Mobilização “strondosa”

31
ago
11h09

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/09/2011 ÀS 12h48

Atenção pessoal que é seguidor do "Bonde da Stronda": vamos contar essa história no ar quando eles vierem? Vou tentar abrir o blog no ar e mostrar a quantidade de mensagens no dia que eles vierem! Mas vale lembrar: eles ainda NÃO confirmaram nada, viu?

Bonda da Stronda Mobilização strondosa 

POSTAGEM ORIGINAL:

auto falante 2 Mobilização strondosa

Não duvide do poder de mobilização pela internet. Nunca mesmo. Atores, celebridades, cantores e artistas em geral usando ferramentas como Twitter, Facebook, Orkut - e outros sites de relacionamento em geral - para sua auto-divulgação, não é nenhuma novidade. Mas o que me impressionou essa semana foi o poder de mobilização de "fãs".

A brincadeira começou com um único "tweet" que pedia a ida de dois Mc´s ao "Hoje em Dia - Rio". O nome deles juntos? "Bonde da Stronda". Trata-se de dois jovens que, costurando funk, carisma e letras ritmadas - daquelas que grudam na cabeça da gente - começaram a arrebanhar seguidores nas redes sociais há pouco mais de 5 anos.

Bonde 2 Mobilização strondosa

Fãs "strondosos": Thug e Léo Stronda arrebanham multidões na internet. / Foto: dovulgação.

Independentemente do gosto pessoal de cada um, dá para perceber quando alguém tem talento em seu segmento musical. E por mais que você ache que não tenha "sintonia fina" para captar isso, não se preocupe: não precisa ter muito conhecimento musical para perceber que algo de diferente os caras tem.

A minha resposta ao pedido foi a que dou sempre quando tratamos as sugestões de estúdio: o nome do "Bonde da Stronda" seria analisado em nossa reunião de pauta. No "Hoje em Dia - Rio" fazemos assim: as decisões são democráticas e avalisadas pela nossa diretora, Vanessa Andrade, - que também não escapou de ter seu perfil no microblog abarrotado de pedidos.

Bonde 3 Mobilização strondosa

"Bonde da Stronda": shows agendados no Rio, São Paulo e Recife. / Foto: internet.

Como melhor entendedor declarado do ambiente "web" do que necessariamente de música, meu termômetro apitou quando vi que a resposta gerou uma onda ainda maior de pedidos! Só no meu perfil, - o @fabioramalho - recebi pelo menos 350 mensagens em um único dia! O mesmo aconteceu no perfil na Mariana Leão - @marianaLeaoHED.

A "brincadeira" não parou por aí: apesar dos meninos do "Bonde da Stronda" serem tipicamente garotos cariocas, acredite: tanto o @fabioramalho quanto o @HojeEmDiaRio foram parar no "top de tendências" dos perfis mais comentados em... Recife! Perguntados como iriam ver os ídolos na televisão, lá de Pernambuco, acabei descobrindo que mais e mais pessoas estão acompanhando nosso "puxadinho carioca" pela internet!

Para os fãs do "Bonde da Stronda" tenho aqui então a boa notícia tão esperada: a sugestão foi aprovada! Teremos muito prazer em receber os rapazes já na semana que vem! Agora é uma questão de agenda, né?

O "Bonde da Stronda" pode "strondar" no nosso programa!

bonde 5 Mobilização strondosa

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Rodeio: brincadeira ou crueldade?

29
ago
10h57
cheiro do feno 150x150 Rodeio: brincadeira ou crueldade?Na Espanha as touradas são uma tradição. Em uma arena - ou estádio - os animais são provocados ao extremo, até se tronarem agressivos e violentos. Não há uma única delas - salvo quando é o toureiro que leva a pior - em que a "festa" não termine na morte do animal. E não adianta reclamar muito com os espanhóis. Isso vai além de qualquer "conceito ambientalista" da atualidade: trata-se de uma tradição - das mais antigas - para qualquer um deles, salvo para os ambientalistas.
Assim como para nós parece uma crueldade sem tamanho comer animais como "cães" por mais que na culinária de alguns países asiáticos isso seja perfeitamente aceitável. Em uma comparação com a Índia, nós é que seríamos os "crueis", sabia? Por lá a "vaca" é considerada um animal sagrado.  

touradas Rodeio: brincadeira ou crueldade?

Tradição na espanha: um dia é do toureiro, o outro... / Imagem: internet.

No Brasil o mais cruel dos eventos talvez seja a conhecida "farra do boi" que já esta proibida em Santa Cantaria, local onde acontecia a "festa". Ao invés das arenas, o animal passava pela mesma provocação e, eu poderia dizer até os mesmos "malstratos" nas ruas.

farra do boi mage001 Rodeio: brincadeira ou crueldade?

Farra do boi: festa proibida por lei em Santa Catarina. / Foto: R7.

Mas o acidente que aconteceu em Barretos - onde acontece o maior rodeio do Brasil, abriu precedentes para se discutir: os rodeios também podem ser cencarados como atos de violência contra os animais?
Essa informação me chamou a atenção quando abordada pelo meu colega de São Paulo, o apresentador Geraldo Luiz. O animal morreu após ter o pescoço torcido por um peão. O acidente aconteceu durante uma prova que se chama "Bulldog": trata-se de uma perseguição onde o objetivo é derrubar o animal no menor tempo possível, usando as mãos.

Para você isso é esporte, faz parte da cultura ou é ato mesmo de violência contra os animais?

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Solidariedade integral

26
ago
09h19

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/08/2011 às 15h22

Essa atualização não tem absolutamente nada a ver com o tema inicial da postagem. Mas se a internet serve para difundir ações de solidariedade, veja só como as vezes também serve para aquela chamada "fama instantânea" e nem percebemos.

Não tem nem 1 mês que uma reportagem foi exibida no programa "Balanço Geral" do Wagner Montes aqui na Record Rio e acabou virando "hit" na internet.  Só me dei conta disso quando, pelo Twitter, li algumas pessoas escrevendo algo do tipo "me paga, me filma, me edita". Eu sabia que tinha ouvido isso em algum lugar mas não sabia exatamente onde. Não demorou muito e percebi que estavam fazendo menção a esta matéria.

Cheguei a contar a alguns colegas de redação que - proximos do jornalismo mas afastados do burburinho virtual - não tinham se tocado que o tal vídeo havia feito tanto sucesso. Eis que uma produtora vira para mim e fala: "ah, então é por isso que ligaram aqui querendo o telefone da moça da ocorrência que mostramos".

A internet é essa loucura mesmo. Do meio de uma ocorrência séria e grave - afinal de contas uma pessoa que dirige desta forma pode levar outras inclusive à morte - surge uma nova "estrela trash".  Um exemplo que nunca deve ser imitado, nem no mundo virtual.  

_____________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Ressoar 31 150x150 Solidariedade integralTodos os anos o meu questionamento é sempre o mesmo: adianta ajudar apenas uma vez por ano e achar que por isso somos mais "solidários"? A filsofia do meu questionamento é inquietadora e baseada, por exemplo, em datas como o Natal. É nessa época que a compaixão está latente em nossas mentes e por isso nos sentimos mais inclinados a ajudar. Mas e nos outros 365 dias do ano?

Fiz essa pergunta no "Ressoar" do ano passado e esperei a reação das pessoas. Foi durante a ação que participei em uma creche, na zona norte da cidade. "O que fazemos amanhã, depois de toda a ação deste domingo?" - perguntei ao microfone. Muitas pessoas baixaram a cabeça. Mas foi a minoria. Outras fizeram o contrário: erqueram suas cabeças e fizeram uma espécie de um "pacto informal" com a gente: as doações e a solidariedade não seriam atitudes com "24 horas de validade", me garantiram muitos dos parceiros.

Biblioteca Ressaor Solidariedade integral

Ressoar de 2010: biblioteca criada dentro de uma creche. / Foto: arquivo pessoal.

Esta semana, um ano depois do Ressoar 2010, fiz um trabalho formiguinha e discreto. Muita gente do Ressoar nem sabe disso, mas procurei a instituição apoiada para ver o que tinha mudado de lá para cá. Minha surpresa foi gratificante. Descobri que um parceiro da área de alimentação cumpriu o prometido e não deu pães apenas por um dia ou por uma semana. Até hoje as doações ainda chegam, mostrando que quem prometeu manteve sua palavra!

O memso valeu para um curso de balé. As crianças tiveram uma sala totalmente preparada para aulas de dança. Mas de que adiantaria uma estrutura tão nova e reluzente sem profissionais que ensinassem as crianças? Outra surpresa foi descobrir que as aulas não pararam e que, com a ajuda de parceiros e voluntários, muitas crianças hoje já fazem bem mais que apenas se equilibrar na ponta dos pés!

Crinaças brincando 300x225 Solidariedade integral

Ressoar 2011: faça parte dessa corrente do bem! / Imagem: ilustração - internet.

Ser solidário é isso. É se preocupar com o todo e nao apenas com a "solidariedade fracionada".

Agora chegou a ver de fazermos de novo! Meu convite é a todos os leitores aqui do blog; a todos os amigos; a todos os colegas - até mesmo de outras emissoras - que queiram dar as mãos. Você se surpreenderia ao descobrir quantas pessoas aqui da Record mesmo já colaboraram anonimamente com projetos de outras televisões, como o "Criança Esperança" ou "Teleton". Solidariedade não escolhe CNPJ nem fonte pagadora. Simplesmente brota!

Então anote aí: eu e a Mariana Leão estaremos, neste domingo, na Creche Comunitária de Vila Triagem, em Benfica. Ela fica nos fundos da Rua Licínio Cardoso, 59, bem perto do metrô de Triagem. Anote também os telefones, caso você se perca no caminho! São eles: 2261-5163 ou 2201-0381.

Alimentos 300x213 Solidariedade integral

Alimentos, brinquedos e roupas: tudo é bem vindo! / Imagem: ilustração.

Se você quiser doar, as crianças precisam de leite, massa, arroz, feijão, cereais infantis, frutas e carne. Também há os ítens de higiene pessoal como pasta de dente para crianças de até 5 anos, escova de dente e sabonete líquido. Se o seu negócio tem a ver coma  faxina, tudo bem! Também é bem vindo material como sabão em pó, desinfetante, detergente e cloro. Ah! E tem também a parte dos estudos e brincadeiras lúdicas da garotada, certo? Papel A4, lápis de cor, giz de cera e mochilas são bem vindas!

Agora, numa boa: se você não tiver como levar nada disso, que tal levar seu sorriso? Não é demagogia não! Vá conhecer  de perto o trabalho social da creche e dar um abraço na gente! Quem não pode ajudar hoje, as vezes é ajudado amanhã de forma tão intensa que - tenho certeza disso - não se esquece de quem precisa. Deixe um pedacinho do seu coração lá com a gente! As atividades começam às 11h da manhã! Até lá!

SERVIÇO:

11h - Creche Comunitária de Vila Triagem - Rua Licínio Cardoso, 59, (perto do metrô de Triagem). Telefone: 2261-5163 ou 2201-0381.

Assista ao vídeo:


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“Rock in work” e barracos afins…

24
ago
09h03

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/08/2011 às 10h40

A postagem sobre trabalho e profissões me fez lembrar um episódio curioso que aconteceu esta semana. O vídeo correu o mundo virtual como  um vírus. Em entrevista ao "Hoje em Dia - Rio" desta terça-feira, o jornalista Leo Dias - leia-se coluna "Pronto-Falei" do Yahoo! - mostrou como é difícil descrever algumas celebridades. A alcunha "personalidade da mídia" caiu bem sobre a eliminada Renata Banhara, do programa "A Fazenda". Mas essa seria a forma correta de descrever outras "personalidades" sem profissões "declaradas" ou óbvias?

Joana Machado1 Rock in work e barracos afins...

Joana Machado: fama de "barraqueira" com passagens pela polícia, de acordo com a coluna do Yahoo! / Foto: R7.

Comentando sobre Joana Machado, em um quadro polêmico do programa, Leo Dias fez mais que dizer que a moça não é personal trainner, não é modelo nem mesmo sambista profissional como já foi descrita. O colunista contou ainda que foi ameaçado de morte por Joana depois de revelar detalhes - nada elogiosos - de sua vida particular - ou pública? - antes mesmo que ela entrasse em "A Fazenda".

Leo Dias Rock in work e barracos afins...

Leo Dias: "Joana disse que eu deveria tomar cuidado ao andar na rua." / Foto: internet.

Pouco depois do vídeo ser postado,  o que se viu foi uma avalanche de críticas no Twitter. Fãs da ex-namorada do jogador Adriano, abarrotaram o microblog com críticas e até insultos! Perda de tempo para tantos defensores: hoje um dos  assuntos em seu site era mais uma vez Joana Machado e sua fama de "barraqueira". O link para ver essa nova notícia que envolve o dono de uma das mais antigas boates do Rio de Janeiro, está aqui. Mas não deixe de ver antes como foi que tudo começou:

 

POSTAGEM ORIGINAL:

Rock in Rio 150x150 Rock in work e barracos afins...Se ir ao "Rock in Rio" parece um sonho distante e caro para a maioria dos brasileiros - e até mesmo para muitos cariocas - já pensou em poder unir o útil ao agradável trabalhando para assistir aos shows? Faltando exatos 30 dias para o maior evento de música do país, nem todas as empresas que estarão por lá estão com seus quadros completos. Eu explico: é que por mais que contratações já tenham sido feitas, sempre há desistências e a chamada "demanda estendida" de última hora. É quando empresas resolvem investir um pouco mais no evento e acabam também contratando um pouco mais para os serviços que serão oferecidos dentro da cidade do rock.

Um exemplo disso são as redes Bob’s e Doggis, as responsáveis pela alimentação das milhares de pessoas que passarão pelo Rock in Rio. Elas ampliaram de 500 para 1.100 o número de oportunidades de emprego durante o festival de música. Funciona assim: os interessados precisam estar na casa dos 18 aos 35 anos, ter ensino fundamental completo e, claro, ter disponibilidade de horário. Não é preciso ter experiência prévia, ok? As empresas oferecem treinamento. Quem já foi selecionado vai trabalhar em todos os dias do festival, em turnos de oito horas, com direito a vale-transporte e alimentação no local. A dica é fazer contato para saber quantas vagas ainda estão disponíveis e ficar na cola esperando os "desistentes". As informações estão no site do Bob´s e também podem ser obtidas pelo e-mail curriculo@doggis.com.br.

Rock in Rio antiga Rock in work e barracos afins...

Rock in Rio I: nunca um evento de música gerou tantos empregos como em janeiro de 1985. / Foto: arquivo R7.

Como o Rio de Janeiro não é só "Rock in Rio", vale lembrar que a mesma dica vale para eventos ainda maiores como a Copa e as Olimpíadas. Porcurar oportunidades na cidade maravilhosa, desde já, pode ser o caminho para quem busca emprego e estabilidade no Rio na época dos eventos esportivos. A lista completa do que é oferecido para quem porcura trabalho está no R7 de hoje. Clique aqui para ver.

Mesmo não sendo diretamente ligada a estes eventos,  a oferta não é pouca coisa: são 2.038 vagas disponíveis. Os candidatos devem fazer o cadastro pela internet. Clique aqui e saiba mais. Sendo no esporte ou na música vale aquela máxima: se ganhar dinheiro é bom, se divertindo pode ser melhor ainda!

Cazuza Rock in work e barracos afins...

Rock in Rio de 1985: quem foi, mesmo trabalhando, viu o show de "Cazuza" e o "Barão Vermelho". / Foto: R7.


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São Gonçalo sem lei

22
ago
14h09

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/08/2011 às 7h51

Receber comentários anônimos não é nenhuma novidade aqui no "blog". Nada fora do comum pessoas que querem fazer denúncias, expor sua opiniões mais contundentes, sem necessariamente serem identificadas. Mas os comentários de leitores nesta postagem talvez sejam o melhor termômetro do que acontece hoje no município de São Gonçalo.

São Gonçalo São Gonçalo sem lei

São Gonçalo: pouco mais de 1 milhão de habitantes e o medo. Porque não denunciar? / Foto: internet.

Nunca houve um índice tão grande de mensagens anônimas denunciando o que nossas autoridades tem tanta dificuldade em ver. O final do texto que postei ontem parece que funcionou como ponta-pé inicial para uma "catarse" coletiva. Vou destacar apenas um dos comentários que traduz exatamente isso. Sugiro uma visita à página de comentários, onde há muitos outros. Vale conferir como essa é a maior prova de que estamos falando de uma cidade com medo, dominada por um poder literalmente paralelo. Veja só:

" Fábio, não só sabemos que a milícia existe como sabemos quem são as pessoas. Porque não denunciar? É muito simples: pra você que mora longe, provavelmente em uma casa cara na zona sul, é fácil. Aqui a gente tem medo de morrer!" - anônimo

O que acham disso? A população precisa denunciar mais ou o medo "congela"?

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POSTAGEM ORIGINAL:

Arma 3 Ponto 40 150x120 São Gonçalo sem leiA cidade pode até ter nome que começa com prefixo de santidade. Mas é só isso. São Gonçalo não está nem para "São" nem para uma cidade "sã" qaundo se fala em corrupção policial, acusações de envolvimento de policiais com milícias ou crimes sem esclarecimentos. A média estadual no Rio de Janeiro é alarmante: de cara 10 crimes cometidos, apenas 4 são elucidados. Os números podem estar desatualizados mas são da própria secretaria de segurança. Imagine como não ficam esses índices então nessa cidade esquecida pelas autoridades de segurança?

Se você não é do Rio de Janeiro, eu explico: São Gonçalo é município que compõe o chamado "Grande Rio". É cidade que fica ao lado de Niterói, apenas se cruzando a "poça" pela Ponte Rio-Niterói. Cerca de 30 minutos da capital do estado.

Mapa São Gonçalo sem lei

Imagino o roso ruborizado do comandante-geral da Polícia Militar. É no mínimo vergonhoso ter que determinar uma investigação para saber se a munição usada para matar a juíza Patrícia Acioli, no último dia 12 - em Niterói - pertencia mesmo à PM. A vergonha não é buscar a verdade. Desconsertante é se pairar a possibilidade que isso aconteça na cidade qué é a segunda mais importante do "outro lado" da Baía de Guanabara.

Juíza praia São Gonçalo sem lei

Juíza Patrícia Acioli: luta contra milícias com penas duras. Morte por encomenda de quem? / Foto: R7.

O texto do R7 de hoje me revoltou. Quem não fica revoltado com isso? As balas que vitimaram a juíza - todas de calibre 40 - seriam de um lote de 10 mil projéteis vendido pela CBC - Companhia Brasileira de Cartuchos - à Polícia Militar. Não se trata de acusação vazia: é que não dá para deixar de considerar que coincidências são difíceis de acontecer quando se descobre  que entre as três unidades que receberam a munição, está o 7º BPM, em São Gonçalo, área justamente onde Patrícia Acioli combatia a presença das milícias e grupos de extermínio!

A moralização de São Gonçalo passa por uma moralização imediata de sua polícia quando se fala de segurança. Cheguei a ouvir até o começo deste ano - e muito - que havia um esforço do atual comandante do mesmo batalhão para combater esse tipo de descaso dentro da corporação. Mas o apodrecimento da "tropa do mal" que existe em São Gonçalo - seja ela de policias militares, civis ou bombeiros - parece ser mais rápida. Os bons homens da lei que me perdoem, mas é público e notório que existem essas forças paramilitares por lá.

O caso da morte da juíza não pode passar impune. Não apenas por consideração aos filhos e familiares dela como o Humberto, primo da juíza, que foi nosso colega aqui de emissora e hoje está na Bandeirantes. É pelo bem e pela moral da própria polícia que, se tiver participado mesmo deste assassinado, terá dado seu "pior tiro no pé" desde sua instalação dentro de São Gonçalo.

Juíza Carro São Gonçalo sem lei

Carro: balas seriam de batalhão que fica em São Gonçalo? / Foto: R7.

Como diz o ditado que "há males que vem para o bem", só falta o governador agora olhar mais para o que existe depois da ponte. Prestar mais a atenção no que toda a população de São Gonçalo já ouve falar faz muito tempo, mas que parecia não ecoar nos corredores de mármore de Carrara do belo palácio do governo. Tem sim governador, muito mais que Icaraí e o MAC quando a ponte termina.

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Bruninha: sem duplo sentido

20
ago
03h00

Já que é fim de semana, vou destacar aqui a entrevista com a Bruninha, que tirou o MC da frente do nome mas não tirou a humildade que tem desde que começou aos 13 anos. Sem shortinhos exagerados e sem tops exibidos, ela mostra que dá para curtir o ritmo mesmo se você achar que ele as vezes nos parece um pouco "devasso" na interpretação de outros artistas, também respeitados.

Além de responder perguntas sobre posar nua, ter tirado o "MC" do nome, estar ou não namorando; o melhor para mim foi conhecer um pouco dos "bastidores" da Bruninha. Muitos artistas que vão ao nosso programa se preocupam em mostrar uma imagem bacana no ar, mas esquecem que já estamos juntos desde cedo, conversando, maquiando, trocando idéias e - sobretudo - observando. É antes de entrar ao vivo, ainda no camarim ou corredores, que conseguimos saber como são as pessoas fora do ar. No caso da Bruninha me impressionou o cuidado intenso do pai e sobretudo da mãe - que fiz questão de chamar ao estúdio também - em relação a essa filha tão bacana e especial.

Os olhos estão sempre atentos a tudo que acontece ao redor da Bruninha e a tudo que ela precise para estar sempre tranquila para se apresentar. Pode parecer contraditório se o preconceito estiver embutido na relação "religião-música" dentro da sua cabeça, mas percebe-se claramente que essa menina do funk é abençoada por Deus. Letras de duplo sentido também não fazem parte do repertório dela. Cuidado da "mãezona" que escreve todas as letras com a Bruninha. Nada de censura para quem já tem 18 anos. É zelo e companheirismo.

Ah! Bruninha, já ia me esquecendo! A "lolita" do funk é você, hein? Segue o que aprontamos:


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A Fazenda: coices e beijos

17
ago
12h34

Fazenda 150x150 A Fazenda: coices e beijosHá cerca de três semanas as manhãs do “Hoje em Dia - Rio” nunca mais foram as mesmas. De forma descontraída - eu diria até “visceral” - o programa “A Fazenda” ganhou uma análise totalmente diferente do que já foi visto na televisão. Desta vez nada de opinião apenas do público, blogueiros ou dos próprios peões já eliminados. Chamamos dois colunistas, peritos em televisão para dar seus “pitacos” sobre o “reality”.

Até aí seria apenas uma idéia diferente, certo? Não. A “roça” que criamos para o programa - carinhosamente chamado pelos apresentadores de “puxadinho carioca” do Hoje em Dia - ganhou força quando descobrimos que, além de serem extremamente “ácidos” em relação às suas críticas, os dois colunistas convidados para o quadro não conseguem concordar em um único assunto sequer! Quem já conferiu o quadro, que virou “hit” dentro do programa já tomando 90% de seu tempo nas terças-feiras, sabe do que estou falando: os dois trocam farpas, se “esculhambam” no ar, levam as disputas - de uma casa onde nunca estiveram confinados - para a vida real com tanta paixão que é difícil separar o que é  vida real e o que é ficção.

As trocas de acusações, piadinhas e farpas garantem o que o telespectador nunca viu: o chamado “politicamente correto” é apenas um detalhe na língua afiada dos dois. “É aquela coisa deles falarem o que todo mundo pensa, mas que ninguém tinha coragem de dizer na televisão.” - garante uma funcionária da limpeza da Record Rio que parou no corredor para rir um pouco com os dois “malucos” no ar! 

 
 

Renata Banhara1 300x225 A Fazenda: coices e beijos

Renata Banhara: uma das eliminadas que não escapou da "acidez" dos críticos. / Foto: internet.

 

Maluco, eu? - Chamá-los de malucos não é difícil. O programa tem sido celeiro de frases curiosas por parte dos dois comentaristas. Coisas do tipo: “quem era você, Renata Banhara, antes de entrar no programa?” - ou ainda “precisam amarrar a Joana novamente em uma árvore para evitar confusão” - alusão clara ao episodio em que Joana, então namorada do craque Adriano, só conseguiu ser contida depois durante uma confusão por ciúmes do ex-namorado, quando colegas dele, do Flamengo, a amarraram em uma árvore!

Conhecedor de televisão como ninguém Paulo Sérgio não perde a chance de provocar quando Guilherme defende, por exemplo, Thiago Gagliasso no reality.  “Você é suspeito para falar porque é amiguinho da família Gagliasso”. Guilherme Barros, não deixa por menos e contra-ataca quando se diz cansado de hipocrisia em relação à surpresa de alguns peões quando descobrem que os colegas de “rebanho” estão fazendo estratégias. “Gente, por 2 milhões de reais até a minha mãe me vende” - disparou ele no programa da última terá-feira levando até os apresentadores às gargalhadas.

 
 

Joana Machado 300x225 A Fazenda: coices e beijos

Joana Machado: amarrada em árvore para se acalmar? / Foto: divulgação.

 

O resultado são risos, mas também podem ser expressos em números: o quadro tem alavancado a audiência do programa todas as vezes que vai ao ar. A liderança no horário da “roça do puxadinho carioca” não é mais uma exceção e sim praticamente uma regra. A única pergunta que fica e se os dois realmente se “estranham” fora do ar ou se tudo não passa de orquestração.

“Não nos adiamos, mas temos maneiras diferentes de pensar sobre o programa. Isso fica tão latente e verdadeiro, que no ar vira briga de verdade.” - diz Paulo Sérgio. Parece? Quem convive com os dois percebe que “pensar de maneira diferente” é mera sutileza. Prova disso é que resolvemos fazer uma votação pela internet: pelas brigas freqüentes dos dois, eles foram mandados à roça! Um deles será eliminado do quadro na próxima terça. E aí? Quem fica e quem sai? Para votar basta postar no Twitter, por meio das “hashtags”. #FORAGUI ou #FORAPS. Você já votou? Veja então a "cara-de-pau" desses dois fora do ar:


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Parques de diversões: o que há de errado?

15
ago
13h17

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/08/2011 às 08h40

orelha 2 150x150 Parques de diversões: o que há de errado?Não é para desmerecer os nossos parques brasileiros. Até porque alguns deles, como o Playcenter e o Hopi Hari, utilizam padrões internacionais de segurança e manutenção. E não é balela: as informações constam nos balancetes anuais de gastos com os cuidados em relação aos brinquedos. Me recordo de ter lido ainda que o Beto Carrero também tem a mesma preocupação e política de segurança, trazendo técnicos até de fora do Brasil para avaliar seus brinquedos. Ainda pensei em fazer uma pesquisa, mesmo que rápida, para colocar números e gastos reais destes parques com manutenção. Mas se é para comparar, peguemos então quem lidera o segmento de parques de diversões no mundo: a Disney. Que tal?

Calma, amigo leitor... Eu sei que parece uma comparação desproporcional e injusta. E realmente é! Mesmo muito longe da nossa realidade de parques pequenos, de bairro, sem tanta tecnologia e alguns até itinerantes - o que não desmerece a qualidade, minha adolescência no parque ITA que o diga - não acho excêntrico buscar inspiração em quem entende bem desse "riscado". Busquei este texto no "Diário de São Paulo" de abril deste ano. Vamos nos inspirar nos melhores, por mais que isso tenda ao utópico?

hopi hari Parques de diversões: o que há de errado?

Hopi Hari: padrão de segurança internacional. Média de 15 minutos de Campinas. / Foto: divulgação.

 "A Disney, que opera mais de 11 parques temáticos nos Estados Unidos e na Europa, tem protocolos de segurança que seguem padrões mundiais e de dezenas de entidades internacionais e americanas de engenheiros e mecânicos. A empresa constrói a maioria de suas atrações em fábricas próprias. Só nos dois maiores parques, Disneylândia e Walt Disney World, que ficam na Califórnia e Flórida (EUA), respectivamente, há 1.400 mecânicos e eletricistas treinados e 100 engenheiros dedicados apenas à manutenção dos brinquedos 24 horas por dia, sete dias por semana.

A manutenção preventiva é feita durante a madrugada. Todos os brinquedos são inspecionados e só são liberados para a operação após passar por uma série de testes. Além da inspeção noturna, os brinquedos são submetidos a um programa de manutenção que checa itens em base semanal, mensal e anual. Os operadores dos brinquedos recebem treinamento constante a respeito de normas gerais de segurança e também sobre a atração que operam. Cada brinquedo tem seu próprio manual de operação."

 

beto carrero1 Parques de diversões: o que há de errado?

Beto Carrero: busca por técnicos até no exterior. / Foto: divulgação.

 

Não sei se é "lenda urbana", mas cheguei a ouvir uma vez, dentro da Disney de Orlando, que todos os postes - eu disse TODOS -são inspecionados de madrugada, e se necessário são pintados dia-após-dia para que não fique um só arranhão! Uma amiga que já trabalhou por lá - só que na Disneyland de Los Angeles - e com quem falei antes de escrever essa postagem, me disse que a meta por lá é que o parque "a cada dia que começa, fique com cara de foi terminado no dia que terminou." Tudo novinho em folha, 365 dias por ano.

 

______________________________________________  

 POSTAGEM ORIGINAL:

O assunto me faz lembrar o parque  Terra Encantada, na Barra da Tijuca. De encantado ele não tem mais nada. Foi nele que, em junho de 2010, uma senhora de 61 anos caiu da montanha russa quando o brinquedo estava em pleno funcionamento. Agora a história se repete em outro brinquedo e em outro parque. O "Tufão" agora é na vida da família da estudante de 17 anos morta que, sem condições de pagar uma banca de advogados caros e renomados - como aconteceu no Terra Encantada - teme o risco de ver o caso terminar em pizza.

A polícia civil garante que não vai ser assim. Aliás, a delegada titular da 42ª Delegacia do Recreio, já avisou vai voltar ao parque ainda hoje para "analisar melhor o local" - garante o R7. O carrinho do tal brinquedo - que leva o nome de fenômeno da natureza - além de matar a adolescente ainda deixou feridas 10 pessoas que estavam na fila da mesma atração e da compra de ingressos. Foi quase que uma "fila da morte" sem que os usuários soubessem que o susto alí seria bem maior do que o proporcionado pela engenhoca.

carrinho 2 Parques de diversões: o que há de errado?

Informações preliminares: 6 pessoas poderiam estar no carrinho com capacidade para 4 pessoas. / Foto: R7.

De acordo com a delegada, a proprietária do Glória Center Parque de Diversões - grave bem qual é o parque que, apesar do nome não fica no bairro da Glória e sim e Vargem Grande -"tem 90% de chance de ser indiciada", pelo mau estado de conservação. Já ouvi que o que realmente falta alí não é só manutenção: seria preciso uma reforma geral no parque.

Me pergunto quem falha mais em casos como este: o parque, que é acusado de omissão - se comprovados os indícios de pouca manutenção no brinquedo - ou a prefeitura que não se mostra atuante na fiscalização dos mesmos? É muito difícil acreditar simplesmente em fatalidade quando a questão "manutenção" está em jogo.

tifao 300x224 Parques de diversões: o que há de errado?

"Tufão": brinquedo onde o acidente aconteceu. / Foto: R7.

Não vejo notícias de aviões tendo problemas aqui no Rio com tanta freqüência quanto vejo notícias envolvendo esses parques. Estamos comparando aparelhos que não deixam de funcionar corretamente por falta de manutenção, certo? Não me lembro de nenhum caso recente de morte por falta explícita de manutenção em aeronave no município do Rio de Janeiro, que contemple o período de junho de 2010 e agosto de 2011 - hiato entre o acidente do Terra Encantada e o do Parque Glória neste final de semana.

Queria eu que o único assunto ligado a parques a ser discutido aqui no blog fosse o cômico "mal estar" vivido pela estudante universitária Aretuza que virou "hit" no YouTube depois de vomitar em um brinquedo parecido, de um parque de Bangu, também zona oeste carioca.

Desta vez não foi tão leve assim. O que embrulha meu estômago é imaginar quem está sendo omisso nesses casos. O que está acontecendo nos parques do Rio de Janeiro é brincadeira sem graça proporcionada por alguém que deveria ser sério: ou o parque - porque lida com vidas - ou a prefeitura que lida com a fiscalização dos mesmos. Sem querer generalizar - mas já generalizando - deixo aqui o mesmo conselho que dei à minha irmã quando levei meus sobrinhos ao Terra Encantada, há muito tempo, quando o mesmo aida estava em funcionamento: se há o menor sinal de descaso e descuido com a manutenção do parque - o que vimos aos montes por lá - não vale à pena se arriscar. Nada é mais injusto que colocarmos o que temos de mais precioso em risco por causa de poucos minutos de diversão. Ninguém quer o passeio do fim de semana virando trem fantasma..

hong kong disneyland mickey1 Parques de diversões: o que há de errado?

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Uma estrela cansada

12
ago
15h56

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/08/2011 às 14h30

Para fechar bem a semana, seguem dois momentos do programa que me marcaram. O primeiro deles é uma homenagem muito especial a um pai próximo de toda a equipe do "Hoje em Dia - Rio". Para que procurarmos apenas pais e filhos famosos às vésperas do Dia dos Pais, quando as histórias mais bonitas e comoventes podem estar bem ao nosso lado? O William - mais conhecido como "urso branco" por obra do amigo Wagner Montes -  é um exemplo dessas casos. Ele é assistente de estúdio no programa. Foi a filha dele, de apenas onze anos de idade, que encontro a mãe deitada, já morta, depois de um ataque fulminante do coração. A partir desses dia os dois viram que teriam que unir forças não só para superar a perda, mas também para cuidarem um do outro. 

Falar em "pai" no Dia dos País não é fácil para quem não tem mais o seu pai ao lado. Esse infelizmente é o meu caso e o caso também da Mariana Leão. Por isso resolvemos mostrar no ar um caso que faz parte do nosso dia-a-dia, dos nossos bastidores. O William e a filha são guerreiros natos! Veja:

Já que desse feijão eu não provei, o melhor é comemorar o dia servindo! Vamos falar de coisas alegres? Que tal dar mordomia para o papai hoje? Mesmo sem ser tão bom nisso, eu arrisquei aprender a servir de verdade, mas não para homenagear os pais. Nessa semana também foi comemorado o "Dia do Garçom".  Como não poderia deixar de ser, lá fui eu aprender um pouco sobre esse ofício. Então, para os pais que vão ter que trabalhar até mesmo no domingo "deles", fica nossa homenagem! 

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POSTAGEM ORIGINAL:

microfone 150x150 Uma estrela cansadaEntrevistar Dionne Warwick é, sem dúvida alguma, um privilégio. E não se engane em achar que nesse tipo de afirmação está embutida alguma dose exacerbada de orgulho por tal proeza. Muito menos que paire sobre a cabeça de alguém alguma admiração tendendo ao fanatismo. Nenhum dos dois. É um mero reconhecimento - equilibrado - a quem criou mais que música: criou um estilo.  

Pouca gente sabe mas foi Dionne Warwick que, na década de 60, criou o conceito de “diva” no mundo do “showbiz” internacional. E é a pura verdade. Mesmo sem ter consciência disso naquela época, ela criou um estilo. Aquela mulher poderosa, no alto de um pedestal, com poder de ter quem quiser aos seus pés usando o charme e talento para isso não é invenção pós-moderna de Rihanna ou Beyoncé. De certa forma Madonna também seguiu exatamente os mesmos passos, só que com uma dose extra de irreverência e coreografias viscerais. Mas ainda assim, mesmo com sua genialidade, foi seguidora. A origem de tudo estava lá: Dionne Warwick.

Mas a diva famosa e “setentona” também demonstra sinais de cansaço. Dionne Warwick nos recebeu em seu camarim, logo depois de um show de quase 2 horas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, bastante cansada. E leia-se “bastante” em letras garrafais. Dona de um sorriso envolvente e de uma voz que dispensa comentários; a impressão que se tem é que ela pode dizer o que quiser - mesmo se for indelicado - de forma tão meiga que seria incapaz de ofender.

Algumas de suas primeiras palavras foram exatamente essas: tempo e cansaço. A cantora pediu - e não foi uma vez apenas - que a entrevista fosse breve e que começássemos o mais rápido possível. Seu semblante remetia ao cansaço. Tão cansada que mal conseguiu prestar a atenção quando disse que tínhamos um amigo em comum: Billy Paul, que recentemente esteve em nosso programa. O abraço afetuoso que o rei da “soul music” pediu que desse nela quando nos falamos por telefone, minutos antes da entrevista, ficou para a próxima.  

 Por falar em Billy Paul, outra sensação que tive ao lado de Dionne Warwick foi a de que ela não tem a mesma disposição para falar dos percalços em relação a drogas como Billy tem. Para refrescar a memória dos mais jovens, há exatos 10 anos, Dionne Warwick foi detida no aeroporto de Miami com uma dúzia de cigarros de maconha. De acordo ainda com a imprensa americana, o álcool também foi outro vilão ao longo de seus quase 50 anos de carreira. Limitei-me a perguntar sobre a prima dela, Whitney Houston, notoriamente envolvida com os mesmos males em uma realidade mais recente. A senhora Warwick limitou-se a dizer que “ela agora está bem.” - e concluiu com um imenso sorriso dizendo: “vou dizer que você perguntou por ela.”

Dionne 02 Uma estrela cansada

Dionne Warwick - duas horas de show no Teatro Municipal. Foto: arquivo pessoal.

 

Apesar de ter projetos voltados para o Rio de Janeiro como seu próximo CEP residencial, Dionne Warwick foi muito franca sobre o que pensa, quando reproduzi uma pergunta enviada por um fã pelo Twitter (@hojeemdiario, @fabioramalho), minutos antes: questionada se o Rio era mesmo a cidade maravilhosa, ela disse que “não poderia afirmar isso porque conhecia tantos lugares incríveis no mundo...”

Dionne é uma fã incondicional do Brasil e dos brasileiros. Acredito piamente que não teve a intenção de parecer arrogante como, por um minuto, me remeteu tal resposta. Mas ela estava cansada. Cansada ao ponto de depois de uma das últimas repostas, quando a entrevista ainda caminhava para seus 15 minutos de duração, simplesmente dizer “eu preciso ir agora” - ainda com a câmera ligada. A cantora de “I´ll Say a Litlle Pray for You”  precisava de mais descanso que qualquer um de nós.

Dionne Warwick não estava apenas cansada: estava esgotada. Consigo me lembrar muito bem de seu rosto, já na porta do camarim, quando olhou-me direto nos olhos e, com um sorriso de derreter qualquer coração, pediu desculpas por estar tão exaurida para dar a entrevista.

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Mais que parentesco: semelhança física incrível com Whitney Houston. / Foto: internet.

  

Dionne Warwick consegue ser tão sincera que deixa a dúvida no ar se foi indelicada ou se foi apenas honestidade embrulhada em gentileza. Na dúvida fico com a segunda opção.  Logo ela deu um passo para trás e, como toda boa carioca que se preze, se despediu com dois beijinhos no rosto levando em suas mãos a orquídea que lhe dei durante a entrevista.

Consegui entender que uma entrevista não depende apenas da vontade que temos em ouvir. Dependemos, claro, da vontade e das limitações - mesmo que momentâneas - de quem vai falar. Mesmo também cansado e voltando para casa com uma entrevista debaixo do braço que não rendeu tanto quanto as que fizemos com Billy Paul, Rosie Huntington, Josh Duhamel, Michael Bay e Tom Felton - entre outras celebridades internacionais - passei a admirar ainda mais a cantora.

Conheci Dionne Warwick por Dionne Warwick, sem máscaras, sem falsidades. Ser “diva” é exatamente isso...

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A polícia errou… de novo?

10
ago
10h58

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO 11/08/2011 às 13h40

Lendo todos os comentários postados aqui pelos leitores, nao dá pra deixar de ter "aquela velha opinião formada sobre tudo" que envolve polícia no estado do Rio de Janeiro. Minha conclusão final sobre o tema é que nossa polícia não merece mais a prerrogativa de que "errar é humano".

Aluno Fracassado1 150x150 A polícia errou... de novo?A Polícia Militar carioca vem se mostrando inapta e inepta em corrigir seus erros porque, simplesmente, parece não estudar seus deslizes como "cases" para aprendizados futuros.  Exatos 11 anos se passaram desde o caso com o "ôibus 174" e a polícia - por pouco - não terminou o caso do ônibus na Avenida Presidente Vargas do mesmo jeito.

É como um aluno que não aprende. Evolução "zero" nos casos envolvendo coletivos aqui no Rio. Para não ser injusto, tenho que lembrar o caso de um ônibus sequestrado por um marido inconformado com uma separação. Foi na Avenida Brasil quando o coletivo vinha da Baixada Fluminense.

Mas tirando essa excessão, os policiais militares - que merecem todo meu respeito - estão mais em débito do que com crédito. E olha que somos peritos, com toda modéstia à parte, em mostrar o que também existe de bom dentro da corporação.

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POSTAGEM ORIGINAL:

arma 3 150x150 A polícia errou... de novo?Não faz nem um mês que testemunhei uma história parecida, porém com desfecho diferente. Na mesma Avenida Presidente Vargas - sobre a qual parece pairar uma certa “zica” que por sua vez parece ter vindo da Avenida Brasil - presenciei um assalto à coletivo que terminou em tiros e com um cobrador baleado na cabeça. A polícia agiu rápido e conseguiu controlar a situação.

 E foi uma ação rápida mesmo. Empunhando meu celular que registrava tudo, pude ouvir passageiros que, apesar de se darem por satisfeitos com a ação da PM, questionavam se a troca de tiros teria sido mesmo necessária. Fui convencido de que os disparos foram inevitáveis quando um jovem, que estava dentro do ônibus, disse que os bandidos puxaram o gatilho primeiro, fazendo inclusive o cobrador atingido de “escudo humano”.

Nesse novo caso são pelo menos 20 depoimentos que dizem o contrário: que os bandidos não deram um único tiro. Quem teria aberto fogo teria sido a própria Polícia Militar. Não. Não é preciso ser perito em segurança pública ou trabalhar com jornalismo policial, para chegar a conclusão que qualquer criança de cinco anos chegaria e explicaria “desenhando”: não se atira em uma situação em que há reféns tomados por criminosos. Não se não estivermos falando de situação extrema, a chamada “última possibilidade”. O treinamento diz que o protocolo é negociar até a exaustão. Ao contrário disso, a Polícia Militar deu um atestado de imperícia.

 
 
 
 

onibus A polícia errou... de novo?

Tiros e passageiros baleados: erro de avaliação da Polícia Militar? - Foto: R7.

 

As perguntas começam assim: porque a polícia atirou primeiro se havia 20 pessoas inocentes à bordo? A primeira argumentação, ainda na madrugada, era a de que isso foi necessário para que os bandidos não tentassem uma terceira fuga - já que por duas vezes o ônibus havia sido colocado em movimento - guiado por um passageiro que era obrigado pelos bandidos a dirigir. Mesmo com todo treinamento que nosso policiais supostamente recebem, parece que não foi possível mirar apenas nos pneus do coletivo: fotos tiradas no local, antes mesmo que o ônibus fosse recolhido para uma perícia, mostram que as furos dos tiros perfuraram a lataria bem acima dos pneus, inclusive na lateral onde fica o motorista. Na perícia no Instituto Carlos Éboli, os números gritam contra a PM: foram 16 tiros contabilizados em toda a lateria até agora. Não foi preciso especular muito para ouvir, de colegas de farda mesmo, que o objetivo era “apagar” o motorista que deduzia-se ser um dos bandidos.

De trapalhada em trapalhada, a Polícia Militar ainda fez mais: conseguiu perder a chance de fazer as contas de quantos bandidos estavam à bordo quando não soube distinguir se o primeiro homem a descer do ônibus correndo era mesmo o motorista em uma fuga desesperada ou um dos quatro criminosos. Nessa hora um dos bandidos - esse de verdade - consegui escapar.

 
 
 
 

policial bus A polícia errou... de novo?

Policias revistam ônibus sequestrado: tiros teriam partido de dentro do coletivo ou de fora? - Foto- R7.

 

E as confusões não pararam por aí. Ainda teve a derradeira: em uma tentativa, não se sabe de prover segurança para curiosos e jornalistas que se aproximavam ou de evitar que “desencontros” assim fossem flagrados; um PM chegou a agredir um repórter cinematográfico que estava no local.

Não acho que seres humanos são infalíveis. Policias também podem (mas não devem) errar, avaliar mal e estão suscetíveis a ações por impulso. Você, eu, ou qualquer outra pessoa, também poderia errar mesmo diante de todo treinamento que “supostamente” é dado. O que surpreende é a sequência de ações que pareciam mal pensadas e orquestradas no calor da emoção. Logo a Polícia Militar do Rio de Janeiro que leva o peso nas costas - e para toda a vida - do caso do ônibus 174 no Jardim Botânico há exatos 11 anos.

Se não fosse em um ônibus, seria facilmente caso de um bonde a todo vapor que, com ou sem freio, parece não ter é motorista.

 

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