O desafio da semana!

31
mar
08h32

Tudo bem que a semana ainda não terminou. Mas muita gente resolveu fazer um "ranking" pelo Twitter dos "micos" desta semana no @HojeEmDiaRio. Na verdade nem foram tantos assim e nem sei se foram "micos". Essa palavra já deixou de ser uma simples designação de um dos gêneros dos primatas, se transformando em sinônimo de "bola fora". Mas nem acho que foi tanto "mico" assim.   

Eu acabei prestando a atenção nos assuntos mais comentados sobre o programa e cheguei a uma conclusão: a cada dia me impressiono mais com a ligação entre mídias nos dias de hoje.  Aliás deixe-me vender meu peixe: este será o tema de uma palesta para alunos universitários de Niterói em maio. Mais para frente eu falo sobre esse encontro.

Enquanto isso seguem as situações mais "inusitadas" que enfrentei desde segunda. No primeiro vídeo, o da bicicleta, o maior comentário foi sobre eu ter murchado a barriga na hora do susto! Não é que fiz isso mesmo? No segundo vídeo fica o charme (?)  do apresentador que não tem coordenação motora nenhuma para a dança. Qual dos dois é mais "mico" na sua opinião, hein? 


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A perda de dona Mariza…

29
mar
18h05

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/03/2010 às 15h12

Se uma imagem realmente diz mais que mil palavras, veja só esta fotografia. Ela traduz exatamente tudo o que escrevi sobre esta que será sempre a "vice-primeira dama":

Alencar beijo A perda de dona Mariza…

O beijo de despedida. / Foto: R7.

 E se essa foto ainda precisar de uma legenda maior, imagine este relato de uma leitora: ele expressa bem o que é o contato com a dona Mariza Campos Gomes:

" Fábio, após ler este texto fiquei emocionada. Dona Mariza, sempre sempre foi uma mulher educada e simples. Não me esqueço da primeira viagem que fiz para o DF, avistei dona Mariza de longe. Ela estava saindo de um restaurante e logo que a vi, tentei chegar mais perto. Eu, uma pessoa anônima, com certeza seria barrada pelos seguranças. Mas em um gesto singelo escutei ela dizer, bem baixinho, para um homem que creio que era um de seus segurança: 'nós somos do povo e o povo pecisa de nós.' Não pude conter a felicidade. Com um aperto de mão rápido ela me disse: ' Boa tarde! '. Depois, aos poucos, ela foi desaparecendo em meio as pessoas. Foi um gesto simples, mas que valeu a pena e que guardo pra sempre. Naquele dia enxerguei naquela mulher que seu coração gentil e solidário estáva estampado na sua face." - Dany Nunes

__________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

jose alencar PB 150x150 A perda de dona Mariza…

Conheci José Alencar em Brasília. Apesar da intimidade com a política, não foi pelo cargo de vice-presidente da república nosso primeiro contato. Se aquele ditado que diz que “por trás de todo grande homem sempre existe uma grande mulher” é verdade, dona Mariza Campos Gomes  era exatamente essa figura na vida dele.

Pouca gente sabe, mas a esposa é uma das maiores aliadas na luta contra o câncer infantil no país. Ironia do destino era o mal que levaria seu bem mais precioso pouco tempo depois. E não se engane pensando que foi a comoção com o câncer em José Alencar que foi o impulsor nessa batalha. Essa luta contra o câncer - de crianças - acredite, já era um traço no perfil dessa brava guerreira antes mesmo da doença ser diagnosticada no marido.

Na época eu já trabalhava na Record e dedicava meu tempo livre em um trabalho absolutamente voluntário: era diretor de comunicação de uma entidade sem fins lucrativos chamada “Abrace”. O apoio que a “Abrace” dava aos pais e às crianças que sofriam deste mal vinha de diversos voluntários, pequeninos como eu, ou conhecidos como dona Mariza.

Mariza e Alencar 300x200 A perda de dona Mariza…

Mariza e Alencar sempre juntos: solenidade no Palácio do Planalto em 2009. / Foto: arquivo "R7".

Em um sábado de “Mac Dia Feliz”, em 2004 se não me engano, aconteceu o encontro. Foi onde jamais esperava encontrar uma “primeira-dama”. No dia da campanha todos já sabiam: cada sanduíche “Big Mac” vendido era sinônimo de recursos doados para instituições que lutavam contra o câncer infantil. A “Abrace” era uma delas.

Além de apoio político e de outros apoios financeiros - que nem precisamos citar aqui - ela também dava o apoio moral: dona Mariza fez questão de ir até a loja do Mc Donald´s onde fazíamos quase que um “corpo-a-corpo” para que as pessoas pedissem o sanduíche, prestigiar e dar o exemplo: comer um Big Mac! Junto com ela veio outra Marisa... outra lutadora: Dona Marisa Letícia, esposa do presidente Lula.        

Lá estava eu, numa mesinha simples, daquelas de lanchonete, com a presidente da "Abrace", Ilda Ribeiro, outros dois dirigentes da casa e elas: as mulheres dos homens mais importantes do Brasil.

mc dia A perda de dona Mariza…

"Mac Dia Feliz": o "anfitrião" Ronald, Ilda Ribeiro (Abrace), Mariza Gomes (Alencar) e Marisa Letícia (Lula). / Foto: arquivo pessoal.

Nessa hora toda a imprensa foi retirada. As primeiras-damas também tinham o direito de lanchar com tranqüilidade. Conversamos sobre tudo um pouco: a reforma da casa de apoio, que até hoje recebe crianças com câncer em tratamento no Distrito Federal; a movimentação nas lanchonetes da rede na nossa cidade; e sobre a nossa meta de ser a capital que mais venderia sanduíches “Big Mac" para receber mais doações da campanha.

Dona Mariza não fez teatro: abocanhou um sanduíche mais como prova de apoio à campanha do que necessariamente por ser uma “apreciadora” dos tais “dois hambúrgueres, alface, queijo molho especial, cebola e picles num pão com gergelim”. A esposa do presidente Lula fez igual e, além dos vários sanduíches que já tinha comprado na forma de “vale” e distribuído no dia anterior no Palácio do Planalto, também comeu mais um!

Na hora de ir embora, dona Marisa - do Lula - pediu mais um para viagem. Disse ela com um sorriso pequeno, honesto e descontraído: “esse é para o Lula comer mais tarde, em casa.” Lula desembarcaria naquela mesma noite, de helicóptero, no jardim do Palácio da Alvorada, de uma viagem não me lembro para onde. José Alencar também teria saboreado o mesmo sanduíche "pra viagem" naquela noite.

Achei que essa história iria morrer comigo...  

posse1 A perda de dona Mariza…

Casais presidenciais na rampa do Planalto: segunda posse do presidente Lula. / Foto: "O Dia".

Depois desse singelo lanchinho os encontros com a dona Mariza - do José Alencar - foram mais freqüentes. No aniversário da Ilda Ribeiro, a presidente da “Abrace”  - outra guerreira que merece uma postagem à parte - almoçamos sem pompa alguma no restaurante “Outback” do Parkshopping, em Brasília. Em um outro conheci o vice-presidente José Alencar, apaixonado por pão de queijo e que não perdia a chance de oferecer uma “cachacinha” de Minas, com muita simpatia aos visitantes. Tanta humildade que não parecia, nem de longe, ser o casal que ocupava o Palácio do Jaburu.

Perdi o contato com a “Abrace” e com o casal tão admirável quando acabei vindo para o Rio de Janeiro em 2005.

Na morte do meu pai, em 2007, dona Mariza fez questão de consolar a viúva, minha madrasta, com um abraço forte e emocionado: a ligação carinhosa e próxima que tive, apesar de breve, se estendeu à minha madrasta que, por absoluta coincidência, tinha sido transferida do Ministério da Agricultura para trabalhar diretamente como secretária pessoal da dona Mariza, e eu nem sabia. Brasília é pequena...

Mariza, antes de tudo, é uma mulher resignada. Uma mulher que sabia o que estava por vir, mais cedo ou mais tarde, mas que não se cansava de lutar ao lado do campanheiro de uma vida toda. Ninguém nunca está 100% preparado para esse tipo de perda. É por isso que hoje, quando muito se fala de José Alencar, me compadeço pela situação não dele e sim DELA. Ele, pelo menos, eu já sei que está descansando...

jaz A perda de dona Mariza…

José Alencar: 17/10/1931 - 29/03/2011

  "Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra. O homem honrado não morre nunca. O homem desonrado morre em vida." - José Alencar

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A zica de março no Rock.

28
mar
15h46

roqueiro 150x150 A zica de março no Rock.Parece até que tem uma "zica" nisso tudo. Uma cabeça de porco - como diria meu avô - enterrada debaixo do palco. O Rio de Janeiro não tem dado muita sorte com shows internacionais quando o assunto é grupo clássico de rock e suas apresentações com o dedo impiedoso do "imprevisto". E o mais curioso, ou sobrenatural, sei lá, é que as coincidências são quase "cabalísticas".

O grupo Guns n´Roses foi boicotado pela chuva há exatamente um ano! Já tinha observado isso? Foi em março de 2010 que as pessoas compraram ingressos, foram à Apoteose e, pouco antes do concerto de rock começar, a chuva foi literalmente um balde de água fria nos fãs. Por causa do temporal que atingiu o Rio, Axl Rose não pode entrar no palco e o show foi adiado. No último domingo a "zica" foi com o grupo Iron Maiden. O show até começou, mas antes do meio da apresentação veio o imprevisto: um alambrado - estilo barricada - que separava a multidadão do palco não aguentou a pressão e caiu.

guns n roses band wallpaper 300x225 A zica de março no Rock.

E aí, foi culpa de quem? - Os organizadores do evento dizem que foi "problema técnico" no equipamento de segurança, no caso a tal barricada. Já quem esteve por lá tem uma versão diferente: "pensaram que era público pacato, sereno, como nos shows do Luan Santana. Quem curte Heavy Metal pressiona um pouco mais." - disse um fã dos rockeiros londrinos que fazem shows há mais de 30 anos e não encontram nesse incidente uma constante em suas apresentações.

iron maiden111 300x199 A zica de março no Rock.

Mesmo não achando as fãs mais descotroladas de Luan Santana tão "pacatas" assim, o que pegou mal mesmo foi Bruce Dickinson generalizar e dizer que o "local" não tinha condições de segurança. Podem até falar da acústica do "HSBC Arena" , eu assino embaixo: é realmente muito ruim! Sem muitas outras opções na cidade, nos curvamos a assistir nossos astros prediletos por lá.

ed 150x150 A zica de março no Rock.

"Ed": mascote de aparência macabra do Iron Maiden.

Mas em relação à  segurança, acho que foi influência malígna do "Ed" - o mascote funesto da banda - essa declaração do vocalista. Só pode ter sido isso! Parecia até que o HSBC inteiro tinha ido ao chão...

O fato é que Amy Winehouse,ou a diva Beyoncé  e várias outras atrações internacionais que se apresentaram alí não tiveram esse problema. Black Eyed Peas, pouco tempo depois do "Guns n´Roses", na Apoteose, também não. Então... sei lá se o problema é mesmo o local. A "zica" está mais para o rock pesado do que para o CEP do show. Agora os organizadores do "Rock in Rio"  (alô família Medina!) que se cuidem. É bom reforçar tudo. Se fosse para o público pegar leve, talvez o estilo musical não se chamasse "HEAVY Metal" 

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O blog não cala…

25
mar
15h45

A tônica sempre foi de crítica. Quem conheceu o blogueiro Ricardo Gama sabe que nunca faltou artilharia pesada contra governo federal, estadual ou prefeitura. Aliás, esse era o ponto marcante do blog dele: reclamar, reclamar e reclamar. Não que as vezes a tinta não fosse exagerada. Mas se não fosse assim o que seria da chamada "liberdade de expressão" contida na nossa constituição?

23 MHG ricardo gama O blog não cala…

Ricardo Gama: advogado que virou jornalista na web, denunciando. / Foto: Estadão.

Eu conheci o Ricardo como a maioria dos cariocas ligados no "cyber-espaço". Sempre que possível ele mandava as atualizações do que escrevia por e-mail ou mesmo aqui, no nosso blog. Os vídeos que faz - acredito eu com uma câmera digital - eram uma marca registrada deste advogado, conhecedor de seus direitos como ninguém. Me lembro de um dos vídeos que ele gostava de fazer, onde protesta por causa do fechamento de ruas em Copacabana por causa de um show. Veja só:
   

O crime ainda não foi esclarecido, mas a polícia trabalha com a hipótese de atentado. O blogueiro levou três tiros quando passava pela rua Santa Clara, próximo ao Bairro Peixoto, em Copacabana. Mesmo ferido, Gama chegou lúcido ao hospital Copa D'Or, em Copacabana, para onde foi levado por testemunhas do crime. Como estava consciente, o advogado foi ouvido pela polícia.

O que ele disse? - O blogueiro disse ao policial que já recebeu várias ameaças. O blog de Gama será vasculhado, segundo o delegado, como parte do trabalho investigativo. A idéia é saber se quem deu os disparos já tinha feito alguma ameaça pr lá.  Aliás, nessas horas me lembro do Ricardo Boechat . Ele diz que jornalista que nunca recebeu um processo ou ameaça, ainda não é necessariamente um jornalista. O Gama, apesar de ser advogado, mostrou que não é preciso ser diplomado no que fazemos para denunciar, colocar a "boca no trombone". Mesmo fora das mídias tradicionais, das mídias "oficias" eu diaria, ele se fez ouvir. E quase fizeram ele calar.

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O herói da escola.

23
mar
10h36

a7b8b casey heynes interview video 150x150 O herói da escola.Ele tem apenas 15 anos de idade, está um pouco acima do peso, estuda muito e se entrosar com os colegas de escola nunca foi seu forte. O perfil, facilmente classificado como o de um "nerd",  foi a porta de entrada para o mundo do bullying no ambiente escolar.

Sabe o que é Bullying? -  Muita gente pensa que sabe o que isso significa. E digo que "pensa" porque o senso comum remete ao bullying apenas as agressões mais sérias, que envolvem o aspécto físico. Nas o bullying é mais que isso. Muita gente o pratica - até no ambiente de trabalho - sem saber exatamente que está na galeria desses agressores. O termo em inglês é utilizado para descrever atos de violência que também pode ser psicológica.  Atos intencionais e repetidos, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa. A vítima é invariavelmente alguém incapaz de se defender. E como a máxima de que "violência gera violência" é verdadeira, também existem as vítimas que, em determinados momentos, acabam também cometendo agressões de tanto que são agredidas. E é esse o assunto que quero tratar hoje: o de um garoto que virou "celebridade" nos Estados Unidos por dar fim, em um único golpe, a anos de humilhação e surras no colégio. 

Bullying O herói da escola.

Sem fronteiras: cena registrada no primeiro dia de aula de um aluno de 9 anos no Chile. / Foto: Wikipédia.

O adolescente loirinho norte-americano já é visto como uma espécie de "herói das minorias" (e será que são "minorias" mesmo?) e ganhou o estrelato graças ao YouTube. O rapaz sofria agresões desde os oito anos de idade. Os pais, em casa, não tinham a menor idéia do que se passava nos corredores da escola. Não sabiam até que as imagens foram parar na rede mundial de computadores. Aliás, vale aqui um parênteses: isso também é considerado "cyber-bullying" sabia? A agressão que mudou a vida do menino estava sendo gravada para depois ser colocada na internet ridicularizando-o. Mas o feitiço virou contra o feiticeiro, mesmo a vítima nem imaginando que estava sendo gravada.

O adolescente de 15 anos aguenta socos de um "mirrado" menino de 12 anos de idade. O primeiro soco é certeiro no rosto. Os outros desviam na altura dos ombros. O garoto mais novo ainda debocha da passividade do menino maior dando "pulinhos" em sua frente omo se estivesse em um ringue de luta livre. O garoto agredido, apesar mais velho, aguenta o quanto pode, até que explode em uma reação inesperada: ele levanta o garoto agressor como quem ergue uma casca de banana e o joga no chão parecendo uma jaca. Apesar das notícias de que o garoto mais novo teve a perna quebrada na "queda" nada aconteceu com ele de mais sério, além da vergunha mundial. Como na televisão temos a premissa de que uma imagem vale mais que mil palavras... melhor que descrever é mostrar o tal vídeo:

O vídeo que já teve mais de 1 milhão de acessos no YouTube ganhou várias versões: desde a filmagem simples, até versões editadas e mais elaboradas com trilha sonora de vídeo game e tudo. Isso sem contar os inúmeros outros vídeos que foram postados por internautas congratulando e apoiando a atitude do menino.

A situação merece uma análise muito especial: até que ponto nossa sociedade educa nossos filhos para lidar com diferenças? Quem nunca foi vítima ou em algum momento não fez esse tipo de brincadeira com alguém na escola? Eu admito que já fiz piadas com alguns colegas sem sequer perceber que tipo de trauma ou drama estaria causando a quem estava na carteira ao lado! Faltou me ensinarem isso na escola quando estava lá pagando caro por ela...

Mas o problema é esse: a gente sempre pensa que a piada é maior que o trauma. Hoje eu sei a diferença: não existe piada "politicamente correta" quando o assunto é humilhar alguém. Mas hoje tenho 36 anos. E o que mudou nas escolas para quem ainda nem na adolescência entrou?

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Obama e o carioca que ficou “REBELDE”.

21
mar
09h41

Revolta I - O presidente mais poderoso do mundo, Barack Obama, já foi embora e para alguns cariocas não deixou saudades. Até motoristas resolveram protestar pelos 40 minutos de trânsito parado no bairro Cosme Velho, nas proximidade do acesso ao Cristo Redentor na noite de domingo. Um dos motoristas confidenciou: "perdi o cinema com a namorada por causa do Obama". Como se esse fosse o pior dos males: a interdição foi de surpresa já que a agenda do líder político mudou e a visita ao monumento, prevista para o período da manhã, acabou ficando para as 9 horas da noite.

Rebelde - Da festa de lançamento da nova novela Rebelde, no morro da Urca - leia-se Pão de Açucar -  não dava para perceber nada de diferente no Cristo Redentor.  A notícia de que Barack Obama estava lá, naquele momento, só fez os olhares ficarem mais atentos para a estátua, no coração da zona sul carioca. Visita ao Corcovado na mesma hora da festa na Urca? Resultado: um lamento para nossa equipe de imagens, já que não foi possível usar o helicóptero da Record para fazer imagens da festa de Rebelde do alto: o espaço aéreo estava fechado.

rebelde int1 Obama e o carioca que ficou “REBELDE”.

Elenco reunido: visita de Barack Obama impediu imagens aéreas de festa de lançamento. / Foto: R7.

Revolta II - Os manifestantes que se reuniram no domingo em frente ao Teatro Muncipal não tiveram muito sucesso. Barack Obama não entrou pela porta da frente. o presidente norte-americano sequer viu qualquer sinal de revolta. Para não perder a viagem os manifestante mudaram o alvo do protesto: do imperialismo norte-americano de Obama, resolveram protestar contra o suposto "imperialismo" da Rede Globo. O colega da emissora que estava no link, pronto para entrar ao vivo, não conseguiu. Agiu com classe e fingiu que não era com ele. Você faria diferente? Eu não.

Revolta III - Mais gente ficou "Rebelde" com trânsito complicado na noite de sábado - e até na segunda-feira pela manhã - na Avenida Atlântica. Cada vez que Barack Obama saía ou entrava no Hotel Marriott o tráfego parava. Tá certo que que estamos falando de um presidente, claro! Mas o hotel não tinha um heliponto para Obama pousar sem parar a vida dos outros? Deveria ser assim: se não tem heliponto, não serve para hospedar um presidente do calibre de Barack Obama, certo? O mesmo vale para o Cristo Redentor. E olha que lá tem sim ponto de pouso. Porque Obama não foi voando?

Obama II Obama e o carioca que ficou “REBELDE”.

Despedida de Barack Obama: todo mundo lamentou a partida? / Foto: R7.

Coincidência - Quase que "cabalística" a coincidência do nome do presidente Obama rimar tão fácil com o seu inimigo número um: Osama. Se para você parece que não causa confusão, há um caso curioso que aconteceu em uma rede de televisão norte americana, ano passado: para falar de Obama, o editor pediu, às pressas, para o departamento de arquivo, imagens do presidente. O atendente entendeu Osama. Não precisa nem explicar o que foi ao ar ilustrando a reportagem, né?

Cidade de Deus - Sei que muita coisa foi feita na Cidade de Deus para a visita de Obama. Mas daí a vermos moradores agradecendo ao presidente dos Estados Unidos por melhorias feitas por lá... aí me parece muito. Nâo que esses moradores não estejam certos em demonstrar tal gratidão. Mas fico envergonhado pelo nosso governo: acho que é passar um atestado de abandono fazer obras de "perfumaria" na comunidade "só para americano ver" e isso ainda ficar latente quando escutamos agradecimentos assim.

Rebeldia - Para encerrar, não posso deixar de falar um pouco mais sobre a "mega-festa" de domingo à noite. Foi o lançamento de Rebelde na Record. Mais de mil pessoas lotaram o morro da Urca. Melhor que a festa foi o bate-papo com o Arhtur (@aguiarrthur), com o Micael (@micaelborges_) e com a Mel (@melfronckowiak), atores da trama, hoje, na nossa casa do "Hoje em Dia - Rio". Veja a entrevista:

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Pena que é só maquiagem…

18
mar
16h49

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/03/2011 às 16h01

Aproveitando  as palavras de um leitor que comentou que nossas autoridades nos "tratam como cachorro", vou postar aqui a contribuição do nosso leitor, o Nelson @nelsontesche , de Niterói.

Na sua opinião, qual dos dois cachorros é o culpado?

_____________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Vou fechar a semana reproduzindo uma notícia aqui mesmo do R7. O pior de tudo não é fazerem só uma "maquiagem" para "americano ver". O mais dolorido - no melhor estilo "me engano que eu gosto" -  é ouvir alguém dizer que as obras que estão sendo feitas hoje por lá, às pressas, não tem nada a ver com a chegada de Obama. Tudo seria obra "rotineira". Agora me conta: você que passa todos os dias pela região, no centro do Rio, vê essa rotina?

cinelandia Pena que é só maquiagem…

Melhorias no centro: "maquiagem" ou "rotina"? / Foto: R7.

"Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter cancelado seu discurso aberto na Cinelândia, praça localizada no centro do Rio de Janeiro, os preparativos para sua chegada continuam a todo o vapor. Dezenas de funcionários da CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Secretaria Municipal de Conservação e da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) fazem reparos e limpeza em monumentos, estátuas e calçadas.

Na manhã desta sexta-feira (18), o secretário de Conservação, Carlos Roberto Osório, inspeciona pessoalmente os consertos em toda a praça, onde funcionários limpam estátuas, podam árvores, reformam bancos e ajustam as centenárias pedras portuguesas.
 
 

No entanto, a secretaria nega que os reparos sejam exclusivamente para receber o chefe de Estado norte-americano, afirmando que está é uma ação rotineira e que ocorre com frequência em vários pontos da capital fluminense.

Durante toda a semana, o local está sendo preparado para receber com segurança a autoridade norte-americana, inspeções nos acessos e galerias subterrâneas também estão sendo realizadas."

 

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A gente precisa de energia assim?

16
mar
10h19

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/03/2011 às 09h21

O chargista Alpino, sempre atento a estas situações mundiais, não ficou de fora dessa. Achei interessante a analogia feita através da arte, usando um dos maiores símbolos da  "terra do sol nascente". Não é piada. A iustração traduz bem toda a agonia de um povo que já começa a evacuar até sua principal cidade, a matrópole Tóquio com medo de problemas radioativos.

Charge Alpino A gente precisa de energia assim?

Estava lendo um estudo curioso que mostra que o raio de isolamento de uma área com vazamento radioativo é um conceito relativo. No Japão esse raio começou com a marca de 30 Km. Agora já se fala em 200Km. Mas o artigo em questão dizia que material radioativo também se propaga pelo vento. E aí? Como fica a questão dos japoneses que além do terremoto e tsunami ainda estão em um período de nevascas e de fortes ventanias?  

________________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Logo radiação A gente precisa de energia assim?

Sei que os defensores da energia nuclear vão criticar meu texto de hoje. Sei que uma barragem como a de Itaipú, por exemplo, também traria prejuízos impensáveis às regiões atingidas no caso de uma ruptura inesperada. Mas nada se compara com o que a tal da "energia nuclear" representa em casos de acidentes. Os eventos recentes no Japão mostram que se preocupar com segurança nesse tipo de produção energética  não é um zêlo extremado ou paranóia de ambientalistas. De tempos em tempos a historia mostra que o perigo ronda estas usinas espalhadas pelo mundo. O pior é pensar que algumas delas estão aqui bem perto da gente, em Angra dos Reis.

angra2 A gente precisa de energia assim?

Usina de Angra II. Vizinha perigosa? / Foto: internet.

Meu objetivo não é alarmar, não é fazer campanha contrária: é propor uma reflexão. Uma reflexão baseada na técnica que nossos "vizinhos" de olhos puxados, lá do outro lado do mundo, supostamente dominariam. Se mesmo com essa supremacia tecnológica os problemas acontecem por lá depois de uma catástrofe natural, como seria essa situação de acidente nuclear aqui no Brasil? Claro que estamos falando de uma situação 100% atípica, envolvendo terremoto e tsunami ao mesmo tempo. Mas em Chernobyl, na Ucrânia, há exatos 25 anos, não foi preciso tanto. Agora a prova de que a produção desse tipo de energia envolve riscos consideráveis pode ser bem resumida no chamado "grupo dos 50".

O "grupo dos 50", como já é chamado, envolve exatamente meia centena de químicos nucleares que já estão "praticamente mortos". Longe de qualquer inspiração no filme "Dead Man Walking" , onde Sean Penn é um condenado à morte que vive numa prisão de segurança máxima seus últimos dias de vida, já sabendo de seu destino trágico. Na vida real esses homems que estão dentro da usina nuclear que fica na província de Fukushima, no Japão. Eles são os últimos funcionários que tentam controlar um vazamento nuclear que teve nesta madrugada mais um episódio. Os relatos são de que eles já estariam dispensando equipamentos de segurança mais pesados, que impeçam uma locomoção rápida pelas redondezas da usina. O motivo? Levando-se em conta a proximidade que estão do núcleo de um dos reatores, nem todo equipamento de proteção seria 100% eficaz. Em outras palavras: são pessoas que já sabem seu destino trágico e agora são tratados como heróis por todo o mundo.

reator A gente precisa de energia assim?

Helicópteros jogam água em reatores: tentativa de resfriar reatores de usina nuclear no Japão. / Foto: R7

Não estamos falando dos mineiros soterrados no Chile. Estamos falando de pessoas que sabem que seu destino inclui nenhuma possibilidade de salvamento. Pessoas que já estão alertadas: mesmo que saiam daquele local com vida, não terão nem direito a um tratamento eficiente. Cada indivíduo que tem contato com esse tipo de energia se torna, automaticamente, uma bomba relógio. A radiaçao passada de um reator para um ser humano o transforma em uma "cápsula radioativa" ambulante. Como tratar uma pessoa que só de se aproximar dela, um médico por exemplo, já se contamina também? Observe que estamos tratando de um mal que supera, em qualquer esfera, qualquer outro tipo de doença contagiosa.

cesio1 A gente precisa de energia assim?

Arquivo: criança tem nível de radiação medido em Goiânia. / Foto: R7.

Se os exemplos acima não forem o suficiente, não precisamos ir muito longe:  Goiânia já viveu isso em 1987 com a tragédia do Césio- 137. Uma cápsula usada para radiografias - encontrada em um ferro-velho desativado - virou a coqueluche entre catadores de lixo por causa de um pó verde que brilhava  no escuro. Claro que são situações difrentes. Eu não seria leviano a ponto de comparar um acidente causado por displicência, com um acidente causado por uma tragédia natural da magnetude da ocorrida com os japoneses. Mas o paralelo aqui não é relacionado às causas e sim às consequências.

O jornal Extra de ontem fez um questionamento intrigante: qual seria a situação do Rio de Janeiro se um tsunami nos moldes japoneses chegasse aqui? Pontos como Recreio, Barra da Tijuca,  orla de Copacabana, Ipanema e toda região da zona sul simplesmente desapareceriam. Mas e se o acidente nuclear fosse em Angra? Os defensores desse tipo de energia - e os competentes responsáveis pelas usinas de Angra - que me perdoem: impossível não imaginar o mesmo enquanto temos esse tipo de reator como vizinho.

O "grupo dos 50" é um conjunto universo de grandes e poucos heróis. Mas são heróis que não vão sobreviver para colher os louros de um feito que até agora nem é garantido: evitar um vazamento maior de radiação em território japonês. A energia nuclear é assim: uma ciência de rara beleza. Mas nossa natureza também é assim: imprevisível como a energia de milhares de bombas de "Hiroshima". Os japoneses já são escaldados nesse tipo de problema. Mas parece que a crença na ciência humana ainda supera a crença na natureza. O mal do homem é achar que controla tudo. Na verdade tudo está é fora do nosso controle.

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Depois da morte.

14
mar
16h42

Foi a primeira coisa que contei quando cheguei ao camarim. Tive um sonho muito estranho, daqueles que temos quando já estamos praticamente acordando. Eu estava em uma espécie de escritório, redação ou algo do tipo. Dentre as várias pessoas que alí estavam trabalhando uma me chamou a atenção: era um homem de cabelos bem grisalhos, barba branquinha e olhar sereno. Na hora comentei com alguém que estava ao meu lado: eu não lembrava exatamente quem era, mas que aquele olhar não me era nada estranho.

A dúvida não durou muito tempo. Alguém de pronto respondeu meu pensamento como em um passe de mágica: "Ele é o Mário Márcio, Fábio. Claro que você sabe quem é!" Na horas as memórias me vieram à tona como em uma cena de "flash-back" de filme hollywoodiano.

Mário Márcio era jornalista. Na década de 90, depois de muito "ralar" como repórter de televisão, resolveu abrir a própria empresa com amigos: uma espécie de assessoria ou treinamento mesmo num bom português, para aspirantes a profissão. Mário Márcio foi um dos primeiros repórteres da primeira formatação do extinto "Aqui Agora" do SBT. Isso citando apenas um de seus últimos trabalhos que o haviam feito entrar para a lista dos jornalistas que inovaram e fizeram história na TV brasileira. Mário dava um curso, em Brasília, para estudantes de jornalismo. Gente que, como eu, queria se aventurar na área, mas ainda no começo da faculdade nunca tinham segurado um microfone.

Este seria mais um sonho de reencontro - pelo menos na minha mente - com pessoas que não via há muito tempo se não fosse por um detalhe: Mário Márcio morreu há mais de 10 anos. E foi isso que eu disse, ainda no sonho, a quem estava ao meu lado. Argumentei, muito assustado, que aquele encontro era muito estranho, que não poderia ser real. A pessoa que estava ao meu lado repetiu: "mas é ele sim que está aqui, não está vendo?" Nessa hora o antigo professor passa ao meu lado, me comprimenta, dá um leve abraço e sorri. Não diz mais nada. Numa rápida busca no YouTube, resgatei algumas imagens de quem foi Mário Márcio.

Minha reação era de perplexidade. Como era possível? Eu tenho amigos que foram ao enterro dele! Todos sabemos da perda que tinha sido para o jornalismo brasileiro. Não acreditava no que estava vendo. Não pelo menos alí naquela realidade virtual que o sonho me proporcionava. Segundos depois consegui identificar onde realmente estávamos. Eu, Mariana Leão - com quem tenho o privilégio de apresentar o "Hoje em Dia - Rio" e nossa diretora, Vanessa Andrade, estávamos no estúdio, revendo enquadramentos do programa. A todo momento uma câmera se deslocava sobre um tripê com rodinhas para vermos de que lado do cenário ficaria melhor gravarmos. Foi aí que o sonho ficou ainda mais intrigante.

Ao olhar para um dos monitores de estúdio vi alguém sentado no alto do cenário, como que a se equilibrar em uma das "tapadeiras" que compõe o estúdio, bem no alto mesmo, perto do "set" de iluminação. Voltei os olhos para o estúdio. Não via nada a olho nú. Mas quando a câmera passava por aquele ponto todas vezes, eu via alguém de cabelos grisalhos e barba branca sentado. Eu não acreditava no que estava vendo. Mais perplexo ainda pedi ao cinegrafista que fizesse o tal movimento de câmera de novo. Olhando diretamente para o cenário não via nada. Mas na tela do aparelho que mostrava a imagem capturada pela câmera... lá estava ele.

Mário Márcio estava de braços cruzados, como que a supervisionar, com um sorriso largo no rosto, tudo que estávamos fazendo. Seu semblante de satisfação era evidente. Eu tentava apontar, gesticular, mostrar a todos que alí estavam que não estávamos sozinhos. Mas ninguém via nada.

Não consigo explicar porque sonhos assim acontecem. Não tenho embasamento científico ou muito menos espiritual para compreender porque cenas como estas passam pelas nossas cabeças. Tenho minhas convicções religiosas e sei que muitas outras pessoas teriam explicações para o que seria aos mais incrédulos um "simples sonho".  Não sei se minha mente absorveu ao extremo - e sei que isso é possível - o tema de um debate descontraído durante o almoço com amigos na sexta-feira passada.  As pessoas que se vão, podem de alguma forma voltar e observar o que fazemos?

Não tenho 100% de convicção para nenhuma resposta à respeito. Sei que, assim como já havia sonhado com meu pai morto há 3 anos, essa era uma sensação confortante. Ver ou ouvir - mesmo que sabendo se tratar de sonho - pessoas que perdemos, parece nos fazer bem. Foi assim que acordei e me lembrei com o coração cheio de saudade de um velho amigo-colega-professor. Essa experiência acabou fazendo parte do nosso programa de hoje.

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Tsunami lá… e aqui.

11
mar
08h32

Em alguns países do Oriente Médio as penas são cruéis e mais severas que no Brasil. Já vimos mulheres sendo apedrejadas no meio da rua por causa de traição. Já vimos jovens sendo enforcados por terem comportamentos homossexuais. Já ouvi relatos até de que, em algumas comunidades interioranas, persiste a pena de ter a mão cortada quando a "mão boba" passa pelo o que não é do dono.

Se isso parece distante, aqui no nosso Rio de Janeiro o tribunal do tráfico já deu várias sentenças assim: me lembro bem de um caso recente em que um menino de uma comunidade da zona norte foi resgatado pela polícia minutos antes de ter a mão decepada por ter roubado uma televisão no próprio morro. Isso o tráfico não perdoa.

Mas sempre podemos nos surpreender mais. Dificilmente acreditaria se me contassem, até o começo dessa semana, que alguém seria capaz de decepar a mão de uma criança, de apenas 3 meses por pura crueldade.

2011030963386 Tsunami lá… e aqui.

Crueldade: tia é acusada de ser autora do crime. Criança teve a mão decepada dentro de casa. / Foto: R7.

O que motiva uma violência como esta? Já escutei explicações que vão desde vingança, loucura, até rituais de magia negra. Não sei até que ponto esses casos esdrúxulos também inspiram a imaginação do povo para procurar explicaçoes até "sobrenaturais" para o que, pra mim, é bem humano: a crueldade.

lavinia Tsunami lá… e aqui.

Lavínia: estrangulada com cadarço de sapato pela amante do pai. / Foto: R7.

Nossos estômagos ainda não tinham nem se recuperado da barbárie da morte da menina Lavínia, de 6 anos, estrangulada com um cadarço de sapato dentro de um motel em Duque de Caxias, na semana passada. Tudo porque a menina teria visto a amante do pai roubando 2 mil reais de casa.

Minha mente criativa, as vezes tendendo ao mórbido, me inspira punições que vão além do que seria aplicável pelas nossas leis e pelo chamado "politicamente correto". Mesmo sendo absolutamente contra fazer justiça com as próprias mãos, é impossível não pensar que mãos que conseguem executar uma menina enforcada com cadarço de tênis, talvez merecessem ser cortadas como aconteceu com o pequeno bebê. 

Queria terminar a semana com uma postagem "pra cima". Queria terminar a semana comentando algo de bacana que trouxemos no programa ou falando de algo legal para o fim de semana na nossa cidade. Mas esses casos são no mínimo de se escandalizar. Morando - e trabalhando - no Rio de Janeiro há mais de 5 anos tenho a impressão de já ter visto de tudo por aqui. Ledo engano. Sempre tem mais uma que me surpreende quando penso que acabou.

TSUNAM1 Tsunami lá… e aqui.

Tsunami no Japão: número de mortos ainda é incognita. / Foto: "AgNews".

Infelizmente a semana termina com uma outra tragédia que vem do outro lado do mundo: o terremoto no Japão, de quase 9 graus na escala Richter - que mede a intensidade de terremotos. O número de mortes ainda é uma incognita e, lembrando em proporções muito diferentes, deve ser um caso com desfecho muito próximo do desfecho da tragédia que vivemos recentemente na região serrana: dificilmente saberemos o real número de mortos. São tragédias que por si só enterram suas vítimas.

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