A zona norte em crise.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/10/2010 às 14h25
O restaurante CAMARÃO & CIA procurou nosso jornalismo e explicou que, ao contrário do que a vigilância sanitária apontou, não foi registrado nenhum problema de falta de higiene na cozinha do restaurante.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/10/2010 às 18h50
NOSSA COMIDA EM CRISE
A cada dia que passa tenho mais medo de comer na rua. A vigilância sanitária municipal autuou - mais uma vez - restaurantes "lambões" num shopping da zona sul, mais precisamente o Botafogo Praia Shopping. Os técnics encontraram problemas na conservação - entenda geladeira que não resfriava bem - de saladas e doces nas lanchonetes BOB´S e MC DONALD´S e no restaurante VIENA EXPRESS.
E teve mais: no restaurante B 52 - aquele dos aviões - os agentes encontraram produtos vencidos. Já o CAMARÃO & CIA foi autuado por falta de asseio. Melhor nem pensar. No total, dez quilos de alimentos foram inutilizados pela vigilância sanitária.
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POSTAGEM ORIGINAL:
É alarmante quando perdemos o direito básico - garantido na constituição - de poder "ir e vir" livremente. Com isso o carioca infelizmente já se acostumou quando o trajeto envolve as chamadas "áreas de risco". Mas quando são as próprias autoridades públicas que recomnedam "não transitar por uma determinada área da cidade" é mais que um alarme que soa: é a assinatura de um atestado de que não há controle da violência quando mais se precisa exatamente disso: ação e segurança.
Hoje esse alerta veio da própria polícia carioca. A dica foi evitar transitar pelo bairro da Penha, zona norte do Rio, se não fosse "absolutamente" necessário. Infelizmente precisamos avisar às autoridades: para quem mora por lá - cerca de 80 mil pessoas - transitar é "absolutamente" necessário, sim. Assim como seria absolutamente necessário que a segurança fosse primorosa para que esse tipo de alerta - humilhante, diga-se de passagem - não precisasse ser dado para todo um bairro.

Policiais em momento de operação: cena comum na zona norte do Rio nesta quinta-feira. / Imagem: jornal "O Globo".
A zona norte do Rio de Janeiro vive um dia de caos que, infelizmente, nem consegue pompa e alarde de "inédito". De tempos em tempos parece que a situação se repete e a população fica refém. O carioca e o fluminense já são obrigados a achar comum escutar tiro, ver mortos e lidar com a violência.
Se mais uma vez isso lhe parecer exagero, cito o exemplo que vivemos ontem: um homem foi assassinado na porta de uma casa lotérica em Niterói e o corpo ficou por horas no chão. Só que era dia de mega-sena acumulada de 119 milhões. E aí? Como deixar a lotérica podendo concorrer a um prêmio desses? A opção dos apostadores foi continuar na fila, ao lado do corpo estendido, para não perder a chance de fazer uma "fézinha". Pelo menos em alguma coisa quem mora por aqui ainda parece acreditar: que com tamanha bolada no bolso talvez dê para procurar outros destinos de vida, mais tranquilos, supostamente.

Polícia: orientação para não sair de casa na Penha, bairro com 15 favelas, "protegido" pela Igreja da Penha. / Imagem ilustrativa: internet.










