No cardápio:”taxa da chuva”.
A chuva vem e parece lavar e levar bem mais que nossas ruas e encostas. Leva também as promessas que são feitas e nunca são não cumpridas. Há quase seis anos que moro no Rio de Janeiro e só escuto falar em obras nos moldes de um piscinão subterrâneo - como já acontece em São Paulo - para a região da Praça da Bandeira. Já está provado: o Rio de Janeiro não é à prova da menor chuva que seja mas resiste a projetos que não saem do papel.
Conversando com o dono de uma lanchonete em frente à bandeira do Brasil - que nem tremulava de tão encharcada - ele me contava: "só continuo aqui porque o ponto é bom e já está embutido em cada lanche uma espécie de seguro informal que eu fiz." Seguro informal? Indagado sobre que "seguro" seria esse criado por ele mesmo, o comerciante que tem ponto há mais de 10 ano no local me respondeu: "cada lanche que vendo já tem um valor agregado para compensar os dias que tenho que fechar as portas para lavar toda a loja e jogar alimentos fora quando chove e a água vem parar aqui dentro" - conclui ele mostrando com uma das mãos a altura do balcão.
Curiosidade: já reparou que em frente à Vila do Pan, na Barra da Tijuca, o problema de alagamento na pista foi rapidamente resolvido? Por favor me provem que isso não tem a ver com a diferença do IPTU da Barra e da Praça da Bandeira. Por favor...









