Tsunami lá… e aqui.
Em alguns países do Oriente Médio as penas são cruéis e mais severas que no Brasil. Já vimos mulheres sendo apedrejadas no meio da rua por causa de traição. Já vimos jovens sendo enforcados por terem comportamentos homossexuais. Já ouvi relatos até de que, em algumas comunidades interioranas, persiste a pena de ter a mão cortada quando a "mão boba" passa pelo o que não é do dono.
Se isso parece distante, aqui no nosso Rio de Janeiro o tribunal do tráfico já deu várias sentenças assim: me lembro bem de um caso recente em que um menino de uma comunidade da zona norte foi resgatado pela polícia minutos antes de ter a mão decepada por ter roubado uma televisão no próprio morro. Isso o tráfico não perdoa.
Mas sempre podemos nos surpreender mais. Dificilmente acreditaria se me contassem, até o começo dessa semana, que alguém seria capaz de decepar a mão de uma criança, de apenas 3 meses por pura crueldade.

Crueldade: tia é acusada de ser autora do crime. Criança teve a mão decepada dentro de casa. / Foto: R7.
O que motiva uma violência como esta? Já escutei explicações que vão desde vingança, loucura, até rituais de magia negra. Não sei até que ponto esses casos esdrúxulos também inspiram a imaginação do povo para procurar explicaçoes até "sobrenaturais" para o que, pra mim, é bem humano: a crueldade.
Nossos estômagos ainda não tinham nem se recuperado da barbárie da morte da menina Lavínia, de 6 anos, estrangulada com um cadarço de sapato dentro de um motel em Duque de Caxias, na semana passada. Tudo porque a menina teria visto a amante do pai roubando 2 mil reais de casa.
Minha mente criativa, as vezes tendendo ao mórbido, me inspira punições que vão além do que seria aplicável pelas nossas leis e pelo chamado "politicamente correto". Mesmo sendo absolutamente contra fazer justiça com as próprias mãos, é impossível não pensar que mãos que conseguem executar uma menina enforcada com cadarço de tênis, talvez merecessem ser cortadas como aconteceu com o pequeno bebê.
Queria terminar a semana com uma postagem "pra cima". Queria terminar a semana comentando algo de bacana que trouxemos no programa ou falando de algo legal para o fim de semana na nossa cidade. Mas esses casos são no mínimo de se escandalizar. Morando - e trabalhando - no Rio de Janeiro há mais de 5 anos tenho a impressão de já ter visto de tudo por aqui. Ledo engano. Sempre tem mais uma que me surpreende quando penso que acabou.
Infelizmente a semana termina com uma outra tragédia que vem do outro lado do mundo: o terremoto no Japão, de quase 9 graus na escala Richter - que mede a intensidade de terremotos. O número de mortes ainda é uma incognita e, lembrando em proporções muito diferentes, deve ser um caso com desfecho muito próximo do desfecho da tragédia que vivemos recentemente na região serrana: dificilmente saberemos o real número de mortos. São tragédias que por si só enterram suas vítimas.











