Esse assunto é uma #*!+@!
Quem nunca usou a frase que é título dessa postagem, mesmo que em um daqueles momentos de raiva intensa, que atire a primeira pedra. E que fique bem claro que me refiro a jogar apenas “pedra”, ok?
Longe de qualquer aptidão para agredir alguma “Maldita Geni”, o pior seria arremessar o objeto de estudo desta postagem no "ventilador", como se diz quando algum assunto polêmico é denunciado ou notíca ruim espalhada por aí. O assunto pode não ser dos mais agradáveis mas é dele mesmo que estamos falando: do "cocô".
Se o nome lhe parece repugnante fique sabendo que o assunto é sério. Ele pode falar mais de você do que você pensa. Os escritores norte americanos Anish Sheth e Josh Richman, colocaram a mão na massa (eu disse na massa...) e saiu o livro "O que Seu Cocô Está Dizendo a Você - Montes de Fatos Importantes Sobre a sua Saúde".
Mais sério que imaginei, o livro traz exatamente isso: informações importantes sobre a relação entre o que excretamos e a nossa saúde intestinal. A publicação funciona como um guia de identificação imediata - com desenhos e tudo - de cada tipo de fezes e a relação de seu formato, coloração e até textura com o que se passa dentro do nosso trato intestinal. Claro que a análise é puramente visual. Os autores dão nomes auto-explicativos e bem humorados aos tipos de excrementos, como "Os Que Flutuam e Os Que Afundam", "O Cocô Empedrado", "O Pingente", "O Cocô Que Põe Fim à Lua-de-Mel", entre outras definições pra lá de curiosas. Clinicamente todas fazem muito sentido.
A leitura tem que ser sem pudor. Nada de ficar enojado ou envergonhado ao tratar do assunto, afinal de contas, todo munda faz. Para exemplificar, vou citar apenas um dos tipos de “cocôs” descritos: o "Cocô Já-Te-Vi". É aquele que vem com pedaços de comida. Normalmente milho. Segundo Dr. Barroso, médico que expõe suas opiniões e dicas de saúde no livro, o milho é um alimento que contém um altíssimo teor de fibras insolúveis. E como nosso organismo tem que eliminar o que não consegue digerir, o milho sai como entrou. Nem de longe isso significa algum problema. O livro mostra ainda os prejuízos que prender a vontade de ir ao banheiro pode gerar a ainda como prevenir câncer em órgãos do aparelho digestivo. Uma coisa que eu não sabia, por exemplo, é que até a “flutuabilidade” das fezes no vaso sanitário podem dizer muita coisa sobre alimentação deficitária, por exemplo, em fibras. Demorar muito para ir ao banheiro, dores ao evacuar e ou fezes duras demais podem indicar que algo está errado não só na “saída”, mas sim na alimentação, na “entrada”.
Como descobri esse livro? Simples: um colega de emissora comprou a publicação e trouxe para a redação. A primeira reação foi rir e achar curioso. Mas confesso que me surpreendi com a o grau técnico e a seriedade das informações. Claro que para falar de algo tão mal cheiroso - aliás até sobre isso o livro fala - é preciso ter bom humor. Antes do livro, a última vez que havia escutado qualquer menção a “ele”, foi no programa infantil “Cocoricó” da TV Cultura. Para quem acha que é balela e que não há propósito educativa nisso, vale prestar a atenção no vídeo abaixo.










