Quem é pior? Milícia ou Tráfico?

27
jul
16h05

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/07/2011 às 15h16

Um comentário sobre o assunto que merece destaque. Vale à pena pensar à respeito. Ele foi postado aqui mesmo, no blog, esta manha. Veja só:

"Prefiro mil vezes os traficantes que pelo menos fazem algum assistencialismo digno. Miliciano só quer saber de explorar a comunidade. Eles são impiedosos. Sabem como funciona tudo dentro da polícia e até tem pessoas coniventes lá dentro. Para combater traficante tem a polícia que, mal ou bem é a POLÍCIA. Agora como procurar a polícia para combater a própria polícia?" - Cristina

milicias copy Quem é pior? Milícia ou Tráfico?

Apesar da assinatura em nome de "Cristina" o comentário não contém um e-mail válido. Fácil de acreditar que seja cheio de verdade quando se trata da opinião de quem vive em comunidades dominadas por essas milícias.

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POSTAGEM ORIGINAL:

Cristo balas 150x150 Quem é pior? Milícia ou Tráfico?Já me peguei várias vezes fazendo este tipo de questionamento. Em alguns momentos cheguei até a acreditar que, pelo menos com milicianos, o tráfico de drogas estaria banido das comunidades. Cheguei a crer - na visão mais profunda da inocência - que, por tabela, com milicianos essas favelas estariam livres dos confrontos típicos das incursoões policias que quase sempre resultam em balas perdidas e mortos. Talvez essa seja a visão que muita gente ainda tem sobre as milícias quando não se vive sob o domínio delas.

Esse olhar altruísta do "cidadão fazendo as vezes da polícia" é tão passado quanto acreditar que favela sempre foi berço apenas da feijoada da dona Nira e do samba de raiz. Puro romantismo. As milícias hoje não tem mais nada a ver com aquela ideologia de população cansada da bandidagem que resolveu fazer justiça e manter o controle da área com as próprias mão. Os milicianos se aprimoraram, evoluíram, e viraram bandidos. Bandidos tão ou mais perigosos que os traficantes,  quando usam os seus mesmos métodos pata manterem um "pseudo" domínio de sua "pseudo" área.

A notícia de hoje de que milicianos obrigavam cidadãos de bens até a fazer falsas ocorrências policiais para prejudicar seus desafetos, não me causou nenhuma surpresa. Quem trabalha para a lei e passa para o outro lado da linha, vai em vantagem: vira bandido levando consigo todo o conteúdo de nformações, treinamentos e conhecimento de trâmites policiais internos que traficante algum jamais teve. É gente que não "se forma" para o crime na favela como o adolescente que quer o tênis de marca no pé mas não tem dinheiro para comprar. É gente que já entra para o negócio formada. Gente que na verdade se formou antes de virar bandido, fazendo com que nos idaguemos até se entrarou para a força policial por alguma "ideologia cidadã" ou já com esse tipo de objetivo: virar criminoso. E eu que achava que era absurda a história de que tinha gente que fazia concurso para a PM pensando não no salário, mas nas propinas. Quanta ingenuidade minha...

Milícia Quem é pior? Milícia ou Tráfico?

Com os milicianos é a história de não se saber o que pior: sair da panela quente ou cair no fogo que a aquece? Honestamente, acho que a história policial no Rio de Janeiro é cíclica. Na época em que os "mega-traficantes" eram bandidos do tipo "Escadinha" se acreditava em entrar no crime por alguma ideologia social, quase que "separatista" de um modelo falido de gestão de recurosos, d egestão de política social, de gestão força policial. Hoje quem entra para milícia não tem ideologia alguma senão explorar, matar ou morrer.

Na dúvida, hoje, fico com o traficante.

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