O plebiscito e o marido traído.

15
abr
09h39

Não faz nem uma década que o Brasil disse SIM. Respondeu no plebiscito que queria que o comércio oficial de armamento e munição continuasse existindo no Brasil tal e qual já exisita. Para ser mais exato foi em outubro de 2005. Escolheu mal na minha opinião... 

Seis anos se passaram. Agora, como um tiro certeiro - me perdoe o trocadilho infame - o massacre na escola de Realengo reascende a discussão: o "ponta-pé" para nossos legisladores resolverem retomar o assunto com já o fez o presidente do Congresso José Sarney.  Não. Caro leitor, você não voltou à postagem que abriu as discussões esta semana aqui no blog. Não estamos falando mais da diferença entre "oportunidade" e "oportunismo"

Que o Brasil tem leis severas em relação a compra e venda de armamento isso nem se discute mais. Talvez vivamos em um dos países do mundo onde é mais difícil se obter autorização para comprar e portar uma arma no mundo! Países como os Estados Unidos, por exemplo, Austrália e tantos outros da Europa, tem o acesso a esse tipo de produto de forma bem mais descomplicada. Se não quisermos ir muito longe, basta dar um "pulinho" no país vizinho, a casa dos nossos "hermanos" paraguaios. A questão é que muita coisa que é verndida lá acaba vindo parar aqui. Isso é mais velho que "andar para frente".

plebiscito O plebiscito e o marido traído.

Novo plebiscito sobre as armas: você é contra ou à favor? / Foto: internet.

Então são duas situações contraditórias: lá se vende arma é aqui se mata na guerra do tráfico ou nas mãos de um maluco doente como o tal do Wellignton, o matador de Realengo. O que está errado nesse quebra-cabeças onde as peças não se encaixam? A culpa é do governo desses países?

A minha resposta: o nosso país é hipócrita. Gastamos tempo e dinheiro - e muito dinheiro - para decidir se queremos ou não a proibição de armas e esquecemos de fazer valer a lei que já as proíbe. Simples assim! Quem mora no Rio de Janeiro sabe do que estou falando: por aqui, comprar uma arma com numeração raspada, exatamente como fez esse maluco, não é tarefa difícil. E esse "pancado" das idéias ainda pagou caro, viu? Já ouvi relatos de armas de mesmo calibre sendo negociadas em vielas de comunidades por 50 reais.

 Como um país que ainda convive com essa realidade que fazer um novo plebiscito?

O governo e o plesbiscito me lembram o conto do marido traído que coloca um detetive para seguir a esposa. A todo momento o investigador liga e passa novas coordenadas da mulher, notoriamente adúltera. Avisa que ela está no restaurante com um homem jantando. Avisa ao marido traído que eles trocam carícias à mesa. Comunica que os dois pegam o carro dela - que ele comprou - e seguem para um Motel. Comunca de forma tensa que os dois entraram no Motel. Dependurado no muro dá a úlíma informação de que as cortinas do quarto foram fechadas! O marido, do outro lado da linha telefônica, responte ao detetive: "Caramba! Fecham a cortina? Então ainda não é hoje que vou saber se ela me trai ou não!"

motel O plebiscito e o marido traído.

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