Império da polêmica…

31
mai
14h51

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/06/2010 às 14h08

Para toda ação existe a lei física da reação, certo? Nesse caso do jogador Adriano, a reação do povo brasileiro é o tradicional bom-humor. Para quem acha que já há uma "overdose" de escândalos envolvendo o jogador, a "superdosagem" agora é de piadinhas que circulam pela internet.

Do Twitter: "Adriano saiu da Vila Cruzeiro mas a Vila Cruzeiro não saiu dele".

No Orkut: "O imperador aumentou mesmo seu império. Agora vai morar na Europa para criar a "Vila Euro".

Dos blogs:  A melhor é uma fotografia que não consegui recuperar. Ela foi divulgada no dia seguinte ao anúncio da selação brasileira. Nela - uma montagem - o craque Adriano aparece fazendo sinal para um ônibus parar. O ônibus tem o letreiro bem grande escrito "COPACABANA". A legenda? "Adriano vai sim para Copa".

adriano Império da polêmica...

Adriano "Imperador" não fala nada: nem em depoimento para a polícia. / Foto: internet

O jornal "O Globo" de hoje traz na capa do caderno de esportes o seguinte título: "Zimbábue, o circo somos nós." É uma referência a moradores do país mais pobre do mundo verem como um "milagre" a seleção brasileira treinar por lá. Se o jornal estiver certo, as frases cuidadosamente selecionadas acima mostram que, no caso do Adriano, o circo também é aqui.

Como disse a leitora Cíntia Rojo nos cometários desta postagem, "cansa minha beleza falar desses caras".

____________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Na mala: sunga, roupa de praia e protetor solar. Mas antes de viajar em férias para Sardenha, no Mar Mediterrâneo... mais uma “passadinha” na delegacia. Não há como falar - mais uma vez - do jogador Adriano dando explicações sobre envolvimento com o tráfico de drogas sem já achar engraçado.

O depoimento aguardado é sobre supostas transações financeiras com o tráfico. mas as fotos polêmicas são de uma arma usada em Paintball e outra que seria um abajur. Mas a pergunta que me faço é quem colocaria um abajur dourado, que tem o formato de uma arma, dentro de casa? Um colecionador talvez?

A questão me fez lembrar do assunto que debatemos aqui no blog e que, outro dia, discutia também com telespectadores no Twitter: até que ponto a vida pessoal de um jogador ou de um artista faz diferença na sua vida profissional? Essa polêmica era pertinente quando a questão era a presença em bailes funk ou churrascos e feijoadas na comunidade. Nessa situação até defendi Vágner Love e o "Imperador". Como exigir que Adriano deixe de frequentar os eventos da comunidade de onde saiu?

fuzil 450 Império da polêmica...

Recorte de jornal: a arma que seria de paintball (preta) e a que seria um abajur (dourada). Mais uma polêmica para o "Imperador". / Foto: R7

Mas a nova questão na mídia é outra na minha opinião: existe uma grande diferença entre “participar” de eventos e estar “envolvido” com seus organizadores. Nas novas fotos que vazaram na net, o Imperador está com uma arma em punho.

Por mais que sua assessoria "biônica" diga que é uma arma de paintball me questiono: porque um craque, um ídolo que influencia multidões, precisa tirar uma foto assim? O que o Imperador não percebeu (ingenuidade?) é que, por mais que a arma não seja verdadeira, as fotos que vazam na internet não “viajam” pela web com legenda ou explicações. A nação rubro-negra que me perdoe (por mais que ele já tenha deixcado o time...), mas não precisava tirar uma foto assim.

A outra fotografia, em que Adriano aparece fazendo com as mãos a sigla “CV” - de uma facção criminosa que nem preciso dizer qual é - é pior ainda. É como diz um amigo sobre a habilidade masculina em criar desculpas. Foto com gesto em apologia à facção criminosa é como “batom na cueca”: não tem explicação. Pode até não significar envolvimento nenhum com tráfico, mas já não era para o Imperador estar “escaldado” em situações assim depois de tudo que passou?

Foi uma brincadeira, dizem os assessores. Mas uma brincadeira que pegou muito mal.

Pegou mal... mais uma vez.

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Tirando Coelho da Cartola

28
mai
15h02

São histórias que se repetem numa fórmula simples assim: o poder público “desaparece” e as ocupações irregulares “aparecem”. Não precisa nem de dizer “abracadabra” para isso. 

FOGO Tirando Coelho da Cartola

Incêndio destrói 25 barracos no Rio: história repetida. / Foto: R7

SAMPAIO - O caso nesta sexta-feira foi um incêndio na comunidade “Dois de maio”, que fica no bairro do Sampaio, zona norte do Rio de Janeiro. Vinte e cinco barracos destruídos e famílias sem ter para onde ir. O interessante - além de trágico - dessa história toda é que um incêndio já havia feito o mesmo estrago em 2002. As famílias foram retiradas e todo mundo achou que o problema estava resolvido. Meses depois a área foi novamente invadida e a comunidade cresceu ainda mais. A fiscalização? Essa parece que virou cinzas...

 CURICICA - O caso na quinta-feira foi em Curicica. Uma casa desabou e matou quatro pessoas de uma mesma família. Só um dos filhos do casal - um garoto de 6 anos - conseguiu sobreviver. De novo a mesma história: a defesa civil já tinha ido ao local, já havia interditado à casa e a família não saiu. Dessa vez não posso nem dizer que a atual gestão - prefeitura - não tenha se preocupado. Mas alguém não viu quando essas casas foram construídas?

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Quem protege quem deveria proteger?

26
mai
15h43

Responda com fraqueza: se você tem um filho e ele diz que quer ser Policial Militar no Rio de janeiro, o que você diz a ele? Se a sua resposta foi algo que remeta a incentivo, reconhecimento da categoria ou orgulho de ver um filho trabalhar na segurança pública do nosso estado, saiba desde já: infelizmente você é uma minoria.

O caso de dois Policiais Militares baleados dentro de uma cabine, em Anchieta, mostra que cada vez mais bandidos e traficantes aprenderam a fazer das cabines alvos fáceis por toda a cidade. Pode parecer incrível e de pouca veracidade, mas já ouvi relatos de que há “rituais de passagem” dentro da organização do tráfico que inclui o desafio de dar seu “primeiro tiro” em cabines da PM. Quase impossível de provar porém fácil de constatar a preferência mórbida que bandidos tem por estes pontos que deveria ser de apoio para os policias. Na verdade a função mudou e, hoje, quem fica dentro de uma dessas cabines sabe que está mais para “caça” do que para “caçador”.

tiros Quem protege quem deveria proteger?

Marcas de tiros ficaram até na árvore. / Foto: Urbano Erbiste

O caso que aconteceu nesta quarta-feira foi apenas mais um em que os bandidos passam de carro, atirando, como se estivessem em um daqueles desafios de parque de diversões: quem acerta o alvo com pistolas d´água ganha o prêmio. Só que aqui de água mesmo, só o discurso ideológico de que policiais militares vão ter melhores condições e mais segurança. Isso é o que vai por “água baixo”. Aliás, se você acha que parece redundante falar em segurança para quem faz segurança pública, saiba que não é.

revolver Quem protege quem deveria proteger?

Imagem: Internet

Quando cheguei ao Rio de Janeiro, há quase 5 anos,  para trabalhar em Benfica, zona norte, havia uma cabine da PM bem na descida do viaduto Ana Néri. Próxima à comunidades como Mangueira e Tuití, os confrontos alí eram constantes e sempre a tal cabine era metralhada.  Ouvi relatos de policias que trabalhavam naquela cabine. Eles contavam que quando percebiam que  uma nova saraivada de tiros viria de algum veículo, logo corriam para a portaria da TV Record. O argumento? Pelo menos a nossa portaria era blindada, à prova de tiros.

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Acelera de um lado… pára do outro

24
mai
17h23

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:  25/05/2010 às 13h57     

* GREVE - A greve dos rodoviários não perdurou no Rio. Odeio dizer isso, mas... eu não disse? Mais uma vez a categoria inteira saiu "queimada" por causa do sindicato. A justiça ameaçou multa de 10 mil reais - por dia - se não houvesse 70% da frota criculando na hora do "rush". Pronto: o movimento murchou.     

Daqui à pouco vai ter passageiro rindo da cara do motorista quando se falar em nova paralização. Nada contra motoristas, muito pelo contrário, acho que as reivindicações são justas e factíveis. Mas está ficando insustentável o que o próprio sindicato faz com seus sindicalizados. Ou motoristas e cobradores procuram rever seu sindicato ou o sindicado vai destruir a imagem pública que categoria tão honrada tem.     

* STOCK BOAT - Que fique bem claro que a aventura a 110km/h à bordo da lancha da Record foi a resposta a um desafio feito aqui e pelo "Twitter"! Já tem gente agora desafiando a um salto de paraquedas! Fala sério!     

8787paraquedas 1024 Acelera de um lado... pára do outro

Salto de paraquedas? Tô fora. / Foto: ilustrativa

O máximo que já fiz nas alturas foi um salto de "bungee jump". Mesmo assim porque era uma matéria. Foi em Brasília. Estava com microfone sem fio preso à metros e metros de fita crepe colada no meu peito embaixo da camisa. Tinha que ser rápido: eu fazia um texto lá em cima e pulava. Essa foi minha salvação: de tanto pensar que tinha que decorar o texto e não podia errar, acabei desconsiderando os 40 metros de altura. Só "caiu a ficha" da loucura quando acabei o texto e olhei para baixo e quem caiu fui eu. Já era tarde... loucura consumada. Portanto, sem mais sugestões radicais, pode ser?     

jump 1790 Acelera de um lado... pára do outro

Salto de Bungee Jump. Medo a 40 m de altura. / Foto: internet

Para quem não viu, segue o vídeo do "desafio" a 110 km/h.     

     

 

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