Como hoje é sexta-feira…

30
jul
14h44

Ercio Quaresma 1 Como hoje é sexta feira...

Ércio Quaresma: entrevista e ironia no "Balanço Geral".

Como hoje é sexta-feira tivemos o privilégio de entrevistar DEUS. Se o advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, ontem já tinha se comparado ao todo poderoso, acho que hoje ele teve certeza que pelo menos é "sócio" do criador.

Em entrevista ao "Balanço Geral", apresentado pelo meu colega William Travassos, o Dr. Ércio "se achou". Chamou o apresentador de "vossa excelência" com ironia. No ar perguntou para qual câmera ele deveria olhar com ar de deboche. Ainda deu tapinhas no peito do William Travassos como se fosse o dono da bancada. Cômico e trágico ao mesmo tempo. Lamentável a postura de um advogado que tem uma causa tão séria e polêmica nas mãos.

O caso me faz pensar sobre a decisão acertada que tivemos em não divulgar as imagens da mulher loira que o Dr. Ércio dizia ser a Eliza Samúdio, supostamente "flagrada" passeando por um shopping do Rio de Janeiro. A decisão editorial era não dar nada sobre o assunto. Ponderamos na redação até chegarmos a conclusão que, por mais que não mostrássemos as fotos da Eliza "fantasma", pelo menos precisávamos dizer que o advogado estava apostanto até nesse hipótese, por mais fantasiosa que podesse parecer. Temos a obrigação de mostrar o que ele pensa. O resultado todo mundo já sabe: a loira - claro - não era Eliza Samudio coisa nenhuma e todos os veículos que mostraram as fotos da moça estão sendo processados por ela.

Tenho que dar os parabéns ao meu colega William Travassos, dono de um equilíbrio e "sangue de barata" sem igual. Por muito menos já tive quase que pedir para que o Dr. Ércio Quaresma "calar a boca" no ar. Tudo com muita educação e respeito, pertinentes ao estilo do nosso jornalismo imposto pelo berço que tive e pela linha editorial da casa.

Uma pena que o Dr. Ércio Quaresma se comporte assim. Brilhante advogado. Mas Deus é bem mais...

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Efeito DENOREX

28
jul
13h55

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 29/07/2010 às 13h24

Cissa Guimarães 3 300x229 Efeito DENOREX

Cissa Guimarães. / Foto: divulgação "Rede Globo".

É um caso também no "efeito Denorex": parece que somos obrigados a ser frios, mas não somos. A emoção tomou conta de toda a redação. Não teve quem não parou para acompanhar o que disse a atriz Cissa Guimarães, na última madrugada, dentro do Túnel Acústico, na Gávea. De onde onde ela teve forças para participar da homenagem ao filho, no exato local onde ele foi atropelado? Não sei. Sei que ela disse o que todos nós queríamos ovir: "eu voltarei a sorrir".

Pode parecer piegas, mas também me emocionei. Cresci vendo a Cissa Guimarães na televisão com suas interpretações engraçadas, sérias, as vezes dramáticas na novelas globais. Mas o que marcou  foi o jeito despojado em várias matérias no "Video Show" e em vários outros programas da Rede Globo. Cissa não ficou famosa por ser "uma atriz". Ficou famosa por ser ela mesma, o papel sem muitas nuances interpretativas. Um papel fácil, de ser simples, que garantiu a ela a simpatia de um país inteiro.

Hoje, Cissa, não me importa de que emissora você é. Isso não é NADA quando se fala de solidariedade. Não te conheço pessoalmente. Mas fico feliz de não tê-la conhecido agora, nesse momento tão delicado. Não saberia o que dizer, mesmo lembrando que é mulher de fibra. O que dizer para uma mãe nessas horas? Bom, quando perdi meu pai, pouca coisa fazia diferença quando entrava pelos meus ouvidos. Quando perdemos um pai, ficamos "orfãos", quando perdemos uma esposa ficamos "viúvos". E quando perdemos um filho? Nem nome essa dor tem...

Até agora meus comentários aqui no "blog" tangiam apenas a frieza da analise "forense" do caso. Mas hoje minha homenagem é publicar aqui o que, para mim é a imagem do dia, imagem do ano eu diria. A minha homenagem se traduz na homenagem de uma mãe que tudo que quer agora é  "voltar a sorrir".

Cissa, você vai conseguir.

Cissa Guimarães Efeito DENOREX

Cissa Guimarães: um coração pintado no túnel, um agradecimento pichado e uma promessa a se cumprir: "eu vou voltar a sorrir." / Foto: Jornal "O Dia".

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POSTAGEM ORIGINAL:

denorex 11 Efeito DENOREXNa postagem de hoje uma breve coletânea daqueles argumentos falaciosos que lembram - e muito - o efeito "Denorex", do "parece mas não é". Lembra desse comercial do produto que parece remédio, tem cheiro de remério, mas não é?  No tripé elencado abaixo, coisas que a gente escuta e sente cheiro de "cortina-de-fumaça". Coisas que nem sempre temos tempo para nos aprofundar quando estamos no ar. Pense comigo e opine:  

 Denorex Samudio - No desaparecimento de Eliza Samudio a “bola da vez” agora é o fato do advogado que defende Bruno, o doutor Ércio Quaresma, estar intimando para depor a própria Eliza Samudio! Como assim? Eu explico: de acordo com o advogado, a decisão é reflexo da plena certeza de que Eliza está viva. Outro “foco trocado” é o fato do adolescente de 17 anos - estopim de toda a denúncia - voltar atrás no depoimento que deu, quando contou que viu Eliza Samúdio ser morta e esquartejada vendo ainda a mão da moça ser jogada aos cães. Ele disse que mentiu porque foi pressionado pela polícia do Rio. Se ele criou essa mirabolante história por “pressão”, como então essa mesma versão foi a que ele contou para o tio antes mesmo de ser encontrado pela polícia?  

Bruno Flamengo Efeito DENOREX

Eliza Samudio pode se "chamada" para depor. / Foto: R7

Denorex PM - Os policiais militares erraram. No caso do atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães, foi erro crasso liberar o veículo todo amassado - depois de um atropelamento - alegando um “leve amassado”. Isso nem se discute mais. A propina gritou e gritou alto no ouvido dos envolvidos. Mas já reparou que quase todo mundo parou de falar sobre o erro do motorista do carro que atropelou Rafael Mascarenhas, de 18 anos? Ele fez uma “inversão” - retorno - dentro de um túnel! Erro grave independentemente do mesmo estar fechado ou aberto. Falei isso no RJ Record de ontem e o advogado de defesa dos policiais militares pegou rápido o mesmo raciocínio alegando que os clientes dele agora são crucificados sozinhos.  

arte o dia Efeito DENOREX

Arte - Jornal "O Dia"

Denorex oficina - Outro caso envolve um motorista de São Gonçalo que atropelou e matou uma mulher. Além de não prestar socorro ele ainda correu para a oficina para consertar o carro o mais rápido possível. Tá faltando foco na hora de se pensar em prestar socorro. Até acredito na argumentação - clássica - que na hora o motorista não teve condições psicológica de parar e socorrer. Isso realmente pode acontecer. Mas o que não dá pra engolir é mantermos o foco apenas nesse argumento sem "pinçar" um pequeno detalhe: então porque o motorista correu para trocar o vidro do carro estilhaçado ainda fazendo o pagamento com o cartão de crédito de uma parente, para que não fosse rastreado?  A certeza da impunidade faz as pessoas acharem que não serão descobertas?

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Melhor de três…

26
jul
14h24

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/07/2010 às 14h02

Felipe Massa58 Melhor de três...

Felipe Massa e a orientação: "Fernando is faster than you". / Foto: divulgação Ferrari

Já que nosso "post" tratou de esportes, antes de mudar de assunto queria refletir sobre um caso polêmico no mundo da Fórmula 1. Os "interesses" da Ferrari que fizeram Felipe Massa ter que ceder a liderança - no último GP da Alemanha - ao espanhol Fernando Alonso.

Para quem viu as cenas ficou claro que o brasileiro Massa pisou no freio, quase parando o carro na pista, para que Alonso fizesse a ultrapassagem. Para a escuderia, apostar no piloto que tem mais pontos é um jogo certo. É apostar em quem tem mais possibildiades de ganhar o campeonato. Mas a polêmica foi formada. As orientações foram passadas pelo "ponto eletrônico" para que Felipe Massa diminuísse a velocidade. A pergunta: é certo uma escuderia interferir diretamente na prova alterando seu curso natural com o arguemnto de pensar na equipe e não no piloto?

Veja aqui opiniões favoráveis à decisão da Ferrari.

Veja aqui opiniões contrárias à decisão da Ferrari

Se o assunto é velocidade não poderia deixar de mostrar aqui uma experiência que registrei há alguns dias quando conversava com o presidente da Federação Brasileira de Motovelocidade. Só que, apesar do assunto ser moto, o que acabou me impressionando foi o "brinquedinho" que o presidente da Federação tem: um carro que eu só tinha visto no cinema.

Estou falando de um "Camaro", veículo que fez sucesso no cinema no último filme "Transformers". O ronco do motor é de impressionar. Observe a "sutileza" da conversa. Eu falo de um carro de mais de 200 mil reais e o dono fala " tem que ter um carro para andar, né?". Não presidente, o senhor não tem um carro... tem uma máquina! Veja o vídeo que registrei e resolvi tirar do baú:  

   

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POSTAGEM ORIGINAL:

Melhor que apenas um é podermos falar de vários assuntos nesta-segunda feira cheia de notícias.

Mano Menezes Melhor de três...

Mano Menezes: um sim à seleção "docemente constrangido". Foto: e-band

Futebol - A primeira delas é que deu Mano Menezes na cabeça durante o fim de semana. O técnico do Corinthians soube dizer um “adeus” que o Muricy Ramalho do Fluminense (que não é meu parente...)  não soube. Honra seja feira, aplaudi a decisão do Muricy sabia? Ela reflete muita personalidade e comprometimento com o contrato. Mas será que foi só isso mesmo? Nos bastidores já escutei que a relação do Fluminense com o CBF não é lá das melhores e isso tem a ver com a eleição do “Clube dos 13”. Quem ganhou não era lá o preferido do Ricardo Teixeira e aí, quem votou no vencedor,  como o Flamengo e o Fluminense, virou “persona” não grata na CBF. Para “coroar” a polêmica uma charge do brilhante Alpino.

Niterói - Outro assunto? Que cidade bacana e gostosa que é Niterói, hein? Acho que nós que moramos no Rio de Janeiro perdemos a chance de conhecer o “outro lado da poça”, como muita gente se refere carinhosamente à baia de Guanabara. Imperdível é a vista noturna do MAC e do próprio Rio de Janeiro - com Pão de Açúcar e Cristo Redentor de quebra - por um ponto de vista inusitado a quem não mora em “Nikiti”. Isso sem falar do povo de Niterói que é show de bola. Os bairros de Gragoatá e comecinho de Icaraí oferecem essa paisagem surpreendente para forasteiros, num calçadão onde é possível caminhar sem medo, mesmo tarde da noite. É só ter bom ânimo e boa companhia. Uma pergunta: dá para tentar ver os mesmos pontos turísticos cariocas - no mesmo horário - do calçadão de Botafogo ou do Aterro do Flamengo com segurança?

mac Melhor de três...

Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC / Foto: panorâmico.com

Audiência - Para quem é antenado em televisão sugiro a leitura da reportagem que trata das audiências do domingo no R7. A Globo subiu, a Record também e o Pânico - leia-se Rede TV! - ficou literalmente em “pânico” com os números. Porque o meu comentário? Nada a ver com liderança ou briga pelo primeiro lugar. Não hoje. Mas a notícias me lembra uma máxima que ouvi outro dia de um amigo apresentador: “televisão é assim: quando a gente dá a sorte grande de ser o “estouro” da emissora no Ibope tem que fazer um belo pé de meia. Dia de amanhã é coisa que ninguém sabe.” As vezes o sucesso - e ninguém está fora dessa - pode ser rápido como um “arroto”. Leia a reportagem aqui que você vai entender melhor...

Ibope de domingo1 Melhor de três...


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E agora Fluminense?

23
jul
14h14

Muricy E agora Fluminense?

Muricy Ramalho: novo técnico da seleção. E o Fluminense? / Foto: Estadão

E agora torcida do Fluminense como é que fica, hein?  Ter o técnico do time sendo promovido a "coach" da seleção brasileira de futebol é, sem dúvida nenhuma, um mérito. Mas e como fica o Fluminense no meio dessa decisão?

O time tricolor vem apresentando bons resultados e a torcida está vivendo seu melhor momento. E um "melhor momento", diga-se de passagem, bem recente: ontem foi o Muricy Ramalho que levou o time à liderança do Campeonato Brasileiro com a vitória por 1x0 em cima do Cruzeiro.

Para os desavisados: em seu contrato com o clube, Muricy tem uma cláusula que permite rompimento em caso de convite da Seleção. E o Ricardo Teixeira já deixou claro: o treinador tem que ser exclusivo da CBF.

E agora José?

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Quando há o "errado" e o "errado"

21
jul
16h20
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/07/2010 ÀS 13H57

A defesa do jovem que dirigia o carro que atropelou Rafael Mascarenhas já tem uma linha de raciocínio a seguir: a alegação pura e simples de que a sinalização no túnel deixou a desejar. E a reclamação pode ser “engrossada” por quem passa pelo local. Durante a madrugada nossa equipe de reportagem voltou ao túnel - que ficou fechado pela primeira vez desde o atropelamento hoje - e ouviu, sobretudo taxistas, que foram enfáticos: a sinalização agora mudou. A reportagem vai estar no “RJ Record” de hoje, mas desde já posso adiantar que ele disse, sem precisar esconder o rosto (porque precisaria?) que hoje sim a entrada é bem sinalização quando há a interdição para serviços. Será que esse é um sinal de que o caso pode acabar em uma bela pizza sobrando apenas para a “sinalização”?

Túnel acustico 2 Quando há o "errado" e o "errado"

Foto de arquivo quando túnel "era" bem ilumindo. / Imagem: Internet

Vale lembrar que, por mais que nem houvesse sinalização alguma, os jovens que dirigiam fizeram o retorno no meio do túnel, em uma “abertura” entre a galeria de ida e a galeria de volta que nunca pode ser usada como retorno salvo em casos de emergência sinalizados pela prefeitura. É bom não esquecermos disso num momento em que toda a discussão gira em torno de questionamentos que, repito aqui, não me parecem prioritários. Se eles estavam ou não em alta velocidade, pra mim é apenas agravante em não fator determinante. Quem faz um retorno proibido dentro de um túnel - aprendi na auto-escola que não se retorna em túnel e em ponte - está assumindo um risco de causar um acidente grave... e foi o que aconteceu.

E se fosse um retorno forçado bem no meio da Ponte Rio-Niterói? Não seria a mesma coisa?

ponte 1 Quando há o "errado" e o "errado"

Imagem ilustrativa: Concessionária Ponte S.A.

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POSTAGEM ORIGINAL:

rafael guimarães1 Quando há o "errado" e o "errado"

Cissa Guimarães e o filho Rafael: atropelamento quando ele andava de skate. / Foto: Revista Caras

O caso da morte de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, deu um nó na minha cabeça. Tecnicamente os dois estão errados: motoristas que resolveram fazer o retorno dentro do túnel - por uma passagem proibida - para uma galeria que estava interditada para manutenção e, no outro lado da história, jovens que aproveitam o fechamento da mesma galeria para andar de skate na descida que termina na Gávea. Sei que não existe “mais ou menos” certo, mas sei que, sobretudo no nosso Rio de Janeiro, existe sim o que é “mais ou menos” permitido.

Não é nenhuma novidade vermos jovens andando de skate no local onde o atropelamento aconteceu. Quem passa pelos acessos do Túnel Acústico de madrugada já viu - como eu já vi - que o local já se tornou o “point” do horário para skatistas. Não tem como a Companhia de Engenharia de Tráfego não saber. Não tem como a prefeitura não ter conhecimento. Autorização por escrito? Bom, isso jovem nenhum tem ou jamais teve. Mas é aquela história do proibido, mas “nem tão proibido assim”. Porque não? Porque não existe um dado estatístico que prove que a presença dos esportistas alí prejudique, de alguma forma, a manutenção dos túneis.

Mas a coisa muda de figura quando o assunto é o tráfego de veículos. Passar de carro dentro de um túnel que está fechado para manutenção é outra história, outro risco. Risco, inclusive, de se atropelar funcionários que estejam transitando nas galerias para efetuar pequenos reparos. Ou quem sabe atingir em cheio viaturas de serviço - daquelas que tem cabines suspensas - que fazem trocas de lâmpadas, entre outros serviços. Em resumo, um carro dentro de um túnel interditado é risco iminente para qualquer acidente. Perigo que nunca ouvi falar que quem anda de skate possa oferecer.

Meu argumento não é favorável aos skatistas, muito menos - claro - aos tais motoristas que estavam na hora errada e no lugar errado. Se a determinação for de túnel fechado, então que seja fechado para todos! Mas seria insano de minha parte nivelar a decisão de se andar de skate num túnel interditado com a decisão de se trafegar de carro em uma galeria escura e vazia!

E atenção: isso porque não estou nem levando em cota aqui a alegação de que o veículo estava em alta velocidade. Ora, porque vou me preocupar com a velocidade se só o fato de estar de carro na galeira - mesmo que a 20 km/h - já seria um erro gravíssimo? Mas entendo o porquê dessa indagação: comprovar se havia ou não o tal “pega” acontecendo dentro do túnel. Mas esse é um questionamento que não figura entre os prioritários, como por exemplo, porque o carro que atropelou o rapaz não foi apreendido de pronto pela PM já que estava com o capô amassado, para-choques arrancado e vidro destruído. Como esse carro ainda voltou para casa sendo dirigido?

Túnel Acústico Quando há o "errado" e o "errado"

Túnel Acústico, Rio de Janeiro. Imagem: CET-RIO

Sabe o que é isso? É dar aquele jeitinho para casos que parecem corriqueiros mas que depois ganham uma proporção maior que o esperado. Talvez por não saberem quem era a vítima “estatelada” no asfalto dentro do túnel. Talvez por esses policias acharem que seria mais um desses acidentes que “ficam por isso mesmo”. Não é à toa que os policias militares envolvidos no caso já foram afastados.

Afastado mesmo deveria ser o risco de que um caso como este se repetisse.

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O drogado e a culpa…

19
jul
14h52

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/07/2010 às 14h32

Essa postagem facilmente poderia ser re-batizada de efeito "Pó-Royal". Argumentos - que tem sua verdade embutida - que acabam ganhando uma dose de "fermento" por parte das nossas autoridades, para que pareçam maiores do que realmente são. É o caso, repito, de se atribuir ao usuário de drogas a única e total responsabilidade do tráfico existir.

É claro, óbvio e evidente que todos nós sabemos que comprar drogas - seja ela qual for - alimenta um mercado clandestino e abominável. Quanto a isso não resta dúvida. Até mesmo o comércio de remédios para emagrecer - assunto que mereceria uma postagem à parte - envolve um "tráfico" de colarinho branco. O mesmo eu diria sobre o comércio "paralelo" de produtos para ganhar massa muscular: as chamadas "bombas" das academias.

bomba O drogado e a culpa...

Remédio para ganhar massa com menos esforço: o tráfico de algumas academias. / Foto: internet

Outro dia escutava um conhecido desenvolver um raciocínio contrário ao tráfico de drogas. Mas ele não exitava em contar como conseguia remédios para malhar menos e "bombar" mais. Tudo "por baixo dos panos", como dizia ele. O esquema envolvia um farmacêutico que comprava uma "carga-extra" de remédios para a farmácia. Depois tudo era vendida sem controle. Como ele achava que essa "carga" aparecia? O rapaz não tinha a menor idéia. Não precisamos nem de dois minutos para o jovem entender porque tantas cargas de medicamentos (até para cavalos) são roubadas quando chegam ao Rio de Janeiro pela Via Dutra.    

Essa é a nossa dose diária de hipocrisia, que eu também sou vítima. As doses são cavalares, quase uma overdose de argumentos que só acreditamos quando alguém as vende em um embrulho "mais bonito". A questão do tráfico é a mesma coisa, na minha humilde opinião. É mais fácil para quem não consegue controlar o crime atribuí-lo APENAS ao usuário,  sem direito a defesa ou a tratamento digno.   

Para encerrar, vou destacar aqui alguns tópicos de um comentário muito interessante do leitor Segadas Vianna, enviado ao blog. Veja só:

"...Culpar apenas o usuário ou dependente químico pela violência não só é uma bobagem, como é também uma indignidade aos que sofrem da dependencia química e suas famílias. Uma verdadeira covardia até. É ser extremamente míope."

Agora o ponto mais forte e corajoso de se falar, na minha opinião:

"...Há dependentes químicos ou mesmo usuários recreativos, principalmente da maconha, que vivem o paradoxo de serem contra o narcoterrorismo e não terem outra opção de compra que não nas mãos dos traficantes."

____________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Sou contrário ao tráfico de drogas. Mas também sou contrário à uma droga, mais viciante e potente, que se chama demagogia. Falar em combate ao tráfico condenando apenas o usuário é no mínimo transferência de responsabilidade. É passar para o cidadão - aquele doente pelo consumo exacerbado de entorpecentes - a culpa por um combate que é inoperante não apenas às drogas e sim à criminalidade de maneira geral.

crack O drogado e a culpa...

Crack: a droga da morte que se expande na classe média. Foto: ilustração.

Sempre que escuto discursos sobre o assunto faço um exercício simples: substituo a palavra “tráfico” por “crime”. Com as palavrinhas trocadas o assunto ganha uma roupagem diferente. Quando o tráfico é tratado como “um crime”, salta aos olhos que o problema não é apenas a droga e sim o combate à criminalidade que envolve a droga. Combate este inapto e inepto em nosso país.

Em outras palavras: tráfico é problema de segurança pública, como o combate ao roubo de carros, o combate ao sequestro relâmpago, ao roubo à residência ou combate aos constantes e temerosos arrastões. E por que nesses crimes o estado não é 100% eficiente se não tem nenhum agente “passivo” como o usuário? Simples: porque no Rio de Janeiro se descobriu que é fácil associar tudo às drogas, como se elas fossem a única mola mestra de absolutamente todos os problemas e mazelas que enfrentamos.

Acostumamos a escutar que o roubo de carros é movido pelo tráfico que precisa de veículos para fazer os “bondes”. Acostumamos a conviver com a teoria pasteurizada de que sequestro relâmpago existe para fazer dinheiro e comprar armas para o tráfico. Banalizamos o argumento de que quem rouba residência é viciado que perde a noção do perigo para vender tudo o que rouba para conseguir mais e mais cocaína ou crack. Nos convencemos - por uma massificação conveniente às autoridades - de que os arrastões são formas do “poder paralelo” do tráfico mostrar tanto poder quanto o poder instituído, com uniformes e tudo. Como não temos como evitar todos esses crimes apenas com nossos comportamento cotidianos, somos apenas agentes passivos.

Nas drogas? Nas drogas é diferente: foi fácil descobrir que nossa sociedade - vítima dos tiroteios do tráfico - também é o principal agente causador destas mazelas quando, entre nós, estão os usuários. A receita ficou pronta: a culpa do tráfico é do usuário. E se meu questionamento ainda te deixar com alguma sombra de dúvida, relembro aqui aquela máxima publicitária dos biscoitos na década de 80: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”

tostines O drogado e a culpa...

Ilustração: internet

Meu texto hoje não trata de apologia aos entorpecentes. Absolutamente não. Meu texto não trata de conivência com o tráfico. Absolutamente não de novo. Meu texto nem de longe passa pelo assunto descriminalização - assunto sobre o qual já escrevi muito por aqui. Meu texto hoje não é para levantar bandeira nenhuma ou defender usuários - que também tem sua parcela de responsabilidade. Quero apenas ser agente questionador do tamanho dessa "parcela".

Quero tentar olhar nossa realidade por um prisma diferente, longe de idéias fixas e plantadas em algum momento por alguma entidade dominante. Acho que todo esse raciocínio é uma reflexão. Uma “virgula” nos nossos conceitos corridos e tão sedimentados que, as vezes, não permitem brechas para demais questionamentos.

Hoje é muito mais fácil colocar o usuário como único “bode espiatório” para um problema de inoperância do nosso poder público instituído. O poder público falha. A culpa acaba parecendo ser mais do usuário - doente - do que do bandido traficante. É uma questão de ponto de vista,  em um prisma que parece ser olhado apenas pelo lado mais interessante à quem supostamente "domina".

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Lição de hoje: tiroteio na escola.

16
jul
13h47

CIEP Lição de hoje: tiroteio na escola."A sala de aula deveria ser um santuário". frase é de uma das professoras do CIEP Rubens Gomes, no bairro de Costa Barros, no subúrbio do Rio. Mas foi onde deveria haver um santuário - como disse a professora - uma criança de 11 anos foi vítima de bala perdida, dentro da sala de aula. A "tia", como carinhosamente chavama minha professora quando estava quinta série, ensinou bem a lição. Ela só não tiraria nota máxima no comentário por um motivo: faltou dizer que de santuário o colégio já virou purgatório.

As informações dão conta que vendedores de crack estariam nos limites da escola (dentro ou fora?) e policiais à paisana teriam entrado em confronto. Ninguém sabe quem deu o tiro. Ninguém sabe nem se foi do outro lado da linha do trem que margeia o centro educacional. Mas se havia tráfico dentro ou nas proximidades do CIEP, resta alguma dúvida de onde estava a "bomba-relógio" pronta para explodir?

Não vou falar de bala-perdida. Vou falar de controle da criminalidade perdido, segurança perdida, de auto-estima esquecida. Vou falar da omissão que acontece quando o poder público sabe onde está a macha criminal e não age antes que essa mancha se torne uma "lama criminal". A operação foi preparada para que acontecesse no período de férias. Só que mesmo quando a maioria está descansando, há uma minoria que ainda tem aulas de recuperação, de reforço, provas de segunda chamada. Escola é lugar que não para, mesmo nas férias.  

Os moradores endoçam o meu raciocínio. Aliás, o meu texto é que endoça a revolta deles que chegaram a fazer uma barricada na porta da escola.  Revolta pela morte do menino de 5 anos? Também, claro! Na verdade os moradores se revoltam porque a reclamação alí - sobre a "mancha criminal" - é mais velha que o próprio menino atingido. Mais de cinco anos em que nada muda.

Twitter Lição de hoje: tiroteio na escola.

Secretária de Educação usou o Twitter para comentar a tragédia / Foto: Reprodução Internet

Não querro fazer aqui discurso demagógico. Mas em que cidade do mundo - senão as que estão em guerra - vemos tiroteio e bala perdida terminando no peito de criança de cinco anos? E não estou falando de crianças do tráfico, ok? Estou me referindo a criança que estava na carteira da escola, dentro da sala de aula. Como fica uma mãe para mandar o aluno para as aulas no segunda-feira que vem? Como fica a repercussão internacional de um caso como este?

O subúrbio do Rio de Janeiro é uma realidade à parte. A polícia classifica o caso como "fatalidade". Eu classifico como burrice. Não consigo imaginar outra palavra para uma operação perto de uma escola antes do sinal tocar.     

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Mãos ao alto: passa a banana!

14
jul
14h12

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/07/2010 às 13h15  

Vou destacar hoje dois comentários - dos mais intrigantes, diga-se de passagem  - que leitores deixaram aqui no blog. E o motivo desse "destaque" é simples: as vezes as coisas que parecem mais absurdas podem ser as mais factíveis quando assunto é guerra e disputa de poder. Em uma rápida pesquisa na internet, encontrei a confirmação do que os dois leitores comentaram. Veja só:  

"Homens morrem aos borbotões do Afeganistão. Os combates por lá são crueis e duros. Os talebãs enfrentam o(s) exército(s) mais poderosos do mundo e sua tecnologia infernal e mortífera. Nada de se admirar se alguns mentecaptos pensarem em treinar primatas a atirar e a usar armas de fogo. Até no Vietnã, as crianças eram treinadas contra os norte-americanos. Na África, as crianças eram treinadas para combater na guerrilha de independência, nos anos 70 e 80."  - Rubens Miranda  

dogs of war Mãos ao alto: passa a banana!ayutthaya war elephants Mãos ao alto: passa a banana!  

Fábio, ao longo da história vários bichos já receberam treinamento de guerra.  Na Segunda guerra, A Gestapo utilizava cães da raça doberman e pastor alemão. Os aliados, também usavam “cachorros-bomba” para explodir tanques do exército nazista. Elefantes foram utilizados pelos Persas com muito êxito, durante 2000 anos. Aníbal quase invade Roma com 400 elefantes, que eram ferocíssimos e treinados para matar em batalhas sangrentas. Jamais me surpreenderia com uso de macacos para artilharia.  Através de choques elétricos, os macacos aprendem, em simuladores de vôo, a pilotar aviões e soltar bombas no front inimigo ou mesmo usar o próprio avião como bomba. Além disso, são expostos a radiação nuclear, para testar sua resistência a nuvens radioativas." - Antônio Siqueira 

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POSTAGEM ORIGINAL:  

Não quero nem imaginar se essa moda pega no Rio de Janeiro. A teoria de que o homem pode ter evoluído do macaco eu até consigo engolir. Mas a teoria de que o macaco pode ter evoluído do homem quando o assunto é atirar para matar, aí não me resta dúvida: o assunto é uma tremenda “casca de banana” jogada para a imprensa escorregar. O assunto ganhou a mídia e foi parar até na CNN nesta quarta-feira.  

macaco Mãos ao alto: passa a banana!

Verdade ou mentira? Macacos treinados para matar no Afeganistão. / Foto: R7

Um jornal chinês, o “People Daily” com nome em inglês?) repercutiu a denúncia de que macacos estariam sendo treinados para uso em ataques contra alvos das forças americanas no Afeganistão. Que macacada é essa? Simples, garante o tabloide: inteligentes, e ágeis eles são capazes de carregar armas e disparar em alvos sem precisar de muito treinamento. Não há custo de envio de corpos quando há baixas, muito menos prejuízo de vidas humanas. O pagamento é ridículo: amendoim e bananas. O dono da tropa da macacada seria o grupo radical islâmico Taleban.  

Em tempo: apesar das fotos dos macaquinhos com armas na mão, os EUA negaram qualquer programa para combater os “militantes símios” e duvidaram da veracidade do caso.  

A história me deixou pensativo sobre a criatividade humana. Seja verdadeiro ou não, alguém tem mente muito fértil nesse relato. Se não bastar a imaginação de quem criou isso tudo, relato aqui o meu devaneio pessoal: e se fosse no Rio como seria? Macacos armados nas bocas de fumo? Macacos atacando pessoas na rua em "arrastãoes das bananas" e depois se escondendo rumo à "comunidades símias" na Floresta da Tijuca?   

É animal fazendo papel de “bicho homem” e o “bicho homem” fazendo papel de animal, como aconteceu em Brasília nessa madrugada: em uma briga de trânsito - por causa de uma batida estúpida - um motorista acabou com a orelha dilacerada.  

Qualquer semelhança com o pintor holandês Vincent Van Gogh -  que durante um surto psicótico cortou sua própria orelha - é sim mera coincidência, tá?  

 Depois o macaco é que é o bicho da história.  

Van Gogh Mãos ao alto: passa a banana!

Van Gogh - Auto-Retrato de 1887


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Bruno não leva frango pra casa

12
jul
17h11

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/07/2010 às 17h25

Em época de "mulher-uva", "mulher-melancia" e outras tantas frutas da estação, descobrimos mais uma do goleiro Bruno: ao que tudo indica o ex-jogador do Flamengo nunca foi muito de frutas e tinha outro  "alvo"  em vista: a "mulher-alvo" do Diego MC. Assim como o funqueiro, a corrida dela sempre foi atrás do sucesso profissional como dançarina. E dessa vez parece que ela conseguiu.

 

Francine Moço é uma carioca,de 21 anos, que ganhou este nome artístico por um motivo muito peculiar: tem realmente um alvo - daqueles de tiro ao alvo - estampado em um minúsculo short preto que é realçado com direito a bum-bum empinado e tudo, à bordo de uma motocicleta no clip.
O nosso jornalismo encontrou a moça e gravou uma entrevista exclusiva que está no "RJ Record" de hoje. E olha que a gente pensava que a Fernanda Salles era apenas a terceira. Na verdade, somando-se à esposa, Francine é a quarta. Quarta mulher que é citada no mega-escândalo do desaparecimento de Eliza Samúdio.
No frigir dos ovos, o goleiro Bruno, definitivamente era um lutador. Mirava em seus alvos... até atingir seus objetivos.
___________________________________
 
 
POSTAGEM ORIGINAL:

Fernanda Sales1 Bruno não leva frango pra casa

Fernanda Salles: modelo ajudou no sumiço de Eliza Samudio?

O goleiro Bruno talvez entenda tão bem de mulheres quanto deve entende de futebol. Pelo menos se “entender de mulheres” significar aquela máxima do universo machista de que “quanto mais, melhor”. Se todos os rumores se confirmarem, o goleiro só não levava “frango” - se é que você me entende.

As novas personagens podem "engrossar o caldo" ainda mais nessa história de sequestro, morte e traição: a polícia investiga duas mulheres que seriam outras "supostas" amantes do goleiro Bruno. A primeira delas é a modelo Fernanda Sales, moradora do bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. Os investigadores querem saber se Macarrão; o menor de 17 anos e Eliza Samúdio; teriam dormido na casa de Fernanda na noite do sequestro. Isso porque Eliza saiu do Rio no dia 4 de junho, mas só chegou ao sítio do goleiro do Flamengo, em Minas, no dia 5 de junho.

A outra suposta amante seria uma operadora de caixa, de 21 anos. Francine Moço da Silva também é carioca e teria tido um relacionamento de um ano com o jogador. A polícia quer saber se Bruno teria comentado com ela sobre desentendimentos com Eliza Samudio. Mas, até agora, a moça diz que só viu Bruno chateado duas vezes: quando o Flamengo teria atrasado o pagamento dele e quando a torcida o teria chamado de "frangueiro".

Como disse antes, não...

Frango é uma coisa que Bruno não levava para casa.

 

 

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Procura-se o "tio" desesperadamente!

9
jul
11h18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/07/2010 ÀS 10H34 

O bom humor do povo brasileiro, mesmo diante de tragédias: é por isso que somos o povo mais feliz do mundo. Conseguimos sorrir das nossas mazelas, mesmo que esbarremos no temido "humor-negro". Essa montagem me fez rir de toda a história hoje, apesar de violência e seriedade dos dois casos. 

Bruno e Nardoni Procura se o "tio" desesperadamente!

Montagem: site www.kibeloko.com.br

 

POSTAGEM ORIGINAL: 

Tem coisas que não tem preço. Uma delas é passar a Rede Globo logo nas primeiras horas da manhã, na apresentação do “RJ no Ar”. Hoje, sexta-feira, ficamos por trinta minutos em liderança absoluta, com uma distância de dois, as vezes três pontos em relação à emissora “dominante”. 

Fábio Ramalho Procura se o "tio" desesperadamente!

RJ Record: pico de 16 pontos com caso "Eliza Samudio"

 

Não foi apenas o caso Eliza Samudio que “bombou” a audiência. Logo nos primeiros minutos do jornal percebemos que o assunto “crime passional” rendeu bons pontos com uma reportagem de Campos, norte do estado. Como na sequência tínhamos um psicólogo no “link” para falar sobre relacionamentos conturbados e perdas, não deu para não fazer da entrevista um “consultório sentimental”, né? O que fazer para esquecer um grande amor? O que fazer para se desprender do sentimento de posse quando perdemos alguém? Essas foram apenas algumas perguntas que fiz lembrando, inclusive, a postagem aqui do blog que tratava disso recentemente! 

Ontem também vivemos uma situação inusitada: o tio do tal adolescente envolvido do assassinato de Eliza Samudio foi motivo de uma verdadeira “caçada” pelo Rio de Janeiro. Entrevistado no programa “Balanço Geral” pelo meu amigo William Travassos, o “tio” teve uma equipe da Rede Globo de sentinela do lado de fora aqui da emissora. Tudo para conseguir gravar uma frase sequer do que o “tio” estava falando aqui, no ar e ao vivo. 

william1 Procura se o "tio" desesperadamente!

William Travassos: liderança absoluta no "Balanço Geral"

 

Mas a espera foi longa: depois de participar do programa, convidamos o tio e o irmão do jovem de 17 anos para almoçar aqui mesmo na emissora. E foi assim até que, faltando uma hora para o “RJ Record” entrar no ar, fiz mais um convite aos dois: “Topam ficar mais um pouco e entrar comigo, ao vivo no próximo jornal”? De pronto eles toparam e aí a história se repetiu: equipe da Globo de prontidão na porta da Record. Que cena deliciosa de se ver, hein? 

Essa não é uma afirmação de deslumbramento. Muito pelo contrário, acho que quando isso acontece provamos que “existe vida inteligente” fora da “Vênus Platinada”. O que é muito bom para a própria Globo. Repito um discurso que não é demagógico e não é ensaiado: quando isso acontece mostra-se que o mercado de jornalismo em televisão oferece opções. Opção para profissionais e telespectadores. Então a história funciona assim: até quando estamos na frente da Globo ou deixando a Globo esperando, acredite, a própria Globo - ou nossos colegas de lá - é que estão ganhando. Concorrência é bom, mantem empregos e aumenta salários. A direção da Record que não me escute! 

Mas é fato: concorrência e disputa sadia? Nossos empregos e salários agradecem. 

globo x record Procura se o "tio" desesperadamente!

Imagem: internet


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