Soninha e o metrô

17
mai
02h06

twitter Soninha e o metrôHoje vou tentar escrever pouco. Escrever pouco porque, na nossa rotina jornalística, isso significa menos chance de errar. É verdade. Era sempre assim quando trabalhava na TV Nacional - emissora do governo - e era necessário dar alguma notícia polêmica que fosse "no rim" dos interesses do presidente da república.

Apesar de pertencer a um sistema de comunicação governamental, éramos cobrados também pela oposição, o que fazia com que a emissora fosse até exagerada em ser correta e imparcial. Era um preciosismo que parecia beirar o desnecessário. Mas não era. Posso garantir que, em uma situação como essa, o editor de texto que pegava a tarefa de montar o material o fazia quase que "pisando em ovos". Uma vírgula fora do lugar poderia dexar o que já era polêmico se desprendendo para o insustentável. A chamada do apresentador - que chamamos de "cabeça" - tinha que ser direta, sem floreios: sem chance de errar.

Soninha1 Soninha e o metrô

Na maior polêmica do dia nos cento e poucos caracteres do Twitter, a apresentadora e política Soninha preferiu não escrever menos. Escreveu o de sempre: o cotidiano, o trivial, mas sem se tocar que estava na linha tênue que separava, naquele momento, um comentário informal de um comentário que daria margem a interpretação de um bairrismo esnobe e de alienação. A pré-canditada à prefeitura de São Paulo não teve essa intenção. Primeiro porque quem conhece a Soninha de perto - o que não é o meu caso - jura que esses não são traços da personalidade dela. Então porque tanta polêmica? É simples: no mundo virtual não se perdoa nada.

 Soninha e o metrô

Imagem aérea: o caos na região do acidente na Zona Leste de São Paulo. / Foto: r7.

Lembro-me quando a Sasha, ela mesma, a filha da Xuxa, escreveu alguma palavra com a grafia errada no Twitter. Lembra disso? Como diz minha mãe, "a emenda ficou pior que o soneto" quando a mãe, Xuxa, entrou na briga dizendo que tinha que ouvir muita "m"... no microblog. Eu poderia citar aqui pelo menos uma dúzia de situações em que o que estava escrito não era exatamente o que se passava pela cabeça de quem o escreveu, seja por um simples erro ortográfico ou interpretativo. É fato: todos esquecemos que, apesar da informalidade, estamos sempre sendo analisados e julgados pelo que colocamos nessas redes sociais. Uns menos outros mais. Mas ninguém escapa, desde uma olhadela rápida por parte de um(a) pretendente; até uma olhada mais "lenta" por parte de um gestor de recursos humanos onde pleiteamos uma vaga de trabalho. Hoje escutei até que Soninha estava no olho do furacão por haverem opositores infiltrados no Twitter incomodados com sua pré-candidatura a prefeitura da maior cidade do país.

acidenteMetroSP Soninha e o metrô

Pessoas sendo socorridas. Mais de 100 levadas para o hospital. Foto: r7.

Não acredito em "teoria conspiratória". Acredito mesmo é que o fato de ser figura pública e política - numa situação política crucial - fez o que ela escreveu ser julgado como crime hediondo. Não consigo imaginar uma pessoa politizada e culta sendo tão burra a ponto de escrever isso de forma apológica ao bairrismo social e ao desconhecimento de algo tão marcante como o primeiro grande acidente ocorrido no metrô de São Paulo. Ninguém em sã consciência acharia "sussa" mais de 100 pessoas se ferirem em um acidente como o desta quarta-feira. E todo mundo que leu o comentário dela percebeu isso. Acho que fica claro: Soninha não teve a intenção, embora tenha dado o  combustível, sem perceber, para virar motivo de piada.

Como em tudo na vida há uma lição, acho que Soninha vai ficar mais atenta antes de escrever qualquer coisa no Twitter agora . Mais atenta do que já ficou quando disse que tinha fumado maconha. Acabou sendo demitida da TV Cultura. Acho que eu também vou pensar duas vezes antes de escrever. Só vou ficar "sussa" agora quando acabar meus textos, revisando cada um deles por pelo menos 3 vezes. A gente nunca sabe quando vão explorar mal uma frase perdida no meio de tantas idéias jogadas no teclado. Mesmo me negando a partir para o famoso clichê "que atire a primeira pedra quem nunca fez isso",  não consigo encontrar frase melhor para me colocar no lugar da Soninha numa hora dessas.

"Sussa". terminei.

 

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O Rio de Janeiro em miniatura

15
mai
00h00

Chave de roda 150x150 O Rio de Janeiro em miniaturaQue miniaturas e maquetes fascinam qualquer pessoa não é novidade nenhuma. Mas quando essas verdadeiras obras de arte são feitas com o que há de mais imporvável para se reproduzir algo em tamanho menor, aí sim é a surpresa que cresce. Foi esse o sentimento que tive ao perceber a criatividade latente de um mecânico, especialista em radiadores, que se mostrou um artista.

Talvez a oficina dele hoje não exista mais. O negócio funcionava ao lado da linha do trem, nas proximidades do morro da Mangueira, zona norte do Rio de Janeiro. É um local onde muitos dos imóveis são irregulares. Mas, mesmo com outro endereço, acredito que as maquetes não serão perdidas. Tem avião decolando do aeroporto, tem barca cruzando a Baía de Guanabara e vários veículos movidos a vapor, acredite, de uma panela de pressão!

Essa é uma prova de que a criatividade nata não aceita limites. A arte, de verdade, pode morar dentro de mecânicos, pedreiros, motoristas ou jornalistas. É só dar espaço pra isso.


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Mentira cabeluda

9
mai
23h03

rim Mentira cabeludaHá histórias que contadas para muita gente de fora do Brasil pareceriam meras alucinações de um povo "terceiro-mundista" que cisma em crescer. Não que obrigatoriamente precisemos concordar com a velha e batida nomenclatura que divide o mundo assim. Mas na parte de vivermos realidades que em muito lembram alucinações... aí já é outra história.

É quase obra de Salvador Dalí, de tão surreal, o que a cidade de São Gonçalo, há 30 minutos do centro do Rio de Janeiro, vive atualmente. Mulheres estão em alerta por causa de assaltos que, quisera eu, dizer que são inusitados. Abordada por dois homens, no meio da rua, uma manicure de 26 anos agarrou firme a bolsa. Não foi em vão foi a tentativa de manter seus pertences mais íntimos e poucas notas que não somavam nem 20 reais na carteira. Esqueça a bolsa. O que os bandidos queriam eram cabelos. Os criminosos cortaram as madeixas da mulher com um facão, causando ferimentos na cabeça, sem nenhuma piedade. É instrinseco à classe que denominamos marginal: piedade, claro, não existe.

cabelos naturais Mentira cabeluda

Cabelos sem tintura: cerca de 2 mil reais por mechas de 20 centímetros. / Foto: internet.

Nem mesmo os rituais mais macabros de escalpelamento envolveriam tamanha crueldade capitalista. Os fios, bem tratados e virgens - sem nunca terem provado um tonalizante sequer - foram levados por conta de um mercado obscuro que cresce cada vez mais: o tráfico de cabelos. Vendidos em lojas - que sabem exatamente o que estão comprando - acredite: um punhado de cabelo com 20 centímetros, pode chegar a custar 2 mil reais. É um negócio tentador para bandidos.

Conversando com uma amiga que mora na Europa, percebi a anestesia moral que nos auto-aplicamos, todos os dias, quando achamos histórias assim comuns. Pensar que roubar cabelo é ocorrência do tipo que já tem modelo pronto nos computadores de muitas delegacias, é a negação à surpresa, à revolta e a inquietação. É provarmos que já banalizamos tanto a violência que achamos que roubar cabelo é relativamente "de baixo poder ofensivo".

Trafico de orgaos Mentira cabeludaVamos pensar assim, por dois minutos, lavando nossas cabeças no shampoo do EXAGERO: quando se acha comum e ordinário roubar cabelo, estamos analisando que é normal retirar parte do corpo de outrém de forma furtiva. A minha narrativa fria - tão distante da realidade inglesa - fez com ela questionasse porque é tão pior se retirar um "rim" do que os "cabelos" . Estapafúrdio, analisei. Mas o raciocínio linear de quem não se depara com casos assim todos os dias tinha um fundo de verdade. De uma forma diferente de entender, o cabelo é tão da manicure quanto seu rim, e não pode e não deve ser arrancado, cortado ou extirpado sem o consentimento do envolvido.

Pronto. Estava eu, em um devaneio desses "cabeludos", me perguntando se roubar alguns muitos fios de cabelo era tão sério como se traficar um rim. Apesar da conclusão óbvia de que cabelo nasce de novo, a amiga estrangeira tinha certa razão em sua filosofia: a banalização com que lidados com crimes assim, faz com que fiquemos anestesiados moralmente, a ponto de acharmos que cabelo pode e rim não pode.

Não é bem assim. Quando tratamos das liberdades e garantias constitucionais de um cidadão, não existe juizo diferenciado entre fio de cabelo e orgão do aparelho urinário. Estamos falando da lei nua e crua. Talvez seja por isso que, enquanto me surpreendo ao discutir aqui o que é pior, a amiga européia acha tudo igual: bandido não pode roubar nada! Talvez tenha sido assim que começamos a achar que assaltar rico é menos ruim que roubar pobre. Que playboy vender droga é pior que favelado na boca de fumo. Que roubar cabelo é menos pior que roubar um rim.

Não sei se é a nossa segurança ou nossos conceitos que precisam de uma hemodiálise.

charge Mentira cabeluda

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Fora de Controle

7
mai
01h58

camera1 Fora de ControleRecentemente, em viagem à China , um colega de outra emissora procurava freneticamente uma câmera fotográfica. Mas não era a compra de uma câmera comum, para registar a viagem dele ou mesmo as férias. Não mesmo.

Estamos falando de uma câmera fotográfica profissional; aliás, tão profissional que a referência que ele me deu dispensa comentários: era a mesma câmera com que se grava, segundo o colega, o seriado "House" , que inclusive passa na Record .

Fora de Controle Fora de Controle

O assunto "qualidade de imagens" está em uma reportagem que estamos fazendo sobre a estréia da série "Fora de Controle". Apesar de curta, com apenas quatro episódios, o Recnov, não economizou: as imagens são feitas com uma câmera que reproduz a textura de uma 35 milímetros, câmera usada no cinema. Prova disso é que até lentes de cinema foram usadas no equipamento.

A câmera da Record é mais uma dessas pequenas notáveis que merece destaque. Nesse "making of" feito pelo R7 dá para acompanhar bem isso.


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Palestra: inscrições abertas!

2
mai
22h28

Veredas 12 Palestra: inscrições abertas!

 

Não é necessariamente jornalismo. Também não é apenas entretenimento. O que então vem acontecendo com a nossa televisão brasileira onde a cada dia vemos duas linhas - até então difusas - andando cada vez mais de mãos dadas em nossas telas? O que eu chamo de "showrnalismo" é a mistura de tudo isso. Da mesma forma que antes nenhum bom chef de cozinha misturava "massa com frutos do mar", hoje o nosso cardápio quebra paradigmas na televisão.  O "I Encontro Veredas da Comunicação" é isso: a chance para trocarmos conhecimento e informações sobre nossa área de trabalho e sobre o que está por vir em termos de novidades no jornalismo e entretenimento televisivo.

A palestra será no próximo sábado, dia 5 de maio. E para quem é assíduo leitor aqui do blog, um empurrãozinho: as 10 (dez) primeiras pessoas que mandarme comentários, aqui no blog mesmo, dizendo "eu quero ir!" não pagam inscrição. Basta mandar nome completo, número da identidade e um número de telefone. Nenhuma informação pessoal será divulgada além, claro, do nome de quem se inscreveu.

Veja quem mais vai estar com a gente e a programação completa clicando na imagem abaixo:

No ar Palestra: inscrições abertas!

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China: iogurte quente no meio da rua

27
abr
23h49

pote colher iogurte China: iogurte quente no meio da ruaA China reserva muitas surpresas quando o assunto é gastronomia. E não é de pratos elaborados e chefes internacionais que estou falando. Na China se come praticamente de tudo! Razões históricas e econômicas fizeram o povo chinês dar um show de resignação e capacidade criativa quando o assunto é alimentação. E o que parece menos provável acontece: é possível sim encontrar sabores extremamente exóticos e profundamente ricos, para se quebrar qualquer paradigma ou passar por cima de preconceitos.

Estou começando o texto de hoje com essa explicação já prapando você para notícias "contundentes" e até causadora de náuseas sobre o que andei comendo nessa viagem. Mas não passemos para este assunto "prato pincipal" parte agora. Não obrigado.

iogurte China: iogurte quente no meio da rua

Detalhe da tampa: apenas um papel e um elástico.

Como "entrada", no nosso cardápio aventureiro, vamos começar por um hábito que não tem esquisitice nenhuma, é apenas diferente: tomar  iogurte quente. Leia nisso apenas "um pouco acima da temperatura ambiente". Preparado para ser vendido na rua mesmo ou em pequenas mercearias, ele é colocado em potinhos de barro, tratalhados como cerâmica. O gosto desse iogurte é diferente do nosso. Ele parece um pouco mais "amanteigado", porém com menos gosto "azedinho" como o que estamos acostumados.

De qualquer forma, comprar um desses na rua  já é uma aventura. Seja por causa da tampa de papel presa com elástico na borda (industrialização zero) ou pela dificuldade para se comunicar falando nada de mandarin. O resultado é o vídeo que você vê abaixo. E se você for como eu, extremamente sugestionável, vai bater aquela vontade de tomar iogurte. Sugiro granola.


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Muletas para homens

25
abr
22h58

conhecendo o cachorro e suas racas 150x150 Muletas para homensNão é exagero da terceira idade. Não é deslumbramento de criança encantada com um filhote. Escutar a crítica de que alguém "trata cachorro como se fosse gente", não me causa surpresa. Sim, caro leitor, por mais contundente que isso possa parecer, acho esse tipo de reprimenda moral uma hipocrisia.

O ser  humano vive de suas arapucas psicológicas. Foi encutido na cabeça do "bicho homem", desde os primórdios, que tratar um animal com amor é igualar suas quatro patas a um ser humano. Pobre homem, sempre tentando mostrar que só ele é digno do amor; o único ser vivo merecedor de um afago ou de um carinho.

Eu não troco meu cachorro por uma criança pobre. Propor tal substituição é conciliar pensamento com aqueles que, mesmo de foma inconsciente, propõe que o amor por um cão é igual ao amor por um ser humano! Seria pior que comparar o amor que sentimos pela mãe, como o amor inflamado que se sente pela primeira namorada, numa disputa irracional entre as duas. O ser humano, banhado na hipocrisia, tem dificuldade de ver que há "amores" e "amores" nessa vida. Não tenho a menor vergonha em admitir que a vira-latas que ronda meus pés enquanto dedilho esse texto é um dos amores da minha.

A escolha de um bicho não envolve medos. Cachorro não dá o golpe do baú. Cachorro não entende "status quo". Um poste é um paraíso e a falta dele um tormento. Sua realidade é distante das trívias psicológicas nas quais nos metemos quando filosofamos sobre ter ou não uma criança. Isso sim tende ao irracional. É mecanismo de "auto-pedido-de-desculpas" pelo o que deixamos de fazer.

Se ainda há dúvida, o exercício é muito simples: basta ter um deles. E não aconselho a procurar nas ruas, no canil, nos anúncios de jornais. Esse lugares são apenas "pontos de encontro". Quem escolhe mesmo os donos são eles; e quando menos esperamos. Me incluindo inclusive no mesmo bojo reflito: que raça orgulhosa e inflexível somos nós. Nós que, na grande maioria,  não adotamos criança nenhuma, não levamos um prato de comida a quem precisa ou sequer acalentamos quem vive em desespero. Mas aquele que trata um cachorro como uma criança... ah! Esse sim é o vilão.

"Só falta colocar na mesa para comer" - já escutei sobre senhoras soluitárias que encontram em rabinhos balançando sua única e verdadeira companhia. Quando escutar isso novamente é fácil saber o que responder: ponha não apenas mais um, mas dois pratos à mesa. Sente-se junto e faça companhia! A descoberta, de certo, será que não é preciso ser criança, muito menos pobre: o que realmente condenamos quando feito a um cachorro é simplesmente aquilo que não fazemos pelo próximo, sentado, muitas vezes, na cadeira mais próxima.

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Mãe bate no filho depois de batida de carro

23
abr
16h43

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/04/2012 às 21:34

Veja agora a resposta da irmã "traquina", mandada nos comentários:

"Poxa!!! Contando minhas traquinagens no blog??? Que queima filme!! Esqueceu que sou exemplo, em casa? Assim voce me quebra!!!! Pelo menos não posso dizer que não aproveitei minha adolescência...fui muito feliz, aliás, sou muito feliz...." - Giselle Ramalho

collision1 Mãe bate no filho depois de batida de carro

POSTAGEM ORIGINAL:

Que mãe tem sempre razão,  disso ninguém discorda. Mas se a moda de mãe dar uns bons "cascudos" no rebento quando o mesmo se envolve em acidade de trânsito acabar pegando, as cenas vistas na manhã de sábado, em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, vão ser muito mais corriqueiras do que imaginamos.

A reportagem que li no R7 seria trágica se não fosse quase cômica. Após o filho se envolver em um acidente de carro, a mãe não fez por menos: saiu de casa, foi direto para o local da batida e e fez o inimaginável depois de um acidente: deu uma bronca e bateu - sem nenhuma cerimônia - no rapaz. Testemunhas - que demoraram a acreditar no que estavam vendo - relataram que o jovem não tinha mais que 21 anos. O rapaz que apanhou da mãe dirigia um Gol preto, que atingiu um táxi. Com o impacto, o táxi caiu dentro de um canal. Segundo testemunhas, o motorista do Gol, que estava acompanhado, teria avançado o sinal vermelho. Ainda de acordo com pessoas que passavam pelo local, ele apresentaria sinais de embriaguez. Durante a bronca, a mãe disse que havia avisado o rapaz para não pegar o carro escondido. Uma das vítimas chegou a ser socorrida e a outra recusou atendimento e foi liberada no local.

 

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Passat, branco, 86. Histórias para contar dentro de um deles. / Foto: ilustração.

Isso me lembra uma situação engraçada que vivi na minha infância. Por conta do trabalho, minha mãe viajara para norte do país, não me lembro exatamente para onde. Funcionária pública, lotada na Eletronorte, não eram nada raras as viagens para as chamadas "unidades descentralizadas". Por conta disso, não tinha uma única feira de ciências que eu não tirasse nota dez, sempre falando de hidroelétricas - com direito a maquetes perfeitas - e produção limpa de energia.

Numa dessas viagens o zelador do prédio toca o interfone e diz a empregada: "avisa a dona Marluce que tem um documento aqui na portaria para ela." A Carmo - praticamente minha segunda mãe - respondeu que não adiantaria, que minha mãe estava viajando e só voltaria em uma semana. Então ele retrucou: "então quem foi que acabou de sair com o carro dela da garagem?"

Minha irmã, traquina por natureza e no auge de sua adolescência, não tinha esperado muito: ao lado de uma colega do segundo grau pegou as chaves, sem permissão - e do alto dos seus 17 anos anos - resolveu dar um "passeio" para tirar onda indo para a escola motorizada.

Hoje a gente ri muito de tudo isso, mas na época lembro bem a agonia de esperar até que ela voltasse para descobrirmos onde ela realmente tinha tinha ido. Irmanzinha! Quantas risadas você me proporcionou desde nossa infância com esse seu ímpeto e coragem! Hoje nos divertimos com esta e outras peripécias que até valeriam outra postagem. Ainda bem que só eu tenho blog, hein?

A sorte é que não deu tempo de minha mãe ou meu pai voltarem para dar os "cascudos" que o rapaz, do caso acima, acabou levando...

Infância corte Mãe bate no filho depois de batida de carro

Giselle e eu: carro "roubado" da mãe, aulas perdidas e muitas traquinagens. /Foto: arquivo pessoal.


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Ski Dubai – neve no deserto

19
abr
19h00

esqui 150x150 Ski Dubai   neve no deserto  Se esquiar numa região desértica - com temperaturas chegando aos 55 graus durante o dia - lhe parece algo distante e absolutamente à margem da lógica, vale um convite: está na hora de você conhecer um pouco mais sobre Dubai.

Não é pegadinha não! O esqui em questão é na neve mesmo. A peripécia só é possível graças ao caráter "megalomaníaco" da cidade. A diferença é que naquelas bandas não há miragem. Tudo é exagerado mesmo! Aliás, grave bem essa palavra e seu significado. Não seria nada errado encontrar uma foto de Dubai no dicionário quando se procura o sinônimo para o  termo. De um jeito simples de enteder? Em Dubai tudo é construído para ser o melhor ou o maior do mundo.

ski dubai 1 300x209 Ski Dubai   neve no deserto

Ski Dubai: 22.500 metros quadrados construídos, 5 pistas, e pastinadores profissionais. Foto: divulgação.

Além do prédio mais alto do mundo, com seus 162 andares; do hotel mais caro do planeta, com suas diárias na casa de 2 mil dólares e dos shoppings que consomem facilmente 3 dias de passeio para serem completamente conhecidos - cada um deles! - a cidade também coleciona excetricidades como essa: o Ski Dubai.

A área de esqui tem a "bagatela" de 22.500 metros quadrados construídos. São cinco pistas com graus de dificuldade variados. Há opções para iniciantes e para profissionais. Inclusive, é bom frisar bem: muitos competidores internacionais optam por treinar e se divertir em pistas como estas. Pense comigo: em um ambiente totalmente "indoor",com temperatura, espessura da neve e iluminação controladas 24 horas por dia, é muito mais fácil escapar de problemas comuns nas montanhas de Barloche, Aspen, ou da Suiça. Gelo mal compactado, nevascas, tempestades e chuva? esquece! Tudo por aqui foi perfeitamente reproduzido, com um padrão internacional de esqui, dentro de um shopping!

A reportegem sobre essa majestosa obra - que tende ao inacreditável - faz parte de uma série de matérias especiais que preduzimos para o "Hoje em Dia", nas últimas duas semanas que passamos viajando entre a China e Dubai. Claro que tudo só vai ser visto no ar. Mas porque não darmos uma "pitadinha" do que é essa estação de esqui no meio de uma das regiões masi desérticas do planeta Terra?

Vale um chocolate quente e até a constrastante aventura de comprar roupas de neve em um lugar onde só se deveria levar roupas leves na mala! Eu precisei de duas delas, diga-se de passagem. O meu constraste era justamente passar por regiões da China, onde pegamos -7 graus; e depois mudar de cenário para uma cidade que não sobrevive sem ar-condicionado.

Vida de repórter tem dessas coisas. Mas a gente também tem o privilégio de conhecer de perto o que seria até dificil acreditar só vendo por fotografias. Se o seu negócio é extremos, Dubai pode ser seu próximo destino, acredite, por preços muito mais atrativos do que estamos acostumados a pensar. Mas aí já é assunto para outra postagem...

32bb 300x200 Ski Dubai   neve no deserto

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