Recesso e férias: é tudo igual?

27
dez
15h12

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/12/2010 às 17h21

É curioso como as notícias que damos - mesmo quando de bastidores ou no chamado "off" jornalístico - se confirmam quando menos esperamos.

Estou no embarque do aeroporto Santos Dumont, esta tarde, esperando uma decolagem. Sorridente e simpático um funcionário da Infraero me para no saguão para dizer boa tarde. Depois da saudação cordial ele diz realmente a que veio: "eu li a a postagem do blog da Record em que você dizia que a greve nos aeroportos não ia sair. Quer saber? Você acertou. Aquela ameaça de greve fo só para dar um susto dos donos endinheirados de empresas aéreas!"

Decolagem 2 Recesso e férias: é tudo igual?

Pousos e decolagens no horário. E como vai ser no Reveillon? / Foto: internet.

Óbivo que todo jornalista fica envaidecido quendo uma informação que dá se confirma. Mas nesse caso pensei: puxa, eu nem cheguei a comentar isso no ar. Foi só aqui no blog. Não é que ele lê mesmo? Fiquei feliz e me dei conta que essa "brincadeira" de blog é mais séria do que imaginamos. Que bom que a audiência também é eletrônica! 

A boa notícia para quem ainda vai viajar em férias: partidas e chegadas no horário para a maioria esmagadora dos voos.

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POSTAGEM ORIGINAL:

Não sei se é a mesma coisa. Férias e recesso podem ser comparados? A vontade de descansar era tão grande que já contava os dias para todo e qualquer merecido descando! Neste final de ano era certo "bater em retirada" por alguns dias.  Daí veio um projeto novo, o "Hoje em Dia - Rio" e tive que adiar mais um pouco. Mas aí foi uma causa pra lá de justa, certo?

Mesmo aproveitando apenas uma semaninha de recesso, estou me sentido assim: em férias! Por isso, nesse semana que começa hoje, estarei afastado do "Hoje em Dia". Assim como na semana passada a Mariana Leão descansou, agora é minha vez. Dia 3 de janeiro estaremos de volta, os dois juntos, com as baterias devidamente recarregadas!

vila velha1 Recesso e férias: é tudo igual?

Praia da Costa - Vila Velha, ES.

Onde estou? - A foto acima é antiga, mas pouca coisa mudou. Se o nome dessa terra é Espírito Santo, não é à toa que ela é abençoada. Como disse uma amiga no Twitter, se a capital ainda tem o nome de Vitória, é porque força é o que não falta por aqui! Na verdade estou em Vila Velha, cidade "irmã" da capital. Os dois municípios são ligados por uma ponte, assim como o Rio de Janeiro e Niterói. Mas as semelhanças param por aí no tocante ao fator distância. A chamada "terceira ponte" - que na verdade se chama Deputado Darcy Castello de Mendonça - tem míseros 3,33 quilômetros contra os 13,79 quilômetros da ponte colossal que corta a Baía de Guanabara no Rio. Ponte esta que também tem outro nome: Ponte Presidente Costa e Silva.

ponte Recesso e férias: é tudo igual?

Terceira Ponte: ligação entre Vila Velha e Vitória, ES.

Só para lembrar, os comentários são respondidos no próprio "box" de comentários, ok? Se você deixou algum recado por lá, basta dar uma olhadinha que, muito provavemente terá resposta!

PS: Quarta-feira tem uma matéria muito bacana sobre uma cobradora de ônibus que tem um talento muito especial no Rio de Janeiro. O que ela faz além de receber dinheiro e dar troco? Bom, vou deixar a reportagem contar. Você não perde por esperar! 

Boa última semana de 2010!

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Os segredos de um “Noel”.

24
dez
11h40

Noel ilustração 150x150 Os segredos de um Noel.Não é fácil ser um "bom velhinho". Por trás da barba e de toda aquela roupa pesada, se esconde um profissional com agenda digna de grandes executivos nessa época do ano. Só que ao invés de reuniões, encontro com clientes e afins, o homem de vermelho tem agenda é com a criançada.

O dia do Papai Noel Silvio Furtado, 62 anos, começa cedo. A correria é para chegar ao Barra Shopping, onde passa o dia tirando fotos. Quantas? Uma média de 15 mil desde que os enfeites de Natal foram colocados na praça central do shopping, no final de novembro. O número de crianças que passaram pelo colo dele também impresisona: cerca de 15 mil "pimpolhos" que as vezes tem reações imprevissíveis. Já teve a que começou a rir compulsiamente, até aquelas que desatam a chorar. Calma que para isso tem técnica! As "noeletes" - vamos dispensar explicações - já levam o pequeno de costas, olhando apenas para a câmera fotrográfica. Depois do registro feito, aí sim, o Papai Noel vira a criança de frente pra ele. "Eu já até sei qual criança vai chorar. Pela carinha dela eu já aviso que aquela menina ou aquele menino precisam ser trazidos de costas." - conta o bom velhinho.

NOEIS 1 Os segredos de um Noel.

Silvio Furtado (centro) e dois colegas "Noéis". Maratona de compromissos na véspera do Natal. / Foto: arquivo pessoal.

Código Secreto - Na noite mais esperada do período de festas, que família que nada! Papai Noel que é Papai Noel tem compromisso agendado madrugada à dentro, longe dos próprios filhos as vezes. Os maiores clientes são aqueles que tem as maiores contas bancárias, digamos assim. O segredo é a alma do negócio. Tem cleintes que Silvio não pode revelar onde moram e nem quem são. Gente graúda que pode desembolsar até 1 mil reais para os filhos receberem a vista de um Noel de verdade. E para esse acesso à casa dos "ricos e famosos" tem até senha, sabia? Em se tratando de Rio de Janeiro, infelizmente o medo também pode vir de trenó. Para não ser confundido com bandidos - que insistem em queimar o filme de bom velhinho usando suas roupas para assaltar - existe até a necessidade de uma senha secreta para entrar na casa. Um espécie de "código" combinado entre a empresa que agencia os Noéis e seus cleintes. Se não disser a "palavra -chave" não adianta: não entra em muitas mansões nem apelando para a chaminé, viu?

Quanto ganha? Bom, acho que o Papai Noel está de saco cheio desse tipo de pergunta. A nossa produão descobriu que um profissional bem colocado no mercado - com barba natural e barriga sem enchimento - pode faturar, por baixo, 4 mil reais no mês. Mas como disse o bom velhinho da minha "entrevista com o Noel", isso é relativo. É como apresentador de televisão, me disse um deles certa vez. Tem uns que ganham muito e outros que nem tanto. Preferi não perguntar mais. Faz sentido...

figura do papai noel 1 Os segredos de um Noel.

Curiosodades à parte, não dá pra esconder: a figura do Papai Noel remete a uma doce lembrança da infância, e não dá para apertar muito o entrevistado: melhor se render a ele. Para encerrar pergunto do que o Papai Noel está de "saco cheio". A resposta: de injustiça social, da violência contra crianças; e o mais surpreendente: "das pessoas esquecerem que o motivo da festa não sou eu e sim o menino Jesus". - Palavra de Papai Noel.

A entrevista termina. Pelo jeito não dá pra ser Noel sem introjetar o amor do bom velhinho. Piegas? Nâo mesmo. Não é uma exigência para se candidatar à vaga, mas ele confesa que todos eles, com barba verdadeira ou não, são manteigas-derretidas por dentro. Os olhos quase transbordam. Em uma conversa de 5 minutos fica provado: nâo é só vestir vermelho. Tem muito mais ciência na profissão do que relamente imaginamos. 

O papai Noel faz "hou-hou-hou", se despede, levanta e vai embora. Agora eu entendo melhor esse senhorzinho simpático. Que nas nossas famílias "ele" distribua mais que presentes. A gente descobre numa entrevista dessas que a alegria, a confraternização e a festa do nascimendo do filho do DEUS vivo não dependem necessariamente dele. Agora entendi que acreditar no velhinho é quase que uma paródia debochada à nossa pouca fé. Aos 35 anos aprendi a acreditar não em Papai Noel e sim no Papai Noel.  

Simbolo de tradição, comércio e capitalismo? Posso até concordar que ele também é esse ícone. Mas esse vovôzinho de vermelho faz a gente se perguntar proque não acreditar mais? Porque não ter mais fé? A gente está perdendo o hábito de acreditar.

Fábio Ramalho - que parte para uma semana de folga no ano novo - recebeu o Papai Noel, Silvio Furtado, no programa "Hoje em Dia" desta véspera de Natal e deseja Feliz Natal a todos.   

DSC00725 Os segredos de um Noel.

Papai Noel no "Hoje em Dia": acreditar EM bom velhinho, ou NO bom velhinho?


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Setor aéreo: fora do ar?

22
dez
12h00

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/12/2010 às 11h02

boneco 150x150 Setor aéreo: fora do ar?Por fim o bom senso prevaleceu. Não sei dizer se foi em relação ao respeito ao passageiro ou se foi mesmo no bolso o maior medo: o Tribunal Superior do Trabalho já tinha definido multa de 100 mil reais por dia, caso o sistema aéreo do país não mantivesse 80% de sua capacidade em pleno funcionamento.

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores no Setor Aéreo, Uébio José da Silva, disse foi foi respeito ao passageiro. Mas todo mundo sabe que, se a greve saísse agora, além de infernizar a vida de quem precisa voar ainda seria um tiro-no-pé dos próprios funcionários do setor, fechando as portas para futuras negociações. 

greve cancelada Setor aéreo: fora do ar?

Só entre a gente aqui no blog? Óbvio que essa greve não ia sair. Os sindicatos estaduais já sabiam disso. O comentário geral entre dirigentes que ouvi ontem davam conta que a meta era "assustar" até o último minuto para depois, hoje, abrir mão do movimento. Um deles - que não vou dizer o nome - chegou a fazer uma comparação ao telefone: disse que com um presidente que era sindicalista - Lula - todo mundo já tinha aprendido que negociação era assim mesmo. "Tinha que ameaçar greve e negociar sempre pedindo mais para ganhar o justo. Se pedir o justo os patrões dão menos." - me disse a fonte de Brasília. Por isso todos tinham que manter firme a postura do "vamos cruzar os braços". Tudo para não perder forças.

Resumindo? Quem trabalha no setor aéreo conseguiu passar de vilão à mocinho numa tática de marketing muito bem articulada. Pelo menos não perdeu a chance de mostrar respeito ao seu maior cliente sem repetir o fiasco de movimentos similares, na mesma época, em anos anteriores.

Céu de brigadeiro... mesmo sem aumento.

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POSTAGEM ORIGINAL:

Aviãzinho ilustra1 150x150 Setor aéreo: fora do ar?Eu não sou do setor aéreo. Não sou funcionário, não sou dono de empresa de aviação. Sou apenas passageiro que, como tantos outros, quer o básico: comprar passagem e chegar! A idéia de início de greve dos aeroviário, amanhã, quinta-feira, me causa urticárias.

Que fique bem claro que minha opinião não tem nada a ver com a reivindicação de 13% de aumento dos possíveis grevistas. Acho até que, como citei acima, empresas aéreas que cobram até 1 mil reais numa ponte-aérea entre cidades quase "vizinhas" com Rio e São Paulo, podem sim remunerar melhor e oferecer escalas de trabalho mais dignas. Quando pego ponte-aérea escuto cada história...

espanha aeroporto efe Setor aéreo: fora do ar?

Dormindo no aeroporto: cena do caos aéreo do ano passado. / Foto: R7.

Mas vamos combinar: não me peçam para acreditar que essa é a melhor época do ano para cruzar os braços. A argumentação de que o "barulho" precisa ser feito justamente quando as pessoas mais voam, me parece uma afronta, um assinte não só aos passageiros frequentes. Acho que isso é um "tapa na cara" do viajante eventual. Aquele que junta dinheiro o anto todo - ou parcela a passagem à perder de vista - só para passar as férias ou as festas de fim de ano junto com a família.

Quem é do setor sabe que há outros alvos e alternativas. Exemplo? Fácil: seria pressão muito maior parar, por um dia, a ponte-aérea entre Rio e São Paulo, do que complicar a vida de passageiros de todo o Brasil. Dados da própria Infraero (2009) mostram que a maior renda per-capta do país circula justamente nesta rota: políticos, empresários, formadores de opinião de maneira geral. Agora, atrapalhar a "dona Maria" que só quer passar o Natal em Fortaleza, com a família que não vê há 10 anos? Isso não me parece justo.

neve europa Setor aéreo: fora do ar?

Funcionários retiram neve no aeroporto Heathrow, Londres. Europa começa a sair do caos. / Foto: R7.

Se o meu apelo não mudar nada nesse cenário - que não é céu de brigadeiro - vou lembrar ainda aos amigos do setor que, além dos atrasos por causa do piquete, hoje cedo no Santos Dumont; ainda há atrasos comendo solto no aeroporto internacional Tom Jobim. Motivo: muitos passageiros não conseguem embarcar para o exterior por causa da nevasca na Europa que já fecha vários aeroportos. Mas aí é coisa da natureza, o que não temos como controlar. Se a greve ainda vier à reboque nesse momento, o clima, mesmo com tanta neve, pode é esquentar. 

Espero que o bom-senso decole... e rápido.

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Adoção: e se ela disser “quero ficar”?

20
dez
12h57

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/12/2010 às 12h53

Muito bacana constatar isso: o número de comentários de pessoas narrando atitudes semelhantes - mesmo sem ser por meio de um projeto como o apresentado na postagem - é superior ao de pessoas simplesmente apoiando o tema.

adoçao Adoção: e se ela disser quero ficar?

O que isso significa? - Em primeiro lugar significa que o carioca é muito mais solidário do que imaginamos. Em segundo lugar que a chamada "adoção à brasileira" ainda impera nas estatísticas de crianças que ganham um lar... mas tende a cair. Uma pena que o "à brasileira" nesse caso remeta a uma adoção informal, não regular e longe dos olhos e critéiros das autoridades competentes. Reflexo claro de uma política de adoção antiquada e burocrática que o Brasil enfrentava. E digo "enfrentava" porque todos os casos recentes que tenho acompanhado sempre tem contado com um processo mais célere e menos "burrocrata".

Aqui mesmo na TV tenho uma colega, jornalista, que optou pela adoção de um belo garotão! Conversava com ela sobre isso, o relato é surpreendentemente positivo: tudo aconteceu de forma ágil, sem deixarmos de considerar toda uma pesquisa que é feita na vida de quem se candidata a ser "mãe" ou "pai" adotivos. Hoje a informalidade é uma opção que só atrapalha a relação futura entre pais e filhos.

casais homossexuais Adoção: e se ela disser quero ficar?

Vale lembrar ainda que o número de casais homossexuais interessatos em adoção - e bem sucedidos nisso - só tem aumentado. No Rio a procura aumento em 27%. Números da própria Vara da Infância e da Juventude só para o ano passado. Explicação? As autoridades públicas estão bem menos preconceituosas e, por fim, parece que um raciocínio impera: o de que não muda nada na formação de uma criança ter pais homossexuais.

Se ainda assim esse raciocínio não convencer, que os preconceituosos de plantão pelo menos pensem assim: melhor ter pais homossexuais do que não ter "pai" nenhum.

É só para pensarmos.

Já imaginou quantas crianças já não perderam oportunidade de uma nova família por causa de preconceito?  

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POSTAGEM ORIGINAL:

gentemida Adoção: e se ela disser quero ficar?

Já ouviu falar de “apadrinhamento afetivo”? O nome pode parecer complicado, mas na prática é bem simples: apadrinhar afetivamente uma criança significa cuidar dela em algum abrigo, creche ou orfanato sem necessariamente precisar tirá-la de lá. É isso que difere o apadrinhamento afetivo da adoção: você cuida, mesmo ela não estando dentro da sua casa! O modelo é uma novidade na relação com crianças que vivem em situações de desamparo familiar.

Também não precisa de dinheiro. Não se o padrinho não quiser. O apadrinhamento afetivo não envolve sustentar e sim escolher uma criança para “olhar”, mesmo que à distância. É procurar saber se a criança está bem de saúde, se está bem na escola, etc. "As vezes uma conversa para saber como as coisas estão já muda muita coisa. A criança se sente muito mais importante”. - diz Bárbara Toledo, da instituição “Quintal da Casa de Ana”, pioneira nessa modalidade de assistência aqui no Rio de Janeiro.

É claro que, se esse cuidado vier associado a uma preocupação com alimentação e estudos - de forma financeira, falando claramente - melhor ainda. Num terceiro momento, o contato com o padrinho também pode se transformar em uma rica experiência “domiciliar”, digamos assim. Depois de entrevistas, conversas e uma avaliação da entidade, o padrinho pode partir para um contato maior: retirar a criança do abrigo para passar um dia, ou quem sabe um fim de semana inteiro fora. “Não é uma obrigação, mas é uma forma de de estreitar laços.” - conclui Bárbara.

crianças Adoção: e se ela disser quero ficar?

Atividades culturais: aproximação de padrinhos e crianças.

Isca para adoção - Não dá pra negar que isso tem um efeito psicológico muito bem alinhavado. Quem cuida de uma criança - que não tem o apoio e carinho dos pais - sem pensar em fazer da experiência esporádica uma vivência definitiva? Além do “apadrinhamento afetivo” funcionar bem para assistir crianças dentro das instituições, Bárbara não nega quando pergunto: "sim, essa modalidade é o ponta-pé inicial para pessoas que acabam adotando, de papel passado, a criança que antes era só uma 'visitante'  dentro de casa."

Confesso que fiquei pensativo. E se em uma dessas “visitas” a criança me perguntar diretamente algo do tipo: “tio, posso ficar com você?”

O que fazer? O coração dá um nó? Trava? Chora? Não saberia o que fazer em uma situação como esta! Mas aí não são necessários mais que dois minutos para a resposta fluir na mesma velocidade do meu questionamento: se a relação estiver no ponto da criança indagar isso é porque já estamos bem mais próximos do que imaginava. "Sim, a experiência mostra que esse estágio acaba deixando um gostinho de quero mais” - comenta Bárbara que passou por uma situação exatamente assim: depois de muitas visitas, passeios e carinho, resolveu aumentar a família. Dos cinco filhos que tem hoje, dois são adotados: um menino e uma menina.

É para fazer a gente pensar. É para fazer a gente se perguntar até que ponto aproveitar o Natal para ajudar apenas uma vez ao ano é mesmo o suficiente. A entrevista me convenceu que, crianças assim, precisam mais que presente. Precisam mesmo é ter alguém um pouco mais presente...

adocao Adoção: e se ela disser quero ficar?

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Bingos: porque não regularizar?

17
dez
11h36

bingo 2 150x150 Bingos: porque não regularizar?Parece uma praga. A cada bingo que é fechado surgem, como em um passe de mágica, outros dois, as vezes três. Quem trabalha nesse tipo de atividade nunca coloca "todos os ovos no mesmo cesto". As máquinhas são espalhadas em estabelecimentos diferentes, em pontos diferentes da cidade. Vale despistar com bares, restaurantes, até salão de beleza. O negócio é ter capilaridade e frequência.

Porque isso acontece? Simples: a atividade é uma das mais lucrativas do mundo. Tão lucrativa que quem abre uma dessas casas de jogos sabe que, por mais que a polícia feche tudo, se o bingo tiver funcionado por pelo menos uma semana, já valeu à pena. Por isso que o trabalho policial parece impotente diante da quantidade de larápios que  apostam na impunidade. Raros são os casos em que, na hora da batida polícial, haja verdadeiramente um dono ou um responsável - sem ser laranja - para responder pelo crime.

bingo Bingos: porque não regularizar?

Bingo fechado: cena corriqueira nas atividades da Polícia Federal. / Foto: R7.

  O governador Sérgio Cabral foi criticado por chamar a proibição dos bingos de "hipocrisia". Sou obrigado a concordar com o governador. Aliás, esse é um discurso que sempre tive e uma postura que sempre expus no ar depois da cada matéria - e todo dia tem - sobre bingo fechado no Rio de Janeiro. 

Eu sei ainda que manter bingo aberto é uma porta aberta para lavagem de dinheiro. Se eu fosse um traficante, contraventor ou bandido de "colarinho-branco" mesmo; que atividade eu abriria para justificar lucros exorbitantes "mascarando" minha real atividade?

Mas convenhamos: não falar da descriminalização da atividade por medo de aumentar crimes de lavagem de dinheiro é tão eficiente como cortar o braço de uma criança para evitar que ela enfie o dedo no ventilador. Se nos países mais desenvolvidos do mundo dá certo - inclusive em terras de nosso "hermanos" latinos - porque no Brasil não daria? Acredito que bem fiscalizada a atividade seria uma fonte inesgotável de impostos e mais: geração de empregos.

Porque o Congresso Nacional  não pensa nisso?

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103 anos em curvas e retas.

15
dez
17h27

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/11/2010 às 2010

Nada mais curioso que uma cidade que foi inteirinha programada, planejada e construída. Quase tudo de uma vez só! Por isso, como o assunto aqui é Brasília - na semana dos 103 anos de Oscar Niemeyer - resolvi elencar algumas curiosidades sobre a capital do país. Exemplo? Coisas que sempre surpreendem que nunca pisou nas ruas da capital do país.

1 - Você sabia que Brasília não tem esquinas? O traçado com ruas comerciais que acabam em cruzamentos em forma de pequenos "anéis viários", as chamadas "tesourinhas", garante esquinas "inesistentes".

tesourinhas 103 anos em curvas e retas.

 

2 - Você sabia que a humidade do ar na cidade pode chegar a índices de 9%, sendo mais seco que no deserto do Saara? É o resultado do intenso calor e de periódos de até 120 dias sem chuvas na região.

secura 103 anos em curvas e retas.

 

3 - Você sabia que as paredes internas da Catebral de Brasília tem uma acústica tão perfeita que, falando-se bem perto dela de um lado - o mais baixinho possível - se escuta claramente do outro lado, há mais de 100 metros de distância?

catedral acustica 103 anos em curvas e retas.

 

4 - Você sabia que o Lago Paranoá esconde em seu fundo uma segunda "cidade" submersa? Era o grande "canteiro de obras" da capital federal onde havia até vilas. Moradia de alguns engenheiros e operários.

submersa 103 anos em curvas e retas.

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POSTAGEM ORIGINAL:

"Um telefone é pouco, para quem ama como louco e mora no Plano Piloto." 

desenho 150x150 103 anos em curvas e retas.Impossível ter nascido, morado ou desfrutado o prazer raro que Brasília oferece - e tem que saber desbravá-la! - sem conhecer essa estrofe do músico e escritor Ranato Mattos. Sem dúvidas, alusão clara às grandes distâncias da nossa capital federal.

Impossível não ver a juventude de Brasília representada em musicais como "Léo e Bia" - que agora chega aos cinemas - com o brilhantismo de Oswaldo Montenegro. Sem dúvida nenhuma, referência à criatividade implícita em gerações e mais gerações de músicos e pensadores "candangos".

Impossível não mencionar Renato Russo e seu "faroeste caboclo" quando se fala de uma cidade que nasceu sob o signo da mudança cultural. Sem exagero, a alma da juventude brasiliense.

Mais impossível ainda?  - Mais impensável ainda é vislumbrar qualquer poesia,  montagem teatral, filme ou música que trate de Brasília sem  que haja, no fundo, como moldura, alguma obra de Oscar Niemeyer. Esse "seu Oscar" é referência. 

Alvorada 103 anos em curvas e retas.

Palácio da Alvorada: residência do Presidente da República. / Foto: internet.

Foi assim que a  jornalista Maria Helena Braun, editora-chefe do jornal "Record News Sudeste" foi apresentada a ele quando ainda era criança: "seu Oscar". Ele era apenas um vizinho, pai de amigas de infância. Em um bate-papo informal, há mais de 5 anos, quando cheguei ao Rio, ela me confessou: mal poderia imaginar que aquele homem se tornaria a "grife" da arquetura da capital do país.

Quando eu era adolescente, em Brasília, essa ficha já tinha me caído. As devidas apresentações já tinham acontecido pelos livros. Difícil era estudar na cidade e não ter entre as atividades escolares passeios e estudos sobre as obras daquele homem. Era muito traçado futurista para a década de 60. Mesmo nos anos 80 eu ainda olhava embasbacado. Quando comecei a trabalhar, já na década de 90, ainda tinha tempo para deixar o queixo cair. Cobrindo Congresso Nacional, Palácio do Planalto e ministérios de maneira geral,  não tinha erro: eu trabalhava dentro das obras dele. A admiração só aumentou e a curiosidade também.

Catebral1 103 anos em curvas e retas.

Catedral de Brasília: "mãos" de concreto voltadas ao alto em oração. / Imagem: internet.

 Assim como as linhas retas da vida sucumbidas pelas curvas do imprevisível; da cidade criada por ele vim parar na cidade que o criou. Nascindo no Rio de Janeiro, foi aqui mesmo que Niemeyer resolveu passar seu aniversário. No "Hoje em Dia - Rio" de hoje, citar Niemeyer foi mais que pedir para rodar uma matéria.  Mesmo com o tempo estourado e com a doce voz de minha diretora no ouvido dizendo que o tempo estava curto, não deu para resistir: foi preciso dar parabéns ao "gênio".

Niemeyer desenhando 103 anos em curvas e retas.

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Fã ou fanático?

13
dez
13h24

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:  14/12/2010 às 13h32

Já que o blog virou um edição "anos 80" com direito a Xuxa, Paquitas e Menudo - pelo menos nesta postagem - os mais "velhinhos" reclamaram: onde está a "Turma do Balão Mágico"? Daí essa já não é da minha adolescência mesmo... é da minha mais tenra infância!

balão Fã ou fanático?

 

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POSTAGEM ORIGINAL:

Vamos combinar que não é tão difícil assim ser adolescente. Não se você tiver uma conta bancária poupuda, um jatinho para seus compromissos de shows por todo o Brasil e ainda tiver dúzias e dúzias de fãs em cada esquina que cruzar. O talento “sertanejo-pop-teen” em questão não poderia ser outro. Arriscaria outro nome senão o de Luan Santana?

Cruzeiro Luan Santana Fã ou fanático?

Idolo "pop-teen-sertanejo": multidão de fãs por onde passa. / Foto: internet.

“Ele é uma simpatia o tempo todo, uma pessoa extremamente carismática e que trata a todos muito bem.” A afirmação é da jornalista Mariana Leão, minha parceira de estúdio no “Hoje em Dia - Rio” que foi até o hotel onde Luan Santana está hospedado para uma entrevista. Durante a rodada de perguntas com jornalistas, cada repórter tinha apenas 15 minutos com o astro. Parece pouco, mas levando-se em conta a quantidade de televisões, rádios, revistas e jornais que querem algo exclusivo do cantor que mais vendeu discos no Brasil em 2010, o tempo rendeu e rendeu bem, disse Mariana que, com jeitinho que só ela tem acabou conseguindo bem mais.

No estúdio ficamos com o outro lado da moeda: aquelas fãs que eu citei acima, “dúzias em cada esquina”, lembra? Na verdade foi “meia-dúzia” delas: as cinco meninas no estúdio acabaram revelando que a mãe de uma delas também aprendeu a gostar do ídolo e passou a ser a “acompanhante” oficial das adolescentes entre 13 e 17 anos. Meninas que não medem esforços para se deslocar da Baixada Fluminense a cada um dos pontos da cidade onde Luan por ventura venha a passar. Qualquer informação, qualquer possibilidade, qualquer boato... lá estão elas para ir atrás. Ver Luan Santana de perto é mais que um desejo: é uma obsessão “saudável”, digamos assim.

E não é difícil ficar assim tão fanática não. No show o que não falta são efeitos especiais. Até uma espécie de “catapulta” que seria usada apenas por Michael Jackson, foi trazida diretamente dos Estados Unidos para a mega tarefa de gravação do segundo DVD. Luan Santana é arremessado a 7 metros de altura! Para tanta pirotecnia assim foram 900 quilos de equipamentos, 800 profissionais e horas e mais horas de testes e ensaios que fizeram Luan Santana “morar” no Sheraton da Barra da Tijuca por mais de uma semana. Hotel onde, vale lembrar, Luan ainda está hospedado e para onde as meninas do fã-clube foram imediatamente depois que o programa acabou. É que, no ar, uma delas fez um apelo: que fosse recebidas pelo cantor pelo menos para tirar uma foto.

Os fenômenos de mídia são assim mesmo. Costumam arrastar milhares e milhares de pessoas em busca de fotos, autógrafos ou simplesmente um sorriso distante. Quando se é fã vale tudo e pouca gente não passa por isso, mesmo que em “graus” variáveis. No estúdio a Mariana Leão acabou confessando: já foi fã dos meninos do Menudo, ícones da década de oitenta. Lembro-me bem que minha irmã também passou por essa febre dos garotos de Porto Rico. Mas felizmente passou...

menudo1 Fã ou fanático?

Menudo: quem não se lembra do quinteto da década de 80? / Foto: internet.

Eu, como fã de carteirinha da banda Irlandesa “The Cramberries” sei bem disso. Também fui atrás de um autógrafo e uma foto no camarim depois do show que fizeram no Rio. Mas nada que se compare aos devaneios da adolescência que, no meu caso, permitiu um pouco mais: era fã de carteirinha da Xuxa e suas Paquitas. E se isso for motivo de um sorriso debochado que começa a surgir, engula-o, hein? A Xuxa foi o primeiro “blockbaster” infanto juvenil 100% brasileiro.

Bianca Rinaldi Fã ou fanático?

Juliana Baroni Fã ou fanático?

De qualquer forma, quem dera que todo fã tivesse a mesma sorte que eu tive. Da Xuxa nunca mais tive notícias, salvo pela mídia. Mas das Paquitas ganhei duas delas como colegas de trabalho: a Bianca Rinaldi e a Juliana Baroni, por quem arrastava um bonde aos 15 anos. Hoje encontro as duas em compromissos da emissora e as memórias são inevitáveis. As risadas também. É como disse para a Juliana quando nos encontramos justamente na estreia da novela “Ribeirão do Tempo” em que ela atua: quem é fã é fã, certo? Não tem muita lógica mesmo, é coisa do coração. E para um fã um rei ou uma rainha, nunca perdem a majestade.

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Frost-free: a geladeira que botaram Chico.

10
dez
13h48

ChicoAnysioLOGULOcamiloRiani18 07 09 150x150 Frost free: a geladeira que botaram Chico.Não interessa para qual emissora ele trabalha. Chico Anysio é um ícone do humor e isso todo mundo respeita sem se pensar em qual canal ele aparece... ou aparecia. Apesar da "geladeira" que enfrentou na Rede Globo, o chapéu precisa ser tirado para o humorista. Não só pelo trabalho que faz, mas também pela sabedoria e paciência. Me lembro bem que, há exatos dois anos, Chico dava uma entrevista à Folha de São Paulo na qual se dizia conformado por estar afastado da televisão. Nas palavras do próprio Chico, nenhuma emissora toparia pagar uma multa de 5 milhões de reais para que ele fosse "comprado" da Rede Globo. 

Mas a pergunta, na minha opinião, não é sobre sair da Rede Globo. A pergunta que não quer calar é: por que o bom e velho Chico Anysio saiu do ar? Nas palavras do próprio Chico, em dezembro de 2008: "Estou na geladeira e não vão me tirar de lá. Eu não sei porquê, devo ter feito alguma coisa terrível ou alguém falou que eu fiz e eles acreditaram, mas é uma ordem irreversível." 

Chico Anysio Frost free: a geladeira que botaram Chico.

Chico Anysio: quadro estável apesar da gravidade do caso. / Foto: R7.

Tom Cavalcante, outra celebridade da área, fala sério quando o assunto é a saúde de Chico Anysio. A preocupação é constante, não apenas por ser um colega de profissão ou por ter recebido todo apoio de Chico no começo de sua carreira. O motivo é aquele que todos nós já conhecemos: Chico Anysio é uma "grife" do humor. Me lembro bem que até o pessoal do "Pânico na TV" fez campanha para que Chico Anysio voltasse ao ar. De nada adiantou. A idéia de fazer essa campanha surgiu depois de uma entrevista com o diretor do "Zorra Total", Maurício Shermann. Perguntado sobre o porquê de Chico estar fora do ar, o diretor não soube responder.

Chico Anysio tem contrato com a Rede Globo até 2012. Até lá o que se espera é que o humorista tenha muita saúde para que possamos vê-lo novamente fazendo o que faz de melhor: humor. Personagem de paciente em hospital? Não. Este é um quadro - da vida real - que tem que sair do ar. O único, diga-se de passagem. Ainda bem que só colocaram Chico na "geladeira" e não no "freezer". O talendo de um mestre no máximo se resfria... mas nunca se congela de verdade.

chico escolinha Frost free: a geladeira que botaram Chico.

Prof. Raimundo: apenas um dos vários personagens do "Rei do humor". / Foto: internet.


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Sem papas na língua.

8
dez
21h01

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/11/2010 às 09h58

Falante 150x150 Sem papas na língua. Se falar em público parece um desafio macabro desde a época da escola essas dicas são para você. Elas foram tiradas do site do "Instituto Fale Bem", instituição voltada para treinaento e quebra de traumas relativos à fala. Lembrando que, como a fonoaudióloga disse no estúdio hoje, cada caso é um caso diferente. Nem todos são resolvidos apenas com "dicas" como as nossas. A avaliação de um profissional da área pode fazer toda diferença, ok? Vamos então aos 20 passos básicos para falar bem desde a escola até reuniões e palestras?   

 1. Seja natural ao falar em público. A naturalidade é fundamental para o sucesso do orador.

2. Pronuncie corretamente as palavras.

3. Procure adequar a intensidade da pronuncia.

4. A velocidade da fala deve ser a mais adequada possível.

5. Tenha um vocabulário apropriado ao seu público. Cuidado com palavras técnicas para um público leigo.

6. A postura deve ser a mais correta possível. Cuide das suas mãos, mantenhas na linha da cintura.

7. Erros gramaticais precisam ser evitados.

8. Fale com entusiasmo e emoção. Encontre três bons motivos para estar à frente do seu público.

9. Se for utilizar o "Power Point", revise a sua apresentação, não polua os slides com textos e figuras desnecessários.

10. Prepare-se o suficiente. Cuidado, o preparo é a principal dica.

emprego 150x150 Sem papas na língua.

Procura por emprego: falar bem muda tudo! / Ilustração: site pedagogia empresarial - Marcelo Clemente.

11. Ao falar, posicione-se em local estratégico. Movimente-se moderadamente.

12. Cuidado, o seu discurso deve ter início, meio e fim.

13. Procure alternar o ritmo de sua fala.

14. Controle a ansiedade, pratique o “quebra gelo”.

15. Procure eliminar a inibição. Crie situações para a pratica da fala em público.

16. Ao participar de congressos, reuniões e eventos, prepare sempre um pequeno discurso, podem lhe passar a palavra, você pode ser pego de surpresa.

17. Ao falar em reunião de negócio prepare um roteiro dos assuntos e siga-o, não deixe a sua reunião dispersar.

18. Ao falar, procure ser polido e observe sempre uma certa ordem de “status”, iniciando seu discurso cumprimentando os presentes: Sr. Presidente, Sr. Vice Presidente.... demais componentes da mesa, Sras. e Srs. aqui presentes...

19. Aqueça a voz. Para aquecer, você pode utilizar o: aaa ééé íii ooo uuu... ou o: prrra prrre prrri prrro prrru...

20. Não tenha medo do seu público. Ajuste o seu psicológico, você é a pessoa mais importante do ambiente.

Instituto Fale Bem: www.falebem.com.br

________________________________________________

 

POSTAGEM ORIGINAL:

Tem uma demanda represada de assuntos por aqui. Tenho que "tagarelar" e colocar tudo para fora. Vamos ao que interessa:

Tricolor - A piadinha do sobrenome em comum com Muricy Ramalho já venceu! Já contei em outras postagens e vou repetir: não somos parentes, ok? Mas se é para falar de futebol tem que ser elogio. Homem de palavra esse outro Ramalho, hein? Não é que ele peitou a CBF dizendo não ao convite para ser técnico da seleção e sabia o que estava fazendo? É para esse "Ramalho" que os torcedores do Fluminense precisam agradecer. Depois de 26 anos sem título tem que ter estátua do técnico nas Laranjeiras. Algo em bronze, em tamanho natural.

muricy 300x223 Sem papas na língua.

A dúvida era da imprensa. Muricy Ramalho já sabia para onde queria levar o Fluminense.

Tietagem - Aprendi a gostar do grupo Detonautas por causa de uma música: "O Dia que não Acabou". Depois que descobri que se tratava da visão de uma pessoa presa às ferragens de um veículo depois de um acidente, passei a admirar ainda mais a banda

Hoje estive com o Tico Santa Cruz no estúdio e foi muito bacana. O mais legal foi a surpresa no "conteúdo" da conversa. Enquanto falávamos sobre como a internet acaba desenvolvendo um "dialeto" à parte - com abreviações e variantes da grafia de muitas palavras - veio dele o apelo para que os jovens primem mais pela língua portuguesa. Isso enquanto eu é que fazia a minha "mea-culpa" admitindo também escrever errado - ou certo se o receptor for o público da web - em redes sociais. Quem nunca fez isso? Mas me surpreendeu o fato dele capitalizar bem a penetração que tem junto ao público jovem para mandar este recado. Você também "cata milho" para digitar e já se rendeu ao dialeto, ou naum?

100 4296 1024x768 Sem papas na língua.

Fábio Ramalho, Tico Santa Cruz, Mariana Leão e Renato. Detonautas "detonando" no Hoje em Dia.

Tagarelando - Se você é daqueles que não consegue se expressar bem, as pessoas têm dificuldade de compreender o que você fala -  tanto do ponto de vista de articulação de idéias como de voz mesmo - atenção: muita gente não sabe, mas o índice de reprovações de candidatos em entrevistas de emprego é cada vez maior por causa desses fatores. De acordo com profissionais da área - os fonoaudiólogos - já foi o tempo em que ter apenas um bom currículo era o suficiente para conseguir um bom emprego. Esse será o assunto de estúdio do "Hoje em Dia - Rio" desta quinta-feira.

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“Dançando” na chuva.

6
dez
13h05

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/11/2010 às 18h02

Mesmo com um dia quente, no qual dificilmente alguém se lembraria dos estragos das chuvas com tanto furor, achei bacana o governo se manifestar. Foi a primeira vez na minha história de Rio de Janeiro - e olha que lá se vão 5 anos - que vi uma resposta concreta sobre o que fazer com a Praça da Bandeira que, quando chove, vira a "Praça da Piscina".

Serão R$ 293 milhões para obras que prometem eliminar os pontos de alagamentos no local, maior dor de cabeça do trânsito carioca. A notícia ruim é que tudo é construção à longuíssimo prazo (em proporção à necessidade de melhorias) embora tenha data para inauguração. A previsão é de que o trabalho seja concluído em 2014, antes da Copa do Mundo. Demora mesmo para fazer a obra ou não é coincidência a proximidade com outro tipo de disputa que não é esportiva?

largo2 Dançando na chuva.

Praça da Bandeira, 1948.

 

POSTAGEM ORIGINAL:

 

Molhado 150x150 Dançando na chuva.Vou confessar que hoje estou com uma preguiça danada de escrever. Preguiça legítima, diga-se de passagem, quando se vai dormir às 2h45 da manhã tentanto voltar para casa numa noite de chuva. Passando por bairros que ficam "ilhados",  do centro à Barra da Tijuca, foram nada menos que 3 horas de viagem.  

Minha saga começou no centro. Como beber e dirigir não podem entrar no mesmo "cardápio" de diversão num domingo à noite, deixei o carro em casa. A Avenida Presidente Vargas já virava um rio na altura do Sambódromo. A Rua dos Inválidos era uma solene "inválida" ao trânsito. Não havia para onde ir, não tinha outra alternativa de transporte se não fosse o bom e velho ônibus.  À bordo de um deles, - sim, apresentador também pega ônibus mesmo sem chuva - consegui ir até a Lapa, onde a oferta de taxis seria teoricamente maior. Ledo engano. 

Taxi para voltar para casa da Lapa ontem? Melhor esquecer. Chove forte no Rio de Janeiro e, você, no meio da rua, molhado, nem adianta que taxista nenhum quer parar. Alguns deles pelo motivo óbvio de não terem para onde correr com ruas alagadas. Outros porque dizem, sem pudor, que não querem molhar o estofamento do carro. O jeito foi se molhar ainda mais caminhando até o Catete. A essa altura do campeonato a chuva já estava mais fraca, o que motivou meus passos largos. Mais uma vez estava eu, cara-a-cara, com os taxistas e suas negativas aos meus sinais frenéticos para parar.  Não pense que fui tão inocente a ponto de não pensar em um rádio-taxi, ok? Todos estavam "sem previsão" de carro disponível; como diziam as atendentes de voz robotizada.

chuva 3 300x225 Dançando na chuva.

"Banheiro-barco": festa do Fluminense destruída pela chuva no centro. / Foto: R7.

Só mesmo no Aterro do Flamengo consegui pegar meu segundo ônibus da noite, agora em direção à Freguesia. Dedução lógica: para seguir até a Freguesia seria necessário passar pela Barra da Tijuca, certo? O transtorno daí em diante seria apenas tolerar as roupas molhadas - a ponto de torcer - dentro do coletivo com o ar condicionado tinindo. O ônibus lotado já nem incomodava mais. O pior é que a minha situação não era tão ímpar como pensava. Fiquei imaginando a situação de pessoas que também precisassavam voltar para casa de ônibus em pontos ainda mais distantes. E o torcedo do Fluminense que saía do Engenhão, hein?

chuva 2 flu 300x225 Dançando na chuva.

Volta para casa: mesmo depois do campeonato, água fria para o tercedor. / Foto: R7.

A minha experiência com transporte, numa noite de chuva, justifica minha preguiça de escrever hoje. Preguiça a ponto de me permitir a idéia de dar apenas uma "chupetada" em velhos textos do blog sobre o assunto. São várias as postagens antigas que reclamam de um problema atual: a falta de infraestrutura da nossa cidade para absorver o excesso de água quando São Pedro abre demais a torneira lá em cima. Em menos de um ano de arquivo, localizei 3 postagens sobre o tema. Em todas elas - eu disse TODAS - os locais de alagamento eram exatamente os mesmos. Seria só dar Control+C e Contrl+V para copiar e colar o texto.

 Não precisou. Meu relato foi a versão molhada, e na pele, do que milhares de fluminenses passam todas as vezes que chove. Como se diz no popular: dancei - e dancei feio - ao esquecer que moramos em uma cidade imprevisível e de autoridades previsíveis. Entra chuva, sai chuva... tudo continua do mesmo jeito.

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