Uma foto… uma polêmica.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/01/20100 às 23h32
Mudando completamente de assunto da postagem original: destaque para dois comentários deixados aqui no "blog" por um telespectador. Percebam a diferença sutil na tônica quando, ao invês da intenção de fazer uma crítica louvável, o que se quer é fazer uma provocação velada.
Primeiro Comentário:
"SENHOR JORNALSITA FÁBIO RAMALHO VC PODE DIZER PORQUE QUE O JORNALISMO DA A REDE RECORD PRINCIPALMENTE RECORD RIO, NÃO FIZERAM QUALQUER MATÉRIA A RESPEITO DO FERIADO DE SÃO SEBASTIÃO QUE É O PADROEIRO DO RIO DE JANEIRO ? TODAS AS REDES DE TELEVISAO FIZERAM MATÉRIA EM SEUS JORNAIS LOCAIS HOMENAGEANDO O PADROEIRO DA CIDADE, COMO A REDE GLOBO, REDE BANDEIRANTE, SBT, REDETV E A CNT, MENOS A RECORD RIO. SERÁ QUE SÓ EVANGÉLICOS QUE ASSISTEM A REDE RECORD? QUAL SERÁ O MOTIVO?"
Segundo comentário:
"SENHOR JORNALISTA FÁBIO RAMALHO, PORQUE QUE VC NÃO RESPONDEU O MEU COMENTÁRIO DO DIA 20/01/2010 DAS 14:40? FICOU COM VERGONHA OU NÃO TEM CONDIÇÕES DE RESPONDER? ACHO UMA FALTA DE EDUCAÇÃO DA SUA PARTE, AGORA QUANDO VC É ELOGIADO VC RESPONDE NA HORA. SERÁ QUE A DIREÇÃO DO JORNALISMO DA RECORD NÃO PERMITA QUE VC RESPONDA O MEU QUESTIONAMENTO? COM TODO O MEU RESPEITO ESTAREI AGUARDANDO A SUA POSIÇÃO. OBRIGADO"
O que respondi:
"Querido Giovanni, em primeiro lugar obrigado por comentar aqui no "blog". Apesar da sua postura bastante agressiva, você merece todo o respeito como telespectador. Se houvesse algum problema em tratar do assunto, tenha absoluta certeza que seu comentário nem seria aprovado. Apesar de não responder por todo o jornalismo da emissora, posso te dizer o "pouco" que conheça da casa onde trabalho. Os jornais da Rede Record seguem uma linha editorial diferente das demais emissoras. Não espere pautas "iguais" e dentro do "esperado" porque é feriado. Essa não é a marca do nosso jornalismo. Como o foco ainda é grande na região serrana, os jornais continuam "temáticos". Sua provocação clara no teor religioso simplesmente não procede. No "Hoje em Dia - Rio" da quinta-feira, foi falado sobre o dia de São Sebastião. Talvez tenha direcionado sua crítica com tanta agressividade ao nosso blog que nem lhe tenha sobrado tempo para observar isso. Em uma emissora que já cobriu até a vista do Papa ao Brasil, sua inquietação - mal intensionada - não encontra mais espaço."
___________________________________________
POSTAGEM ORIGINAL:
Talvez um cachorro nunca tenha causado tanta polêmica na imprensa brasileira como o "Caramelo". Ele seria o triste "modelo" da foto que correu o mundo nas últimas semanas: um cão desolado depois da tragédia das chuvas que, supostamente ficava no cemitério - 24 horas por dia - guardando o corpo de sua dona mesmo depois de enterrado. Só que essa história do Caramelo "melou"...
Na verdade o cachorro da foto se chama "John" e pertence a um dos voluntários que fez as centenas de enterros que aconteceram em Teresópolis. Exatamente por isso ele estava lá: sempre rondando a região do cemitério, muitas vezes deitando e até tirando um "cochilo" ao lado de alguma sepultura. O olhar do fotógrafo, ávido por informações e histórias emocionantes, acabou resultando nessa baita confusão de quatro patas.
Confusão ou engodo? - essa foi a pergunta que se fez durante vários dias: o fotógrafo teria "produzido" a tal foto ou realmente o cão estaria alí "velando" a dona? A explicação é mais simples que um latido. Na verdade a troca de cachorros aconteceu porque "John" e "Caramelo" são muito parecidos! Com tanta semelhança foi só o "John" (cachorro do coveiro) se deitar coincidentemente ao lado do túmulo da dona de "Caramelo" e pronto: saiu a foto. Compare os dois: na foto acima está "John" e na foto abaixo "Caramelo". São ou não são parecidos?

O verdadeiro "Caramelo" confundido com "John". Ele sim era o cachorro da pessoa sepultada. / Foto: R7.
A quem interessar possa, os dois bichinhos que viraram celebridades passam bem. "John" está na casa do coveiro voluntário, onde sempre morou. "Caramelo" - que perdeu a dona sepultada - nem teve a chance de ir ao cemitério. Para escapar desse tipo de trauma ele já ganhou uma nova família e foi levado de Teresópolis para a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O simpático "Caramelo" pertence agora à voluntária Bebete Filpi que o encontrou sobre os escombros do que realmente tinha sido a casa de sua antiga dona.
Problema resolvido as piadas foram inevitáveis e meu amigo chargista "Alpino" não perdeu a deixa que reproduzo abaixo. Sabendo-se agora que não foi nada armado e sim uma sequência de curiosas coincidências, essa credibilidade a qual a charge se refere nem foi tão arranhada assim, né?
O qu você acha dessa história curiosa?












