Procura-se o "tio" desesperadamente!
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/07/2010 ÀS 10H34
O bom humor do povo brasileiro, mesmo diante de tragédias: é por isso que somos o povo mais feliz do mundo. Conseguimos sorrir das nossas mazelas, mesmo que esbarremos no temido "humor-negro". Essa montagem me fez rir de toda a história hoje, apesar de violência e seriedade dos dois casos.
POSTAGEM ORIGINAL:
Tem coisas que não tem preço. Uma delas é passar a Rede Globo logo nas primeiras horas da manhã, na apresentação do “RJ no Ar”. Hoje, sexta-feira, ficamos por trinta minutos em liderança absoluta, com uma distância de dois, as vezes três pontos em relação à emissora “dominante”.
Não foi apenas o caso Eliza Samudio que “bombou” a audiência. Logo nos primeiros minutos do jornal percebemos que o assunto “crime passional” rendeu bons pontos com uma reportagem de Campos, norte do estado. Como na sequência tínhamos um psicólogo no “link” para falar sobre relacionamentos conturbados e perdas, não deu para não fazer da entrevista um “consultório sentimental”, né? O que fazer para esquecer um grande amor? O que fazer para se desprender do sentimento de posse quando perdemos alguém? Essas foram apenas algumas perguntas que fiz lembrando, inclusive, a postagem aqui do blog que tratava disso recentemente!
Ontem também vivemos uma situação inusitada: o tio do tal adolescente envolvido do assassinato de Eliza Samudio foi motivo de uma verdadeira “caçada” pelo Rio de Janeiro. Entrevistado no programa “Balanço Geral” pelo meu amigo William Travassos, o “tio” teve uma equipe da Rede Globo de sentinela do lado de fora aqui da emissora. Tudo para conseguir gravar uma frase sequer do que o “tio” estava falando aqui, no ar e ao vivo.
Mas a espera foi longa: depois de participar do programa, convidamos o tio e o irmão do jovem de 17 anos para almoçar aqui mesmo na emissora. E foi assim até que, faltando uma hora para o “RJ Record” entrar no ar, fiz mais um convite aos dois: “Topam ficar mais um pouco e entrar comigo, ao vivo no próximo jornal”? De pronto eles toparam e aí a história se repetiu: equipe da Globo de prontidão na porta da Record. Que cena deliciosa de se ver, hein?
Essa não é uma afirmação de deslumbramento. Muito pelo contrário, acho que quando isso acontece provamos que “existe vida inteligente” fora da “Vênus Platinada”. O que é muito bom para a própria Globo. Repito um discurso que não é demagógico e não é ensaiado: quando isso acontece mostra-se que o mercado de jornalismo em televisão oferece opções. Opção para profissionais e telespectadores. Então a história funciona assim: até quando estamos na frente da Globo ou deixando a Globo esperando, acredite, a própria Globo - ou nossos colegas de lá - é que estão ganhando. Concorrência é bom, mantem empregos e aumenta salários. A direção da Record que não me escute!
Mas é fato: concorrência e disputa sadia? Nossos empregos e salários agradecem.












