103 anos em curvas e retas.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/11/2010 às 2010
Nada mais curioso que uma cidade que foi inteirinha programada, planejada e construída. Quase tudo de uma vez só! Por isso, como o assunto aqui é Brasília - na semana dos 103 anos de Oscar Niemeyer - resolvi elencar algumas curiosidades sobre a capital do país. Exemplo? Coisas que sempre surpreendem que nunca pisou nas ruas da capital do país.
1 - Você sabia que Brasília não tem esquinas? O traçado com ruas comerciais que acabam em cruzamentos em forma de pequenos "anéis viários", as chamadas "tesourinhas", garante esquinas "inesistentes".
2 - Você sabia que a humidade do ar na cidade pode chegar a índices de 9%, sendo mais seco que no deserto do Saara? É o resultado do intenso calor e de periódos de até 120 dias sem chuvas na região.
3 - Você sabia que as paredes internas da Catebral de Brasília tem uma acústica tão perfeita que, falando-se bem perto dela de um lado - o mais baixinho possível - se escuta claramente do outro lado, há mais de 100 metros de distância?
4 - Você sabia que o Lago Paranoá esconde em seu fundo uma segunda "cidade" submersa? Era o grande "canteiro de obras" da capital federal onde havia até vilas. Moradia de alguns engenheiros e operários.
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POSTAGEM ORIGINAL:
"Um telefone é pouco, para quem ama como louco e mora no Plano Piloto."
Impossível ter nascido, morado ou desfrutado o prazer raro que Brasília oferece - e tem que saber desbravá-la! - sem conhecer essa estrofe do músico e escritor Ranato Mattos. Sem dúvidas, alusão clara às grandes distâncias da nossa capital federal.
Impossível não ver a juventude de Brasília representada em musicais como "Léo e Bia" - que agora chega aos cinemas - com o brilhantismo de Oswaldo Montenegro. Sem dúvida nenhuma, referência à criatividade implícita em gerações e mais gerações de músicos e pensadores "candangos".
Impossível não mencionar Renato Russo e seu "faroeste caboclo" quando se fala de uma cidade que nasceu sob o signo da mudança cultural. Sem exagero, a alma da juventude brasiliense.
Mais impossível ainda? - Mais impensável ainda é vislumbrar qualquer poesia, montagem teatral, filme ou música que trate de Brasília sem que haja, no fundo, como moldura, alguma obra de Oscar Niemeyer. Esse "seu Oscar" é referência.
Foi assim que a jornalista Maria Helena Braun, editora-chefe do jornal "Record News Sudeste" foi apresentada a ele quando ainda era criança: "seu Oscar". Ele era apenas um vizinho, pai de amigas de infância. Em um bate-papo informal, há mais de 5 anos, quando cheguei ao Rio, ela me confessou: mal poderia imaginar que aquele homem se tornaria a "grife" da arquetura da capital do país.
Quando eu era adolescente, em Brasília, essa ficha já tinha me caído. As devidas apresentações já tinham acontecido pelos livros. Difícil era estudar na cidade e não ter entre as atividades escolares passeios e estudos sobre as obras daquele homem. Era muito traçado futurista para a década de 60. Mesmo nos anos 80 eu ainda olhava embasbacado. Quando comecei a trabalhar, já na década de 90, ainda tinha tempo para deixar o queixo cair. Cobrindo Congresso Nacional, Palácio do Planalto e ministérios de maneira geral, não tinha erro: eu trabalhava dentro das obras dele. A admiração só aumentou e a curiosidade também.
Assim como as linhas retas da vida sucumbidas pelas curvas do imprevisível; da cidade criada por ele vim parar na cidade que o criou. Nascindo no Rio de Janeiro, foi aqui mesmo que Niemeyer resolveu passar seu aniversário. No "Hoje em Dia - Rio" de hoje, citar Niemeyer foi mais que pedir para rodar uma matéria. Mesmo com o tempo estourado e com a doce voz de minha diretora no ouvido dizendo que o tempo estava curto, não deu para resistir: foi preciso dar parabéns ao "gênio".
















