O herói que veio da favela.

31
jan
12h18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/02/2010 às 12h47

sirene 150x150 O herói que veio da favela.

Outro exemplo da "banalização nossa de cada dia" citada na postagem original:  já parou para pensar que já achamos mais comum instalar "sirenes" para alertar sobre chuvas fortes em áreas de risco, do que necessariamente fazer a transferência dessas comunidades? O Morro dos Macacos foi uma das últimas comunidades a receber esse "aviso sonoro".

Claro que não podemos ser demagogos: sei que comunidades desta proporção não podem ser 100% transferidas do dia para a noite ou sequer em algum momento futuro. Mas o perigo maior não é a chuva. É o "mau-hábito" que essas sirenes criam. Incosnscientemente  sendimenta-se a mentalidade do "pode cosntruir que se for cair a sirene avisa". A minha conclusão é baseada no que já escutei de moradores de comunidades "de sirene", como já são chamadas. Pode pesquisar: o aluguel já subiu, em áreas de risco, exatamente sob esse argumento.

instala sirene O herói que veio da favela.

Instalação de sirenes em comunidades: banalização do risco de deslizamentos? / Foto: R7.

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POSTAGEM ORIGINAL:

Não foi só no filme “Trapa de Elite” que o Rio de Janeiro ganhou seu primeiro super-herói. O Capitão Nascimento da ficção também encontra seus “pares” na vida real e onde menos se imagina. O capitão da Polícia Militar, Bruno Xavier, é um exemplo desses personagens anônimos garimpados dentro da própria corporação. 

troap de elite1 O herói que veio da favela.

Capitão Nascimento: herói das telas "simplesmente" por ser honesto. / Foto: divulgação.

Bruno Xavier é o comandante da nova Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro São João, inaugurada hoje. Pode-se dizer, sem medo de errar, que o Capitão Xavier conhece a área como ninguém. Morador da localidade por quase dez anos, Bruno ainda é da época em que não se podia voltar à favela de farda. Viu muita coisa errada acontecer por ali. O uniforme da PM sempre voltava dentro da mochila, sacola ou saco plástico. Hoje é com a farda, na frente da corporação e para todo mundo que mora no morro ver, que ele vai liderar a luta contra o tráfico. 

Na entrevista com o comandante Xavier - vamos chamá-lo assim agora - pude perceber na voz o orgulho. Ele conversou por telefone durante o “Hoje em Dia - Rio” desta segunda-feira. Mas não é um orgulho simplesmente por ser “chefe”. A satisfação é liderar a polícia onde ele mesmo sentia a falta dela! Um local que foi se degradando por causa da ação do crime organização em lutas e disputas constantes, principalmente pelo comando da localidade vizinha: o Morro dos Macacos.

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Capitão Bruno Xavier: honestidade e talento no "quintal de casa". / Foto: R7.

Fiz um questionamento que poderia ser desconsertante: se o fato de ser um antigo conhecido da comunidade ajuda ou atrapalha. Será que o fato do capitão ter intimidade demais com o morro não faz traficante pensar que a polícia vai ser mais conivente? A resposta foi não e o comandante Bruno não mentiu. Foi a conduta correta, sempre com referênciais de honestidade e retidão, que fizeram o cargo lhe ser entregue. Uma espécie de “prêmio” pessoal e profissional para ajudar agora o pessoal do morro, seus antigos vizinhos.

 A história do “capitão-comandante” Bruno Xavier me fez começar a semana com uma reflexão. Sem tirar em nenhum minuto o mérito que a indicação para o cargo carrega, percebi o quanto "mitificamos" histórias que deveriam ser das mais corriqueiras: um capitão que viveu na favela se tornar comandante dela! No Rio de Janeiro isso vira destaque porque policial 100% honesto e habilitado para cargos assim ainda não é uma equação tão elementar como 2 + 2 = 4. É a “banalização nossa de cada dia” que faz vermos, nesses casos, verdadeiras “exceções” à imagem degradada que a Polícia Militar tem e que, aos poucos, tenta rever no Rio de Janeiro. São heróis anônimos que ganham notoriedade simplesmente por fazerem o básico:  o que tem que ser feito e do jeito que deve ser feito.

06 upp ssilva 5 O herói que veio da favela.

Alto do Morro São João: onde antes era mirante do tráfico agora ponto de observação da PM. / Foto: Jornal "O Dia".

Para o São João nasceu um novo “capitão Nascimento” tal e qual nos filmes. Um cidadão urbano, metropolitano e ex-morador de favela que, sem tanta pompa de ator de longa-metragem, agora é herói pelo básico: ser incorruptível como todo mundo que veste a mesma farda deveria ser.

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Maconha líquida… com gás?

28
jan
13h43

coke vintage bottle pack 4 150x150 Maconha líquida... com gás? O ouro negro naquela época não era necessariamente o petróleo, motivo de dispoutas internacionais. No Brasil a famosa Coca-Cola era uma novidade recém desembarcada. Na década de sessenta, minha mãe conta que era festa “importar” o refrigerante do Rio de Janeiro para Vitória, no Espírito Santo. Tudo era muito caro e vindo dos Estados Unidos. Isso até a empresa montar sua primeira fábrica no Brasil. A coqueluche era a informação - nada confirmada na época - de que o refrigerante tinha porções, mesmo que mínimas, de cocaína.

O novo burburinho - que já vira objeto de interesse de importação de muitos brasileiros - é uma nova bebida que segue a mesma linha de polêmica, só que um pouco mais de “tempero”. O tempero, nesse caso, se chama Cannabis.

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"Canna-Cola": refrigerante com THC e efeito similar a uma "cerveja leve". Será? / Foto: Agência Folha.

A bebida tem o nome de "Canna Cola". Ela estará nas prateleiras do estado americano de Colorado no mês que vem. O principal ingrediente psicoativo da cannabis, não precisa nem dizer, estará lá: o THC. Cada garrafa vai custar caro, entre 10 e 15 dólares. Atualmente em 15 estados americanos o chamado “baseado” é permitido. Mas não é festa não: só vale para fins medicinais. Só que mesmo quem acredita que faz isso com propósito de alívio de dor, por exemplo, precisa ficar atento. Essa suposta “legalidade” muda de um lugar para o outro no país e, a maconha, independentemente do propósito, continua sendo ilegal pelas leis federais do país. Não precisa nem lembrar que no Brasil também.

pirulito maconha2 Maconha líquida... com gás? Apologia? - A nova bedida seria uma forma de apologia ao uso de drogas? O jornal Folha de São Paulo reservou, esta semana, um bom espaço para debater o tema. O criador do "Canna Cola"jura de "pés-juntos” que nunca fumou maconha. O empresário diz que elaborou a bebida porque acredita na liberdade de escolha de cada um. “Acredito que os adultos têm o direito de pensar, comer, fumar, ingerir ou vestir o que quiserem." - afirma Clay Butler.

Na minha opinião, o problema é outro: ele só esquece de dizer que no próprio país de origem da bebida - os Estados Unidos - já há projetos de lei, em tramitação, para considerar crime a prática de diluir qualquer tipo de droga em qualquer tipo de alimento, principalmente os adocicados, que tanto chamam a atenção das crianças.  

Tem maconha mesmo? - Certa vez, em férias no bairro de Camden Town, em Londres, me impressionei ao me deparar com “pirulitos de maconha”. Motivo de muita polêmica eles eram vendidos no meio da rua. Seria apologia as drogas ou simples tacada comercial? Ao conversar rapidamente com colegas locais, descobri que a venda não era proibida. Havia sim o sabor da folha da tal planta polêmica, mas não havia nenhum teor de THC na guloseima.

Na bebida feita na terra do Tio Sam, a história é diferente: os níveis da substância estão sim na fórmula da "Canna Cola" mas, garantem os fabricantes, serão baixos. Quanto? entre 35 e 65 miligramas de THC. O fabricante garante que o efeito no organismo será similar, quando muito, ao de uma "cerveja suave". Será?

Alpino 27 01 11 Maconha líquida... com gás?

 

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O Orkut já era?

26
jan
13h09

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/01/2011 às 12h34

Outra faceta das redes de relacionamento - que esqueci de citar na postagem inicial - não pode passar batida: divulgar "micos" nossos de cada dia! Quando me enviaram pelo Orkut o link do YouTube, fiquei me perguntando como isso foi parar por lá. Depois a resposta veio fácil. Foi o pessoal do R7 que colocou a entrevista na listagem de vídeos do dia". Aliás, deixa eu aproveitar para lembrar aqui que todas as reportagens do nosso programa - e alguns estúdios "desconsertantes" - estão sempre lá.  

"Hoje em Dia - Rio" recebeu o ator Pedro Mariano que, ao lado de Beto Barbosa ,"bombou" em um comercial de cerveja. Durante o programa não mostramos o comercial todo, né? Mas aqui não tem problema: segue abaixo a impagável interpretação dele. Interpretação esssa que tive que aprender a fazer ao vivo. Divirta-se!

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POSTAGEM ORIGINAL:

Facebook logotipo1 150x150 O Orkut já era?

Para um filme que fala sobre internet, a narrativa é lenta, do tipo "dial-up". Mas levando-se em conta que o tema é pra lá de interessante, "A Rede Social" é um filme que eu não deixaria de recomendar. Talvez porque eu seja um "heavy-user" como define o pessoal do R7 que administra o blog; ou por ser usuário da mesma rede como tantos outros milhões de brasileiros. O fato é que vale à pena conhecer como surgiu esse "império" virtual que se tornou o Facebook.

O longa-metragem mostra mais que desenvolvimento de redes de relacionamentos. Mostra que, as vezes, as idéias mais simples são aquelas com maior possibilidade de darem certo, principalmente quando tudo nasce de uma brincadeira avaliada hoje em 25 bilhões de dólares. Foi assim com o Facebook. A história das brigas jurídicas contra o criador também é fielmente relatada: gente que, de acordo com a útima edição da revista "Newsweek", ainda diz que é dona da idéia, apesar de já ter sido indenizada por este suposto "plágio".

Facebook criador O Orkut já era?

Mark Zuckerberg: o criado do Facebook é retratado no filme com um "nerd". / Foto: Terra.

O Orkut está morrendo? - Outro ponto interessante é como o filme já retrata um segundo momento: a avassaladora força da rede literalmente "varrendo" outros sites de relacionamento da face da terra. E é verdade: tudo realmente mudou depois do Fecebook na rede mundial e o Orkut  foi o primeiro a saber disso.  Não faço pesquisa de mercado, não tenho dados do próprio Google - atual dono do Orkut - nem ouvi usuários formalmente. Mas uma coisa é fato na minha medição empírica: a cada dia que passa vejo mais e mais pessoas dizendo que estão prestes a sair do Orkut. Outro dia um amigo publicou um recado bem direto: "matei o meu Orkut" - dizia ele. A mensagem estava na atualização dele, sabe de onde? Do Facebook, claro.

redes O Orkut já era?

Em todo o mundo estima-se que existam mais de 2 mil sites de redes de relacionamento. Fonte: Newsweek.

Independentemente do que aconteça com o Twitter, Orkut, Flickr, Quepassa e vários outros sites que tem expressiva participação de brasileiros, o fato é que elas - as rede socias - revolucionaram a vida na web. Hoje não existe mecanismo melhor para se comunicar com mais gente, em menos tempo e em menos palavras. Até na televisão esse mecanismo ganhou destaque com uma representação em massa de emissoras nessas redes. A questão agora é pensar: qual será o próximo invento?

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Tiros no helicóptero da Rede Globo.

24
jan
12h49

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/01/2011 às 12h35 

As fotos divulgadas pela própria Rede Globo mostram o estrago no helicóptero alvejado por bandidos. Na primeira delas o tiro que foi "certeiro" no cabo do rotor da aeronave. Esse cabo é que faz aquela pequena hélice no final da fuselagem girar, dando estabilidade em vôo. Sem essa hélice o helicóptero simplesmente giraria em torno do seu próprio eixo. Na segunda foto a fuselagem danificada pelos tiros.

globocop 1 Tiros no helicóptero da Rede Globo.

globocop 25 Tiros no helicóptero da Rede Globo.

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POSTAGEM ORIGINAL: 

Essas intrépidas máquinas voadoras as vezes reservam estas surpresas. Antes de qualquer lei que postule a disputa entre emissoras em busca de audiência, existe uma lei decifrada nos primórdios da física por Isaac Newton: a Lei da Gravidade. Tudo o que sobe, inevitavelmente desce. 

globocop original Tiros no helicóptero da Rede Globo.

"Globocop" leva tiros e faz pouso forçado no Rio. / Foto: "Revista Veja" on-line.

 Nenhuma emissora de televisão ou de rádio que tenha um destes aparelhos sobrevoando a cidade está livre de riscos. Em fevereiro de 2010 a Record sentiu isso na pele. A aeronave da emissora, de última geração tecnológica, fez um pouso forçado no Jockey Clube de São Paulo. O piloto, Rafael Delgado Sobrinho, de 45 anos, morreu e o cinegrafista Alexandre "Borracha" foi levado em estado grave ao hospital onde passou vários dias em coma. 

Nesta segunda-feira a história se repetiu: mesmo em outra cidade e em outra situação, o susto foi o mesmo. A aeronave da Globo sobrevoava o Complexo do São Carlos, região central do Rio de Janeiro, quando foi atingida por tiros durante uma operação policial. Traficantes fizeram o que já tinham tentado antes, inclusive com nosso helicóptero carioca: abater os aparelhos que gravam a atuação da polícia. Aliás, se formos falar de problemas com helicópteros no Rio envolvendo o tráfico de drogas, não poderíamos deixar de lembrar o caso do helicóptero da PM que caiu - em um acidente bem mais trágico - em uma operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em outubro de 2009. Ou seja, bandido atirando em helicóptero, seja ele de quem for, não é nada novo para o carioca. Já ouvi relatos de empresários, que usam "hélices" para trabalhar, contando que evitam voar em dias de operações policias... 

cop record terra Tiros no helicóptero da Rede Globo.

Acidente com helicóptero da Record em fevereiro de 2009. Piloto morto e cinegrafista ferido. / Foto: Terra.

Mas voltando ao caso das aeronaves de TV, me lembro bem que a grande inquietação dos colegas na época - fevereiro de 2009 - era saber como a Globo abordaria a queda do helicóptero da Record, a principal concorrente. Hoje a história foi parecida: logo nas primeiras horas da manhã já soube por "coleguinhas" que a mesma inquietação rondava os corredores e a redação da emissora do Jardim Botânico. 

A Rede Globo não teve nenhuma surpresa. Em todo momento nosso jornalismo se mostrou solidário e correto. Foi inclusive o comandante do helicóptero da Record que, pelo rádio, orientou o piloto global a fazer todo procedimento de descida brusca em caso de emergência. "Eu sugeri que ele desligasse o motor e fizesse a descida em situação de pane." - disse o comandante Ricardo Malaguti, quando eu o entrevistava no "Hoje em Dia - Rio" desta segunda-feira. Pouca gente sabe - e pode soar estranho aos desavisados - mas um helicóptero consegue fazer um pouso deste tipo, mesmo sem motor. 

 

A postura da Rede Globo foi correta quando a pimenta "foi no olho dos outros" no ano passado. Não teria porque a Record agir diferente agora. Ouvi gente graúda no jornalismo cogitando - desde o problema de 2010 - a possibilidade de uma "casa" tentar arranhar a credibilidade da outra em segurança de vôo, manutenção de aeronave ou perícia dos pilotos. Pura especulação. É claro que, nos dois casos, as duas emissoras deitaram e rolaram em cima das imagens exclusivas. Afinal de contas foi o helicóptero da Globo que filmou a queda do helicóptero da Record em São Paulo; e o da Record que registou o mesmo acontecendo com o da Globo no Rio! 

A ética e a solidariedade prevalesceram. Isso mostra o que eu já havia observado há algum tempo: trabalhamos em emissoras diferentes, buscamos coisas iguais, mas somos "um só" quando estamos nas alturas, sustentados não pelos números do Ibope, mas sim por hélices. Equipamentos que, assim como nós, também podem falhar seja por que motivo for. 

Nessa hora é bonito de ver: não tem emissora "A", "B" ou "C".  Quem comanda essas máquinas malucas e voadoras ainda é gente como a gente. 

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Uma foto… uma polêmica.

21
jan
12h35

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/01/20100 às 23h32

Mudando completamente de assunto da postagem original: destaque para dois comentários deixados aqui no "blog" por um telespectador. Percebam a diferença sutil na tônica quando, ao invês da intenção de fazer uma crítica louvável, o que se quer é fazer uma  provocação velada.

Primeiro Comentário:

"SENHOR JORNALSITA FÁBIO RAMALHO VC PODE DIZER PORQUE QUE O JORNALISMO DA A REDE RECORD PRINCIPALMENTE RECORD RIO, NÃO FIZERAM QUALQUER MATÉRIA A RESPEITO DO FERIADO DE SÃO SEBASTIÃO QUE É O PADROEIRO DO RIO DE JANEIRO ? TODAS AS REDES DE TELEVISAO FIZERAM MATÉRIA EM SEUS JORNAIS LOCAIS HOMENAGEANDO O PADROEIRO DA CIDADE, COMO A REDE GLOBO, REDE BANDEIRANTE, SBT, REDETV E A CNT, MENOS A RECORD RIO. SERÁ QUE SÓ EVANGÉLICOS QUE ASSISTEM A REDE RECORD? QUAL SERÁ O MOTIVO?"

Segundo comentário:

"SENHOR JORNALISTA FÁBIO RAMALHO, PORQUE QUE VC NÃO RESPONDEU O MEU COMENTÁRIO DO DIA 20/01/2010 DAS 14:40? FICOU COM VERGONHA OU NÃO TEM CONDIÇÕES DE RESPONDER? ACHO UMA FALTA DE EDUCAÇÃO DA SUA PARTE, AGORA QUANDO VC É ELOGIADO VC RESPONDE NA HORA. SERÁ QUE A DIREÇÃO DO JORNALISMO DA RECORD NÃO PERMITA QUE VC RESPONDA O MEU QUESTIONAMENTO? COM TODO O MEU RESPEITO ESTAREI AGUARDANDO A SUA POSIÇÃO. OBRIGADO"

O que respondi:

"Querido Giovanni, em primeiro lugar obrigado por comentar aqui no "blog". Apesar da sua postura bastante agressiva, você merece todo o respeito como telespectador. Se houvesse algum problema em tratar do assunto, tenha absoluta certeza que seu comentário nem seria aprovado. Apesar de não responder por todo o jornalismo da emissora, posso te dizer o "pouco" que conheça da casa onde trabalho. Os jornais da Rede Record seguem uma linha editorial diferente das demais emissoras. Não espere pautas "iguais" e dentro do "esperado" porque é feriado. Essa não é a marca do nosso jornalismo. Como o foco ainda é grande na região serrana, os jornais continuam "temáticos". Sua provocação clara no teor religioso simplesmente não procede. No "Hoje em Dia - Rio" da quinta-feira, foi falado sobre o dia de São Sebastião. Talvez tenha direcionado sua crítica com tanta agressividade ao nosso blog que nem lhe tenha sobrado tempo para observar isso. Em uma emissora que já cobriu até a vista do Papa ao Brasil, sua inquietação - mal intensionada - não encontra mais espaço."

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POSTAGEM ORIGINAL:

ilustração 150x150 Uma foto... uma polêmica.

Talvez um cachorro nunca tenha causado tanta polêmica na imprensa brasileira como o "Caramelo".  Ele seria o triste "modelo" da foto que correu o mundo nas últimas semanas: um cão desolado depois da tragédia das chuvas que, supostamente ficava no cemitério - 24 horas por dia - guardando o corpo de sua dona mesmo depois de enterrado. Só que essa história do Caramelo "melou"... 

Na verdade o cachorro da foto se chama "John" e pertence a um dos voluntários que fez as centenas de enterros que aconteceram em Teresópolis. Exatamente por isso ele estava lá: sempre rondando a região do cemitério, muitas vezes deitando e até tirando um "cochilo" ao lado de alguma sepultura. O olhar do fotógrafo, ávido por informações e histórias emocionantes, acabou resultando nessa baita confusão de quatro patas. 

caramelo túmulo Uma foto... uma polêmica.

Cachorro "guarda" túmulo da suposta dona. História verdadeira ou foto "armada"? / Foto: R7.

Confusão ou engodo? - essa foi a pergunta que se fez durante vários dias: o fotógrafo teria "produzido" a tal foto ou realmente o cão estaria alí "velando" a dona? A explicação é mais simples que um latido. Na verdade a troca de cachorros aconteceu porque "John" e "Caramelo" são muito parecidos! Com tanta semelhança foi só o "John" (cachorro do coveiro) se deitar coincidentemente ao lado do túmulo da dona de "Caramelo" e pronto: saiu a foto. Compare os dois: na foto acima está "John" e na foto abaixo "Caramelo". São ou não são parecidos? 

caramelo verdadeiro Uma foto... uma polêmica.

O verdadeiro "Caramelo" confundido com "John". Ele sim era o cachorro da pessoa sepultada. / Foto: R7.

 A quem interessar possa, os dois bichinhos que viraram celebridades passam bem. "John" está na casa do coveiro voluntário, onde sempre morou. "Caramelo" - que perdeu a dona sepultada - nem teve a chance de ir ao cemitério. Para escapar desse tipo de trauma ele já ganhou uma nova família e foi levado de Teresópolis para a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O simpático "Caramelo" pertence agora à voluntária Bebete Filpi que o encontrou sobre os escombros do que realmente tinha sido a casa de sua antiga dona. 

Problema resolvido as piadas foram inevitáveis e meu amigo chargista "Alpino" não perdeu a deixa que reproduzo abaixo. Sabendo-se agora que não foi nada armado e sim uma sequência de curiosas coincidências, essa credibilidade a qual a charge se refere nem foi tão arranhada assim, né? 

O qu você acha dessa história curiosa?  

 

Alpino 20 01 2011 Uma foto... uma polêmica.

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Corrida contra o tempo.

19
jan
12h28

A solidariedade, muitas vezes, precisa correr contra o relógio. O caso que mostramos hoje - ainda sobre a tragédia das chuvas - mostra bem essa realidade. Como fazer com que um remédio vital para um paciente chegue em áreas que estão sem nenhum acesso a não ser pelo ar?

A resposta está nos helicópteros. Foi à bordo de uma dessas "máquinas voadoras"  que acompanhamos o trabalho de policiais que, longe do combate ao tráfico no Rio de Janeiro, tentam combater outro mal: o isolamento depois de uma tragédia. Estradas e pontes foram destruídas pela enxurrada. Além de remédios, há ainda a necessidade de alimentos e água. Veja os detalhes desta operação na reportagem abaixo.


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O que dizer a este pai?

18
jan
11h44

Como já disse antes, não são dias fáceis. Nesta terça-feira (18) mostrei o drama de um pai que busca desesperadamente o filho, o pequeno Felipe - o "Felipinho" como é chamado - que tem apenas 5 anos. Não vou mentir e acho que não haveria nenhum motivo para fazer isso: chorei - e muito - ao contar essa história.

Não queria deixar isso restrito apenas a quem pôde conferir no ar, no "Hoje em Dia". Por isso mostro agora aqui no nosso blog. Fico me perguntando: será que eu teria estrutura psicológica para tanto? Veja a reportagem e imagine só a situação deste pai que já havia enterrado o outro filho, de apenas 8 meses, um dia antes e, por pouco, não perdeu também a esposa por causa das chuvas.


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Sufoco nos escombros.

17
jan
11h46

Esta é mais uma das experiências que não dá para deixar de dividir. Estávamos ao vivo para o "Hoje em Dia" em cima de uma laje no bairro "Espanhol", em Teresópolis. A localidade é uma das que mais foi afetada na cidade da região serrana. Com fone nos dois ouvidos para tentar abafar o som de tratores e escavadeiras, mal conseguia ouvir o que falavam ao meu redor. Atenção 100% voltada para o áudio do ar, no que o meu colega Celso Zucatelli falava. Exatamente por isso não ouvi o que a minha produtora, Sheila Caroline, conseguiu escutar.

A estrutura, que fica dentro da área do deslizamento, simplesmente começou a ceder. O primeiro alerta foi dado depois que os primeiros estalos foram ouvidos. Mas tenho que ser honesto: como não estava ouvindo nada, acreditei que não fosse tão sério. O que aconteceu na sequência está na gravação abaixo que mostra tudo o que foi ao ar ao vivo. Confira o risco diário que os moradores das áreas atingidas correm.

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Você abriria suas portas?

16
jan
11h15

Se a sua casa estivesse correndo risco de desabar: você pensaria em sair rápido dela ou pensaria primeiro nos vizinhos que já perderam tudo? Em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, uma dona de casa não tem dúvidas na hora de responder a este tipo de pergunta. Os moradores das áreas de risco que tiveram suas casas interditadas pela Defesa Civil aguardam o momento certo para resgatar alguns pertences. Mas outras pessoas se preocupam é com outro problema: se quem está saindo tem onde dormir e o que comer!  Sem roupas e documentos, os desabrigados contam com a solidariedade de vizinhos até para tomar banho! É esse exemplo de quem abre as portas de casa para a solidariedade que eu pude mostrar nesta reportagem. Confira. Vale a pena para gente se perguntar se estamos preparados para o ato de "dividir" o que temos.. por mais que seja pouco.

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O registro de uma tragédia.

15
jan
14h59

Não são dias fáceis. É impossível ver tudo que estamos vendo sem nos emocionar. A destruição é grande e tenho certeza que as imagens que mostramos pela TV ainda são pouca coisa perto do que realmente estamos vivendo.  

As informações também são precárias. Esses números que colocamos todos os dias no ar são estatísticas. Dados que nos são passados pelas autoridades e que, tenho certeza absoluta, não  traduzem a realidade. Primeiro porque só são contabilizados os mortos depois que são identificados. Então, imagine a quantidade de cadáveres que se amontoam em um caminhão frigorífico - de transporte de peixe - e que ainda não foram contabilizados?

Tragédia O registro de uma tragédia.

Morro do Espanhol, Teresópolis. Um dos pontos afetados pela tragédia. Foto: celular.

Em segundo lugar porque acredito piamente no que muitos policias e bombeiros contam, mas que as "autoridades" não confirmam: muita gente sequer será retirada de tanta lama. Infelizmente muitos corpos continuarão "naturalmente" sepultados onde estão.  O bairro de Campo Grande é um exemplo de local inacessível. De acordo com o último censo, o local era moradia de 6 mil pessoas. Apenas 12 cadáveres foram retiradas de lá mesmo quatro dias depois da tragédia. Alguns lugares já cheiram mal. O cheiro da morte impreguina até nas roupas.

Os relatos vão daí para pior. Tudo é muito triste e é difícil não se deixar contaminar. As vezes choramos por dentro. As vezes não dá para segurar. Não importa se é homem ou mulher, durão ou "manteiga-derretida" como eu: quem tem sangue circulando nas veias, sabe o valor de uma vida... sabe os prejuízos e a tristesa dessa tragédia.

 As vezes é preciso caminhar sobre lama sem saber quantos corpos estão por baixo. Muitas famílias só querem enterrar seus mortos sem ser no barro misturado a restos de casas e entulhos.

 Só peço a Deus que conforte os que ficaram.

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