O “morto-vivo” da previdência.

20
out
14h09

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/10/2010 às 14h35

CUIDADO: POSTE TAMBÉM FALA!

 

poste 150x150 O morto vivo da previdência. Na sequência das reportagens que a gente parece não acreditar quando exibe, essa vale destaque. Não é o mesmo sentido do erro "crasso" da previdência - assunto da postagem original. Claro que não.  Mas essa merece destaque por um aspécto ímpar: é a história de moradores que, preocupados com um postes prestes a cair em Santa Teresa, resolveram dar ao "patrimônio público" voz própria, já que a voz deles não estava sendo o suficiente. Prova que criatividade faz o assunto repercutir muito mais. A pergunta: se não tivesse o apelo, o ineditismo do "poste falante" será que não seria apenas mais um prestes a cair no Rio de Janeiro loge dos olofotes?


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POSTAGEM ORIGINAL:

morto vivo blog 150x150 O morto vivo da previdência.

Falar de um "morto-vivo" no ar pode parecer assunto de ficção. Mas é nos assuntos "non-sense" que descobrimos algumas aberrações - fantasmagóricas - que assombram os meandros da nossa querida previdência brasileira. O aposentado que mostramos no jornal de ontem é quem precisa provar que esta vivo enquanto o INSS diz que ele está morto. Não convencido que morreu (você estaria?), ele procurou nosso jornalismo. E chegou, como diz o ditado, "vivinho da Silva".

Vivinho da Silva não: seu Luiz é Oliveira. O mesmo sobrenome que tem um outro segurado que morreu... esse de verdade. O falecido além de homônimo perfeito do seu Luiz, ainda tem mais duas coincidência do outro mundo: as duas mães tem o nome igual e a mesma data de nascimento. Os nomes maternos repetidos deram um nó nos computadores da previdência. Na dúvida o sistema "matou" a pessoa errada.

 

Mais que uma história curiosa para a gente e chata para seu Luiz - que vou rebatizar de seu Luiz Vivo - o problema fez o alarme tocar: o INSS explicou que dá baixa em pessoas falescidas apenas com base nos nomes, sobrenomes e na filiação dos que passaram desta para uma melhor. Os cartórios - explica o Institudo Nacional de seguridade Social - não são obrigados por lei a passar mais do que isso. Dados como número do CPF e da carteira de identidade são um luxo nesses casos. Como adoro as perguntas que ficam como um grilo, esfregando as perninhas atrás da orelha, me pergunto: quanto mais gente já morreu "por engano" e nem fica sabendo disso porque o sistema tem uma falha grosseira como essa?

A história do seu Luiz - o Vivo - me lembra o traficante "Nem" da Rocinha. Aquele que eu sempre digo que polícia chega sempre perto mas nem consegue capturar. De acordo com a polícia, o mega-traficante da Rocinha já teria tentado simular a própria morte para escapar do braço da lei. Se ele tiver assistido o jornal de ontem talvez tenha tido uma nova idéia. Nem precisava simular corpo, tiroteio nem atestado de óbito falso. A previdência as vezes tomas suas providências sozinha...

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