A folia da criatividade.

9
mar
15h14

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/03/2010 às 08h55

CORREÇÂO: Minhas mais sinceras desculpas! Cometi um erro nesta postagem e foi um leitor atento que me alertou.  Caetano Veloso deu sorte à escola de samba Paraíso do Tuiuti, no grupo B e não à Renascer de Jacarepaguá com eu havia dito. Minha culpa, tão grande culpa!

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/03/2011 às 19h02

Para encerrar o assunto carnaval, os fãs do "Rei" tinham razão: quando a Beija-Flor saiu da Sapucaí - com um desfile impecável - todos diziam já saber que a escola de samba seria a grande campeã do carnaval carioca. O "Rei" mereceu e entrou para o seleto grupo de homenageados que fizeram a escola conquistar o título.

Caetano Veloso também foi pé quente para a Renascer de Jacarepaguá. A escola de samba subiu para a "primeira divisão" do carnaval às custas de muito talento na avenida e da ajuda do forte nome do tropicalista. Como não vai ter escola descendo para o "Grupo de Acesso A" - de onde a Renascer sai agora - imagine só como vai ser disputado o Carnaval de 2012, hein?

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POSTAGEM ORIGINAL:

Que o Rio de Janeiro teve pra mais de 450 blocos de rua nesses dias de folia - só considerando a região central e zona sul da cidade - isso todo mundo já sabe. Mas você já parou para prestar a atenção nos nomes que esses blocos recebem?  São nomes dos mais criativos aos mais debochados e malucos! Alguns deles, confesso, nunca tinha ouvido falar. Se aos seus ouvidos falar de "Cordão da Bola Preta" já é uma surpresa, acredite: esse é o bloco com uns dos nomes mais "comportados" do Rio de Janeiro.

2007121 A folia da criatividade.

Bola Preta: publico recorde de 2 mihões de pessoas este ano. / Foto: R7.

O "Cordão da Bola Preta" ganhou esse nome por um motivo óbivio. Foi uma foliã gordinha, trajando um vestido branco com bolinhas pretas que batizou o grupo. Desconhecida até então, ela se espremia entre a multidadão, fazendo questão de ficar sempre perto da banda. Não deu outra: dos ensaios direto para as ruas do centro do Rio - onde o bloco arrastou este ano nada menos que 2 milhões de pessoas -  a brincadeira  pegou. Pronto! Bloco de rua devidamente batizado há mais de 90 anos.

O "Suvaco do Cristo" - assim mesmo, escrito com "u",  é outro bloco tradicionalíssimo que não tem esse nome à toa. Como as concentrações são sempre marcadas para a rua Jardim Botânico, é impossível não observar, olhando para o alto  dalí mesmo do meio da rua, que o Cristo ganha um novo "contorno". Visto de baixo o que se vê é uma imensa "axila" sacra. Não precisa explicar mais sobre o motivo do nome, precisa? Outra coisa que marca: até hoje o "Suvaco do Cristo" não divulga o dia que sairá. Folião que é folião descobre na hora!

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Suvaco do Cristo: o nome dispensa explicações? / Foto: internet.

Mas esse criatividade não fica por conta apenas dos blocos mais famosos. Há muitos deles, quase desconhecidos, que ganham a simpatia pelo nome de batismo. O "Simpatia é Quase Amor" é um desses. E aí os nomes pra lá de diferentes não páram: Tem o "Perereka sem Dono", o "Espreme que Sai Pinto Sarado", a criatividade do "É Pequeno Mas Vai Crescer"; a correção do "Imprensa que eu Gamo"; isso sem falar no "Calma sua Piranha" que nem me interesso muito em saber a origem do nome. Quer mais? Então que tal o "Só o Cume Interessa"; ou o "Cutucano Atrás"? Seria melhor o tradicionalíssimo "Empolga às 9"? Não terminou não! "Se Não Quiser me Dá Me Empresta" é uma pérola; assim como o "Me Beija que sou Cineasta": o sucesso nesta quarta-feira de cinzas na Gávea.

Mas o campeão mesmo pra mim é o irrevente "Largo do Machado mas não largo do copo".

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A irreverência da Banda de Ipanema. / Foto: R7.

E se você nunca passou um carnaval de rua sequer na cidade maravilhosa, basta reciocinar. Se só os nomes desses blocos são assim, o que se esperar deles quando o "bloco está na rua" literalmente? Aí é uma surpresa que só mesmo quem participa confere. Se for seu caso, comente! Afinal de contas, por mais que os nomes curiosos sejam um traço comum entre estes blocos, cada um é diferente do outro. Quem tenta nunca sai sem história pra contar.

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“Água do joelho”: calcanhar de Aquiles do carnaval.

7
mar
12h55

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/03/2011 às 11h58

Em meio à polêmica sobre os "mijões" - aliás estou abolindo esse termo horrível do blog - um comentário me chamou muito a atenção. Um leitor, o Dário, foi muito inteligente em uma espécie de crítica aliada à crônica. Ele fala - em linhas gerais - que está mais fácil abolir a venda de cerveja ou mesmo o próprio carnaval de rua do que acabar com quem faz o "número 1" no lugar errado. 

É um exagero, claro, muito bem humorado, mas que coroa bem meu raciocínio: a culpa de se fazer xixi na rua é mais da rua não ter banheiro do que necessariamente do folião não ter educação. Que tal aliarmos as duas coisas: mais educação e mais preocupação do poder público com banheiros? Veja o que ele disse abaixo da foto que é verdadeira, e foi registrada no Japão para provar que esse problema existe até do outro lado do mundo.

mulherfazendonarua “Água do joelho”: calcanhar de Aquiles do carnaval.

Campanha publicitária no Japão questiona: cachorros podem e humanos não? / Foto: internet.

 

"Costumo escrever em outros blogs do R7, que tratam de política, geralmente. Mas, guiado pela chamada da primeira página, "Água do joelho..." expressão usada nacionalmente, principalmente pelo homem para dizer "urinar", vim até seu blog e confirmei: você disse tudo o que penso a respeito! E acrescento: é um dilema, um paradoxo esta situação! A cada dia aparece uma nova marca de cerveja (a Sandy que o diga...), com propaganda intensiva o ano todo, especialmente no Carnaval. Garanto: nunca vai existir número de banheiro suficiente pra tanta gente, tomando tanta cerveja! Nunca! Nem o modelo europeu que você citou será suficiente! Até porque tenho quase certeza que em nenhum outro país do mundo existem blocos com dois milhões de pessoas, ainda mais ingerindo rios de cerveja! Então acaba sendo uma tremenda injustiça prender, com expectativa de penalização razoável, um sujeito de bem, cidadão ou cidadã de bem, levados pela tradição, pela liberdade em que vivemos, pela alegria ou euforia da ocasião, a beber todas pelas ruas, mas sem poder mijar em nenhuma delas! Tenho duas sugestões: ou acabar o Carnaval; ou proibir a ingestão de cerveja. Como são duas sugestões impensáveis, o jeito é liberar o xixi em público de homens e mulheres, desistindo de vez de qualquer civilidade nos três ou mais dias de Mômo.Virá até a calhar com o espírito de irreverência que sempre norteou (ou desnorteou?) o folião brasileiro. Ou então fazer como aqui em Oeiras/PI, onde moro há ano e meio. Muitos vão pra rua, brincam, bebem sua cerveja e, quando querem fazer xixi, vão à própria casa ou casa de algum amigo, tiram a tal água do joelho e voltam pro meio da rua. Mas isso é modelo para um Brasil bem diferente do Brasil do Rio de Janeiro, São Paulo ou Salvador! Venham conhecer o Carnaval de Oeiras! Mas venham em grupos de quatro pessoas, no máximo..."

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POSTAGEM ORIGINAL:

PIPI2 150x150 “Água do joelho”: calcanhar de Aquiles do carnaval.

Que fazer "pipi" no meio da rua é errado isso todo mundo já sabe. O que a prefeitura tem feito nesses dias de folia é apenas cobrar do cidadão o básico: a contrapartida para manter a cidade limpa e sem mal-cheiro. Só que nem sempre é tão fácil assim. Você já passou pela agonia de estar no meio de um bloco de rua,  em pleno carnaval, e não ter onde "se aliviar"?  

A experiência que relato agora foi vivida no último sábado. Animado para conhecer um pouco mais de perto a "Banda de Ipanema" me aventurei pelas ruas do bairro. Na concentração, na Praça General Osório, não posso mentir: tinha sim banheiro químico. Começo de festa, acredito eu que as "bexigas" ainda não estão tão cheias: os banheiros estavam limpos e pareciam ser o suficiente para a multidão que começava a se aglomerar. E quem tirou sua "água do joelho" por alí é que se deu bem. Depois a situação foi bem diferente...

27 choque2 5752 “Água do joelho”: calcanhar de Aquiles do carnaval.

Blocos de rua: 250 presos até agora por causa do "pipi" no lugar errado. / Foto: Agência "O Dia".

No meio do caminho esbarrei em folião alegre, foliã ampolgada para beijar na boca e muita gente com fantasia irreverente. Trajes de fazer "pipi" nas calças de tanto rir! Mas banheiro químico que é bom para essa hora... nenhum! Será que não se calculou que se o bloco é "de rua", ele deve percorrer várias delas e os banheiros também deveriam acompanhar a necessidade das pessoas?

Começou com um "xixi" aparentemente inocente na árvore. Depois de mais duas ou três latas de cerveja vi gente que recorreu a uma rua mais vazia, nas proximidades. Depois de algumas horas o folião já não tinha mais tanta paciência: se escondendo da guarda municipal, muita gente resolver colocar pra fora o que sobrou da bebida no meio do bloco. Algumas cenas são até deprimentes e não merecem uma narração mais intensa como, por exemplo, quando são mulheres que se abaixam e fazem "xixi" alí mesmo, no asfalto. Minha conclusão: a cerveja afeta não só a bexiga mas também o lado do córtex cerebral que trata do pudor e da inibição.

Mulher xixi “Água do joelho”: calcanhar de Aquiles do carnaval.

Xixi na rua: detenção de 1 a 12 meses ou penas alternativas. / Foto: internet.

Não vou mentir que também tomei duas latas de cerveja. Sem a menor pretenção de dirigir... porque não?  Só que aquele assunto que era pauta no estúdio dos nossos programas aqui na Record, acabou virando meu objeto de estudo alí, em tempo real! Com vontade de fazer o "número 1" passei aperto procurando esses famosos banheiros químicos.

Me dei ao trabalho de contar no relógio: precisei de pelo menos uns 20 minutos para encontrar um banheiro desses, depois de andar até a Rua Farme de Amoedo. Quando cheguei lá foram mais 30 minutos de espera: a fila estava grande e mesmo a fiscalização da Guarda Municipal parecia pouca coisa para a invasão de  foliões que usavam até as paredes laterias externas da tal cabine pública para urinar! O mal cheiro era maior do lado de fora do que necessariamente dentro delas. Depois de um total de 50 minutos fora do bloco e de muita espera, consegui fazer meu dever de cidadão: fiz xixi, no banheiro químico, pensando na prefeitura.

BOLA27 p “Água do joelho”: calcanhar de Aquiles do carnaval.

Centro do Rio: Bola Preta leva 2 milhões de pessoas às ruas. / Foto: divulgação.

O que as nossas autoridades ainda não entenderam é que não adianta apenas triplicar o número desses equipamentos se o número de folões quadruplica! Só no "Cordão da Bola Preta" - foram 2 milhões de pessoas!  Um recorde absoluto em relação a outros carnavais. Horas depois, no aconhego do meu lar - com banheiro limpinho - vi na televisão dois apresentadores de um outro canal metendo o malho no folião que fez "pipi" no lugar errado. Acho que nenhum deles, do alto de suas roupas engomadinhas de estúdio, deve ter saído em bloco de rua no Rio. Bom, pelo menos é a única explicação para apenas "sovar" a população com críticas ao invês de cobrar também a contrapartida do poder público.

Como não sou assim  tão "chato de plantão", também tenho sugestões que não são necessariamente a invenção da pólvora. Nos Estados Unidos e Europa isso é resolvido, em grandes eventos de rua, com uma medida simples: empresa privada que coloca banheiro químico na rua tem direito a explorar a publicidade nele, adesivando a cabine toda, por dentro e por fora. Pode acreditar, não falta banheiro nas ruas. É um tal de cabine com propaganda de remédio para curar ressaca, banheiro químico com propaganda de água mineral para se reidratar depois do xixi; e ainda sobra espaço para publicidade do governo - gratuíta para ele, claro - com mensagens do tipo "se o que você devolve a naturaza aqui é o que sobrou da sua cerveja, pode não sobrar muito de você se voltar dirigindo para casa."  

Não fiz o xixi na rua. Não apóio o xixi na rua. Mas se para mim foi difícil de segurar, imagine para quem já estava na décima latinha de cerveja? Talvez nossas autoridades não saibam disso. Talvez estejam só no Wisky durate a festa chique no salões. Essa sim é bebida boa para não ir muito ao banheiro. Além de exigir menos da bexiga, menos água e mais álcool no copo ajudam a esquecer do povo mais rápido... e a precisar do banheiro mais devagar.

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Ensaio sobre a crueldade: você pensaria em divórcio?

3
mar
15h14

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/03/2011 às 12h43

Hoje tive a certeza de uma coisa: é impossvel tentar mensurar a dor que essa família está sentindo. Perder um criança de 6 anos, independentemente das circustâncias, já é um estúpido baque. Imagine então com toda essa crueldade do estrangulamento, do cadarço do sapato da criança sendo usado como arma?

Se toda essa surpresa não for o suficiente, hoje ouvi mais um aspécto dessa história que me deixou de queixo caído: a mãe da menina Lavínia não pretende se separar do marido, mesmo depois de descobrir que o marido tinha uma amante e que foi essa mesma amate que deu cabo da filha dela! Não sei honestamente até que ponto isso é ingenuidade ou sinônimo de espírito elevado.

A informação de que não haverá nenhuma separação foi passada pelo tio - por parte de pai - da menina. Turaní Silva, esteve no estúdio do "Hoje em Dia" desta sexta-feira. São todas pessoas humildes de coração, de condição financeira modesta. Só que nessa hora acho que eles apresentam um potencial de cicatrização desses traumas familiares maior que muita gente. Na entrevista o tio chegou a dizer que tem "pena" da assassina. Por conta desse sentimento ele afirmou: seria capaz de perdoar essa mulher pelo terrível ato.

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POSTAGEM ORIGINAL:

É incrível como a crueldade humana não tem limites. É o que reflito quando  leio o noticiário que eu mesmo apresento e me deparo com acontecimentos como o que estamos cobrindo nos últimos dias. A tristeza vira uma colega de estúdio nesse terrível caso da criança de 6 anos morta com um cadarço de sapato.

Vou poupar vocês, meus leitores, daquele discurso de que é um absurdo uma vida de uma criança ser tirada por causa de 2 mil reais. Temos vistos casos recorrentes e chocantes de gente que morre até por menos. Esse argumento - 100% verdadeiro - acaba parecendo retórica de tanto que é repetido.

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Objetos usados no crime, inclusive o cadarço usado para o estrangulamento. / Foto: R7.

Se não for um problema de controle de impulsos - embora nunca tenha tido impulso de matar alguém - só me resta pensar em doença. Uma doença que é pior que a doença do corpo: a doença da mente.

Hoje ouvia uma colega do trabalho revoltada com o caso dizendo: “nessas horas sou à favor da pena de morte.” Essa é uma afirmação que me causa calafrios quando me lembro da justiça e da polícia que temos em nosso país. Até mesmo em casos de crimes hediondos com réus confessos sou resistente. Justificaria tirar uma vida por outra se houvesse uma confissão forçada, por exemplo?

A cabeça da gente gira em busca de respostas. Gira em busca de uma punição que seja exemplar. Mas o que seria exemplar na cabeça de quem enforca uma criança com um cadarço de tênis?

imagem onibus Ensaio sobre a crueldade: você pensaria em divórcio?

Câmera de ônibus registra menina sendo levada pela assassina. / Foto: R7.


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Todo mundo quer ser carioca.

1
mar
16h13

violao rio pao de acucar mar 150x150 Todo mundo quer ser carioca.O Rio de Janeiro não é uma cidade singular. Isso todo mundo sabe. Assim como suas nuances de beleza são variáveis de acordo com o ponto de vista que se escolhe para admirar, as necessidades que quem mora aqui tem também dependem de quem as vê.

Para os mijões do carnaval, eu daria de presnete um banheiro químico. Um não: daria vários deles espalhados em todo o trajeto de blocos de rua no Rio. Quem quer cobrar limpeza e asseio de seu povo deve dar condições apropriadas para seus cidadãos se aliviarem. Certo? E nem de longe pense que isso é um incentivo ou defesa dos que fazem o "número 1" em lugar errado! Faltam é banheiros no lugar certo.

Para o executivo, que tosta dentro de um terno em plena Cinelândia na hora do almoço, eu daria tesousas. Calças cortadas na altura do joelho dariam belas bermudas de alfaiataria, a bola da vez na moda. Gravatas? Alguém me explica para que elas realmente servem senão para "amarrar" o "ser" tropical que insiste em se espelhar em comportamentos dos "seres" européus?

Para os nossos policias honestos, eu não daria medalha. Medalha é para quem faz algo extraordinário e ser honesto não é bônus: é obrigação. Mas eu daria mais que um salário digno, caso tenha pensado que esse seria o melhor "regalo". Eu daria a chance de uma "vida pacificada",  já que policial morre no Rio só por usar coturnos, até quando já deixou o trabalho. Ter tranquilidade? Isso não tem salário que pague.  

Para os policiais corruptos? Bom, para esses eu daria o melhor presente: um "estágio moral" com os policiais da categoria acima, os honestos! Muita coisa pode ser de berço e sabemos que traços de caráter não se muda de uma hora para outra. Mas talvez eles se envergonhem, e façam o favor ao Rio de largar o que fazem, mesmo que engrossando o time dos criminosos. Pelo menos saberíamos contra quem estamos verdadeiramente lutando.

Para quem não tem esperança, eu daria uma passeada por onde a polícia antes não ia nem se fosse para passeio rápido: nas comunidades dominadas pelo tráfico  e que, agora, provam pela primeira vez o gosto da tranquilidade. Podem dizer que o tráfico voltou, e eu não duvido disso. Mas duvido que alguma coisa começasse a acontecer sem que fosse dado o primeiro passo.

Para quem sonha em morar aqui, eu diria... tenha calma. Lamento informar mas não somos nós que escolhemos o Rio de Janeiro. É o Rio de Janeiro que nos escolhe. Aquela história do Cristo Redentor de braços abertos para todos não é bem assim na prática. Aqueles braços só abraçam aqueles que dominam esse "jeito carioca de viver". Coisa que não tem em nenhum manual! E se você não consegue entender o que é isso, melhor se preocupar, sei lá! Esse conceito de "carioquice" corre nas veias de quem ama a cidade, e não de quem nasceu por aqui meio "perdido", quase que por acaso. Não precisa ser vindo ao mundo aqui para ser carioca. Mas é preciso ser "carioca", de verdade, para viver no Rio.

Barra da Tijuca Rio de Janeiro brasil Todo mundo quer ser carioca.

É como diz a música do Djavan, "Podem falar o que quiserem. O Rio é o xodó do povo."

Feliz aniversário Rio!

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