Bingos: porque não regularizar?

17
dez
11h36

bingo 2 150x150 Bingos: porque não regularizar?Parece uma praga. A cada bingo que é fechado surgem, como em um passe de mágica, outros dois, as vezes três. Quem trabalha nesse tipo de atividade nunca coloca "todos os ovos no mesmo cesto". As máquinhas são espalhadas em estabelecimentos diferentes, em pontos diferentes da cidade. Vale despistar com bares, restaurantes, até salão de beleza. O negócio é ter capilaridade e frequência.

Porque isso acontece? Simples: a atividade é uma das mais lucrativas do mundo. Tão lucrativa que quem abre uma dessas casas de jogos sabe que, por mais que a polícia feche tudo, se o bingo tiver funcionado por pelo menos uma semana, já valeu à pena. Por isso que o trabalho policial parece impotente diante da quantidade de larápios que  apostam na impunidade. Raros são os casos em que, na hora da batida polícial, haja verdadeiramente um dono ou um responsável - sem ser laranja - para responder pelo crime.

bingo Bingos: porque não regularizar?

Bingo fechado: cena corriqueira nas atividades da Polícia Federal. / Foto: R7.

  O governador Sérgio Cabral foi criticado por chamar a proibição dos bingos de "hipocrisia". Sou obrigado a concordar com o governador. Aliás, esse é um discurso que sempre tive e uma postura que sempre expus no ar depois da cada matéria - e todo dia tem - sobre bingo fechado no Rio de Janeiro. 

Eu sei ainda que manter bingo aberto é uma porta aberta para lavagem de dinheiro. Se eu fosse um traficante, contraventor ou bandido de "colarinho-branco" mesmo; que atividade eu abriria para justificar lucros exorbitantes "mascarando" minha real atividade?

Mas convenhamos: não falar da descriminalização da atividade por medo de aumentar crimes de lavagem de dinheiro é tão eficiente como cortar o braço de uma criança para evitar que ela enfie o dedo no ventilador. Se nos países mais desenvolvidos do mundo dá certo - inclusive em terras de nosso "hermanos" latinos - porque no Brasil não daria? Acredito que bem fiscalizada a atividade seria uma fonte inesgotável de impostos e mais: geração de empregos.

Porque o Congresso Nacional  não pensa nisso?

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