Temos vagas.
Se eu fosse começar tudo de novo ou procurar no novo começo (para ficar mais poético), a minha escolha profissional seria uma “viagem”. Uma não, várias viagens minhas e de tantos outros turistas também. Já reparou como a área de turismo está na crista da onda no Rio de Janeiro para os próximos anos?
A descoberta surgiu desde que se começou a falar sobre o Rio de Janeiro como sede para as Olimpíadas de 2016. Assim como o mercado imobiliário viu nisso uma oportunidade de crescimento na chamada “região olímpica” do Rio de Janeiro, comecei a observar nisso uma nova fronteira também para o mercado de trabalho carioca. Claro que eu não descobri a pólvora. No “Hoje em Dia - Rio” desta semana, quando recebemos uma entrevistada para falar sobre como arrumar bem uma cama e fazer dobraduras “hoteleiras” em toalhas; um dado “perfurou” meus tímpanos: o Rio de Janeiro precisa pular dos seus 20 mil atuais quartos em hotéis para 48 mil em menos de 5 anos! Isso significa pegar toda a malha hoteleira criada desde a década de 60, pouquinho a pouquinho, e dobrá-la o mais rápido possível!
O que fazer depois com tantos quartos? - a pergunta logo veio à minha cabeça. E depois que todos os jogos passarem? O planejamento para grandes eventos esportivos precisa ser sustentável do ponto de vista econômico também. De nada adianta ter toda essa infra-estrutura prontinha, cheirando a nova já em 2014 para a Copa e depois termos o registros de falência em massa na cidade maravilhosa.
É exatamente por isso que todos os lançamentos que envolvem hotelaria aqui no Rio - pelo menos a grande maioria - estão seguindo a tendência de “residence”. Em outras palavras no bom português: são hotéis com apartamentos maiores, com sala, copa e conforto o suficiente ara se tornarem moradias depois. Por isso os quartos de hotéis estão sendo agora “vendidos” no mesmo molde que teve a chamada “Vila do Pan” (só que sem o conceito de hotelaria e serviços) para os últimos jogos que o Rio sediou.

Vila do Pan: 17 prédios vendidos antes mesmo de ficarem prontos na explosão imobiliária da Barra da Tijuca/Foto: Reprodução
Se alguém me perguntasse hoje como começar no mercado de trabalho eu diria: procure um curso ligado à hotelaria e turismo. O SENAC pode ser uma excelente alternativa, mas opções não faltam. O mercado de cursos profissionalizantes já está com um “leque” de opções aberto nesse sentido. Só para se ter uma idéia, o governo federal está investindo recursos para disponibilizar 2 mil vagas gratuitas em cursos ligados ao setor. Resumindo: o governo viu que se não tiver mão de obra treinada aqui no Rio o país vai passar aperto... e vergonha.










