Quando é “simples” viver “simples”.

29
jul
09h42

É incrível como a felicidade pode estar em coisa simples. Sem carro na garagem, sem uma conta bancária ou sequer um salário polpudo - daqueles que fazem muita gente matar ou morrer - é sempre bom conhecer pessoas que são felizes assim: com o básico, com o que, às vezes, acho que é o elementar. Você alguma vez já se sentiu parte de uma “massa socialmente iludida”? É, esse nosso grupo que vive sob a tutela do capitalismo fazendo o “mundo” inteiro pensar que é o dinheiro que gira o “mundo”, sabe? Eu nem percebo - e talvez você também não - mas é nesse contexto que estamos "girando"...

Dona Marta 32 Quando é simples viver simples.

 

O seu Alcimar me fez parar para pensar mais sobre isso. Em uma das minhas “filosofadas” pessoais pude ver como um simpático morador do Dona Marta pode ensinar muito mais que os livros; e muito mais que a distante faculdade particular.  

Eu o conheci praticamente por acaso. Em um passeio pela comunidade, a convite do DJ Thiago Firmino e do amigo Daniel De Plá, estranhamos uma boa quantidade de azulejos portugueses na entrada de uma pequena casa. Não precisa muito para perceber que são cerâmicas antigas, caras e que ali viraram um colorido mosaico. Quem morava ali sabia sim o valor do que tinha colocado na parede, mesmo que sinalizasse que eram sobras de algum material. Surpresos com a descoberta, resolvermos bater e pedir para entrar.

Nem o Thiago, que mora no morro a mais de 20 anos, poderia imaginar o que tinha ali dentro. Seu Alcimar é um artista por natureza, escondido dentro de uma casa humilde. Com pouco dinheiro e muita criatividade, ele conseguiu fazer do local onde mora um lugar único. Cada espaço é aproveitado ao máximo, com pequenos armários, portinholas, quase esconderijos secretos onde tudo parece embutido na cozinha: desde as panelas até o coador de café. Não seria nenhum exagero comparar a cozinha dele com a cozinha de um avião: cada coisas tem seu lugar, seu devido encaixe de acordo com sua devida necessidade de uso. E o mesmo princípio vale para o quarto; para seu atelier - onde fabrica chinelos - e paraa laje, privilegiada, com vista para o Cristo Redentor. Quando a imagem diz mais que mil palavras, é melhor ver para crer: 



Foi impossível voltar a casa dele sem levar uma equipe de TV junto. Mas o mais intrigante é o que nem sempre a câmera consegue registrar: como se vive bem e feliz com tão pouco. Seu Alcimar é uma “chinelada” naqueles, como eu ou você, que as vezes reclama, reclama e depois descobre que é feliz e não sabia. Seu Alcimar não é dado à riqueza material. Com seu jeito calmo, falador e bem educado, é fácil entender que seus valores não estão por aqui...

Seu Alcimar tem muito o que ensinar pra gente...

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Quem é pior? Milícia ou Tráfico?

27
jul
16h05

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/07/2011 às 15h16

Um comentário sobre o assunto que merece destaque. Vale à pena pensar à respeito. Ele foi postado aqui mesmo, no blog, esta manha. Veja só:

"Prefiro mil vezes os traficantes que pelo menos fazem algum assistencialismo digno. Miliciano só quer saber de explorar a comunidade. Eles são impiedosos. Sabem como funciona tudo dentro da polícia e até tem pessoas coniventes lá dentro. Para combater traficante tem a polícia que, mal ou bem é a POLÍCIA. Agora como procurar a polícia para combater a própria polícia?" - Cristina

milicias copy Quem é pior? Milícia ou Tráfico?

Apesar da assinatura em nome de "Cristina" o comentário não contém um e-mail válido. Fácil de acreditar que seja cheio de verdade quando se trata da opinião de quem vive em comunidades dominadas por essas milícias.

________________________________

 

POSTAGEM ORIGINAL:

Cristo balas 150x150 Quem é pior? Milícia ou Tráfico?Já me peguei várias vezes fazendo este tipo de questionamento. Em alguns momentos cheguei até a acreditar que, pelo menos com milicianos, o tráfico de drogas estaria banido das comunidades. Cheguei a crer - na visão mais profunda da inocência - que, por tabela, com milicianos essas favelas estariam livres dos confrontos típicos das incursoões policias que quase sempre resultam em balas perdidas e mortos. Talvez essa seja a visão que muita gente ainda tem sobre as milícias quando não se vive sob o domínio delas.

Esse olhar altruísta do "cidadão fazendo as vezes da polícia" é tão passado quanto acreditar que favela sempre foi berço apenas da feijoada da dona Nira e do samba de raiz. Puro romantismo. As milícias hoje não tem mais nada a ver com aquela ideologia de população cansada da bandidagem que resolveu fazer justiça e manter o controle da área com as próprias mão. Os milicianos se aprimoraram, evoluíram, e viraram bandidos. Bandidos tão ou mais perigosos que os traficantes,  quando usam os seus mesmos métodos pata manterem um "pseudo" domínio de sua "pseudo" área.

A notícia de hoje de que milicianos obrigavam cidadãos de bens até a fazer falsas ocorrências policiais para prejudicar seus desafetos, não me causou nenhuma surpresa. Quem trabalha para a lei e passa para o outro lado da linha, vai em vantagem: vira bandido levando consigo todo o conteúdo de nformações, treinamentos e conhecimento de trâmites policiais internos que traficante algum jamais teve. É gente que não "se forma" para o crime na favela como o adolescente que quer o tênis de marca no pé mas não tem dinheiro para comprar. É gente que já entra para o negócio formada. Gente que na verdade se formou antes de virar bandido, fazendo com que nos idaguemos até se entrarou para a força policial por alguma "ideologia cidadã" ou já com esse tipo de objetivo: virar criminoso. E eu que achava que era absurda a história de que tinha gente que fazia concurso para a PM pensando não no salário, mas nas propinas. Quanta ingenuidade minha...

Milícia Quem é pior? Milícia ou Tráfico?

Com os milicianos é a história de não se saber o que pior: sair da panela quente ou cair no fogo que a aquece? Honestamente, acho que a história policial no Rio de Janeiro é cíclica. Na época em que os "mega-traficantes" eram bandidos do tipo "Escadinha" se acreditava em entrar no crime por alguma ideologia social, quase que "separatista" de um modelo falido de gestão de recurosos, d egestão de política social, de gestão força policial. Hoje quem entra para milícia não tem ideologia alguma senão explorar, matar ou morrer.

Na dúvida, hoje, fico com o traficante.

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Yellowstone é aqui…

25
jul
08h50

Zé Colmeia 150x150 Yellowstone é aqui…Os moradores de Campo Grande não devem estranhar se encontrarem pelas ruas do bairro com simpático “Zé Colmeia”. Pelo menos os famosos “géisers” do parque Yellowstone - onde o simpático urso dos desenhos animados mora - já começaram a aparecer na Avenida Santa Cruz.

Foi assim que muitos moradores descreveram o jato de água e gás que jorrou do chão a uma altura de pelo menos 10 metros neste domingo. De acordo com os policiais militares que foram chamados para o local, a alta pressão das tubulações da “Cedae” e da “Ceg” que causaram o “espetáculo visual”.

O vazamento teria começado depois de uma “trapalhada” que mostra bem como nossas concessionárias públicas se comunicam entre sim. Eu não estive no local, mas de acordo com o jornalista Sérgio Viana, do “R7”, funcionários da “Cedae” faziam reparos na tubulação e teriam pedido a "Ceg" que cortasse o fornecimento de gás na região para evitar qualquer acidente. Ou o pedido foi uma alucinação bem intencionada ou a “Ceg” fez de conta que não ouviu, assim como "Zé Colmeia" não houve os conselhos de "Catatau" no desenho. O fato é que quando funcionários atingiram um cano de gás - acredito, óbvio, que sem querer - o espetáculo foi instantâneo.

Vazamento 2 Yellowstone é aqui…

Vazamento: A CEDAE não avisou das obras ou a CEG que não desligou o gás? / Foto: Jadson Marques.

Seria apenas bonito de ver se não fosse quase trágico. Os bombeiros foram chamados para o local para evitar explosões e também tiveram dificuldade de trabalhar. Eles cruzaram os braços sem alternativas: tiveram que esperar até que a companhia de gás desligasse - desta vez de verdade - a tubulação para que o “remendo” fosse feito. O prejuízo, claro, acabou sendo para o morador da localidade que teve o trânsito na Avenida interditado e correu o risco de ver o almoço de domingo virando "fenômeno-artificial-da-natureza".

Só mesmo com neologismo para explicar tanta bateção de cabeça. Depois a gente não entende como é que bueiros vão pelos ares no Rio de Janeiro...   


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O adeus a Amy Winehouse.

23
jul
18h24

amy winehouse O adeus a Amy Winehouse.Cheguei a admitir para alguns amigos e jornalistas do trabalho : ir ao show de Amy Winehouse, no Rio de Janeiro, não era apenas uma questão de preferência musical ou de compomisso de trabalho. Minha missão era, claro, fazer a cobertura do show, da passagem meteórica da cantora pelo Brasil. Mas seria impossível não considerar que seria uma oportunidade única. Uma oportunidade de quem pressentia que não teríamos mais Amy por muito tempo.

Não era pessimismo. Era conhecimento da realidade em que vivia a estrela da música. Acostumado a acompanhar pela mídia os escândalos, as páginas dos tablóides que destacavam seus recorrentes problemas com drogas e álcool; esperava que, em algum momento, algum desses excessos fosse derradeiro. Cheguei a comentar que o show seria uma referência - e marco pessoal - ligada a "cultura pop" em minha vida. Os mais apaixonados por Amy Winehouse que me perdoem o que parece  frieza, mas eu queria fazer a cobertura do show não apenas para ver Amy cantar ao vivo. Queria ser uma espécie de "testemunha" do que muito se comentava sobre as apresentações, até mais que sua própria qualidade vocal: o constante hábito de entrar em palco supostamente sobre a inflência de drogas ou, "pelo menos", visivelmente embriagada.

Na presentação do "HSBC Arena", em janeiro deste ano, não foi diferente. Amy Winehouse não só estava "alterada" como também portava uma caneca na mão. Pouca gente sabe, mas pessoas qu estavam perto do palco confirmaram que Amy chegou a perguntar se alguém seria capaz de imaginar o que havia dentro dela. Não demorou muito e, mesmo do alto do camarote da imprensa, foi possível ver quando a cantora virou uma latinha de cerveja na caneca. Minha mórbida "profecia" se cumpriu 6 meses depois: foi um dos últimos shows de Amy Winehouse para contar aos meus filhos, um dia,  que presenciei. E vi, de perto, Amy cantando loucamente para uma multidão, realmente inebriada pelo álcool.

127949 amy winehouse O adeus a Amy Winehouse.

A perda de um ícone: Amy Winehouse é encontrada morta em seu apartamento em Londres. / Foto: divulgação.

Billy Paul - A morte de Amy Winehouse me lembrou de imediato o amigo que fiz, em sua passagem pelo Brasil, Billy Paul. Me veio a memória - num daqueles minutos que ficamos catatônicos olhando para o nada - uma conversa que tivemos no carro, quando saímos do estudio do "Hoje em Dia - Rio" para um restaurante da zona sul carioca. Billy estava alegre, comemorando com imensa simplicidade a incrível audiência que tivemos no programa com sua visita. Billy estava feliz, como eu, como se o programa fosse dele! Mas a tristesa sempre ficava estampada em seu rosto quando falávamos de Michael Jackson. Billy era muito próximo a Michael Jackson e sofreu muito por conta de sua partida. "Michael era uma criança no corpo de um adulto." - disse ele ao lado da esposa Blanch, e da diretora do nosso programa, Vanessa Andrade. "Essas perdas são sempre traumáticas" - disseram eles. Na época foi preciso mais de uma hora em frente ao televisor, esperando a notícia da imprensa, para acreditar no que já havia informado um amigo pessoal de Londres, que ligara horas antes que qualquer "breaking news" entrasse no ar na televisão norte-americana.

Ao saber hoje sobre a morte de Amy Winehouse, foi o rosto de Billy Paul a primeira coisa que me veio à mente. Liguei de imediato para ele. Pude perceber em sua voz a tristesa. Billy tinha tido a notícia poucas horas antes. Tristesa não apenas pelo fato do mundo perder mais um talento vocal e inigualável como o dela, mas pelo fato de que, para ele, foi como se o episódio da morte de Michael Jackson fosse um filme triste e depressivo que voltava a ser exibido. "Yeah man..." - disse-me com voz embargada e pausadamente -  "é como se voltasse a minha cabeça agora tudo o que vivemos.  Não é difícil imaginar o que muitos amigos próximos estão sentindo agora. É o que eu senti quando soube da morte de Michael." - completou. Billy me disse que não poderia dizer exatamente que conhecia Amy Winehouse. Ele esteve com ela em algum evento musical - que pela voz ecoando por conta do sistema de telefonia celular de "qualidade" que temos - não consegui entender bem. "Não éramos próximos, apenas estive com ela. Mas muita gente do mundo da músca, aqui nos Estados Unidos, está lamentando e chorando essa perda." - disse ele.

billy paul 62862 O adeus a Amy Winehouse.

Billy Paul: "é como se a morte de Michael Jackson voltasse à minha mente". / Foto: internet.

A causa da morte? Billy Paul sabia tanto quanto o que era dito pela impresa. Mas não era difícil se identificar com a cantora que perdemos. Quando mais jovem, Billy também teve sua guerra particular contra o álcool e as drogas. Assunto sobre o qual conversa com naturalidade ímpar. Hoje, do alto de seus 75 anos, toda a experiência de vida é dividida com jovens, em palestras que faz gratuitamente, quando a imensa agenda de show assim o permite.

Billy Paul falava enquanto voltava para casa de uma temporada de apresentações em um cassino de Las Vegas. Seria um rápido descanso e já se prepararia para uma rotina de novos espetáculos. Pelo pouco que conheci Billy Paul, que num ato de extrema generosidade e humildade chegou a dedicar a mim - um "Zé Ninguém" perto dele - uma de suas músicas que mais gosto, no palco, aqui no Rio: "Only Strong Survive".

Posso imaginar, facilmente, que não faltará  em suas próximas apresentações uma homenagem especial a Amy Winehouse. É como as roletas de Vegas que não se cansam de girar: no mundo da música, o show também não pode parar...

amy winehouse dead O adeus a Amy Winehouse.

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No rabo da saia…

22
jul
09h18

Adão e Eva 2 150x150 No rabo da saia...Adão e Eva podem ser os responsáveis por isso. A singela folha verde cobrindo as partes íntimas talvez tenha expressado bem mais que o simbolismo bíblico da tentativa do ser humano cobrir seus pecados. Mal sabiam eles que estariam dando início a um comportamento humano - que muito se “costurou” à vaidade - e que perdura até hoje: o ato de se vestir.

Não existia “folha masculina” ou “folha feminina”. Foram as diferenças anatômicas, com o passar do tempo, que começaram a traçar as diferenças de vestuários quando os primeiros couros, peles de animais e depois tecidos, começaram a ser usados para a mesma tarefa das simples folhinhas do Jardim do Éden.

Hoje nossa moda parece voltar ao Gênesis. Não é pelo excesso da nudez do mundo moderno apenas. É pelo conceito cada vez mais “andrógeno” que se atribui a cada peça. As roupas femininas não têm mais traços apenas permitidos a “elas”. As masculinas estão longe de terem moldes restritos apenas a “eles”. Na verdade “eles e elas” começaram a se misturar há mais de 100 anos por causa da roupa que revolucionou comportamentos: a calça feminina.

 

Sim, caro leitor: mulheres usando calças - hábito tão comum nos dias de hoje - eram verdadeiras aberrações há mais de 10 décadas. Elas - as calças - expunham suas usuárias à rótulos tão desconcertantes quanto os atribuídos a homens que resolvam usar atualmente, por exemplo, uma saia! E onde foi que se escreveu que saia só poderia ser usada pelas mulheres? Mais que um modismo, a saia também pode ser uma tradição. Na Escócia, por exemplo, o chamado “kilt”, uma saia pregueada atrás e trançada na frente, era usado por guerreiros. Era e ainda é sinal de virilidade.

saia 2 No rabo da saia...

O "Kilt" escocês: de roupa típica para moda acidental. Sinônimo de bravura e virilidade. / Foto: internet.

Você usaria? - A discussão sobre a saia masculina surgiu no ar e ao vivo. Depois de uma matéria sobre os 100 anos da calça, veio a pergunta inevitável: os homens estão preparados para desbravar um território notoriamente feminino?

Concordo que uma roupa pode dizer muito sobre quem a usa: personalidade, ousadia, segurança. Mas acho que é retorno ao tempo das cavernas condicionar uma saia - que cubra até mesmo pernas cabeludas! - a uma definição sexual. Não: homens não deixaram de ser homens quando passaram a usar brincos. Heterossexuais não deixaram de ser heterossexuais quando passaram a depilar as pernas. Para se permitir confortos e vaidades ditas “femininas”, trataram logo de criar um termo novo para “amenizar” o que o preconceito taxaria com outras palavras: homem que faz isso agora é “metrossexual”.

saia 1 No rabo da saia...Eu usaria e disse isso no ar. Não pela moda apenas. Não me considero escravo dela. Mas acredito que quebra de paradigmas se começa dentro de nós. Talvez nem ficasse bem em mim: sou desajeitado até tentando usar as calças “saruel” masculinas, tão em voga atualmente. Tenho duas. Mas sobre a saia, não poderia endossar nenhum raciocínio de que um comportamento social seja “recibo” de qualquer orientação sexual. Os homens, tão conservadores no passado, deram um show em suas declarações na reportagem, dizendo que não vêem nenhum problema em usar saias. Até quando mulheres começaram a usar sutiã foi um baque para os mais conservadores. Porque varrer para baixo da saia um preconceito arcaico e retrógrado?

O ator Bruno Ferrari, que esteve conosco no estúdio, pensa como eu: quem atira muita pedra na saia alheia, pode estar escondendo alguma verdade não assumida debaixo de suas próprias calças. “Quem se garante não teme e não se incomoda” - disse ele que confessou já ter usado quando adolescente. Palavra de ator que não deixa nenhuma dúvida em relação a sua sexualidade estampando páginas de revistas ao lado da namorada e também atriz, Paloma Duarte.

Bruno Ferrari No rabo da saia...

Bruno Ferrari e Paloma Duarte: saia? porque não? / Foto: UOL.

Quando o programa acabou, uma surpresa: um e-mail da estilista que participou da matéria trazia uma saudação e me parabenizava pelo o que disse em relação ao preconceito associado a uma saia masculina. Minha declaração se transformaria em um presente. Sim Fernanda Sansil, fico feliz por querer me presentear com uma saia para homens!

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Não fazem mais “astros” como antigamente…

20
jul
19h44

"E ainda havia boatos que eu estava na pior. Se isso é estar na pior..." A célebre frase da transformista Luiza Marilacc no YouTube - que acabou virando um "hit" entre os internautas e estava cotada para fazer parte do time de "fazendeiros" da Record - me lembrou bem o que muita gente pensava sobre a estréia do programa "A Fazenda". Muitos desacreditaram que a atração ainda tivesse força nas noites da televisão. A concorrente do Jardim Botânico preparou sua artilharia para estar com o seu "filé" das novelas às 23h, exatamente o horário previsto para o realitty da Record entrar no ar.

Mas a vênus platinada não contava com um detalhe: bastou a Record começar o programa pouco antes das 22h50, para não dar tempo de estratégia nenhuma de contra-aataque funcionar. Sim, valeu o que na guerra é chamado de bom e velho "fator surpresa". Este foi o texto publicado no blog de televisão "Pronto Falei!" do jornalista Leo Dias:

"Estava na grade de programação: "A Fazenda 4" estava marcada para estrear às 23h15 na programação da Record. Só que às 22h50m o reality-show entrou no ar, ao vivo, para todo o Brasil. A tática era entrar no ar antes da macrossérie "O astro". E a surpresa deu certo! Segundo os dados prévios do Ibope no Rio, a Record bateu a Globo na noite desta terça-feira. "A Fazenda 4" teve 26.9 pontos de pico na capital fluminense, contra média de 16 da Globo. Nem precisa dizer que a emissora está em festa."

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Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

18
jul
17h11

228 artigo explosoes bueiros 150x150 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?Não há mais como ter tolerância. Não há mais como tratar o assunto com bom humor. A questão dos bueiros que explodem debaixo de nossos pés joga definitivamente para os ares a confiança do carioca em toda e qualquer empresa que cuide dos nossos subterrâneos. Corrigindo: subterrâneos de Copacabana e Botafogo. Mas afinal de contas o que há de escondido nessas tubulações que a prefeitura não quer mostrar?

Porque eles explodem? - para o engenheiro aposentado com quem conversei sobre o assunto, a pergunta completa seria: porque isso só acontece nesses bairros? O ex-funcionário público – que só concordou em falar desde que seu nome e a empresa para qual trabalhou não fossem divulgados – tem uma teoria. Obrigado a “caminhar” por muitos anos em subterrâneos desses bairros, a constatação sempre foi surpreendente: nunca houve um planejamento concreto de como seriam os subterrâneos, as galerias nessas regiões. “Botafogo e Copacabana foram bairros que se desenvolveram juntos, de forma rápida e sem tempo de planejamento. Hoje o carioca paga por isso.” – diz ele. Não precisa ir muito longe para perceber que esse tipo de raciocínio pode fazer sentido. Copacabana, por exemplo, teve seu “boom” imobiliário nas décadas de 50 e de 60. “Nessa época, o Rio de Janeiro começava a virar as costas para a Zona Norte definitivamente.” – diz o engenheiro, que acompanhou de perto a urbanização da "princesinha do mar".

intervencao bueiro 1 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

Essa corrida para “morar bem” no bairro mais nobre da cidade - que ainda começaria a ser cantado em verso e prosa - fez com que muitas tubulações fossem feitas “a toque de caixa” e sem tanto ordenamento. Não eram raros os casos, conta ele, em que um duto começava a ser cavado de um lado, outro duto do outro lado, em linha reta e os dois não simplesmente se encontravam por erros de projeto! “Como pode em engenharia dois pontos que precisar ser ligados não terem uma reta única entre eles? – se revolta ele, já prevendo que isso poderia causar problemas 10 ou 20 anos depois. “Era ingenuidade acreditar que o único problema no futuro seria ter mapas dos subterrâneos cariocas como um verdadeiro labirinto.” - completa.

Esses “puxadinhos” que perdiam seus objetivos de ligação direta entre bueiros, acabaram virando “dentes” que sobravam na reta onde os canos iriam passar. Pausa para um devaneio muito meu: seria esse o motivo da infestação de ratos que o Bairro Peixoto sofreu na década de oitenta? Há perguntas difíceis de serem respondidas. Como disse antes, tudo não passa de uma teoria: nenhum repórter esteve lá em baixo para conferir. Se “Light” ou “Ceg” tem esse tipo de conhecimento, dificilmente diriam. Nenhuma das duas nunca mencionou algo do tipo. Seria verdade?

11091826 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

Copacabana, abril: qual potência explosiva se acumula para causar esse estrago? - Foto: "Agência Folha".

Antes fossem só os ratos - Qualquer “caminho perdido” por baixo dos nossos pés pode servir de câmaras para o acúmulo de água, gás ou dejetos. Imagine um duto que vem do subterrâneo para alcançar a superfície e dá de cara com um prédio construído em sua suposta zona de escape? Resumindo: por algum lugar essa pressão escondida e contida precisa ganhar vazão...

É claro que a toda e qualquer idéia que explique o porquê de tantos bueiros explodirem, soma-se o fato de que a manutenção desses subterrâneos é precária. Isso qualquer funcionário atual dessas concessionárias pode dizer. Um vedamento mal feito em uma tampa de bueiro, por exemplo, pode representar uma entrada fácil para a água da chuva. Se essa tampa for justamente de uma caixa subterrânea de energia... não precisa explicar muito.

A explosão para mais um bueiro da “Light”, na manhã desta segunda- em Botafogo, zona sul do Rio, pode ter sido um caso como este. Foi um “curto-circuito interno”, dentro no bueiro, explicou a empresa. Pior ainda quando “Light” e “Ceg” se misturam: segundo o coordenador da Comissão de Análise e Prevenção do Crea, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Luiz Cosenza, é possível que tenha havido presença de gás na tubulação de energia. Ou seja, o produto de uma empresa invadindo o duto da outra. Acho que todo mundo sabe que gás e energia não devem “caminhar” juntos, certo?

Explosão 2 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

Vidros quebrados, lojas atingidas: se não houvesse gás na tubulação de energia a tampa teria voado tão alto? / Foto: R7.

Essa é uma pequena mostra da miscelânea que passa por baixo dos nossos pés. Mas autoridades públicas só não podem dizer uma coisa: que não viram ou que não foram avisadas do perigo que está debaixo de nossos narizes.

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Animus Corpus.

15
jul
13h14

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/07/2011 às 21h14

Segue a íntegra da entrevista que fiz com Tom Felton, o Darco Malfoy de Harry Potter. A gravação completa está no Portal PS, do Paulo Sérgio, um expert em assunto de celebridades. Claro que ele não poderia perder a vinda do "bruxinho" - "inho" com seus mais de 20 anos? -  ao Rio de Janeiro. Como estávamos na mesma "baia" de entrevistas durante o "red carpet", a gravação dele acabou captanto a minha entrevista "bruta", como chamamos na edição. Veja:

E se alguém ficou sem entender muita coisa quando escrevi que ficamos em "baias" quando esperamos algum artista no chamado "tapete vermelho", o vídeo abaixo explica mais desses bastidores. Neste vídeo também tem o momento em que encontro com o Rafael Bastos, do CQC e aproveito para brincar também um pouquinho com ele. Quem disse que só eles podem nos cercar, hein???

O Rafa talvez seja o cara que tem o humor mais inteligente do grupo. Consegue fazer rir sem ser pejorativo com o entrevistado. Não que eu tenha visto até hoje, né? Veja o vídeo - todo torto, me perdoem - gravado com meu celular: 

  

__________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

VARINH1 150x150 Animus Corpus.As palavras vindas do latin podem não dizer muita coisa. Não se você não for fã incondicional e de carteirinha do bruxinho mais famoso da história do cinema. O que isso siginifca?
 
Descrição: O encanto da saga de Harry Potter, tem a capacidade de encantar algo inanimado. Ele já foi mostrado várias vezes durante os livros, como em Harry Potter e a Pedra filosofal onde Quirino Quirrell encanta a arpa para fazer Fofo adormecer.
Claro que esse mundo paralelo - e pra lá de animado - é pertinente apenas aos que cresceram assistindo a história do menino, que virou adolescente e agora já está na idade adulta; admitindo inclusive problemas com bebida na vida real. Nenhuma novidade no circuito de ricos e famosos de Hollywood...
harry potter Animus Corpus.
Retomando ao "feitiço cinematográfico", é exatamente isso que Harry Potter consegue fazer: animar nas telonas o que antes só tinha vida para quem se dava ao trabalho de ler os livros da saga que entrou no seu oitavo filme. Sim, oitavo, porque o último longa da série - o sétimo - ainda foi dividido em dois.
Se dependesse do retorno de bilehteria e da penetração entre adolescentes, Harry Potter certamente teria a continuidade até seu filme de número 20 ou 30, nem que para isso os "pequenos" astros que deram início a saga já estivessem lutando contra o reumatismo. Aliás, idade é assunto que nem se discute entre fãs. Não há chacotas, piadinhas ou "bulling" por se curtir tanto assim o bruxinho. A explicação é simples: todos, absolutamente todos os adolescentes fãs, curtem os filmes há mais de 10 anos. É gente que creceu vendo Harry Potter. Como achar ridículo se vestir de bruxo ou bruxa agora, depois de uma década?

tomGETTY 450x350 Animus Corpus.

Sem medir esforços, eles estão sempre de prontidadão e ontem não foi diferente: se aglomeraram para ver de perto o ator Tom Felton, que interpreta o vilão Draco Malfoy, - que tem participação ínfima porém importante no último filme - mesmo que por apenas alguns minutos na subida do Pão de Açucar. Foi lá a pré-estréia brasileira. Eu fui e confesso: me surpreendi muito mais mais com o fanatismo dos fãs do que necessariamente com o filme ou com o próprio Tom Felton.

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Do LUXO ao LIXO.

13
jul
22h57

Velocímetro 2 150x150 Do LUXO ao LIXO.É incrível como um único dia pode proporcionar experiências tão difusas. Em menos de 24 horas se está dirigindo uma Ferrari de 1 milhão e meio de reais e à noite se “embarca” em um ônibus que mais parece o “expresso para o inferno”.
Miséria nesse caso não é andar de ônibus. Nunca foi. Miséria é viajar ao lado de quem, de passageiro comum na volta para casa carioca, se transforma em algoz.

Niterói 15h23 - A Ferrari, claro, não era minha. Estávamos gravando uma reportagem sobre aluguel de "super-carros". Um daqueles que não se encontra em locadoras comuns. A “máquina” em questão saia por 500 reais para um período de apenas 1 hora. Um verdadeiro capricho para poucos endinheirados que podem se dar ao luxo de gastar quase um salário mínino inteiro para colocar as mãos em um volante tão exclusivo. Como jornalista, fui um privilegiado: tive a chance de pilotar o “brinquedinho”.

O arranque de uma máquina dessas é algo alucinante. Não percebi ao entrar no carro como o banco é tão justo e envolvente, quase que “abraçando” as nossas costas. Quando se dá o mais leve toque no acelerador, logo fica claro o motivo: é preciso estar preso, bem preso ao banco do carro para agüentar o impulso. O corpo é jogado para trás, contra o banco, quando o carro é jogado para frente. Apesar de nunca ter atirado me ocorreu que, talvez, a melhor forma de descrever isso seria comparando com o "coice" que uma arma dá para trás quando um tiro é dado. A energia precisa se dissipar em algum lugar...

Bandidos presos Do LUXO ao LIXO.

Policiais conseguiram prender assaltantes. / Foto: Felipe O'Neill, Agência "O Dia".

Rio de Janeiro 20h45 - Voltando para casa do trabalho - que trabalho árduo pilotar a Ferrari, não? - vejo outro piloto em pânico. O motorista do ônibus à minha frente, em plena Avenida Presidente Vargas, desce desesperado e balançando os braços em sinal de socorro. Sinto bater em meu retrovisor o braço de um policial militar que, correndo, passa com seu fuzil já mirado para o tal coletivo. É a tentativa desesperada de impedir um assalto dentro do ônibus.

Os dois bandidos também tentam ser rápidos: ao perceberem a aproximação da polícia reagem com tiros. Os vidros do ônibus se desprendem e chegam até o chão como se fossem pó. O estampido é seco e frenético. Minha primeira - e única - reação foi me abaixar no carro.

Logo que os tiros cessam vejo os bandidos saindo algemados do coletivo. Esta é a deixa para que desembarque do meu carro e possa ver de perto o que aconteceu. A ação rápida da polícia é aplaudida por populares que, assim como eu, ao verem que o tiroteio termina chegam mais perto, ainda assustados. O saldo - além do mérito policial por cumprir seu papel de forma ágil - é um homem caído no chão: o cobrador agoniza com um tiro na cabeça. Nessa hora baixei a câmera do celular que gravava tudo. Duas opções: era triste demais para ser registrado ou meus olhos não acreditavam no que viam pela tela do aparelho.

Em casa, horas depois - Fico imaginando como vivemos de contrastes. Do “luxo” da Ferrari ao “lixo” em poucas horas. Sim, caro leitor: lixo. Assim considero um bandido que usa um cobrador como escudo numa tentativa medíocre de roubar relógios de pulso e poucos reais. Cédulas agora tingidas com sangue. Como pode? Menos de 2 horas de hiato e tanta coisa antagônica vista!

Aprendi: tudo é relativo na VIDA, a bordo de uma Ferrari , ou na MORTE, a bordo de um coletivo. Fui para casa com as imagens na mão e com esse pensamento na cabeça.


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Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!

11
jul
16h30

Reclamação 150x150 Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!Fico impressionado como empresas prestadoras de serviço de telefone, televisão por assinatura, celular e muitas outras, conseguem ser tão inoperantes no básico: atender bem a quem paga as contas e faz a empresa existir.

Tenho recebido, diariamente, uma infinidade de reclamações de telespectadores aqui no blog. Queixas que vão desde um simples não cumprimento de prazo de instalação, até cobranças de serviços que já foram cancelados há anos! Motivo de sobra para que o cliente - obviamente revoltado - procure os juizados de pequenas causas para ter seu problema resolvido ou substituído por alguma polpuda indenização.

Uma pesquisa no Procon mostra rápido: as operadoras de telefonia celular são as campeãs de reclamações, quase sempre todas do mesmo tipo. Sem citar empresas, há reclamação até de quem comprou um telefone e nunca conseguiu falar, mesmo tendo se passado 3 meses desde a data da aquisição! Em segundo lugar estão as empresas de televisão por assinatura. “Não são todas, mas o cliente deve pesquisar antes de fechar negócio seja para qual serviço for.” - É o que diz o consultor da própria operadora de telefonia que está no topo da lista das mais “injustas” com o cliente; e que preferiu não se identificar ao saber que a minha pesquisa era para ser discutido aqui no blog.

O que me motivou a escrever sobre isso hoje foi justamente o fato de ser personagem do próprio problema. Recentemente contratei um pacote de minutos e serviços para o chamado “roaming internacional”. Em outras palavras, um pacote de minutos e dados para que usasse meu celular em outro país. Foi quando estava seguindo para a França, para uma série de reportagens para o programa que apresento, o “Hoje em Dia - Rio”. Além do serviço não ter funcionado como deveria durante a viagem, a surpresa maior veio na conta: uma cobrança de quase 3 mil reais por uso internacional do mesmo! Como é possível?  

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Telefonia: setor é responsável por mais de 80% das reclamações. / Foto: internet.

Porque isso acontece? - De acordo com dois advogados que escutei sobre o assunto, as empresas de serviços em geral - salvo raríssimas exceções - não investem em retorno ao cliente de forma ágil e justa porque é mais barato arcar com poucas e "baratas" causas na justiça do que investir em atendimento. De acordo com o Procon, de cada 10 clientes que reclamam por algum produto ou serviço, apenas 2 chegam a entrar na justiça. E olha que nem estamos contando que desses 10 que reclamaram pode haver outros 100 que também ficaram insatisfeitos mas que nem chegaram a registrar uma queixa!

Para matar a curiosidade, no meu caso, já estou no oitavo protocolo de atendimento sem nenhuma solução por parte da empresa que, prefiro não dizer o nome, acreditando que eles apenas estão com “problemas momentâneos” em resolver o ocorrido. Mas para quem ainda não assinou contrato nenhum, seja de que serviço for, sugiro cautela e pesquisa. O site do Procon na internet pode ser muito útil aqui no Rio de Janeiro. Se você não for do Rio, uma rápida busca no “Google” pode esclarecer onde está o Procon mais perto da sua casa. Eles sempre fazem as chamadas “listas negras” que, apesar de terem um nome preconceituoso como este, são muito úteis.

Não deixe de olhar a relação das empresas mais “problemáticas” com seus clientes. Planos, pacotes e preços, nem sempre são o mais importante quando o assunto em questão é ridiculamente básico: ter ou não ter o serviço oferecido funcionando bem.

Consumidor Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!

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