Curiosidades no ar

30
jun
13h53

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/07/2010 às 14h28 

Já que o assunto é o que há de novo no ar, vou aproveitar para abordar hoje o que há de mais velho, mais velho que “andar pra frente” nos céus do Rio de Janeiro e de várias outras cidades do Brasil: o perigo dos balões. 

Não consigo entender que tipo de dependência física ou psicológica soltar balões causa em quem insiste nesta “tradição”. A atividade é ilegal, rende de 1 a até 3 anos de prisão. E isso só o fato de soltar o balão! O estrago que ele causa quando cai, também é motivo para outro inquérito e mais pena. Porque ainda assim as pessoas insistem nisso? 

balão 21 Curiosidades no ar

Disque-denúncia: recompensa de 2 mil reais por pistas de baloeiros.

 Para muitos é uma questão de "tradição". Será? Para mim é uma questão criminosa e quanto a isso não há argumentos em defesa. Recentemente, no RJ Record, mostramos a entrevista de um baloeiro que pedia a descriminalização da atividade. Imaginei na hora a cena das passeatas para que o uso da maconha deixe de ser crime no Brasil... e os baloeiros junto! Será que é a mesma coisa? 

 Devaneios do apresentador que vos escreve à parte, vale lembrar que tudo que sobe... desce! Uma lei básica da física que quem solta balões parece não ter aprendido na escola. Aliás quem faz isso e ainda alveja o helicóptero da Rede Record com tiros- como aconteceu na semana passada - parece não saber nem mesmo o que é a “lei”. Portanto, hoje, resolvi fazer o "TOP 3" das afirmações mais polêmica no "mundo dos balões". 

 1 - Balão não representa perigo porque cai no mar. 

(  ) VERDADE          (X) MENTIRA 

 Explicação: Balão não é um equipamento “navegável”, nem mesmo à curtas distâncias. É impossível precisar onde ele vai cair. Essa é mais uma falácia de quem busca argumento para justificar o injustificável. Ainda assim vale lembrar que no mar há navios... 

  

 2 - Soltar balão pode prejudicar o tráfego aéreo mesmo longe de aeroportos. 

 (X) VERDADE          (  ) MENTIRA 

Explicação: o tráfego aéreo sofre com balões mesmo longe de aeroportos. Muitos balões resistem a grandes alturas, inclusive naquelas utilizadas para procedimentos de aproximação nas cidades onde há aeroportos. Portanto é um risco para quem voa e para quem está em terra firme. 

  

3 - Soltas balões precisa ser uma atividade discutida porque gera renda para os baloeiros. 

 (  ) VERDADE   (X ) MENTIRA 

 Explicação: discutir ainda vai, mas endossar essa teoria seria o mesmo que falar que o tráfico de drogas precisa ser “legalizado” porque gera “empregos”. A atividade é criminosa e os baloeiros ainda cometem outros crimes quando procuram os balões que caem. Além de andarem armados eles ainda invadem casas e terrenos particulares. 

_________________________________ 

POSTAGEM ORIGINAL: 

XÔ TRÂNSITO - Imagine o diálogo: “Amor, estou preso no trânsito mas chego em casa em dois minutos... vou voando”. No final de 2011 essa conversa não terminará necessariamente com um eufemismo. A viagem fora do asfalto será possível com o carro que vira avião em apenas 30 segundos. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos já aprovou a produção da aeronave também preparada para andar como um carro nas ruas. O “Transition”, como foi batizado, tem autonomia de voo de mais de 700 km, capacidade para duas pessoas e velocidade máxima de 185 km/h no ar. O custo do brinquedinho? Cerca de 300 mil reais. Mas é um carro que vira avião ou um avião que vira carro?    

carro avião Curiosidades no ar

Carro-avião: "brinquedo" de 300 mil reais. / Foto: terra

XÔ PREÇO ALTO - Se você não gosta de futebol ou até gosta, mas não se importa em estar nas alturas na hora dos jogos uma boa notícia: para tentar competir com a paixão do brasileiro, três das principais companhias aéreas brasileiras - TAM, Gol e Azul - inventaram promoções para lotar os aviões em dia de jogo do Brasil. A TAM estipulou um horário para os descontos terem validade – viagens a ser realizadas entre 6h e 16h da sexta-feira. Um trecho entre São Paulo (Guarulhos) e Cuiabá, por exemplo, poderá ser encontrado por até R$ 164 (sem taxas de embarque). Para viajar nesta quarta-feira (30), o bilhete não sai por menos de R$ 376 no site da empresa www.tam.com.br. Apesar de conhecer a tripulação da TAM -  já pelo nome - na ponte-aérea de sexta-feira à noite; não é propaganda: a informação é prestação de serviço.    

aeroporto3 Curiosidades no ar

Promoções: voar na hora dos jogos custa menos. / Foto: R7

     

  

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O corpo que nunca existiu…

29
jun
15h09

“O processo de apuração de uma notícia é um caminho longo. Um caminho que esbarra em falácias, pistas falsas e informações desencontradas”.

Se esse te parece um raciocínio de um jornalista... uma surpresa: essa é a constatação de um policial civil, de Minas Gerais, após perceber a tremenda confusão que foi criada quando a Polícia Civil mineira deu como oficial uma informação delicada: a de que o corpo da ex-namorada do goleiro Bruno - Flamengo - havia sido encontrada dentro de uma cisterna, no sítio do jogador, no município de Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte.

Logo que a confirmação foi passada aos repórteres que estavam no local, a informação “criou pernas”. A notícia foi direto para redações de televisões, rádios, jornais, agência de internet. De acordo com jornalistas de Minas Gerais, a notícia já estava até na página da Polícia Civil do estado. Você teria alguma dúvida da veracidade assim? Era a deixa que faltava para que imprensa disparasse a informação de que o caso estava resolvido.

bruno O corpo que nunca existiu...

Lembro-me de ter visto o José Luiz Datena dando a informação no ar. Agências de notícias repercutiram na hora a informação. Os sites de informações - com maior credibilidade do país - também embarcaram na novidade sobre o caso.  Cerca de 40 minutos depois tudo era retirado do ar. O site da Polícia Civil mineira não tem mais nada sobre isso - se é que teve em algum momento. Apertem os cintos, a notícia sumiu...

O caso me lembra uma situação - que nem sei se é verdadeira - que aprendi ainda nas aulas de jornalismo, no primeiro semestre. A da repórter iniciante que foi gravar uma entrevista no Fórum, com um desembargador, mas acabou voltando para a redação, alguns minutos depois, sem nada gravado. Questionada pelo chefe porquê já estava de volta, a repórter respondeu: “Não dava para entrar no Fórum. Começou um incêndio no prédio e todos os desembargadores saíram.”

De volta ao nosso caso do “corpo que não existiu” - não dentro daquela cisterna - me pergunto: a notícia errada sumiu, mas uma nova notícia não estava nascendo? Porque a polícia de MG estava tão ávida a encontrar um corpo a ponto de soltar um “alarme falso” desse tamanho sob a chancela de informação oficial? Tudo,  à partir daí,  passou a ser colocado como se a polícia apenas precisasse de “tempo” para verificar se era mesmo um corpo. Aí já era tarde e o estrago estava feito.

Acredito piamente que, em casos assim, o erro policial também é notícia. A polícia é feita por homens, como eu, que também erram. Como a polícia pode “achar” que “achou” um corpo e divulgar isso sob a chancela de que é “oficial”?

Quando entramos no ar, já havia o “vamos esperar” da polícia de Minas Gerais sobre o “terrível engano”. Mas eu preferi não esperar. Ficaria mudo esperando a Polícia reafirmar o que já havia dito? Preferi fazer como fazemos sempre em nosso jornalismo: assumir, sem medo de errar, que as informações são desencontradas, que ainda não são precisas e são os dados que a polícia está passando naquele momento. Esse é o formato de jornalismo que deixa o telespectador à par do que a polícia diz, do que o policial pensa, do que ele acha que pode acontecer dali para frente. Sempre foi assim e no caso do goleiro Bruno não poderia ser diferente.

Portanto, resumindo, o corpo até agora não apareceu. O telespectador decide onde depositar sua confiança, mesmo sabendo que somos falíveis quando a polícia também o é. Somos o reflexo de um trabalho investigativo. O que eles falam a gente também fala, atribuindo a eles a fonte.

Aos colegas mais conservadores, meu lamento. Aqui nada vai ser apagado, nada vai ser mudado como outros sites fizeram. Não é vergonha dizer o que a polícia preferia que nem ela tivesse dito. Não há porque temer o erro. A questão é estar preparado para lidar com ele.

O corpo não apareceu, mas a polêmica veio boiando...

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Cala a boca Bruno!

28
jun
14h30

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/06/2010 às 17h46

A nossa redação de Minas Gerais recebeu a informação agora há pouco:  "supostamente" um corpo foi encontrado dentro de uma cisterna, no sítio do goleiro Bruno, do Flamengo, no município de Esmeraldas - MG. De acordo com os inspetores que estão no local, ainda não dá para afirmar que é um corpo, muito menos que seria o de Eliza Sampaio, ex-namorada do jogador. Se confirmado, todos os indícios apontam que o caso tenha chegado ao fim.

Informações desencontradas davam conta, ainda esta manhã, que o corpo já havia sido encontrado por lá; e logo cedo. Mas a informação ainda era desmentida pelos policiais. Coincidência ou não, a informação coincide com um fato curioso: o Flamengo ter afastado Bruno no final desta manhã, tão logo soube da suspeita recaindo sobre o jogador.

POSTAGEM ORIGINAL:

A época é de Copa do Mundo na África mas a nova polêmica do futebol tem outro endereço aqui no Rio: a Gávea. Se você pensou que era mais uma do Imperador Adriano... trave! Quem está no olho do furacão agora é o goleiro Bruno, jogador muito mais digno do "cala-boca" que o Galvão Bueno  acabou recebendo.

bruno 31 Cala a boca Bruno!

Foto: jornal "Meio-Norte"

Quem diria. O jogador que já defendeu Adriano questionando “qual casal nunca brigou de sair na mão ” agora é acusado de muito mais que um simples tapinha. A acusação é que a ex-namorada ou (ex-amante?) teria sido assassinada pelo atleta.

Por enquanto o caso ainda é tratado como desaparecimento, mas Bruno não é novato na delegacia nem na justiça: em 2004 ele respondeu processo por participar de um racha e pagou 30 cestas básicas por direção perigosa. Um ano atrás a acusação foi participar de sequestro e agressão. Tudo isso (sequestro e agressão) contra a mesma moça, a Eliza Silva Samúdio, de 25 anos.

A pergunta: que nuvem é essa que paira sobre o Flamengo? É preciso exigir declaração negativa de antecedentes criminais para jogar no futebol rubro-negro?

O problema do Bruno é que ele agarra bem nas quatro linhas mas não segura um pensamento que passa pela cabeça. Passou pela mente ele bota pra fora sempre em um gol contra daqueles! Agora a nova pérola - além daquela de dizer que é normal bater em mulher - é a explicação dada aos jornalistas sobr eo caso. Bruno disse que ainda vai dar “boas risadas quando tudo for esclarecido”. Bola fora do craque mesmo a polícia não desconsiderando a hipótese da moça estar inclusive morta. Ingenuidade num chute forte de humor-negro. Ou quase: humor-rubro-negro...

bruno 1 Cala a boca Bruno! bruno 2 Cala a boca Bruno!Goleiro Bruno: bom para segurar a bola, péssimo para segurar as "pérolas". Foto: Flamengo

 

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A morte de um inocente

25
jun
11h59

Não há justificativa para uma violência como essa. Não há tolerância para quem é intolerante com questões ligadas a cor, credo, crença ou sexualidade. Ao contrário da história de Sansão e Dalila, os “skinheads” não tem força no cabelo. Tinham - muito provavelmente - apenas a inteligência. Dom que parece desaparecer à medida que barbeadores e lâminas raspam - além de suas cabeças - todo e qualquer fiapo de de integridade psicológica. Como matar um jovem de 14 anos por ele ser gay? Aliás, mesmo que haja verdade nessa versão de defesa de que foi uma briga por causa do roubo de um celular: justifica o assassinato de um adolescente?

Alexandre Ivo A morte de um inocente

Alexandre Ivo, 14 anos: vítima de um crime brutal

São mais de 100 e-mails e mensagens que abarrotam nosso correio eletrônico hoje. Todas os recado com uma tônica em comum: a revolta. Apesar dessa “chateação” generalizada (que também me envolve) consigo ter pena destes acusados. Pena de acreditar que hoje, em pleno Século XXI ainda há quem se submeta aos delírios nazistas; ao infortúnio de de se endeusar que acreditava em hegemonia ariana; ao devaneio de quem ainda hoje prega que nem todos são iguais.

Recentemente recebi a denúncia de um grupo de apoio à comunidades GLBTS de que a internet é oceano farto de comunidades e sites que ainda hoje cultivam a homofobia. Textos estapafúrdios que pregam o preconceito. Eu não estou falando de dogma, ideologia. Isso cada um pode ter a sua. Mas quando se incita violência, aí o assunto não é mais de culto, credo e crença: é de crime, previsto na constituição.

É preciso que esse caso sirva de exemplo. Exemplo de que o país já tem maturidade para tratar crimes assim com o rigor total da lei. Exemplo de que intolerância tem que ter punição exemplar.

Mais do que isso, o caso precisa ser um exemplo na esfera familiar. É hora de conversar com os filhos, com as filhas, ouvir pontos de vista diferentes. É hora de aceitar mais dentro de casa para que haja envergadura moral para que se cobre respeito também na rua. Esse jovem de 14 anos de idade não teve tempo de conversar sobre nada disso com a mãe. Talvez esse papo nem mudasse tanto assim o desfecho do caso.  No fundo, no fundo, mãe sabe das coisas...

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Quando tempo leva para se esquecer alguém?

23
jun
14h49

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/06/2010 às 08h32

Como esse assunto rendeu, hein? Para os interessados de plantão, vou pinçar então na atualização de hoje uma pergunta que a gente sempre se faz quando ouve alguém dizer que o "amor é cego". Será que isso é verdade? A ciência explica...

Por que o amor é cego?

Pesquisas demonstram que a paixão tem duração de aproximadamente 12 a 48 meses. É o tempo  perfeito para fortalecer a união, acontecer o ato sexual, a gestação e a criação do bebê, até que tenha certa independência, por volta dos 2 anos de idade. Caracas! A natureza faz as contas perfeitamente?

Isso só é possível porque, quando o indivíduo está apaixonado, o sistema límbico - central das emoções - produz uma avalanche de substâncias que tornam o amado “perfeito”. Por isso se diz que o amor é cego, além ser uma boa explicação para escolhas erradas, casamentos precipitados e afins.

 Quando passa essa onda de prazer que distorce os novos julgamentos, o casal começa a enxergar o outro exatamente como ele é. Se os laços formados são fortes e existem outros elementos que ligam o casal além do sexo, a parceria continua. 

caramujo Quando tempo leva para se esquecer alguém?

Mas vale deixar aqui a mesma dica da médica que escreveu o texto original: o principal ponto para a manutenção da união é o novo. “O casal deve realizar atividades novas, como um jantar romântico de vez em quando, tentar posições sexuais diferentes, planejar viagens etc.” A cada novidade, nosso cérebro ativa as substâncias que trazem prazer.

Como diria uma amiga minha do trabalho: "tenho tanto prazer arrumando as malas para viajar quanto fazendo sexo com meu marido."

Tá bom então. Deve ser essa a explicação...

____________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

A pergunta continua povoando o imaginário popular desde que o mundo é mundo. Existe vida depois do amor? A cantora "Cher" cantou e encantou fãs do mundo todo com a pergunta que tem estatus de "pulga atrás da orelha". O questionamento tem um motivo: a dificuldade que existe em se esquecer alguém após um relacionamento.

Eu que não entendo nada da fisiologia ou da psicologia humana, só posso dar pitacos profundos como um píres: perdas são sempre difíceis na vida de qualquer pessoa. Ninguém planeja partidas antes mesmo de chegadas.

Mas uma coisa eu já aprendi na vida: muitas vezes as circustâncias são aliadas das decisões mais internas que temos. Aquelas deliberações que já estão fechadas, inconscientemente, nos meandros do nosso "eu interior e oculto".

As vezes esperamos apenas uma possibilidade de fuga, de saída, para que possamos agir. Essa possibilidade se manifesta de várias formas. Acontecimentos fatais ao relacionamento - como discussões - são um exemplo. Ciúmes incontrolável também pode ser até outra desculpa, acredita? Até um afastamento "forçado" pela família ou pelo trabalho pode ser outro argumento que damos para nós mesmos para fazermos o que já queríamos fazer: ir embora, embora não tivéssemos noção desse anseio interno e perdido no nosso "eu" pouco pesquisado: o mundo do inconsciente. Como culpar alguém por isso?

casal e1277322252112 Quando tempo leva para se esquecer alguém?coracao partido Quando tempo leva para se esquecer alguém?

Imagens ilustrativas: internet

O estudo da  médica paulista Cibele Fabichak - especialista em se perguntar e responder vários assuntos relacionados a amor, emoções e sexo - é muito mais profundo que minha vã filosofia.  Na explicação dela entra a física e a química. Durante um relacionamento - defende a médica  - nós nos acostumamos com as substâncias produzidas pelo cérebro, que geram uma onda de prazer e satisfação. Depois da separação, é como se o cérebro estivesse "viciado", por isso o indivíduo entra em estado de abstinência. E "abstinência" é sem dúvida nenhuma uam das maiores agruras que um ser humano pode enfrentar.

Como resultado, pode-se citar a raiva, a busca intensa pelo parceiro e até o aumento do estado de paixão. A partir do momento em que cessam os estímulos do parceiro, a pessoa pode entrar numa fase de tristeza e depressão.

A reportagem completa está no site do UOL, e pode ser acessada clicando aqui.

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O mal educado daqui… o mal educado de lá.

21
jun
16h09

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/06/2010 às 16h32

Não, agora não dá para levar mais na esportiva: a seleção de Portugal fez 7 a zero em cima da Coréia do Norte?

Pergunta que não quer calar na redação: é a mesma Coréia do norte pela qual o Brasil passou por míseros 2 x 1? Eu vou chamar o síndico: Dungaaaaa! Mas calma aê: sou jornalista, nem adianta vir falando palavrão!

Que cabeça de porco é essa enterrada debaixo da concentração da saleção brasileira? No próximo jogo vamos ter um "anão que fala palavrão", um Kaká que fez "caca" ao perder a paciência com o jogador da Costa do Marfim e ainda vamos jogar contra nossos colonizadores?

Dunga O mal educado daqui... o mal educado de lá.

Foto: site "No ângulo"

Sei lá, parece que baixou em mim um espírito meio "José Simão" hoje. Tô conseguindo ver piada pronta em tudo. Seu Manoel, português, dono da pensão ao lado da Record, tinha dúvida: não sabia se torcia para Portugal ou para o Brasil. Agora? Bom, não almocei lá hoje, mas acho que essa dúvida acabou. Só para provocar: acho que sexta-feira vai ter bacalhoada no seu Manoel. Reserva a minha aí... 

________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

MAL EDUCADO (EM FRANCÊS) - Foi uma cotovelada que não aconteceu. Um lance que fez o adversário levar às mãos ao rosto enquanto o encontrão não passou da altura do peito. Um lance 100% premeditado para tirar o nosso garoto mais “bonzinho”, mais “politicamente correto” de campo. E o pior é que o técnico Dunga não agiu tirando Kaká de campo antes que esse cartão vermelho anunciado chegasse.   

E o outro lado da moeda, como é que fica? O povo da Costa do Marfim ou da Côte d'Ivoire - como gosta de ser chamado em francês  apesar de falar português - viu tudo pelo mesmo “pool” de transmissão - o que todos nós vimos. Não foi um lance escondido das câmeras. Foi ali, claro, límpido, para quem quisesse ver, a má intenção do jogador deles. Quando um atleta assim, apelão e que não sabe perder, volta para casa, como é recebido por lá?  Agora o Brasil está desfalcado na decisiva partida do "Grupo G" da Copa do Mundo contra Portugal, na sexta-feira, em Durban e ainda tem mais um problema para resolver: O técnico Dunga... de quem a gente volta a falar.

Kaka O mal educado daqui... o mal educado de lá.

Foto: Getty Imagens

MAL EDUCADO (EM PORTUGUÊS) - Como quem tem telhado de vidro não pode jogar pedra no vizinho, façamos também nossa admissão de culpa: o técnico Dunga é outro mal educado a toda prova que dá cotuveladas com as palavras. Faz cara feia em coletiva, balbucia palavrões para o jornalista da Rede Globo, se irrita com a imprensa! Quando estava aqui no Brasil o circo de horrores da personalidade "dunguiana" pelo menos estava em casa. E agora lá, em pleno continente africano, Dunga ainda é escravo dos maus-modos?

Durante a coletiva de ontem, após o jogo, Dunga mostrou – infelizmente - que não é em nada diferente do jogador da Costa do Marfim. Dunga mostrou que é tão mal educado quanto ele, só que o "encontrão" é outro. É falando palavrão; é parando uma coletiva para aceitar provocação – ou se sentir melindrado sem motivo. Olha que esse cara – o jornalista – vai ter seu passe valorizado no mercado, hein? Vai ficar conhecido com o repórter que tirou Dunga do sério, (embora isso nem seja tão difícil) e fez o técnico da seleção falar palavrões. Dunga está agora numa situação pior que a de Kaká. Pode ser punido pela FIFA com muito mais que apenas uma partida fora de campo.

Como diria minha mãe, no frigir dos ovos, quem é mais mal educado entre os dois? O nosso técnico ou o jogador deles? É como diz o ditado muito usado no Rio de Janeiro que vale para os dois: “não sabe brincar não desce para o play.”

 

 

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A paranóia nossa de cada dia

18
jun
15h52

O Cristo Redentor - de braços abertos - precisa mesmo é estender a mão. Dar uma "mãozinha" ao carioca que não cosegue sair da paranóia do medo do assalto, bala-perdida.

Perdida? Perdida mesmo está a nossa tranquilidade.

Quando vim para o Rio de Janeiro não acreditava que ser assaltado seria "possibilidade". Pensava que essa era uma "certeza" na dita "cidade maravilhosa". Aqui, num curso intensivo de "como se tornar carioca em 5 anos" descobri que não era bem assim. Isso era paranóia. Mas descobri que "ele" - o medo - ia sair sempre comigo: no banco carona do carro, ao meu lado na calçada, no carro a minha frente na via-expressa.

Cristo A paranóia nossa de cada dia

Minha reflexão é por conta de um alerta que deixou nossa produção pronta para enviar carros de reportagem, helicóptero e mobilizar a Polícia Militar: motoristas que seguiam pelo túnel Santa Bárbara, no sentido Catumbi, região central do Rio de Janeiro, se desesperaram ao ver um carro atravessado na pista, na noite de quinta-feira.

Muitos pensaram se tratar de um arrastão e tentaram retornar. Teve mais pânico: outros abandonaram os carros e fugiram à pé! O trânsito deu um nó e houve correria.

Sabe o que realmente era? Segundo policiais militares um carro que seguia pela via teve problemas com um pneu, que estourou. O barulho assustou os outros motoristas e provovou a confusão. O tráfego só foi normalizado 40 minutos depois.

Bem vindo ao Rio de janeiro - eu pensei. A pipoca do vizinho na panela faz o carioca se jogar no chão. Nunca se sabe se o milho estourou ou se é mais um tiroteio. Aqui a tranquilidade nem sempre está de braços abertos. O Cristo Redentor talvez tivesse muito o que ensinar.

Lá é alto... não chega bala perdida.  

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Para paulista babar…

17
jun
18h27

Se a máxima de que uma imagem diz mais que mil palavras for verdade, essa eu não poderia deixar de ter aqui no blog. Lembra daquela postagem, polêmica, que acirrou os ânimos entre cariocas e paulistas por causa do comentário de um leitor?

Pois a gente - que achou que já tinha visto de tudo - não viu foi nada ainda! Não até o jornal "Extra" sair com esta capa na edição de hoje. Como diria - ou catanria - Kelly Key, "baba baby... baba?" E olha que já teve quem defendeu a derrubada - implosão total - do bom e velho "Maraca" para a construção de algo mais "moderno". Tsc, tsc, tsc.

Para a agente ver que glamour e prestígio não tem idade, né?

caoa extra Para paulista babar... 

  

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Agora é "roda-perdida" que mata!

16
jun
15h56

A velha e assustadora bala perdida parece estar perdendo espaço para uma nova ameaça contra o carioca. Já ouviu falar da "roda-perdida"? É impressionante como aumenta o número de casos de rodas de ônibus que se soltam e atingem pedestres no meio da rua! Aconteceu de novo e, mais uma vez, o caso terminou em morte.

O acidente aconteceu na Avenida Santa Cruz, no bairro do Santíssimo, na zona oeste da cidade. O ônibus da empresa "Padre Miguel" circulava na região, quando duas das rodas traseiras se soltaram. Ninguém sabe entender como! O que se sabe é que uma delas foi em cheio em cima de um homem que passava pela calçada. Antônio Pinto da Silva, de 50 anos, morreu na hora. Quando o socorro chegou não teve mais nada a ser feito.

roda1 Agora é "roda perdida" que mata!

Imagem ilustrativa

Um inspetor da empresa disse que o ônibus está vistoriado e com a manutenção em dia e que vai esperar a perícia, para saber o motivo do acidente.

Com explicar isso para a população?  A minha suspeita já vai além do cuidado e conservação com os veículos. O meu questionamento é um tanto quanto intrigante. Será que isso já não é atentado? Será que quem cuida da manutenção desses coletivos está satisfeito com o que ganha ou com o tratamento que recebe? Puxa, não é normal tantas rodas se soltarem assim no Rio de Janeiro, por mais que nossas ruas sejam esburacadas! É o terceiro caso só este ano e o segundo a terminar em morte se considerarmos casos de 2009. Questione comigo: quantas vezes você vê esse tipo de notícia em outra cidade do Brasil? E do mundo? É por demais curioso que esses casos só aconteçam aqui!

Não estou fazendo acusações. Estou levantando suspeitas. Que 0 me perdoem os mecânicos responsáveis pela área, suspeitas que não são tão absurdas assim. Sei que estou falando de toda uma categoria dentro da função de "rodoviário", mas não dá para não pensar até na possibilidade de sabotagem.

 

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Preconceito velado…

15
jun
15h29

Em clima de Copa do Mundo, a Record Rio está de verde-amarelo! Até um concurso foi criado para se escolher qual o departamento mais "colorido" no clima de torcida! Os funcionários do departamento vencedor ganham prêmios. Entre eles, um belo almoço em uma churrascaria de peso da cidade! Mais que uma iniciativa para torcer, trata-se de uma iniciativa para valorizar o nosso país, as nossas cores, o nosso povo!       

torcedores Preconceito velado...

Cara-pintada: torcida mesmo no trabalho!

Para não dizer apenas o óbvio, vou aproveitar o gancho de todas essas cores, mas no país que recebe a Copa nesta temporada. O que vou aproveitar para tratar aqui é um assunto que praticamente todo o continente africano conhece bem: o preconceito.         

O texto que segue é de autoria de um colega, negro,  aqui mesmo da Record, o Robson Machado. Uma prova de que esse preconceito, como o próprio nome ja diz é um "pré-conceito". Alguma idéia que, muitas vezes, nem sabemos exatamente de onde vem. Coisas que estão dentro da gente - e ninguém está livre - e que, se não nos policiarmos, acabamos deixando evidentes quando menos esperamos em atitudes do dia-a-dia. Veja só o relato dele e tire suas próprias conclusões.      

_________________________________    

     

"Pasmem senhores, mas essas coisas ainda existem. Na semana passada fui entrevistar um político ligado ao Governo do Estado do Rio. A sonora fazia parte de uma série de reportagens que foram exibidas em nossos telejornais locais.        

Logo que chegou ao gabinete do entrevistado, nossa equipe foi encaminhada a uma sala de espera. No ambiente, dois sofás. Eu e o auxiliar, também negro, ocupamos o mesmo sofá. Já o cinegrafista, um homem branco, sentou-se no outro. Passados alguns minutos, a assessora de comunicação do tal político chega à sala. Com um gesto, e à distância, ela cumprimenta a mim e ao auxiliar. Em seguida, dirige-se ao cinegrafista e dispensa a ele atenção especial:
 
- Boa tarde! Como vai? O secretário já vai atendê-lo.
  

Surpreso, e meio sem graça, nosso cinegrafista responde:
 

-  Tudo Bem...
 
A assessora sai da sala. Minutos depois, volta. Novamente de dirige ao câmera, único homem branco presente na sala:
 
- Me desculpe pela demora, mas agora você já pode fazer a entrevista. Por favor, me acompanhe.
 
Desconfortável com a situação, nosso câmera, apontando pra mim, responde:
 
- É ele quem vai entrevistar o secretário. 
 
Desconcertada, a assessora, finalmente me percebe. Somente então consigo me apresentar:
 
-  Boa tarde! Robson Machado, jornalista da TV Record.
 
A assessora:
 
- Ah, me desculpe! É que... Você... É... Está tão esporte!

 
Segui para a sala do secretário, fiz a entrevista e a matéria já foi ao ar. Mas ficou a lição:
 
Em nosso país há duras leis contra o preconceito racial. Mas não é possível estabelecer penas contra quem pratica o preconceito velado, aquele que não se evidencia com palavras, mas que vez ou outra aparece em forma de reações, como a da assessora. Sabe Deus quais critérios foram usados por ela para concluir que em uma sala com dois homens negros e um branco, o jornalista teria que ser o branco. Os conceitos da assessora deram a ela tanta certeza que as apresentações poderiam ser, e foram, dispensadas. POBRE assessora."
    

preconceito Preconceito velado...

Foto ilustrativa: internet

 Enquanto o Robson escrevia isso, essa semana mesmo, rolava na TV mais um jogo da Copa do Mundo, na África do Sul. O placar: Alemanha quatro, Austrália zero. Vou encecrrar aqui com a mesma frase que o Robson fez questão de encerrar o relato dele:      

 "Imaginem o susto da assessora do secretário quando viu quem marcou o quarto gol Alemão."
 
   
   

 

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