, mas com tranquilidade o suficiente para atender um idoso sem pressão. Apesar de estar tirando um visto de trabalho, eu só disse que trabalhava em uma emissora de televisão quando já estava entregando o último documento, explicando o motivo do pedido de visto. Me despedi de funcionários excepcionalmente bem educados, que sorriam e pareciam muito felizes com o que faziam. Me impressionei bem e acho que valia contar aqui na mais singela filosofia do "o que melhora a gente também tem que falar".

Sou favorável a um mundo sem fronteiras. Pode parece frase feita ou "clichê", mas é verdade. Lamento que isso seja utopia. É perfeitamente compreensível a preocupação de um país que já sofreu ataques terroristas. Isso me lembra os revoltantes ataques do 11 de setembro. Faz sim todo sentido se preocupar com segurança. O que percebi é que a representação diplomática dos Estados Unidos no Brasil encontrou um ponto interessante de equilíbrio: se preocupar com segurança, seleção de seus visitantes, porém sem afugentá-los. Os americanos cresceram na minha opinião em relação a isso.

O rapaz do Calendário

1256518538PP6Cu2 O rapaz do CalendárioMiriam queria ajudar. Era época de fim de ano, próxima ao Natal. Período em que os corações ficam mais moles e as doações, digamos, costumam fluir mais. Mas esse histórico comportamental não batia necessariamente com o que a técnica em enfermagem pensava. Para ela o desejo de "fazer alguma coisa" não era sazonal.

A primeira ideia foi procurar uma creche. Com o carro abarrotado de 500 brinquedos comprados com dinheiro suado e juntado com dificuldade, lá foi ela. Tocou o interfone, bateu palmas no portão. A voz do responsável ou zelador naquele domingo disse tranquilamente. “As crianças desta creche não podem receber visitas aos domingos”. Apesar de considerar no mínimo suspeito só receber vistas em dias “combinados” ou de semana - mesmo as crianças estando lá a semana toda - confesso que faria o mesmo que ela fez: partir da tal creche sabendo que tinha muito mais gente precisando.

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E não precisou dirigir muito. Menos de 500 metros depois a ideia surgiu diante do para-brisa. A atenta Mirim Gomes conseguia ver as primeiras casas da “Favela do Coqueirinho”, comunidade que deixou de existir com a construção da Linha Vermelha, no Rio de Janeiro. Foi rápido: ela só precisou parar, abrir as portas e o porta-malas e as crianças vieram correndo. Além de cada sorriso estampado nos rostos, ela ainda conquistou uma companhia extra depois de uns 20 ou 30 minutos que estava parada ali. “Eu nunca tinha visto uma arma tão pesada” - relembra Miriam. Um homem se aproximava e de longe já começava a falar: “Eu vim para fazer a segurança da senhora. O chefe mandou.”. Como se não bastasse ele ainda completou: “Fique tranquila. Gente do bem não pode ser incomodada.”

Hoje Miriam não distribui mais brinquedos na rua. De 1994 até hoje as coisas mudaram bastante. A vontade de ajudar cada vez mais cresceu e ganhou um nome: “Creche Anjinho Feliz”. Isso mesmo. Hoje a Miriam - que vive como pensionista - cuida das crianças de sua própria creche mantida em um trabalho social exemplar e sem ajuda governamental bem na região central do Rio de Janeiro. A casa comprada com a herança do pai - que falecera alguns anos depois - atende hoje 20 crianças diariamente. Elas chegam pela manhã, fazem duas refeições, tem acompanhamento escolar e já voltam para casa de banho tomado.  Ajuda? Repito, só de doações: seja de roupas, brinquedos ou comida.

Só que o problema da creche não é apenas a falta de dinheiro. Essa conta é fácil de fazer: sobra gasto e falta doação. A conta impossível de se fechar é a burocrática. Com dívidas pendentes, não existe a menor possibilidade de se inscrever em projetos ou programas que possibilitem aportes financeiros de fora. E aí vira aquela história do “cachorro correndo atrás do próprio rabo”: quanto mais a dívida aumenta, mais longe fica a possibilidade de se conseguir ajuda para que ela seja paga. Vira uma luta sem fim.

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Recentemente a Miriam teve uma ideia: porque não fazer um calendário solidário, com artistas, jornalistas e celebridades posando para essa causa tão nobre? Não precisa dizer mais nada, né? Foi assim que conheci o trabalho da Miriam e, convidado pelo projeto, resolvi ajudar. Eu sei que uma foto minha, se não atrapalhar, pelo menos pode espantar mosquitos. Só que não basta ter o meu bom humor. É preciso espantar é a possibilidade da creche chegar a uma situação insustentável de te que fechar as portas.

O vídeo abaixo mostra apenas algumas das pessoas que resolveram dar essa força, como Pâmela Vidal, atriz da Record, e porque não, uma colega de outra emissora: a atriz Jessika Alvez que mostrou ter um coração que fala mais alto que suas “cordas vocais” no dia das nossas fotos. O vídeo explica melhor o porquê e mostra o quanto essas duas são doces e especiais.

Então essa é a hora certa de falar de ajuda. Ou melhor, o dia certo, já que estamos falando de um calendário! Aqui você tem mais informações sobre a creche e pode ajudar, claro, se quiser. Em breve dou as coordenadas sobre quando vão lançar o calendário.

As crianças agradecem. Como diria o suposto “segurança” do tráfico na época das primeiras doações, em 94, “gente do bem não merece ser incomodada.” E Deus sabe disso.

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