ENEM? Nem eu…
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/11/2010 às 14h39
Ainda cabe recurso. Mas algum juiz de bom-senso no nordeste fez o que o MEC ainda não tinha feito: mandou suspender o resultados das provas do ENEM do último fim de semana, depois de tantos erros e polêmicas. Foi só tocar no vespeiro que outros problemas começaram a aparecer.
Em Juiz de Fora, Minas Gerais, uma escola teria dado uma hora a mais no tempo de prova por causa dos erros de impressão. Agora é o MEC que já faz sua "mea-culpa" querendo explicar o problema ao senado, à OAB (o que a OAB tem a ver com isso?) e ainda fala em aplicar um novo teste só para os alunos prejudicados.

Juiz de Fora: alunos "ganharam" uma hora a mais para as provas por conta dos erros de impressão. / Foto: ilustrativa.
Será que o ministro Fernando Haddad e o ministério todo ainda não perceberam que o projuízo não vai ser recuperado assim? Primeiro porque é no fim do ano que a maioria das universidades faz seus vestibulares. Segundo, porque quem for para o "recall" do ENEM automaticamente já ganha mais tempo para se preparar, o que torna a disputa por notas - quem valem um passe para a universidade - absolutamente injusta.
Em pouco tempo teremos que sugerir que os vestibulares tenham "cotas" para os "viúvos do ENEM". Como disse uma estudante em entrevista a nossa reportagem: "O Ministério da Educação teve um ano para preparar as provas e ainda faz mal feito?"
Infelizmente foi isso mesmo, cara aluna. O fiasco do ano passado se repete, 365 dias depois.
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POSTAGEM ORIGINAL:
Tem uma disciplina a mais para se estudar antes de fazer a prova do ENEM: introdução à polêmica. O Ministério da Educação já virou PHD no assunto. A proibição de usar lápis ainda dá para entender. A borracha? A gente ainda apaga essa idéia. Mas faltar espaço para o rascunho - sem lápis - aí o aluno não engoliu.
Olhando o modelo da prova dá para perceber que espaço para rascunhar realmente não é vetor exato como nota. O conceito de "espaço no papel" só não é mais subjetivo que o recado do Inep no Twitter. O orgão ligado ao Ministério da Educação - responsável por confeccionar e aplicar o teste - disse no blog de ralacionamento que os reclamões e denunciantes de que dava para "twittar" no meio da prova, eram estudantes que já tinham "dançado" no exame. O Inep disse que a resposta foi no "tom" certo que o Twitter tem. (?) Será que esse tom "informal" também é relevado na hora da correção das redações?
Para "gabaritar" uma suposta prova dessa nova disciplina (a introdução à polêmica, lembra?) o Inep ainda se superou: algumas provas apresentaram problemas de impressão; questões duplas com mesma numeração e a famigerada confusão de cores e gabaritos. A questão, agora, pode terminar na justiça e o próprio Ministério da Educação já admite a possibilidade de aplicar uma nova prova para 2 mil alunos.

"Mural da Revolta": quadro criado por jornal carioca para alunos darem nota para a organização do exame. / Foto: jornal "O Dia".
É como me perguntou um estudante de jornalismo que relatava ter escapado desse história de ENEM em sua época de segundo grau: "você gostaria de fazer um Exame Nacional do Ensino Médio desse jeito? Eu certamente não gostaria." - disse-me ele em tom de protesto. O pior é que ele está certo quando o Inep vem se mostrando "inepto" para o preparo dessas provas tão polêmicas. Querer fazer prova com a situação assim? Ninguém... nem eu.


















