Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…

3
jul
22h23

Risada Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…Há um ditado popular que diz: “ria de você mesmo antes que os outros riam.” E isso não é uma frase perdida. Depois de uma semana em que choramos e rimos juntos, alternando sentimentos, semblantes e opiniões; porque não começar uma semana novinha em folha deixando o bom-humor falar mais alto?

Honestamente, acho que NUNCA vamos saber a verdade sobre essa história entre Amin e David Brasil. Quem afinal fez “nascer” o boato de que o outro “morreu”? Como já disse minha colega de blog aqui no R7, Hildegard Angel, pelo jeito a única coisa que morreu mesmo foi a amizade entre os dois.

Papo sério - Para nós, jornalistas, o que ficou foi o aprendizado. Apesar de envolver personagens populares, cômicos e descontraídos, a polêmica da semana passada é mais acadêmica do que se imagina. O assunto é um novo “case” de jornalismo para alunos. Até que ponto nós podemos confiar nas fontes que temos, por mais que elas nos pareçam idôneas e próximas à informação? Até que ponto se poderia imaginar que uma simples “pegadinha” entre dois companheiros, dois amigos, ou dois colegas, poderia colocar em xeque todo o sistema de apurações que se usa no jornalismo de todas as empresas de comunicação?

Lembro-me de um velho argumento da polícia quando se fala de “crime passional”. O tipo de crime que é cometido em casa, entre marido e mulher, motivado por inveja, ciúmes, sentimento de posse ou qualquer outro que permeie a temática “relacionamento”, é impossível de ser previsto. Não depende de policiamento ostensivo.

David Brasil Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…Vamos transferir o raciocínio para outra realidade que, obvio, não tem nada a ver com crime passional? Poderia ser previsto, imaginado, ou vislumbrada a possibilidade de que um dos dois seria capaz de criar uma farsa, mesmo podendo ser até a própria vítima o mentor?  Fico imaginando se não me sentiria paranóico. É complicado lidar com possibilidades que parecem tão estapafúrdias a primeira mão. Precisamos questionar agora até o improvável -  além dos limites normais do “apurável” - por mais que isso resulte num retardo maior para dar a informação que o retardo conservador e precavido que já procuramos hoje?

Talvez esse tenha sido o primeiro caso, aqui no Brasil em que houve um erro em massa induzido por uma “pegadinha” entre dois ex-companheiros.

Amin Kader2 Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…Peço a você, leitor, que não entenda meus devaneios filosóficos sobre a profissão como uma tentativa de justificar erros.  Já passamos dessa fase, certo? Erramos e admitimos. Aliás, toda a imprensa errou. Consigo lembrar de um, no máximo dois veículos de comunicação que não subiram no mesmo barco. Mas pouco gente resolveu dar a “cara a tapa” depois. Então nada de caça às bruxas, nada de busca por nomes que erraram. O que proponho hoje é outra coisa: é discutirmos o que devemos mudar em nosso comportamento e no aprendizado da profissão.

É por isso que sou favorável à obrigatoriedade do diploma. Não pelo “canudo” propriamente dito ou para me “vingar” daqueles anos que também já me pareceram, em alguns momentos, desnecessários na universidade. Hoje vejo que o diploma é preciso justamente por isso: para proporcionar o amadurecimento através do debate acadêmico. E se mesmo assim ainda há possibilidade de erros, imagine sem esses valiosos anos que deveriam ser dedicado muito mais a “filosofadas sobre a profissão", hein?

Bom, estando Amin “vivinho da silva”, que ele continue no nosso “casting de celebridades” por muito tempo! Só mesmo o bom-humor apimentado de Marcos Mion para traduzir o que eu realmente senti na hora de dar a notícia: como descrever todos os talentos de Amim Kahder, hein? Ainda mais estando triste por sua “suporta” partida...

Só vou ficar devendo a foto do crachá, ok Mion? Entendendo bem o significado daquela frase do primeiro parágrafo, melhor “rirmos de nós mesmos” vendo o vídeo abaixo.


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