Solidariedade: não é tudo a mesma coisa.

15
out
15h37

logo ressoar Solidariedade: não é tudo a mesma coisa.A postagem de hoje é mais que um convite. É uma analise ao velho argumento de que não basta esmolar, ajudar crianças em sinais de trânsito ou nas ruas, se isso fizer com que os mesmos se sintam incentivados a continuar na mendicância. O raciocínio - sem dúvida nenhuma pertinente -  foi uma das minhas inquietações durante as reuniões que tivemos quando o RJ Record "adotou" uma das instituições a serem beneficiadas na mobilização deste fim de semana.

O que me motivou a participar do Ressoar Solidário foi a certeza de que nos propomos a fazer mais que ajudar por um dia. Solidariedade precisa ser "em gotas" e não apenas em dose cavalar por uma vez. Digo isso porque, por várias vezes, em outras ações de outras instituições, percebia que a festa era de um dia só. Poucos momentos de solidariedade, assistência e carinho... mas que morriam em menos de 24 horas.

brinquedos Solidariedade: não é tudo a mesma coisa.

Casa de Leylá: porque toda criança tem direito de brincar./ Foto: divulgação

Na "Casa de Leylá" - que atende 50 meninas carentes de famílias que não tem onde deixar os filhos enquanto os pais trabalham - o que pedi que fizéssemos foi mais: prover hoje pensando no amanhã. Desde a providência para  alimentação - que não dure apenas por um mês - até ensino, arte e lazer que não sejam em "lição única". As meninas atendidas - de 4 a 14 anos -ganharam não apenas uma aula, mas um ano de balé gratuito! Nosso parceiro nesse caso foi o Centro de Dança Elisa Borges. A primeira bailarina do Teatro Municipal, Ana Botafogo, entrou com os uniformes: saiotes, colants, sapatilhas. E os parceiros não páram de chegar: a empresa Redutor Tempo entrou com os espelhos para as aulas. A solidariedade começa a se refletir em voluntários que já prometerem ajudar mais em outras necessidades da casa. Tudo, repido, não apenas por um dia.

biblioteca Solidariedade: não é tudo a mesma coisa.

Casa de Leylá: porque toda criança tem direito a estudar./ Foto: divulgação.

Viu como a corrente fecha seus elos quando mais e mais voluntários chegam? Longe de pregar qualquer demagogia, é bom poder colaborar. É bom poder agradecer aos parceiros externos e aos colaboradores da própria Record que "produziram" esta grande festa. Aqui, um beijo especial a quem cuidou com muito carinho da "nossa" Casa de Leylá, a querida  Vivian Borba. O coração da gente agradece! 

Estarei lá!

Serviço: Casa de Leylá - Rua Ana Neri 2400 / Sampaio.

          Domingo, dia 17 de outubro, às 09h da manhã. 

 

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