Rio de Janeiro: capital do México.

30
ago
16h38

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 31/08/2010 ÀS 13H34

CRUELDADE NA CARNE

O que faz um "maluco" enfiar na barriga de uma criança de 1 ano e 5 meses duas agulhas e um prego? A polícia esclareceu um crime, de uma crueldade ímpar, e descobriu o impensável: quem fez isso foi um vizinho, que mora na mesma vila que a criança, em Duque de Caxias.

agulhas1 Rio de Janeiro: capital do México.

Duas agulhas e um prego: crueldade com uma menina de 1 ano e 5 meses. / Foto: R7.

A primeira hipótese é pensar que um cara desses é maluco, tem problemas psiquiátericos. Mas no exame feito com ele, tudo o que foi comprovada foi uma "leve depressão". Na delegacia ele pediu desculpas à família e explicou o motivo do crime. Sabe porque ele fez isso? Porque sentia "inveja" do carinho e atenção que a menina recebia da família. Pasme: ele foi abandonado pela mãe qundo ainda era pequeno. Se tamanha crueldade ainda não foi o suficiente, atente para os requintes dela: o homem fez isso no meio da rua, durante uma distração da mãe. Ela não percebeu que quando o homem tocava a criança a menina chorava sem parar. Ingenuidade demais!

E ainda tem mais para se pensar. Veja só que delicadeza é um caso desses: num primeiro momento chegou-se a cogitar maus tratos por parte da família. Imagine só sobre quem a culpa instantaneamente iria recair senão sobre quem está com a menor 24 horas por dia? A gente, quando é obrigado a mostrar casos assim, anda no fio da navalha. É preciso todo cuidado para não fazer julgamentos precipitados em cima do que a polícia as vezes precisa cogitar. Uma palavra errada pode fazer uma mãe - INOCENTE - ser hostilizada por todo um bairro, por toda um cidade.   

Um homem como esse precisa mais que punição. Precisa de acompanhamento psicológico, psiquiátrico. Estamos falando de uma pessoas que, muito provavelmente - do alto de sua loucura não atestada - não deve ter noção do que está fazendo. Nem por isso deixa de ser um MONSTRO.   

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POSTAGEM ORIGINAL:

Como o assunto “tráfico de drogas” sempre permeia os assuntos no nosso blog, não poderia começar a semana sem analisar um fato ocorrido na semana passada no México: aquele massacre com 72 mortos que tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos - via fronteira Mexicana - e que foram “recebidos” por um dos cartéis que atuam no país. Diante da oferta - negada - de trabalharem como “matadores” para o grupo, todos foram executados.

O que me chamou a atenção foi uma declaração que vi no jornal “O Globo” na última quinta-feira: o presidente do “Coletivo para uma Política Integral para as drogas”, Jorge Hernandez Tinajero, diz, com todas as letras, que descriminalizar as drogas no México já não resolveria mais o problema da violência no país. De acordo coma teoria dele, já é tarde para o México fazer isso. Se a ideia tivesse sido discutida antes, tudo bem. Mas agora, o questionamento que ele deixa no ar é: se houvesse uma descriminalização, para onde iria todo o “exército” que hoje vive em função do tráfico e que mata em dois principais cartéis do pais?

mapa tráfico Rio de Janeiro: capital do México.

Quando li essa pergunta dele foi inevitável não fazer um paralelismo em relação ao que vivemos aqui no Rio de Janeiro. Modéstia às favas, como diria meu pai, não é nada diferente do que já discutimos e escrevi aqui mesmo neste blog. Sem ao menos conhecer o presidente que deu tal entrevista, sempre questionei isso aqui também. Será que a cada dia que passa e não discutimos o assunto tráfico - mesmo que passando pela “temível” palavra descriminalização - não estamos empurrando um problema para frente com a barriga como o México fez?

Não sou favorável às drogas, mas acho que precisamos discutir o assunto tráfico. São duas coisas diferentes, apenas consequência uma da outra. É no tráfico que está o problema. Aliás o "x" da questão está em não conseguirmos - o estado - debelar uma situação de crime, sendo ele qual for esse crime. O “tráfico” é apenas o rótulo do pior deles qui no Rio.

Será que a política de discutir menos e enfrentar mais não é o mesmo que, aos poucos, transformarmos o Rio de Janeiro em um “México” partido por facções rivais numa situação tendendo quase ao irreversível?

 

 

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