RESTART: a moda colorida. ( parte 2)

15
nov
20h02

banda restart1 150x150 RESTART: a moda colorida. ( parte 2)PeLu (Pedro Lucas), PeLanza (Pedro Lanza), Koba (Kobayashi) e Thómas (chamado carinhosamente de “Thominhas”), não se sentem Justin Bieber. Mas foi impossível não perguntar a eles o que já havia ouvido Justin Bieber responder em uma entrevista na televisão: qual a primeira coisa que compraram com o primeiro dinheiro que ganharam com a banda? Os quatro responderam quase que em coro: celulares! Aparelhos coloridos é preciso frisar.

 O assunto dinheiro não é tabu para eles. Questionados sobre o futuro, eles contam que guardam parte do que ganham com “juízo”, digamos assim. “A gente tem uma base familiar boa, então aprendemos desde pequenos a administrar dinheiro.” - finaliza PeLu. De fato, nenhum deles me passou ar de deslumbramento com esse binômio tão difícil de lidar com tão pouca idade: fama e dinheiro. 

DSC00163 768x1024 RESTART: a moda colorida. ( parte 2)

Fã orgulhosa: roupas e acessório com a marca "Restart".

Mas porque a primeira compra foi celular do tipo “smartphone”? Simples: foi na rede mundial de computadores que os quatro nasceram e cresceram perante o público. Aparelhos que permitem twittar o tempo todo são equipamentos de primeira necessidade! Há dois anos, quando lançavam músicas pela internet, foi só utilizar as redes de relacionamento que, em uma semana - garantem eles de pés juntos - a primeira música “Recomeçar” entrou para o “top 10” das mais pedidas. “A gente nunca vai largar a internet. Todos os artistas deveriam pensar em vender ou comercializar seu trabalho pela rede”. - completa PeLanza. E olha que o rapaz não está de brincadeira não. Basta uma rápida olhada na “webstore” do grupo para ver que lá se encontra de tudo - tudo colorido -  para todos os fãs de carteirinha ou não.

 Será que precisar ser tão colorido assim para gostar do grupo? PeLu garante que não. “A gente vê nos shows desde aqueles que só curtem Restart, até os que conhecem no máximo duas ou três músicas nossas. São pessoas que na verdade são do funk ou do samba. Mas está todo mundo lá, trocando uma idéia.” - arremata.

 Exageros à parte, pode não ser bem assim quando alguns estilos são um pouco mais intolerantes. Os resistentes a esse “estilo cheio de cores de viver” não mediram esforços para vaiar a Restart esse ano no VMB da MTV. Mas quem liga? Os garotos levaram nada menos que 5 prêmios, desde melhor música até banda revelação. Você ligaria?

 A entrevista já ia longe e já tinha virado um belo bate-papo, mas lembrando que já era quase hora do show e uma multidão estava há 4 horas em pé esperando o Restart, fui caminhando o para o final.

250px Banda Restart 2009 RESTART: a moda colorida. ( parte 2)

 Para encerrar, não deu para deixar de perguntar as impressões sobre a cidade maravilhosa. Não esperava declarações contundentes ou polêmicas sobre o Rio. A violência passa longe do repertório de impressões sobre a cidade. “Falem o que for mas o Rio continua lindo” -  disse-me o desinibido PeLanza. Todos demonstram que não tem medo da cidade - quem teria com tantos seguranças? - e se mostram apaixonados pelo Rio de Janeiro. E nesse ponto dá pra perceber, pelo brilho nos olhos, que não é discurso ensaiado pra vender mais discos na terra que faz o “s” virar um “x” em cada frase não. “Nunca passamos por situação ruim que deixasse alguma imagem ruim pra gente. O que fica é o carinho” - disse Koba fechando o raciocínio.

 O que marcou a cidade para Thomas? Uma cena peculiar: a praia de Copacabana vista pela varanda do Hotel Othon Rio, onde ficaram em uma das várias outras 5 vezes que estiveram se apresentando no Rio. “O Rio é uma mistura. É o sambista com roqueiro, o baladeiro com o surfista.” - conta PeLu. Carioca de carteirinha como sou, não pude discordar. Fim de papo e hora de seguir para o ginásio onde seria o show. As mãos que quase destruíam o portão de ferro na pousada agora faziam “música” ao ouvido dos quatro rapazes batendo na lataria do veículo. Entendo porque antes de cada show eles fazem questão de, além de passar as música que vão tocar, agradecer a Deus pelo sucesso estrondoso em menos de 2 anos de carreira.

 A pouca experiência com os meninos do Restart me deu uma percepção do que fez o grupo “bombar” independentemente de qualquer avaliação de conteúdo das músicas ou de “sucesso instantâneo” como vemos hoje. Eles criaram o que ninguém tinha vendido até então no mercado do fonográfico brasileiro: as cores gritantes, as músicas que falam de paixão adolescente associadas ao visual sem preconceitos, que permite até cinto de oncinha na cintura do baterista Thómas. O fama para eles é assim: sem estrelismos, sem deslumbramentos. Não precisa usar óculos cor-de-rosa para descobrir que, para os fãs, visitas assim vendem discos e deixam o Rio muito mais colorido.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A