CONFIRMA para sujar.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 05/10/2010 às 13h45
Para encerrarmos o assunto eleições, hoje é dia de bastidores. O governador reeleito, Sérgio Cabral, me recebeu no Palácio das Laranjeiras para a primeira entrevista a um jornal regional depois de obeter 66,08% dos votos válidos no Rio de Janeiro.
Durante a conversa - com pouco mais de 10 minutos - Sérgio Cabral falou sobre a prioridade que continua sendo segurança pública. Mas o foco não ficou só no que será feitos nos próximos quatro anos. Preferi conduzir a entrevista mostrando o que vai além do candidato. Concorda comigo que o que ele vai fazer já foi dito a exaustão durante a campanha? Por isso preferi seguir por uma linha diferente, um pouco mais pessoal. Nela o governador disse que termina o período eleitoral com dores no joelho - depois da cirurgia que fez - mas que não vai descansar agora. Nas palavras do próprio governador, "agora é hora de trabalhar pela eleição de Dilma."
Seguem algumas fotos dos bastidores da entrevista, tiradas pela nossa produtora Sheila Caroline.
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POSTAGEM ORIGINAL:
É impressionante como se ganha e como se perde em uma eleição. O ganho dispensa explicações quando falamos de democracia. As perdas? Estas estão por todos os lados quando olhamos pelo ponto de vista da "sujocracia": o governo dos sujões.
Fui justificar meu voto em um ponto de votação bem perto da emissora, na zona norte da cidade. Não vou dizer exatamente onde para não expor os envolvidos. Eu estava meio perdido no caminho. Não sabia exatamente onde era o tal local que tinham me indicado na redação, já que não se tratava de uma escola ou ponto de grande referência. Mas foi facil chegar seguindo uma "trilha" surreal de papéis e panfletos de propaganda eleitoral pelo chão.
A sujeira não era só física. A poucos passos do portão de acesso já não coseguia mais ter bolsos para colocar tantos panfletos que me atiravam nas mãos. Mas peraí? Penfletar assim, a menos de 100 mestros de local de votação, não caracteriza "boca de urna"? Minha impressão não estava errada. Só que o pior não era ter a certeza do que é considerado um crime eleitoral. A maior tristeza foi perceber um policial militar na entrada, assistindo à tudo o que acontecia, sem mover um músculo de seu rosto.
A justificativa eleitora foi rápida, confesso. Mas a justificativa que tive do presidente das sessões foi demorada de digerir. Eu perguntei se ele tinha visto a quantidade de pessoas fazendo "boca de urna" na entrada do prédio. Ele disse que tinha visto sim, mas percebi nele um ar impotente diante da invasão de tantos intrusos. Tudo a pouco mais de 10 ou 15 metro da entrada. Os colegas mesários, quase que com olhar de "qual o problema disso?" , também não moveram um músculo.
Na fila tinha gente brava com a demora sa fila, sabia? Rdículos 5 minutos de espera. Mas da "boca de urna" ninguém reclamou, ninguém percebeu. Fiquei perplexo. Se não forem os fiscais do TRE ninguém faz absolutamente nada! O eleitor não reclama, não se comove, não vê nada errado nisso. Muito pelo contrário: acredito até que existe uma cultura - infeliz - aqui no Rio de Janeiro, de que é "bonito" fazer o que seria "feito"; e ainda por cima se dar bem por não ser punido. Quem escapa do braço da lei sai como "esperto". Essa é a única "genética" do sangue de alguns cariocas que me recuso a abserver nessa "transfusão" cultural a qual me submeto e aprecio há mais de 5 anos.
Aprendi uma lição importante nesse dia. O voto realmente não deveria ser algo obrigatório se a maioria não se importa com isso.













