Amin Kahder: “O Twitter me matou.”

29
jun
08h46

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/06/2011 às 07h02

Para quem não viu, segue a entrevista de Amin Kahder no programa de ontem.

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POSTAGEM ORIGINAL:

Gostaria de dar notícias erradas todos os dias. Gostaria de poder mostrar perdas, mortes e calamidades, tendo a prerrogativa de descobrir que, num passe de mágica, tudo não teria passado de uma informação "mal apurada" por toda a nossa mídia. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu ontem, com a falsa morte de Amin Kahder.

Sem querer destruir castelos de areia de algum "romântico" em relação ao jornalismo, é preciso dizer: o processo de apuração nesses casos de "morte" não é tão simples como parece. Não se trata de fazer uma ligação ou constatar a presença imóvel de um corpo dentro de uma urna. Muito antes disso se busca a confirmação do hospital, de pessoas próximas, ou a confirmação da família. Jornalistas não emitem ou solicitam atestado de óbito para noticiar. No caso do Amin Kahder essa apuração seria um pouco mais complexa. Sem parentes no Rio de Janeiro - e sem a menor chance de ter chegado ao hospital depois de um "pseudo-ataque-cardíaco-fulminante" - só restava a opção de buscar a verdade dos fatos junto a alguém muito próximo.

É nessa hora que entra o amigo e o ex-companheiro David Brasil. Aliás, David já estava na história antes, já que foi o primeiro a dar a notícia da suposta morte, ainda de madrugada, pelo Twitter. Apesar de toda incredulidade que me desperta um aviso de morte em um microblog, ele era eleito então, a pessoa mais apropriada para esta tarefa de passar informações. Aliás se referir a David Brasil como "amigo" ou "companheiro" é metáfora barata: Amin e David tiveram um casamento de mais de 10 anos. Como não confiar no que ele estava dizendo?

Por telefone, David Brasil confirmou então, novamente, a morte para a imprensa e dessa vez com riqueza de detalhes: trâmites burocráticos para o velório, data e hora do enterro em Petrópolis. Não faltou nada.

Façamos uma pausa e um pequeno exercício então: o telefone da sua casa toca e o marido de sua melhor amiga diz que, infelizmente, ela morreu na última madrugada. Você pediria algum tipo de confirmação em relação à essa morte? Pediria uma foto do corpo ou algum atestado de óbito? Será que o relato desesperado do próprio marido não lhe serviria como depoimento comprobatório? A apuração em jornalismo também segue os mesmos preceitos.

De volta ao caso "morte e vida" de Amin Kahder, é simples entender porque tanta confusão. O erro não estava embutido em qualquer processo de apuração, e sim na má- fé de quem divulgou o falecimento. Fomos todos induzidos ao erro. David não se mostrava mais surpreso. Se mostrava como alguém conformado, próximo, e que já cuidava de todo o processo, desde funeral a té sepultamento.

Não consigo imaginar que tipo de interesse David Brasil teria em divulgar a "falsa-morte" de Amin numa situação como esta. Mas o fato é que David Brasil  sabe que Amin não mantinha contato com nenhum familiar próximo que motivasse uma ligação, no meio da madrugada, para avisar que Amin estava morto. Isto seria surreal para quem conhece Amin.  Também não consigo vislumbrar que tipo de beneficio o próprio Amim Kahder teria em se declarar morto, como muita gente vem comentando. Desejo de popularidade?

Eu acreditei na notícia que estava dando. A fonte era segura, falava com desenvoltura nos meios de comunicação e, repito,  já organizava a ida de amigos e conhecidos para o velório. Artistas, celebridades e fãs tinham em David Brasil a única referência familiar de Amin no Rio de Janeiro. No ar, lamentei e - com a voz embargada - tive que dizer com todas as letras que o amigo Amin Kahder estava morto.

Segurei o choro. Eu segurei a emoção como fiz tantas outras vezes quando as notícias não eram das mais agradáveis para serem dadas. Mas quando é um amigo, aí a coisa muda de figura.

O que tiramos disso tudo? - Honestamente não acredito que o caso reflita a fragilidade na busca por informações. Não acredito que o sistema de apuração jornalístico seja precário. Você pode não acreditar, mas desconfie quando os sistemas de segurança "antimentira" falham em vários veículos de comunicação, todos ao mesmo tempo. Não adiana criar:  no jornalismo não existe "inconsciente coletivo" na apuração de fatos. Houve orquestração. Cheguei a ouvir pessoas perguntarem porque simplesmente não ligamos para o Amin Kahder.  Alguém acha mesmo que não tentamos o básico?

Hoje celebro o fato de Amin estar vivo. Sei que isso tudo arranha a credibilidade de dois artistas de peso que, agora, trocam acusações de quem teria sido o mentor de um plano "mirabolante" de auto-promoção. Seria quase um caso de polícia se não fosse uma fofoca mal resolvida. Sorte, não houve uma falsa comunicação de qualquer crime. Mas foi uma fofoca que respingou em nosso jornalismo, e é isso que me interessa. Nós, jornalistas, não estamos acima do bem e do mal. Nós também erramos quando somos induzidos a isso por "planos maquiavélicos" ou apenas sequências desastrosas de "coincidências" - no que "prefiro" acreditar. Não demos uma notícia comum. Noticiamos um plano frustrado com propósitos desconhecidos.

Depois de encontrá-lo na praia - correndo calmamente como se nada tivesse acontecido - veio meu sossego. Me perdoem de coração, mas foi um sentimento maior que a preocupação se a notícia estava ou não correta. Amin Kahder disse que foi morto pelo Twitter. Não caro amigo... microblog não mata ninguém. O que mata são as "micro-pessoas".

 


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Qual a maior Festa Junina do mundo?

27
jun
09h24

festa junina 150x150 Qual a maior Festa Junina do mundo?Carne de sol, pamonha, canjica, tapioca. Imagine tudo isso em qualquer festa junina que você foi recentemente e... triplique! Triplique não, multiplique por pelo menos 10 vezes. Talvez assim você consiga imaginar o que é um verdadeiro São João no nordeste. E não basta conhecer uma para dizer que se viu todas não. Se você perguntar para qualquer paraibano qual a maior Festa Junina do mundo, ele certame te ira lhe dizer que é a de Campina Grande. Mas se a pergunta for dirigida a um pernambucano, na ponta da língua estará Caruaru.

A cidade não fica longe: de Recife são cerca de 60 minutos indo de carro. Mas o ideal é não contar com a possibilidade de ter que dirigir depois de tanta festa. Em Caruaru também tem bebida, e bebida da boa. Não precisa dizer que com a fábrica da "Pitú" alí, nas redondezas, a caipirinha é quase sempre mais barata que uma água mineral! Durma com um barulho desses, hein? Por isso o melhor é ir de ônibus, pau-de-arara ou com quem não bebe se o seu caso for o daqueles que não estão em excursões que chegam sem parar de todo o nordeste.

A aventura começou no "Alto do Moura", região da cidade onde a rua vira um forró só. Os restaurantes colocam suas mesas nas calçadas. As lojas de artesanato colocam todo seu estoque de peças em barro - nos moldes da obra de "Mestre Vitalino" - nas prateleiras fazendo um verdadeiro mosaico de cores e de bonecos chamativos que podem ser vistos à distância. Todas as referencias estão lá: Luiz Gonzaga, Lampião, Maria Bonita e tantos outros.

artesanato Caruaru 300x225 Qual a maior Festa Junina do mundo?

Todas as referências nordestinas moldadas no barro. Preço: 10 reais cada peça! / Foto: acervo pessoal.

Para mesclar e combinar todos os sentidos, além do cheiro convidativo da carne de sol, ainda temos o som. Se faltar luz, por algum minuto que seja, não se preocupe: além dos que tiram sons das sanfonas "unplugged" mesmo, sempre há uma legião de jovens com seus carros envenenados com aparelhagens de som que hoje não apenas ocupam o porta-malas, mas também já completam a rua com efeitos especias que vão desde o laser até o gelo seco. Qualquer "carango" tem um onde, fácil, fácil, tem gente que coloca 20 mil reais em carro que vale pouco mais de 10 mil.
A folia por essa região também só não vai até muito tarde: depois de boas cervejas, cachaças e bebidas afins, todos descem dessa região alta para uma mais baixa, no centro de Caruaru. O chamado "Parque de Eventos", onde pontualmente, às 7 da noite, começa uma das disputas de quadrilhas mais animadas de Pernambuco.
Eu que semana passada reclamava - via Twitter - da festa junina mais mercenária do Rio de Janeiro, (que tinha o disparati de cobrar quase 5 reais por um refrigerante) descobri que, em Caruaru, se faz quase uma refeição inteira em Festa Junina, exatamente com o mesmo valor.

Caruaru 01 300x225 Qual a maior Festa Junina do mundo?

Tradiçao que atrai multidões: Caruaru-PE, no último fim de semana. / Foto: prefeitura de Caruaru.

São três palcos diferentes que se alternam para que a música não pare. Se parar o som é ainda assim curioso: quase uma "sinfonia" de sandálias se arrastando pelo chão, nessa altura do campeonato já polido pelo couro dos calçados. Quando sanfoneiro começa, aí não resta dúvida de que estamos mesmo no nordeste. O pessoal da Feira de São Cristovão que me perdoe, mas tentativa de fazer Festa Junina fora do nordeste é realmente apenas "tentativa".

Percebe-se claramente que há divisão de estilos. Pés mais velhos - mas não menos cansados - fazem a poeira subir em uma tenda onde se toca o mais tradicional do ritmo. O "Rei do Baião" é novamente referência e personalidade homenageada com tanto fervor quase que a ponto de deixar o santo que é dono da festa enciumado!

Em frente a um outro palco - o maior de todos - é a vez dos mais jovens e descolados curtirem o forró mais "comercial", eu diria. Para nāo deixar de fora nenhuma "tribo", tem ainda um palco, um pouco menor, onde estrelas infláveis coloridas em tons "neon" brilham mostrando que ali, não demora muito, o que vai imperar é música eletrônica. Sem dúvida alguma, até se você for “metaleiro” o passeio será interessante. Isso se além do "metal pesado" você também gostar de cultura.

Caruaru 02 300x225 Qual a maior Festa Junina do mundo?

Entrada da Festa Junina: orgulho pernambucado para todo mundo ver. / Foto: Portal Pernambuco.

Caruaru é isso. É facilmente a maior Festa Junina do Brasil até que me provem o contrário. Um Brasil diferente do nosso sudeste mercantilizado. Lugar onde até "cabra macho" chora ao ouvir a sanfona cantar até seu último suspiro. Lugar onde o que as pessoas procuram não é o lucro exorbitante no churrasquinho, no curau de milho verde ou na simples cerveja. A diversão é comemorar a tradição, a festa do santo, ou simplesmente pular a fogueira para quem tem filosofia religiosa diferente.

Apesar das piadinhas recorrentes de que quem vem de Brasília está mais acostumado com "quadrilha" do que qualquer outra pessoa, ver essa quadrilha em ação - na terra onde a dança foi criada - me faz sentir com se nunca estivesse pisado em uma festa dessas antes. Vai ser difícil ano que vem ir a algum "arraiá" fora do nordeste e achar interessante.

Caruaru 04 1024x768 Qual a maior Festa Junina do mundo?

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UPP, Unidade de População “pressionadora”.

22
jun
09h37

eleicao urna 150x150 UPP, Unidade de População pressionadora.É impressionante como um mesmo assunto poder gerar impressões tão diferentes dependendo apenas de quem o analisa. Tudo depende apenas da região avaliada. As UPP´s - Unidades de Polícia Pacificadora - coqueluche e meninas dos olhos do governo Sérgio Cabral - podem ser a redenção para moradores de comunidades da capital, mas também podem ser uma sentença anunciada para outros municípios que circundam o Rio de Janeiro “capital”.

A reclamação número 1 de moradores de São Gonçalo, Itaboraí e até de Niterói quando o assunto é segurança pública é o aumento da criminalidade nessas regiões. A polícia civil vem lutando contra o desafio - inglório? - de reduzir, por exemplo, o número de homicídios dos municípios, que no ano passado chegou a marca recorde de 404 só no ano passado, quando começaram as instalações das UPP´s aqui, do outro lada da Baía de Guanabara. Não há nada de novo em se relacionar o aumento do crime por lá, com a diminuição do crime por aqui. Não precisa ser especialista em segurança para entender o fenômeno: é o chamado “tráfego do tráfico”, que viu suas atividades enfraquecidas na capital.  

Não leia aqui nas entrelinhas nenhuma crítica direta ao modelo adotado para conter a criminalidade. A UPP é, sem dúvida alguma, uma excelente idéia de ocupação que mostra que a diferença entre resolver o problema e lamentá-lo, estava apenas na chamada “vontade-política”. Mas também não leia aqui nenhum afago à sistemática empregada pelas mentes pensantes da nossa segurança.  Meu questionamento hoje é até que ponto as UPP´s representam mesmo um comprometimento com mudança e não apenas marketing político?

Mangueira 011 UPP, Unidade de População pressionadora.

Ocupação da Mangueira no último domingo. "Cinturão de Segrança" ao redor do Maracanã. / Foto: R7.

 A última comunidade ocupada, no fim de semana, foi a Mangueira. Com isso a inteligência da polícia fechou o que chama de “cinturão de segurança” ao redor de equipamentos esportivos importantes com, por exemplo, o Maracanã. Reparou que se trata exatamente de uma espécie de “circulo” mesmo ao redor do estádio mais conhecido do Brasil? A mesma circunferência também “blinda” de certa forma o estádio do Engenhão, onde comitivas e mais comitivas vão transitar na época da Copa e das Olimpíadas. Quem mora nessas regiões celebra.

E quem mora fora? - quem mora em regiões menos lembradas pelo poder público, também como Caxias, Nova Iguaçu e Queimados, tem uma percepção diferente. O que escuto deles é que, a cada dia que passa, é mais clara e cristalina a visão de que o tráfico e a criminalidade estão sendo “varridos” ara longe... por mais que o “longe” para as autoridade públicas seja “perto” de quem mora no cinturão de municípios ao redor do Rio de Janeiro capital.

Por mais que dizer isso pareça “chover no molhado”, resolvi escrever sobre tema depois que um morador de Queimados me perguntou o que deveria fazer para reclamar de bandidos que mudaram de endereço, saindo da zona sul, para uma “boca de fumo” recém inaugurada perto de sua casa. O que dizer nesses casos quando o município é outro, mas a polícia é a mesma no estado todo?   

Sugiro uma mobilização em torna da criação de “Unidades de População Pressionadora”. Por mais virtual que seja a idéia, alguém, de alguma forma, representa esses municípios junto a esfera estadual, certo? Mobilize seus vereadores, pressione seu prefeito. Cobre desses políticos - eleitos com o seu voto - que não sejam apenas cabeças que se inclinam “para frente e para trás” em sinal positivo a tudo o que o governo estadual faz. A sacada das UPP´s é válida. Mas a chance da população testar seus eleitos é agora: prestar a atenção em quem cobra que as boas idéias no Rio que é “cartão-postal” não sejam apenas para “inglês ver” no subúrbio e região metropolitana. Se o governador Sérgio Cabral vai levar marcas negativas de sua gestão - como no caso dos bombeiros - e positivas, como no caso das UPP´s, esse ônus também precisa ser divido com políticos regionais. Observe bem que em nome de deixar o Rio capital bonito para a festa acaba fingindo que não precisa de reforço em nada onde as comitivas esportivas não passarão. Grave em sua memória nomes, números, atitudes. Se possível anote tudo! Afinal de contas serão os mesmos que vão, novamente, na porta da sua casa em Caxias, Nova Iguaçu, Queimados, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí fazer o que sabem fazer de melhor: pedir o seu voto.

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Flagrante do Alto.

21
jun
08h14

O que faz um criminoso achar que, com um fuzil na mão, é páreo para policiais a bordo de um helicóptero? A ousadia de um deles quase terminou em morte depois de uma perseguição. As imagens foram flagradas pela aeronave da Record nas proximidades do Parque Alegria. O homem dá a ré em um veículo suspeito e percebe que não há muita saída: desse ponto em diante prefere fugira a pé. Observe na fuga o detalhe dos tiros batendo no chão, bem ao lado do homem em fuga:

Essa história de ver tiros “lambendo” o asfalto não é um “privilégio” - se é que dá pra chamar assim mesmo no sentido mais debochado da palavra - só de bandido. Lembro-me que no ano passado, eu e o apresentador Gustavo Marques (RJ no Ar), saíamos do nosso departamento de jornalismo em Benfica, e seguíamos para o Recnov, núcleo de novelas da Record, em Vargem Grande. Era o endereço onde estava para acontecer, ao vivo para todo o Estado e em alguns minutos, o debate com os candidatos ao governo. Era noite e precisávamos chegar rápido. Motivo: éramos os responsáveis por fazer perguntas para os candidatos. Por causa da pressa optamos por um caminho mais curto, porém comprovadamente mais perigoso. Veja o relato que puxei do nosso arquivo, aqui do blog mesmo, de setembro do ano passado:

“Estávamos passando pela Rua Leopoldo Bulhões - conhecida como  'Faixa de Gaza' do Rio de Janeiro, no acesso à Linha Amarela, em Bonsucesso. Fomos surpreendidos por vários tiros que, como riscos vermelhos em brasa, passavam por cima dos motoristas. O Gustavo, recém chegado ao Rio, nunca tinha passado por uma experiência como essa. Mas confesso que por mais que se tenha cinco dias, cinco meses ou cinco anos no Rio, a experiência sempre é extremamente assustadora. Tivemos que dar ré, entrar na contra mão. Tivemos que gritar, sinalizar com as mãos frenéticas para outros motoristas que percebiam que o que estava em andamento era uma ocorrência daquelas. Os tiros batiam no asfalto e levantavam pequenas colunas de poeira e estilhados do asfalto à medida que dávamos a ré. Imagino se o câmbio tivesse funcionado mal naquele momento e não tivesse tirado o carro do lugar...”

tiros Flagrante do Alto.

Marcas no asfalto: a agonia de estar na linha de tiro. / Foto: R7.com


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Paris: o outro lado da moeda.

18
jun
14h39

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/06/2011 às 9h20 

Acordar antes das 8h da manhã em um domingo não é das melhores coisas do mundo a se celebrar. Mas talvez os motivos valham à pena. Conhece esses "mocinhos" que vou entrevista hoje aqui no Rio? 

00050m1 Paris: o outro lado da moeda. Josh Duhamel Paris: o outro lado da moeda. 

Uma dica: eles tem a ver com isso: 

1918830 2829 th Paris: o outro lado da moeda. 

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POSTAGEM ORIGINAL: 

Essa é uma pergunta corriqueira: muita gente sempre questiona se quando viajamos para o exterior - à trabalho - sobra algum tempo para se divertir. A resposta sempre é "sim e não" ao mesmo tempo. Não, porque nem sempre estar na diversão com uma câmera no ombro de um colega que está alí para gravar tudo significar necessariamente "cair na balada". Mas posso dizer que "sim" quando vejo que, por mais que estejamos à trabalho, temos a oportunidade de conhecer - através de nossas gravações -  lugares diferentes, inusitados e ter contato com hábitos "surpreendentes", assim eu diria. 

Essta reportagem é a última que foi exibida da série que fizemos em Paris. Seja em que canto do mundo for, ser jornalista também é fazer amigos ou reencontrar amigos! Um exemplo disso são o Renato e o Gustavo que aparecem no final desta reportagem. Nunca poderia imaginar que "perdido em Paris", eu iria encontrar dois brasileiros que quase viraram nossos "produtores de night" na capital francesa. Sem dúvida nenhum, só eles sabem:  foram passeios muito "culturais" por lugares que tenho que confessar: nunca imaginei que existiriam na cidade luz. Merci!  


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Billy Paul do vinil ao CD.

16
jun
02h04

É incrível como algumas pessoas tem um dom especial de tocar nossa vida, uma única vez, e mudar tanta coisa. Mesmo que ele não tivesse toda essa voz, acho que nunca precisaria falar alto para se fazer ouvir: a simpatia é a forma com que melhor se expressa o pai da “soul music”, Billy Paul.  

Percebi uma generosidade e simpatia latentes logo que chegou à suíte. Era onde gravaríamos a entrevista, no hotel de frente para a praia de Copacabana. Um olhar calmo e inspirador. Isso mesmo: inspirador. Billy Paul tem uma humildade que inspira qualquer pessoa, seja para uma gravação ou para um chopp na esquina. Flui conversar com uma pessoa de tão bom coração que, vem justamente de um meio que já "abduziu" tantos com o brilho da fama. A experiência das drogas é apenas o passado, empregado agora no presente, na conscientização de jovens da igreja ou em palestras, sobre perigo dos entorpecentes.

Billy Paul 75 Billy Paul do vinil ao CD.

Passeio em Copacabana: simpatia e humildade. / Foto: arquivo pessoal.

Nunca vou poder dizer que fiz uma entrevista com Billy Paul. Foi apenas um" bate-papo" que acabou sendo gravado. Conversa que, apesar do trocadilho do chopp, logo acima, não se encontra em cada esquina. Claro que na televisão cada minuto é precioso e por isso editado nas reportagens. Mas o material bruto, sem edição de todo o tempo da conversa, daria um livro. Desde que o chamasse apenas de “Billy”, até celebrar que Copacabana vai ganhar um museu no lugar da “Help”: sim, falamos de tudo.

Copacabana vista do vigésimo sétimo andar também foi assunto de tal prosa. Fiquei surpreso ao saber que Billy Paul já tinha vindo ao Rio mais de 50 vezes. “Quando vejo em fotos, o Cristo, lá em cima, de braços abertos eu posso chamar este lugar de paraíso.” - disse ele com um olhar apaixonado e peito palpitante de quem não é daqui mas consegue provar por “A” mais “B” que tem sangue carioca na veia. Que delícia ver esse carioca, nascido na Philadélfia, falar tão bem dessa cidade.

Se ajoelhou tem que rezar, right mister Paul? “Vamos conferir então essa beleza toda de perto?”  perguntei. Fiquei surpreso com a resposta que dizia mais com os olhos do que com a boca. “Sure, let´s go!” - disse ele, empolgado. Em pleno calçadão de Copacabana descobri que qualidade musical não pinça gerações: simplesmente arrebanha todas. Eram crianças, adolescentes, adultos e tantos senhores e senhoras que vinham cuprimentá-lo. Falamos de Gil, Gal e Caetano. Além de Tim Maia, conversamos sobre outro gênio da música que infelizmente já perdemos: Michael Jackson. Billy Paul era próximo a Michael, e nutria um sentimento que oscilava entre o paterno e fraterno. Até hoje Billy Paul conta que é difícil olhar qualquer imagem dele na televisão e aceitar que Michael realmente se foi.

Para alegrar a conversa, passemos da música de Jackson parafalar então da música de Paul? Ele cantou a canção predileta dele, e ainda me permitiu ousar - sendo quase atrevido - a sugerir um dueto com ele. “Only The Strong Survive” era mais que a música naquele momento: era a definição - ou explicação – do porquê com 60 anos de carreira, Billy Paul ainda consegue deixar uma casa de shows  como o “Vivo Rio” com pessoas de pé até nos corredores laterias.

Essa força toda, tanto física como espiritual, me fez confessar logo depois das câmeras desligadas: já entrevistei presidentes do Brasil, dos Estados Unidos, celebridades e pessoas marcantes. Mas entrevista com alguém com a humildade de Billy Paul... nunca! A explicação? “Bem... eu tenho 75 anos amigo.” - dissse ele.

Billy Paul mostra, em cada conversa, exatamente isso: que os anos que passaram não deixaramm nada nas costas além de experiência. É isso que diferencia a "fama" de "prestígio". Billy Paul tem os dois, e aprendeu a lidar com isso.


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Minha vida de porteiro…

13
jun
08h55

porteiro 150x150 Minha vida de porteiro...Depois de comissário de bordo, de motorista de Limousine, agora foi a vez de comemorar o "dia do porteiro". Isso me faz lembrar que foi o porteiro do prédio em que morava, em Brasília, que deu o primeiro nó na minha gravata para que eu pudesse partir para minha nova empreitada na época: estagiário na TV Nacional.

Eu não tinha a menor idéia de como se fazia o "nó" nesse adorno tão desnecessário em nossos poscoços até hoje. Mas era preciso e eu tive que recorrer a alguém que usasse uma delas. Foi assim que saiu o primeiro deles. Hoje, felizmente, consigo fazer com os olhos vendados um nó na gravata. A prática leva a agilidade nesses casos. Pouca gente sabe, mas muitos dos "nós" usados pelo Wagner Montes fui eu que fiz no camarim quando as figurinistas também "apanhavam" dos próprios dedos para obter um comprimeiro certo. Aliás cabe aqui um bom questionamento: para que serve afinal de contas a gravata? Só um enfeite para tirar alguns minutos da nossa vida - as vezes horas - na frente do espelho?

gravata Minha vida de porteiro...

Pelo menos o Beto, "porteiro-sanfoneiro" que entrevistei, não precisa usar gravata. Também, com o calor que faz no Rio de Janeiro, qualquer um que precise usar tal adereço na rua já é um sofredor por natureza. O que o Beto usa é muito bom humor e criatividade no serviço. Fui aprender um pouco com ele:

 


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Eu te amo. Pronto, falei

11
jun
11h51

domino1 150x150 Eu te amo. Pronto, faleiSão apenas três palavras. Um pronome do caso reto, um pronome oblíquo átono e um verbo flexionado. Sintaticamente parece difícil, mas mais complicado que entender é escutar alguém dizer isso nos dias de hoje. As pessoas esqueceram que demonstrar amor não é brega.

Os argumentos são dos mais variáveis. Que isso é muito sério de ser dito; que só pode ser demonstrado em casos extremos de afeto; e até que dizer isso deixa a pessoa “entregue” demais em uma relação. Mas porque “amar” só está ligado ao relacionamento entre duas pessoas no contexto “casal” no imaginário popular? Não consegui encontrar uma gramática sequer que diga este verbo dependa da relação estabelecida.

Eu digo “eu te amo” com muito mais freqüência do que escuto. Não porque não seja amado, tenho certeza que não é isso! Também não acredito que dizer isso bestifica o ato tão nobre do “amar”. O amor permeia várias relações, tem nuances mil.

Outro dia conversava com um amigo que me contava que tem dificuldade de dizer aos pais que os ama. Eu também já tive vergonha na adolescência. Mas na idade adulta - quando eles já estão naturalmente na terceira idade - porque não dizer? Todas as vezes que falo com minha mãe ao telefone eu termino dizendo exatamente isso. Sou do tempo em que se ainda pedia benção para a mãe ao se aproximar ou se despedir dela. Tudo bem que não é um hábito tão corriqueiro, mas aprendi seu valor. Quem me dera ter essa maturidade antes. Eu teria dito muito mais vezes “eu te amo” ao meu pai antes de sua partida. E hoje o que dizemos e escutamos dos nossos filhos?  

Patch Adams1 Eu te amo. Pronto, falei

Robin Williams interpreta m médico no filme "Patch Adams - O Amor é Contagioso." / Foto: divulgação.

Não sei que espírito foi esse que hoje baixou em mim. Talvez seja a proximidade com o dia dos namorados que invoca o “eu te amo” mercantilizado em dose de apenas um dia. Talvez tenha sido a matéria que exibimos ontem, onde um casal que morava junto há 3 anos nunca havia escutado esse “eu te amo” um do outro!

Calma. Minha idéia não é que todos devam dizer um singelo “eu te amo” no lugar do tradicional “bom dia” na porta do elevador. Também não acho que essas três palavrinhas devam passar pela cabeça e sair pela boca sem realmente se perceber o sentido de tal frase. Com diz o ditado: “nem tanto ao mar, nem tanto à terra.” Mas porque só dizer eu te amo para quem é namorado ou namorada no dia 12 de junho? Dava até pra começar uma campanha aqui do “eu te amo” - mesmo para quem não é namorado - desde que se ame, em qualquer esfera que o sentimento possa estar.mae e filho2 Eu te amo. Pronto, falei

Eu digo, sem vergonha alguma, “eu te amo” - em letras garrafais - para as pessoas que fazem parte da minha vida e me retribuem esse carinho. Cabem nos dedos de uma mão esa contagem, mas eu digo. Se não valer a premissa cristã bíblica que trata do amor, que pelo menos valha o construtivismo até de quem não acredita em nada. Não falar por vergonha, medo ou exitação... não rola.

Quem se sente amado e demonstra amar valoriza mais a vida. Mesmo me sentindo o demagogo de plantão, preciso dizer: quem ouve e fala isso pensa duas vezes antes de puxar um gatilho, de agredir, de injuriar. Numa relação de "casal" então nem se fala. Ou melhor... se fala sim! Se expõe o quando se sente.

Diga isso hoje. Você pode ter uma surpresa em troca.


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Vasco: campeão cicatrizado?

9
jun
09h07
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/06/2011 às 08h08
 
Fotografia 150x150 Vasco: campeão cicatrizado?Acho que esse blog deve ter alguma tendência de prever o futuro. Quando Naldo esteve no estúdio com a gente, esta semana, logo que saímos do ar o cantor convidou para seu show - que aconteceu ontem, no Citibank Hall - para a gravação do DVD. Com um repertório romântico ainda brinquei com ele: "show assim, na véspera do dia dos namorados é uma boa pedida pra quem quer agradar a namorada ou arrumar uma". Na hora Naldo riu, os bailarinos dele também. Hoje quando abro o R7 para ver as principais notícias do futebol - já que queria continuar nesse tema depois da comemoração dos vascaínos por toda a cidade - vejo a notícia:  uma imagem de Ronaldinho Gaúcho justamente no show do Naldo. Em meio à preparação para o jogo contra o Atlético-PR, no domingo - dia dos namorados - Ronaldinho Gaúcho resolveu aliviar a tensão e foi visto beijando uma moça. 
 
Who´s that chick? - Quem era a moça, ninguém sabe. Esse negócio de "vida pública" tem dessas coisas. Ronaldinho Gaúcho só fez o que 90% das pessoas alí também faziam. A pressão por causa do próximo jogo, do domingo, tem mesmo que limitar a vida pessoal e amorosa de um jogador?  Tem mesmo tanto impacto assim se divertir na quinta-feira, sendo que o jogo é só 3 dias depois? Os especialistas em futebol por favor me esclareçam. 
Essa cobrança é parte da preparação ou perseguição por causa da fama?   

Ronaldinho Beijo Vasco: campeão cicatrizado?

Ronaldinho Gaúcho no Citibank Hall. Vamos deixar o cara ser feliz em paz? - Foto: R7.

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POSTAGEM ORIGINAL:
Sempre mostrei a saga de torcedores flamenguistas e vascaínos aqui no blog. Foram várias as postagens que abordaram futebol, comportamento das torcidas, piadas entre torcedores e essa paixão inexplicável à camisa. Quando passava de carro, ontem à noite, por ruas da região metropolitana do Rio de Janeiro, vi pessoas em cima de mesas, pulando em cima de cadeiras em bates e restaurantes. Era um grito que estava preso na garganta.

Depois de oito anos sem celebrar um único título de expressão, a torcida do Vasco pode soltar o grito. Sim, Vasco “é campeão” mesmo perdendo o jogo. O time carioca sofreu, levou sustos em um dramático 3 a 2. Mas isso é só um detalhe.

Comemoração Vasco Vasco: campeão cicatrizado?

Liderados por Fernando Prass, vascaínos erguem a taça da Copa do Brasil. / Foto: R7.

A coluna de esportes do R7 de hoje mostrou bem o que eu e o torcedor percebemos: o vasco amadureceu.  Eder Luis chegou ao Vasco no meio do ano passado. Alecsandro, no começo de 2011. Em comum às duas apresentações, à desconfiança por parte da mídia e da torcida que cercava ambas as contratações. Porém, depois do título da Copa do Brasil, a dupla passou a ter o respeito e a gratidão dos vascaínos - se é que já não tinha.

Vasco Cicatrizado? - Mas a pergunta que fica é: a conquista - a primeira do torneio em sua história - cicatriza de vez as feridas abertas pelos traumas dos últimos dez anos quando a equipe comemorou apenas o Carioca de 2003 e teve como pior momento o rebaixamento para a Série B em 2008?

Espero que sim. Espero que seja uma nova fase para o Vasco. Ouvi torcedores dizendo que hoje tinha que ser feriado no Rio. Mesmo não chegando a tanto, aos vascaínos, parabéns!

AlecsandroGol4501 Vasco: campeão cicatrizado?

Alecsandro foi um dos artilheiros da Copa do Brasil com cinco gols. / Foto: R7.


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Beyoncé e o funk carioca: coincidência?

8
jun
12h30

ÚTLIMA ATUALIZAÇÃO: 08/06/2011 às 19h29

Ouvi certa vez - não me lembro de quem exatamente - que uma história sempre tem três versões: a de um lado envolvido, a versão do outro e, por fim, a verdadeira! Nesse caso não sei exatamente quem está com qual, mas nada como a internet para aprendermos sempre um pouco mais. Foi graças ao Twitter, Facebook, e também aos comentários postados aqui, que uma versão muito mais consistente que a apresentada pelo Mc Naldo - durante o programa de hoje - acabou surgindo para as músicas “Exagerado” e “Run The World” (Girls) terem batidas idênticas no começo.

Naldo não disse isso no ar, mas os mais antenados do que eu em música pop internacional contam que, na verdade, os dois “chupetaram” o tal som. Eu explico: na versão dos internautas a batida em questão é da música “Pon De Floor” criada pelo projeto musical Major Lazer dos DJ´s Diplo e Switch. Então ambos teriam “se inspirado” vamos dizer assim, no contagiante sample que faz sucesso em todo o mundo.  

800px Major Laser at Sasquatch 20111 150x150 Beyoncé e o funk carioca: coincidência?

Apresentação do "Major Laser" em 2011. / Imagem: internet.

Mas aí surgiu uma nova polêmica: teria havido uma autorização dos DJ´s em questão  para que a batida fosse usada por outros cantores? Os mais apaixonados por Beyoncé garantem que sim. Ela teria não só usado, como também teria dado os crédito ao Major Lazer pelo sucesso. Em outro comentário cheguei a ler que Beyoncé teria pago direitos autorais pelo tal ritmo que mostramos hoje no programa. E o carioca Naldo teria feito o mesmo? Bom, no “Hoje em Dia - Rio” de hoje ele apenas disse que tanto ele como Beyoncé  podem ter “se inspirado em mesmas fontes internacionais”.

Mais interessante que postar explicações oriundas de ambos os lados, é perceber como o assunto rendeu! Quando o programa ainda estava no ar, estávamos recebendo uma média de 200 mensagens de texto por minuto, para o sorteio de dois ingressos para o show do Naldo! Depois a repercussão continuou aqui no blog com a polêmica da “batida suspeita” que está nas duas músicas.

Quem está falando a verdade? Os fãs de Beyoncé revoltados com a comparação ou Naldo que não explicou direito o assunto? Seja qual for o lado que abriga a raiz da polêmica, o fato é que não conseguiríamos falar mais sobre esse assunto - com meu parco e elementar conhecimento de música - se não fosse a ajuda de quem tem tarimba para falar sobre isso. Por isso tenho que agradecer ao portal “IT POP” que não só recomendo, como também parabenizo pela qualidade da informação.

Na seqüência segue a “música-mãe” de toda a polêmica, de onde teria saído a batida que, repito, realmente contagia!

 

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POSTAGEM ORIGINAL:

Naldo 150x150 Beyoncé e o funk carioca: coincidência?

No mundo da música eu não duvido de mais nada. Por isso se à primeira vista lhe parecer estranho ouvir algo referente à diva Beyoncé ter copiado o funkeiro carioca MCNaldo - que agora prefere ser chamado apenas de Naldo - não se assuste. Isso não seria nenhum absurdo e nenhuma novidade no mundo do show bizz. A polêmica foi ao ar pelo próprio cantor, no "Hoje em Dia - Rio" de hoje.

Beyoncé lançou, recentemente, a musica Run The World (Girls) com uma batida inicial que, nem precisa ouvir muito para perceber que é muito parecida com a abertura de um dos últimos funks do Naldo, Exagerado. Quem estaria copiando quem?

beyonce1 150x150 Beyoncé e o funk carioca: coincidência?Não subestime produtores musicais. As coincidências em relação à melodia começam muito antes de a música ser sucesso. Quando Naldo ainda preparava a música dele, no ano passado, todo o trabalho de mixagem e finalização foi feito nos Estados Unidos. Outra coincidência é que pelo menos dois profissionais da área técnica do estúdio onde tudo foi feito também foram trabalhar, mais tarde, em uma outra empresa que começou a prestar serviços para a equipe de Beyoncé. Logo, a música de Naldo foi trabalhada fora do Brasil primeiro... para que não restem dúvidas.

Se você é fã de carteirinha de Beyoncé nem adianta se indignar com a comparação. Sei perfeitamente que a primeira reação é dizer que a mega-cantora, dançarina e compositora jamais precisaria disso. Sei que parece muita coisa acreditar que a cantora poderia pensar em copiar Naldo. Mas alguma explicação precisa haver. Não se esqueça que Naldo, por mais que pareça um nome distante se você não é fã de funk, já é comparado a Chris Brown aqui no Brasil.  Talento de sobra Beyoncé tem, óbvio. Mas quem disse que necessariamente ela saberia de tantas coincidências? Naldo não soube dizer.

Compare e tire você mesmo suas conclusões...


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