Minha vida de porteiro…
Depois de comissário de bordo, de motorista de Limousine, agora foi a vez de comemorar o "dia do porteiro". Isso me faz lembrar que foi o porteiro do prédio em que morava, em Brasília, que deu o primeiro nó na minha gravata para que eu pudesse partir para minha nova empreitada na época: estagiário na TV Nacional.
Eu não tinha a menor idéia de como se fazia o "nó" nesse adorno tão desnecessário em nossos poscoços até hoje. Mas era preciso e eu tive que recorrer a alguém que usasse uma delas. Foi assim que saiu o primeiro deles. Hoje, felizmente, consigo fazer com os olhos vendados um nó na gravata. A prática leva a agilidade nesses casos. Pouca gente sabe, mas muitos dos "nós" usados pelo Wagner Montes fui eu que fiz no camarim quando as figurinistas também "apanhavam" dos próprios dedos para obter um comprimeiro certo. Aliás cabe aqui um bom questionamento: para que serve afinal de contas a gravata? Só um enfeite para tirar alguns minutos da nossa vida - as vezes horas - na frente do espelho?
Pelo menos o Beto, "porteiro-sanfoneiro" que entrevistei, não precisa usar gravata. Também, com o calor que faz no Rio de Janeiro, qualquer um que precise usar tal adereço na rua já é um sofredor por natureza. O que o Beto usa é muito bom humor e criatividade no serviço. Fui aprender um pouco com ele:










