Quebra-cuca emocional.

30
mai
21h01

Lealdade 150x150 Quebra cuca emocional.Ainda na adolescência ouvi uma frase que marcou: ela dizia que “mais vale a lealdade que a fidelidade”. Apesar da controvérsia que o assunto gera - já que para muitas pessoas não há uma coisa sem outra - consigo ver: são virtudes sim diferentes. Diferentes e separadas, por mais que se completem e se misturem a ponto de só mesmo um olhar preciso como bisturi para separar os dois conceitos em um relacionamento.

Definir limites para essas duas coisas não é tarefa fácil. Aliás, definir valores e sentimentos é tarefa ingrata: são tantos os nomes, tantos rótulos e tantas as formas que tratamos o que não é físico, palpável e material que acabamos nos perdemos no campo conceitual. Normal. É típico do ser humano tentar explicar , definir, conceituar tudo , para  colocar “cada coisa em sua gaveta”. Mas precisamos ter essas gavetas tão arrumadas?

Nenhum sentimento é único ou absoluto em relação a um único ser. Podemos amar, odiar e voltar a amar de novo com uma rapidez que qualquer conceito de estabilidade emocional seria tão inócuo como tentar colocar nuvens dentro de um vidro de maionese. Também podemos passar de seres amados para odiados, com a mesma rapidez que o sinal de trânsito amarelo se torna vermelho.

maos 150x150 Quebra cuca emocional.Amarrando os dois conceitos pergunto-me do alto do meu devaneio psicótico: quando oscilamos esses sentimentos e conseguimos odiar - mesmo que apenas por 1 minuto - quem amamos, também temos o direito de flexionar a condição de lealdade e fidelidade?  Tenho minhas próprias respostas prontas, mas gosto de ouvir opiniões.  

 Outras palavras que me intrigam são “resistência” e “resiliência”. Parecem a mesma coisa, mas há diferenças. Uma decepção pode não nos derrubar. Mas do que adianta continuarmos de pé se não conseguirmos nos livras das marcas que vem a reboque depois de um grande trauma? Essa é a resistência aos traumas: não derruba, mas nunca mais somos os mesmos. Eles ficam marcados lá dentro, em algum lugar que não podemos às vezes ver.

A “resiliência” é o que avança esse conceito. Ao pé da letra é a capacidade de superar obstáculos, problemas barreiras, mas sempre voltando ao estado original. Num bom português, quase aquele “enverga mas não quebra”. É superar dificuldades mas com um diferencial: livrando-se das marcas da mágoa.

Quem sou eu senão o inexperiente “Sr. ninguém” quanto o assunto é relacionamentos interpessoais de qualquer tipo para dizer isso, hein? Minhas teses finais jamais passaram sequer perto da psicanálise. Mas a vida é o melhor divã pra se aprender que o relacionamento interpessoal, no amor ou no trabalho, exige mais “resiliência emocional” que “resistência burra”. É nesse caminho que tento evoluir... 

fidelidade Quebra cuca emocional.

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Quando o Universo conspira.

27
mai
09h18

ÚLTIMA ATUALIZAÇAO: 29/05/2010 às 15h59

Para o pessoal que pediu o link, as imagens da homenagem que fizemos pelo aniversário da Mariana Leão, na última sexta-feira.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/05/2011 às 00h49

Existem dois tipos de apresentadores de televisão: os que já erraram ao vivo e os que nunca apresentaram nada. Então, aproveitando que o assunto do "blog" é integração com alunos universitários, fica aqui uma dica do que nunca se deve fazer no ar: as frases de duplo sentido.

Tenho que admitir que eu mesmo já caí nesta esparrela. Em um entrada ao vivo de Brasília, falava algo sobre alguma decisão do Ministério Público Federal, que não me lembro exatamente qual era. A apresentadora de São Paulo resolveu me perguntar, no final, se realmente um conhecido procurador da república já tinha mesmo dado um parecer sobre o assunto na semana anterior. De pronto eu respondi: "sim, o procurador havia dado." Não preciso nem dizer que a chacota foi geral. Longe de fazer alguma crítica a qualquer trejeito comportamental do procurador, era tarde: já estava dito.

A minha colega e concorrente de emissora - e de horário - não ficou de fora da lista das frases de duplo sentido. Só me pergunto: foi mesmo 100% sem maldade nenhuma? Acho que nem Madre Teresa de Calcutá conseguiria escutar algo relacionado à "ter cuidado com instrumentos grandes para não desmanchar o seu rabo" ou "se você nunca comeu um rabo você não sabe o que está perdendo" sem colocar alguma maldade nisso. O vídeo abaixo foi destaque do blog "Te Dou um Dado?" aqui mesmo do R7.

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POSTAGEM ORIGINAL:

boomerang 150x150 Quando o Universo conspira.Acredito, e muito, na lei do retorno. Quando a gente ajuda, uma força superior, cósmica, energética ou divina - o que mais tem a ver com minhas crenças - reage. As coisas boas voltam para a gente. Não há como ser mais básico e elementar.

Mas existem casos em que nós somos vetores inversos dessa lei, sabia? Na minha época de faculdade acredito que fui muito abençoado por Deus, que sempre colocou no meu caminho pessoas queridas e especiais que me conduziram pelo caminho que trilhei até os dias de hoje. Não poderia ser omisso agora e fechar os olhos para este passado sem pensar no futuro. O futuro são os aluno que, assim como eu já estive, ainda estão do outro lado do auditório, como platéia, em uma palestra como a que tivemos ontem à noite. Mesmo estando na “mesa redonda” - que era quadrada - e com um copo d’água que se enchia rápido demais,  acredito que aprendi mais do que ensinei. Aprendi que ainda tem muita gente de garra que busca seu lugar ao sol e consegue mostrar competência na hora de colocar a mão na massa antes mesmo de colocar a mão no canudo. Gente que participa, organiza e realiza como se já fosse “gente grande”.

Palestra 22 300x200 Quando o Universo conspira.

Equipe reunída: alunos da UNIVERSO com os palestrantes da noite. / Foto: divulgação.

A Universidade tem seus méritos. Mas como diz minha mãe, desde minha época de estudos, “é o aluno que faz a escola”. Nesse caso, posso dizer com tranqüilidade: como a Universo, em Niterói, está sendo bem feita, talhada, construída.

Parabéns aos alunos do terceiro período do curso de comunicação. Foi muito bom ter estado com vocês no VII Comunicação em Foco. Faço isso por amor. Faço isso porque acredito. O que cobro? Apenas sorrisos. Esse é o VT mais redondinho que Deus pode dar “play” na minha vida. Como podem retribuir? Façam o mesmo! Nunca deixem de olhar para trás e ajudar quem vem vindo. Muitas vezes a ajuda lá atrás é o impulso para crescermos lá na frente. Vai por mim. O Universo conspira à favor.. .

Palestra 011 300x199 Quando o Universo conspira.

Fábio Ramalho, Klaus Denecke, Camila, e Antônio Latempa: integração palestrantes e alunos. / Foto: divulgação.


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Brasil: bienvenido?!

25
mai
09h06

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/05/2010 às 8h55

Gosto quando os temas pegam fogo nos comentários aqui do “blog”. Pouca gente volta lá para dar uma olhada, mas não só respondo boa parte deles, como muitos leitores acabam trocando idéias entre sim. A história da professora rendeu. Em sua opinião, é desinformação demais a professora francesa de geografia não saber na entrevista que no Brasil se fala português e não espanhol?

idiomas 300x225 Brasil: bienvenido?!Não avaliaria como um caso para “execução sumária” do diploma dela, mas na minha humilde opinião, acho que é grave sim. Não pela cobrança demagógica de que professora “tem que saber tudo”. Eu sou jornalista e nem sempre sei tudo e às vezes, também erro e me pego em dúvida sobre a grafia de algumas palavras. Quem nunca passou por isso?

No caso da professora francesa, acredito que quando ela diz que se fala espanhol no Brasil ela está passando um atestado de não conhecer muito bem a história de seu próprio país. Porque? Simples: a história econômica e industrial da Europa está diretamente ligada à atividade de extrativismo de matéria prima de países colonizados, sobretudo na América do Sul. Portanto faz parte desse contexto saber que os países que se lançaram às grandes navegações foram Portugal, Espanha e, em menor proporção, a Holanda. Você até pode se perguntar: “então ela se confundiu porque o Brasil também poderia falar espanhol se a colonização predominante fosse espanhola? De certa forma sim. É uma boa explicação para a troca de idiomas que a professora fez, mas não é a melhor justificativa.

caravelas Brasil: bienvenido?!

Não se trata de avaliar se é ou não uma “obrigação” dela saber que o Brasil foi colonizado por portugueses (será mesmo que não é obrigação?) a partir do ano de 1500. Trata-se de analisar que, como muito bem lembrou uma leitora aqui do “blog”, Portugal estava endividado com a França e pagou boa parte dos valores devidos em ouro. Ouro que era retirado de onde? Do Brasil!

Percebeu a "fila de dominós" prontos para serem derrubados numa seqüência lógica de pensamentos?  Portugal navegou, colonizou o Brasil e mandou ouro para Lisboa.  O ouro enviado - e muitos outros produtos extraídos - também foram parar na França. Isso movimentou a economia de toda a Europa, levando o velho continente a um desenvolvimento industrial.

Ainda falando sobre o ouro, muitos adornos das igrejas de Paris, são embelezados com folhas, pedras ou filetes de ouro vindo do Brasil. Isso significa saber logo, por conclusão lógica, que  se Portugal enviou ouro brasileiro à França, os franceses deveriam saber que foram os portugueses que colonizaram predominantemente o Brasil. Portanto, pouca possibilidade de se falar espanhol, por mais que nossos “hermanos” também tenham explorado outras matérias-primas por aqui.

Toda esse explicação foi endoçada pelo professor do departamento de história da UFRJ, Henrique Assis, a quem consultei para não estar falando nenhuma besteira por aqui. Sei que o cidadão de 14 a 17 anos - como os do grupo entrevistado - talvez ainda não tenha estudado isso. Mas e a professora? Portanto prefiro acreditar que saber, ela lá no fundo sabia. Vamos considerar que foi ato falho dela. Muitos outros passeois pelo Bateaux Mouche virão...  

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/05/2011 às 7h43

Pessoal, a palestra é hoje. Não é preciso enviar nome. Basta chegar!

Pelestra1 Brasil: bienvenido?!

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POSTAGEM ORGINAL:

bandeiras cartola 150x150 Brasil: bienvenido?!

Muitos europeus não saberem o nome da presidente do Brasil a gente até da um desconto: ela tomou posse esse ano, é a primeira presidenta do Brasil. Mas quando descobrimos que muitos não sabem nem onde o Brasil fica ou qual é a sua capital, aí já é demais. Minha primeira experiência com a pouca “expertise” sobre nosso país tropical lá fora não foi nada agradável. Estava andando na rua, em Paris quando vi uma proposta tentadora na vitrine de uma agência de turismo. “Conheça o Brasil!”, dizia o cartaz em letras garrafais. Fiquei curioso e me aproximei para ver melhor. Nas letras menores - porém não minúsculas - havia o seguinte dizer: “aproveite: pacotes de 7 dias para Buenos Aires!” Não. Não poderia ser daquele jeito. Eu que deveria estar lendo errado. Talvez o pacote incluísse Brasil e Argentina, quem sabe?  Tive então ao trabalho de entrar na pequena loja e perguntar preços e destinos. Pasme: a vendedora confirmou uma falta de conhecimento que eu acreditava ser apenas um erro da propaganda. Não só ela como pelo menos 2 outros funcionários de lá acreditavam que Buenos Aires era uma cidade brasileira! Na tentativa de me comunicar, consegui explicar em meu parco inglês que Buenos Aires era Argentina e não Brasil. Pensa que tiraram o cartaz da porta? No outro dia, passando pela mesma rua, lá esta ele... novamente.  

Esse relato foi de uma viagem à Europa em 2002, ano em que o Brasil conquistava o pentacampeonato na Copa. Depois disso tivemos o “Ano do Brasil na França” e vários  outros eventos com objetivo de aproximar nossa cultura à cultura deles. Mas jamais poderia imaginar que em 2011 ainda assim houvesse tanto desconhecimento em relação ao que é o Brasil ou qualquer outro país que tenha dimensões continentais.   

A experiência se repetiu novamente na cidade luz. Alunos do chamado “segundo grau” na Europa faziam um passeio nos mesmo moldes daqueles que tempos aqui no Brasil: ainda na escola fazemos aquelas tradicionais visitas desde ao Jardim Zoológico ou até à museus e prédios públicos. Foi exatamente em uma aula assim, “à céu aberto” que encontramos em Paris um grupo de estudantes entre 14 e 17 anos. Uma mescla de cultura francesa, italiana e nigeriana garantia um grupo bem heterogêneo, perfeito para quando se quer testar conhecimentos de adolescentes de várias nacionalidades. Pronto: era o grupo perfeito para uma pauta diferente em Paris: o que será que aqueles estudantes que faziam um passeio de barco pelo Rio Sena sabiam sobre o nosso país?

As respostas sobre nossa terra tupiniquim? Bom, elas não foram tão absurdas assim. Mas o que me chamou a atenção descobrir que a professora talvez soubesse menos que os alunos. A reportagem abaixo ilustra bem isso e meu desapontamento ao ver que a professora daqueles meninos e meninas não sabia que no Brasil falamos português. A reportagem está postada abaixo e sugiro atenção a esta parte em que converso com a tal professora.  

Porque eles conhecem tão pouco o Brasil a ponto de cometer essa gafe?


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Troca de papéis: comissário de bordo.

23
mai
17h43

Há alguns dias começamos uma nova tarefa no "Hoje em Dia": experimentar profissões ligadas a assuntos factuais e de comportamento. No último fim de semana, por exemplo, fui conhecer de perto uma moda que está tomando conta do Rio de Janeiro. O aluguel de Limousines é a nova coqueluche para festas em geral. Mas nesse caso foi uma experiência duplamente diferente. Primeiro que a festa era um aniversário infantil à bordo de 3 desses carros enormes - e difíceis de dirigir. Segundo porque não contente em participar da comemoração como convidado, resolvi experientar como é a vida de um motorista de Limousine.  Claro que a experiência não seria completa se não fosse devidamente vestido como motorista de luxo, com direito a gravatinha borboleta e tudo mais.

A outra reportagem também tem a ver com transporte mas só que em um veículo um "poquinho" maior. Para essa experiência resolvi gravar um pequeno vídeo para o nosso "blog". Será que eu seria um bom profissional nessa área nas alturas?


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A Parada Gay e a PM carioca.

20
mai
09h18

Se aquela máxima de que “toda regra tem sua exceção” é verdadeira, talvez esse seja um dos casos de maior aplicabilidade desse ditado: para uma festa popular, democrática e sem preconceitos como a Paraday Gay do Rio de Janeiro a decisão do comandante geral da PM de proibir policiais militares fardados e viaturas na marcha, me parece, no mínimo, estranha na mesma semana em que a cidade lança uma campanha contra a homofobia.

Não acho que seja uma decisão preconceituosa. O comandante geral da corporação, Cel. Mário Sérgio Duarte, talvez seja um dos homens de maior credibilidade e lisura profissional que já vim a conhecer dentro da PM. Mas o regime disciplinar espartano e inflexível das nossas corporações também pode cegar como um punhado de purpurina nos olhos. Primeiro porque uma corporação como a PM não é estática. Estamos falando de servidores públicos dinâmicos como grupo social, que precisa se adequar aos tempos que vivemos. Se isso não bastar, lembro mais: é preciso não perder de vista que ainda precisamos nos adequar, e muito, à nossa realidade “econômica-turística”. Afastados de qualquer valor dogmático pessoal, social ou religioso, o Rio de Janeiro é o destino gay mais procurado de toda a América Latina, e gostemos disso ou não, isso traz dinheiro para nossos bolsos em boates, bares, restaurante e hotéis que, diga-se de passagem, já estão com lotação praticamente esgotada para o período da Parada.

rio 300x300 A Parada Gay e a PM carioca.

Parada Gay de 2010: números confusos quando autoridades falam em 500 mil pessoas enquanto organizadores em mais de 1 milhão. / Foto: R7.

Apensar de ter jogado um balde de areia - ou eu voltaria à “purpurina”? - nos planos do governador Sérgio Cabral, que já tinha liberado a participação de PM´s gays fardados e suas respectivas viaturas no evento; o comandante geral da PM também tem seus argumentos: de acordo com o estatuto da Polícia Militar é vetada a participação de militares e seus veículos caracterizados em qualquer tipo de evento que não seja restrito da corporação. É um entrave legal - onde a idéia do governador tropeça - que tem sua parcela de “pseudo-verdade”. Imagine se outros grupos sociais organizados também se sentissem no direito de pleitear a liberação de homens fardados e viaturas em suas marchas, fossem elas religiosas, pró-discriminalização da maconha ou protestos por melhores salários? Entendo a preocupação em se confundir opinião pessoal de cada PM com a da corporação como um todo nesses casos. Mas o que talvez não vejamos atrás desse “argumento-cortina-de-fumaça” é que em nenhum outro caso como no da Parada Gay, a participação de policiais militares pode impactar, diretamente é no trabalho que a própria corporação tem quando o assunto é combate a violência causada por intolerância às diferenças. Será que se essa liberação, como quer o governador, fosse praxe nas nossas corporações um militar teria sido acusado de agredir dois jovens homossexuais depois da Parada Gay do ano passado aqui no Rio de Janeiro?

7b0opnk57fujj80d7ojs5571c A Parada Gay e a PM carioca.

Jovem agredido por militar na Parada Gay de 2010 abraçado à mãe: "tudo que queremos é punição". Foto: R7.

O preconceito pode ser um erva daninha tão entranhada no nosso inconsciente que, às vezes, não conseguimos identificá-lo a olho nu, nem com a mira laser mais tecnológica que nossas forças de segurança possam ter. Mais que fazer média com um grupo social que também vota, o governador Sérgio Cabral seguiu o que outros países do mundo já fazem, ao sugerir que os policiais militares também mostrem seu lado gay quando assim o tiverem. Isso aproxima o PM ao cidadão e o cidadão ao PM, infelizmente e injustamente (?) ainda tão mal visto em nosso estado. Se tivermos o poder de propor mudanças em nossa lei máxima que é a constituição, porque as diretrizes da PM também não poderiam mudar num momento em que nossa sociedade também mudou?

Não sou “Sérgio Cabral Futebol Clube” de carteirinha. Também não sou resistente às regras e procedimentos disciplinas que garantem a credibilidade da nossa corporação. Ainda tenho um apreço todo especial ao Cel. Mário Sérgio que esteve inclusive conosco em Paris durante o lançamento do filme “4xUPP”, entre vários outros compromissos profissionais. Mas acho que a corporação perde uma chance de se adequar a uma parcela da população que também tem por princípio defender. Perde a chance de mostrar que ser conservador não te nada a ver com inflexibilidade de regras e procedimentos, já que nenhum policial militar seria obrigado a desfilar se não se sentisse confortável com a causa que não é só de homossexuais e sim de quem luta por igualdade e desenvolvimento econômico do estado.

Nadar contra a corrente, nesse caso, é mais que correr o risco de parecer preconceituoso. É um tiro no pé com bala de fuzil dado por olhos cegos de tanta purpurina envolta. 

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Redes Sociais: Nova Mídia no Jornalismo?

18
mai
09h25

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/05/2011 às 16h06

Um exemplo do poder do jornalismo através das mídias sociais: na mesma hora em que exibíamos uma entrevista sobre as batidas sem álcool no programa de hoje, muita gente já pedia pelo Twitter - @HojeEmDiaRio, @fabioramalho e @marianaleãoHED - as receitinhas dos "bartenders". Estou acreditando que ninguém vai colocar um pouquinho de Vodka em nenhuma delas, hein?

_____________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

A palestra faz parte de um ciclo de discussões promovido pelos alunos do 3° período de publicidade da Universidade Salgado de Oliveira, em Niterói. Como em todos os eventos que topo participar no meio acadêmico, a entrada é gratuita e aberta também a quem não é estudante. No cartaz abaixo há a informação detalhada do dia, local e horário, bem como de outros palestrantes com assuntos importantes para quem já está ou ainda vai entrar no nosso mercado de trabalho. Se alguém quiser se inscrever, basta deixar aqui, nos comentários, o nome e um telefone para contato.

Eu como "blogueiro-orkuteiro-twitteiro" e frequentador assíduo do Facebook, acho que vou aprender muito também. A minha palestra é no dia 26 de maio. Espero vocês lá!

Pelestra Redes Sociais: Nova Mídia no Jornalismo?

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Favela: a lavanderia do Brasil lá fora.

16
mai
16h02

torre eiffel colorir 150x150 Favela: a lavanderia do Brasil lá fora.Não é tudo que água e sabão conseguem resolver. Há sujeiras mais pesadas, mais "entranhadas", que só mesmo aqueles produtos de limpeza mais fortes conseguem tirar. Lembro que, para limpar o fogão, minha mãe usava uma espécie de desengordurante ácido, tão forte, mas tão forte, que era preciso proteger os olhos e crianças precisavam manter 1km de distância da cozinha!

A sujeira moral também obedece a um mesmo princípio. Era essa sujeira que criava uma “crosta” na imagem do Rio de Janeiro que ninguém conseguia remover para vender a cidade como realmente se gostaria. A proximidade de eventos importantes como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, sem dúvida nenhuma, dá uma boa impulsionada nessa essa maré de boas novas sobre a cidade. Mas o que me surpreende é que, desta vez, essa "operação limpeza" vai muito além que apenas investimento no marketing e em campanhas publicitárias como antes se fazia de forma exaustiva e quase que incipiente. O Brasil agora tem dados para mostrar lá fora e mostrados por quem menos se esperava: o favelado.

UPP rio1 300x191 Favela: a lavanderia do Brasil lá fora.

 

Não sou nenhum fã de carteirinha das Unidades de Polícia Pacificadora. Acho que elas apenas dão uma leve varrida no problema para debaixo do tapete se não vierem acompanhadas de projetos sociais como educação e geração de emprego para as massas que ficam "desempregadas" ao verem seus "postos de trabalho" sendo extintos no tráfico de drogas. Mas também não dá pra negar que essas UPP´s, quando bem trabalhadas e "seguidas" por outras secretarias (que não apenas a de segurança),  são a melhor idéia já implementada no Rio de Janeiro nos últimos 20 anos. Então, reordenando as idéia: acredito na UPP, mas não acredito na "UPP perfumaria" como foi, sobretudo no começo. Abandonado esse conceito equivocado e inicial, vamos admitir: o estado tem conseguido mostrar muito mais que uma estratégia "só para inglês ver" quando o assunto é pacificação de comunidades cariocas.

Ingleses, franceses, holandeses e europeus de maneira geral estão novamente apostando no Rio sem precisar de mulatas sambando, Maracanã lotado ou praias da zona sul ensolaradas para chamar a atenção. O turista e o investidor estrangeiro não são burros. Sabem que nada disso é páreo para o medo da violência urbana.

2342812830056740733S500x500Q85 300x225 Favela: a lavanderia do Brasil lá fora.

Favela do Rio: muito diferente do conceito de "favela" na Europa?

Perguntei ao secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se ele alguma vez teria sequer imaginado que o cinema poderia ser um porta-voz tão competente e eficaz em relação a essa nova política de segurança pública. Ele disse que não.  Nem o Beltrame e nem ninguém: depois dos avassaladores Tropa de Elite I e II e Cidade de Deus, seria muito pouco provável acreditar que um filme sobre favela, no Rio de Janeiro, mostraria o que é mudança e não continuidade. Nada de “chapa branca”, nada de exagero. O “4xUPP” exalta e também critica na medida certa. Quem assiste percebe que é um relato imparcial. O curioso foi descobrir que os 4 cineastas responsáveis pelo filme, não tinham a menor noção do que era uma área de “comunidade” fora do Brasil, apesar de terem rodado o mundo por causa do documentário. Foi esse dado que me fez convidá-los para um “passeio” analítico onde nem mesmo eles acreditavam que estavam passando por uma “favela” fora do país. “Vamos conhecer uma ‘comunidade’ de Paris?” - questionei.  Eles aceitaram o convite na hora.

Quem diria que a população da favela, tão humilhada e rotulada como população de segunda classe, seria quem mais limparia o nome do Brasil lá fora, hein? Depois de quase uma semana de minha volta de Paris, e de muita polêmica - quando um jornal plantou a informação errada de que fomos roubados na comunidade francesa- hoje colocamos no ar o que faltava para o brasileiro ver:  as diferenças e a semelhanças entre brasileiros e franceses quando o assunto é “favela”.

O documentário “4xUPP” é o “desengordurante” moral ao qual me referi no começo do texto. Por essa roupa lavada com cheirinho de lavanderia francesa “à sec” valeu à pena ter sido expulso de lá. Veja a reportagem:

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Rã virtual: ecologicamente correta.

12
mai
23h02

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/05/2010 às 09h21

Como este assunto é da sexta-feira, já estava até preparando até a postagem desta segunda-feira, mas não resisti. Olha só o que escreveu um aluno da oitava série do ensino médio. Professores, sei que o aluno exagera um pouco, mas vamos levar essa discussão para dentro de sala de aula? O que acham?

"Já fui OBRIGADO por professores a matar rãs em sala de aula sob o pretexto de ver com funciona seu aparelho digestivo. A desculpa mais esfarrapada é dizer que esses animais não sentem dor porque um "palito" de dentes é fincado em seu córtex cerebral anulando os nervos que receberiam a mensagem de dor. Isso é mentira! Não acreditem nisso na escola e, se foram obrigado a passar por isso, refutem a ideia!" - Pedro

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/05/2010 às 15h56

Para quem gosta de conhecer mais sobre os bastidores do "Hoje em Dia" vale à pena conferir. A reportagem da minha competente colega Maria Clara Leite está no portal "Tudo Record".


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POSTAGEM ORIGINAL:

Rã ilustra 150x150 Rã virtual: ecologicamente correta.O que você diria se a tecnologia evoluísse a ponto de não precisarmos mais de sacrifícios de animais para pesquisas em laboratórios? Essa idéia não é mais apenas um "sonho dourado" de ambientalistas e defensores dos animais. Me surpreendi ao ler a reportagem que mostra que pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas  - a conhecida Unicamp - conseguiram desenvolver uma espécie de "rã virtual" para as aulas de fisiologia.

Como funciona? - É muito simples. O programa de computador pode substituir o pobre bichinho. O resultado foi considerado positivo por uma publicação da própria Unicamp: os estudantes que usaram o simulador acertaram mais questões, enquanto o outro grupo teve mais dificuldades em responder às questões cognitivas.

Imagem rã 300x139 Rã virtual: ecologicamente correta.

Rã virtual: estudo ecologicamente correto? / Foto: Unicamp.

O software educacional, chamado Fisioprat, simula o mesmo procedimento tradicionalmente feito em rãs durante as aulas, mas de forma interativa e lúdica e sem a necessidade de sacrificar o animal. O objetivo foi justamente propor uma alternativa ao uso de animais sem que o ensino fosse prejudicado.

Em geral, o uso de rãs ocorre nas aulas práticas para avaliação dos reflexos medulares mediante estimulação química e mecânica. São conceitos importantes para a disciplina, passados a partir de uma aula teórica. Na sequência os alunos visualizam como ocorrem os reflexos com o animal intacto e, depois, repetem o mesmo experimento com o modelo animal com a medula lesionada. As incisões nas partes do animal por meio de animação gráfica, com a vantagem de se poder repetir o experimento por várias vezes para melhor fixação do conceito. O simulador foi testado com quatro turmas, onde participaram estudantes de duas turmas de Biologia, uma de Medicina e outra de Enfermagem.

images Rã virtual: ecologicamente correta.

Então tá... As rãzinhas agradecem.

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Expulso da “favela” pela primeira vez.

11
mai
09h18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/05/2011 às 9h37

CONTINUAÇÃO DO RELATO...

Não foi uma abordagem amistosa. Um deles, lembro-me bem, foi com as mãos direto na câmera do repórter cinematográfico.  Do pouco francês que consigo entender - e do pouco inglês que eles fingiam não saber falar - consegui compreender que queriam a fita que estava dentro do equipamento. Nessa hora disse ao André - nosso cinegrafista - em português e em voz baixa para que não entendessem: “não desligue a câmera. Vamos gravar tudo!”

Esses homens representavam justamente uma minoria excluída: negros e descendentes árabes que são as maiores vítimas de descriminação em Paris. Os franceses que me perdoem mas a verdade precisa ser dita. O tempo todo, com muita truculência só diziam: “vocês tem que parar agora. Precisam de autorização para filmar qualquer coisa por aqui”.  Surpreso por já ter gravado em outros países do mundo e inclusive em Paris - no mesmo dia - perguntava apenas quem eles eram. Em francês se apresentaram com “líderes da comunidade”. Depois, mudando o discurso, disseram que eram “representantes da prefeitura”. Um dele chegou a dizer que era a vice-prefeito do departamento. Curiosamente quando pedi, nenhum deles teve qualquer identificação para apresentar.

A abordagem grosseira não era necessária. Já tínhamos parado de gravar. A forma com que nos tratavam fez repensarmos se tínhamos tomado a decisão certa de visitar aquele lugar. A informação que tínhamos, inclusive de autoridade locais em Paris, era que a “comunidade” tinha alto índice de violência doméstica, abandono escolar - será? - e tráfico de drogas que, apesar de não ser armado, seria uma constante por ali naqueles prédios. Difícil de acreditar que havia algo para se esconder. O fato é que a tal abordagem, violenta e descabida, nos fez acreditar que tudo aquilo seria verdade. Ouvi um relato inclusive que um policial havia sido morto com uma geladeira - isso mesmo, uma GELADEIRA - que teria sido atirada de uma das janelas. Não dá pra separar o que era verdade do que é boato. Mas a atitude dos supostos “líderes-cuminatários-representates-da-prefeitura” os confundia mais com bandidos, traficantes ou milicianos do que com autoridades supostamente estabelecidas.

A situação só se acalmou quando mostramos as imagens - que eles assistiram atentamente pela câmera mesmo - e quando disse que poderíamos ir com eles até a polícia, mas que entregar qualquer coisa do nosso equipamento era hipótese nula. Eles estavam sem armas. O que teríamos a perder “peitando” um pouco? Outro fator que resolveu tudo foi falar uma língua internacional que todo mundo conhece: o “futebolês”.

O diálogo seguiu com uma série de palavras balbuciadas entre o francês e o inglês onde se podia entender e pinçar palavras soltas como “Ronaldinho”, “Romário” e “Neymar”. Falando de futebol, eles conseguiram seguir a linha de raciocínio de que muitos de nossos craques haviam saído de favelas cariocas, bem diferentes do que eles chamavam de “favelas” ali. Ficou claro que a matéria era positiva para a localidade e, por fim, fomos liberados.   

De volta à Paris descobri que nunca foi preciso autorização para gravar em nenhum lugar aberto e público em toda a França. Informação passada por policiais, quando fazia outra reportagem às margens do Rio Sena. Foi uma pergunta a um policial, só mesmo por desencargo de consciência.

A avaliação que faço disso tudo? Independentemente do tráfico, da milícia ou de qualquer força paralela ao estado - ou mesmo o estado, se é que eles alí o representavam mesmo - algumas reações comportamentais são iguais em Paris ou no Rio de Janeiro. Aquele povo estava cansado de ser excluído, sofrer com um preconceito que nós brasileiros nem sabemos o significado se comparado ao que eles vivem. Casas boas eles tinham. Mas nós, brasileiros, temos mais dignidade para lidar com classes menos favorecidas economicamente.  

É duro morar no Rio de Janeiro há quase 6 anos e ser expulso de uma “comunidade” em outro continente. Isso nunca tinha me acontecido no Brasil. Mais complicado é ainda é termos sangue frio para pelo menos compreender as razões -certas ou não - que explicam, mas não justificam, a forma de nos tratarem naquele momento. Os cineastas entenderam, eu também entendi. Mas sem dúvida morava ali um roteiro para mais um filme de comunidades e seus povos, dessa vez, prontinho para ser rodado na França 

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POSTAGEM ORIGINAL:

Essa história de cobrir festival de cinema vai longe. Tão longe que ninguém queria sair de Paris para ir com nossa equipe em busca de uma idéia inusitada. Se um dos filmes em exibição no “Festival de Cinema Brasileiro de Paris” era o “4x UPP” - que fala justamente do impacto da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora em comunidades cariocas - porque não ir conhecer com é uma “favela” na periferia da capital francesa? Os convidados foram os 4 diretores do longa que são moradores de comunidades do Rio. Os cineastas aceitaram o desafio, mas comecei a perceber que a idéia poderia ser um pouco arriscada: nenhum motorista das vans do festival achou a idéia interessante. Muito pelo contrário, todos foram unânimes em dizer em bom Francês “pra lá eu não vou”.

A área de comunidade escolhinha se chama Sarcelles, no departamento de Saint Denis, pouco mais de 45 minutos de carro do centro de Paris. O que será que iríamos encontrar por lá? Tráfico armado? Ação de milícias? Porque seria tão ruim visitar uma área pobre que o parisiense mesmo prefere fingir que não existe?  Partimos do bairro de Marais, onde acontecia o festival, e seguimos viagem para descobrir.

O local nem de longe parece uma favela brasileira. Aliás, se fosse aqui no Brasil, chamar aquele lugar de favela seria no mínimo um desrespeito. O que os franceses chamam de “favela” é nada mais nada menos que um conjunto habitacional bem construído, com apartamentos pequenos, porém com varandas e grandes janelas. Sabe aqueles prédios do PAC, construídos aqui no Brasil? Esquece! Os pequenos edifícios de no máximo 4 andares seriam de luxo perto do que temos aqui. Como poderia ser perigoso estar neste local?

Caminhamos por algumas ruas como os quatro diretores de cinema gravando suas impressões sobre o local. Os relatos foram muito ricos sobre as diferenças entre uma comunidade no Brasil e uma comunidade em Paris. Mas descobrimos que algumas coisas não são tão diferentes assim quando fomos abordados por sete homens: cinco negros e dois de aparência árabe. Bastante nervosos e falando alto eles chegaram colocando às mãos nas nossas câmeras, indagando o que estávamos fazendo ali.

O RELATO CONTINUA...

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Hoje em Dia – Paris

3
mai
19h54

Agosto de 2009. Pergunto a minha mãe, com ares de quem quer dar um presente muito especial a ela: "Que cidade da Europa você tem mais vontade de conhecer?" A resposta veio em menos de um segundo. Com sorriso largo no rosto ela disse: "Paris"! Vale ressaltar aqui que a paixão dela pela Europa tem uma porta de entrada: Portugal, país que sempre foi o sonho dourado das férias. Mas já que estávamos indo até lá, porque não conhecer outro país também? Foi assim que fomos parar em Paris.

Agora o motico da viagem é outro. Como disse à Mariana Leão no programa de ontem, o "Hoje em Dia" cruza fronteiras e vamos ver de perto muitas peculiaridades cariocas  e brasileiras de maneira geral, quase que do outro lado do mundo, com todo desconto ao exagero em questão.

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Você sabia que o Rio de Janeiro "bomba" por lá?  Não estamos mais no "Ano do Brasil" na França mas nossa presença é marcante. Essa semana será mais forte ainda quando o assunto for cinema. A capital francesa está recebedno um festival de cinema brasileiro e com destaque para o Rio de Janeiro. Não estou falando de "Velozes e Furiosos" gravado por aqui, nem da animação "Rio" que mostra a cidade como nunca se viu. Estou falando de um documentário que também tem de tudo para virar o "cartão de visitas" do Rio de Janeiro no exterior: "4 x UPP". 

O ducumentaário, dividido em 4 partes (por isso lê-se quatro vezes UPP) trata, como o próprio nome já diz, das mudanças causadas em comunidades cariocas depois da chegada das UPP´s. Note: é a primeira vez que a algo relacionado a polícia vende o Brasil bem no exterior depois dos avassaladores e verdadeiros "Cidade de Deus" E a saga "Tropa de Elite". Não é à toa que vamos lá conferir de perto o que esse tipo de "nova visão" do Rio de Janeiro vai trazer para nossa cidade.

Para se ter uma idéia, basta dizer que o presidente norte americano, Barack Obama, saiu com uma cópia do DVD debaixo do braço depois da vista que fez a própria Cidade de Deus. Presente do governador Sérgio Cabral. Se Obama viu ou não? Isso não sabemos responder. Mas certamente o mundo vai ver e repercutir. Tenho que confessar: estu louco para ver, lá memso na "cidade luz" como será a cara de cada um ao sair do cinema depois de conferir essa nova "faceta" do Rio de Janeiro.

paris conciergerie 300x133 Hoje em Dia – Paris

Muito mais - Mas não pense que é só isso. Estamos preparando alguns matérias diferentes por uma Paris muito além da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Não vou adiantar mais nada. Vamos fazer suspense? Muito provavelmente enquanto você estiver lendo essa postagem eu já estarei lá.

Agora é torcer por um "céu de brigadeiro" e até a volta!

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