Etiqueta entre 4 paredes.

25
abr
17h47
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Quando era criança adorava entrar no elevador e apertar todos os botões. Da garagem até o sexto andar, os dedos corriam rápido pelo painel da cabine. Eram dedos mais rápidos do que a tecnologia que, nessa época, não conseguia acompanhar a minha peraltice com suas câmeras de segurança: elas ainda não existiam nos elevadores. 

A brincadeira ficou para trás com o passar dos anos. Só que hoje descobri que o peso desses anos que passam sempre em ordem crescente - como os andares vistos da tal cabine que sobe -  não mudam muita coisa para algumas pessoas. Essas intrépidas cabines são ainda palco de muitas cenas inusitadas quando se está só ou quando se esquece que há alguém olhando, mesmo que eletronicamente. 

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Elevador: o que pode e o que não pode ser feito dentro de uma cabine? / Imagem: internet.

Este foi o assunto do nosso programa de hoje aqui no Rio: regras de etiqueta no elevador. Aliás, costumo não repetir aqui no “blog” assuntos que já discutimos no ar. Mas hoje não dava para passar sem parar nesse “piso educação” dessa imensa galeria de surpresas que é a vida. Não acreditei quando fiz a chamada do assunto no Twitter e várias pessoas de fora do Rio reclamaram que não puderam assistir. 

Mas então o que pode e o que não pode ser feito na cabine? 

Óbvio, claro e evidente que a brincadeira de apertar todos os andares é a mais ridícula, que não precisa de instrução nenhuma. Mas o que fazer quando, por exemplo, alguém não consegue controlar suas flatulências no elevador? O rápido guia que reproduzo aqui faz parte das dicas da consultora de etiqueta Maria Aparecida, que esteve hoje dentro de uma cabine cenográfica montada ao lado do nosso cenário para tratarmos do assunto. 

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O “pum” - claro que o melhor e não soltar! Inviável em um edifício, seja ele de quantos andares for, fazer essa jornada sentindo odores indesejáveis. Mas a dica aqui é sobre como agir depois do “trabalho” feito. De acordo com a consultora, o mais educado é fingir que nada aconteceu. Se você não foi o autor, mas sentiu o estranho odor, simplesmente não comente. Trocar acusações, cobrar postura ou procurar a mão amarela do responsável é prá lá de desconcertante. E acredite: para precisar dar uma dica tão simples num programa de televisão, é porque muita gente faz exatamente o contrário, garante a consultora. 

O chefe - no elevador do trabalho falar mal do chefe ou da empresa é um tiro no pé. Você nunca sabe ao lado de quem está naquele momento. Lembro-me uma vez que peguei o elevador da Record ao lado do homem que assumiria a presidência da empresa dias depois e sequer o conhecia na época. Imagine um comentário errado na hora errada, hein? As conversas mais contundentes devem ficar para depois que as portas se abrirem... 

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Flagrante: homem chuta cachorro da namorada dentro do elevador. / Foto: R7.

Celular - quem nunca cometeu essa gafe que atire a primeira pedra. Entrar no elevador falando ao telefone e ainda exigir que o sinal continue constante é missão pra lá de impossível. Se obrigar os outros a ouvir sua conversa já é desagradável, imagine então se a conversa for aos gritos, entremeada por vários “alô-alôs” causados pelo sinal que oscila? No elevador aqui da Record todo mundo já descobriu que se encostar o aparelho bem na emenda onde a porta toca a lateral da cabine, ainda dá pra se comunicar por alguns minutos mesmo com o elevador em movimento. Tsc, tsc, tsc. Imagine a cena que eu mesmo já protagonizei? 

História sem fim - Essa acho que dispensa comentários. Saber que alguém está sendo traído(a) pelo companheiro ali, na cara dura, debaixo dos olhos - ou ouvidos - de todo o condomínio ou de toda a empresa já é barra pesada. Imagine então ouvir isso de “rabo de ouvido”, pegando a conversa alheia dentro do elevador e pela metade? A história que não chega ao fim quando a jornado do elevador se encerra é a pior masturbação psicológica para um passageiro. Afinal, quem é o traído? 

Prioridades - também vale lembrar entre essas regras simples e básicas que, no elevador, também vale aquela máxima do metrô ou do trem: quem está dentro tem prioridade total para descer antes que outros passageiros embarquem. Pular para dentro da cabina logo que ela “estaciona” no andar sem se preocupar com quem ainda precisa descer é o fim da picada. 

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Câmeras - por fim, é bom não esquecer: mesmo quando estamos sozinhos nos elevadores, seja ele novo ou antigo, na significa que estamos tão “desacompanhados” assim. Mesmo as cabines mais históricas, hoje, são adaptadas para terem câmeras! E atenção: quanto mais “rococó” a cabine tiver, mais fácil para se deixar a câmera imperceptível. A reportagem que serviu de base para nossa entrevista de estúdio mostra bem isso.

No mais é só assistir a matéria e pensar: você  já passou por alguma situação desconcertante, assim, dentro de um elevador? 




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