Quando tempo leva para se esquecer alguém?
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/06/2010 às 08h32
Como esse assunto rendeu, hein? Para os interessados de plantão, vou pinçar então na atualização de hoje uma pergunta que a gente sempre se faz quando ouve alguém dizer que o "amor é cego". Será que isso é verdade? A ciência explica...
Por que o amor é cego?
Pesquisas demonstram que a paixão tem duração de aproximadamente 12 a 48 meses. É o tempo perfeito para fortalecer a união, acontecer o ato sexual, a gestação e a criação do bebê, até que tenha certa independência, por volta dos 2 anos de idade. Caracas! A natureza faz as contas perfeitamente?
Isso só é possível porque, quando o indivíduo está apaixonado, o sistema límbico - central das emoções - produz uma avalanche de substâncias que tornam o amado “perfeito”. Por isso se diz que o amor é cego, além ser uma boa explicação para escolhas erradas, casamentos precipitados e afins.
Quando passa essa onda de prazer que distorce os novos julgamentos, o casal começa a enxergar o outro exatamente como ele é. Se os laços formados são fortes e existem outros elementos que ligam o casal além do sexo, a parceria continua.
Mas vale deixar aqui a mesma dica da médica que escreveu o texto original: o principal ponto para a manutenção da união é o novo. “O casal deve realizar atividades novas, como um jantar romântico de vez em quando, tentar posições sexuais diferentes, planejar viagens etc.” A cada novidade, nosso cérebro ativa as substâncias que trazem prazer.
Como diria uma amiga minha do trabalho: "tenho tanto prazer arrumando as malas para viajar quanto fazendo sexo com meu marido."
Tá bom então. Deve ser essa a explicação...
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POSTAGEM ORIGINAL:
A pergunta continua povoando o imaginário popular desde que o mundo é mundo. Existe vida depois do amor? A cantora "Cher" cantou e encantou fãs do mundo todo com a pergunta que tem estatus de "pulga atrás da orelha". O questionamento tem um motivo: a dificuldade que existe em se esquecer alguém após um relacionamento.
Eu que não entendo nada da fisiologia ou da psicologia humana, só posso dar pitacos profundos como um píres: perdas são sempre difíceis na vida de qualquer pessoa. Ninguém planeja partidas antes mesmo de chegadas.
Mas uma coisa eu já aprendi na vida: muitas vezes as circustâncias são aliadas das decisões mais internas que temos. Aquelas deliberações que já estão fechadas, inconscientemente, nos meandros do nosso "eu interior e oculto".
As vezes esperamos apenas uma possibilidade de fuga, de saída, para que possamos agir. Essa possibilidade se manifesta de várias formas. Acontecimentos fatais ao relacionamento - como discussões - são um exemplo. Ciúmes incontrolável também pode ser até outra desculpa, acredita? Até um afastamento "forçado" pela família ou pelo trabalho pode ser outro argumento que damos para nós mesmos para fazermos o que já queríamos fazer: ir embora, embora não tivéssemos noção desse anseio interno e perdido no nosso "eu" pouco pesquisado: o mundo do inconsciente. Como culpar alguém por isso?
Imagens ilustrativas: internet
O estudo da médica paulista Cibele Fabichak - especialista em se perguntar e responder vários assuntos relacionados a amor, emoções e sexo - é muito mais profundo que minha vã filosofia. Na explicação dela entra a física e a química. Durante um relacionamento - defende a médica - nós nos acostumamos com as substâncias produzidas pelo cérebro, que geram uma onda de prazer e satisfação. Depois da separação, é como se o cérebro estivesse "viciado", por isso o indivíduo entra em estado de abstinência. E "abstinência" é sem dúvida nenhuma uam das maiores agruras que um ser humano pode enfrentar.
Como resultado, pode-se citar a raiva, a busca intensa pelo parceiro e até o aumento do estado de paixão. A partir do momento em que cessam os estímulos do parceiro, a pessoa pode entrar numa fase de tristeza e depressão.
A reportagem completa está no site do UOL, e pode ser acessada clicando aqui.












