Queimado vivo

8
ago
18h14

Botton animais 150x150 Queimado vivoO animal não passa de um filhote. A estrutura corporal e o ganido sofrido mostram bem isso. Adolescentes - irracionais, diga-se de passagem - jogam no corpo do cachorro, lentamente,  uma espécie de “solução” incolor. Primeiro parece até que é água. Depois, ao se observar o cuidado que eles têm para que o bichinho fique completamente encharcado, logo se percebe que a atitude é mais macabra do que se poderia imaginar: o líquido é inflamável.

Outro rapaz próximo, com um isqueiro ou qualquer objeto que produz fagulha, dá início a uma seqüência impensável para quem tem um pingo de amor à vida. Algo absurdo em qualquer cultura, país, religião ou estado de espírito.

Não consegui ver as imagens sem chorar. As chamas tomam conta do animal de forma violenta. Só resta correr, ganir em um ato de desespero em busca de algum lugar onde haja água para aliviar aquela ardência por toda a pelagem. O animal se contorce à medida que eu assisto incrédulo. Levo minha mão até a boca, impressionado com tamanha crueldade. A morte é lenta e sofrida. O “chorinho” do filhote vai sumindo aos poucos. Os rapazes só desligam a câmera quando qualquer sopro de vida não faz mais parte daquela estrutura queimada e escura. 

Como algum “animal” pode fazer isso com um cachorro?

Se o relato já lhe apavora, recomendo não ver as imagens. Quem tem cachorro em casa não consegue ver tais cenas e seguir o dia sem um embrulho no estômago de lamento ou de raiva pelos estúpidos adolescentes que, não só queimam um cão em chamas como ainda filmam tudo  para postar na internet. Isso é muito, mas muito triste mesmo.

Cão 2 Queimado vivo

As imagens vieram parar em minhas mãos através de pessoas que nem conheço, mas que se valem da grande penetração de nosso blog para tentar dar um basta nisso. Pensei muito se valeria à pena colocar uma imagem tão forte por aqui. Preferi deixar apenas um link para os mais corajosos. É forte demais, embora pareça que nós, seres humanos, só nos sensibilizamos assim: mediante um pouco de pressão. Aliás, quando tratamos animais dessa forma, acho que deixamos de ser tão humanos assim: os irracionais somos nós.

Os pais têm responsabilidade na educação dos filhos. Ma não acredito que seja esse o fator determinante. Parece que, muitas vezes, quanto mais se educa mais se tem surpresas como estas. Quantos não foram os pais zelosos que tiveram seus filhos envolvidos em crimes e crueldades como esta? Mas alguma explicação precisa ter. A vontade de chamar a atenção não pode ser maior que a piedade, sentimento restrito ao seres ditos “racionais”.

Cheguei até a duvidar e questionar se o vídeo era verdadeiro, tamanha crueldade. Mas pesquisando rapidamente em blogs de entidades ligadas aos direitos dos animais vi que minha vontade - de tudo não passar de um “truque” - era apenas um sonho. Assim como todos que postaram o vídeo, resolvi superar esse dilema mostrando o que o ser humano - independentemente de país, região ou língua falada - é capaz de fazer.

Se achar o relato acima muito forte, não não siga para o link, não assista. Se achar forte demais para nosso “blog”, reveja seus conceitos: lembre-se que foi graças a divulgação de imagens como estas que, aqui mesmo no Brasil - no nosso Rio de Janeiro - foi possível encontrar adolescentes que atearam fogo em um cavalo, na zona norte do Rio. O caso do “Queimadinho” - como ficou conhecido - ecoou e repercutiu em todo o país. A força da mídia trouxe providências.

 Fale com seus filhos. Comente com quem gosta de animais.  Não posso deixar de acreditar que colocar fogo em um animal indefeso é mais que crime: sem ser piegas ou emotivo ao extremo, esse é um passivo até espiritual, eu diria, que vai para toda a vida de um jovem inconseqüente que resolve se divertir com a dor e com a morte de um ser vivo.

O vídeo abaixo trata de outro tipo de crueldade com animais. O abandono e mals-tratos. Foi ao ar no "Hoje em Dia" desta segunda-feira.

“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.”
Mahatma Gandhi

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Força sempre Jovem

5
ago
09h28

Ilustra Palestra 150x150 Força sempre JovemNão existe força maior no mercado de trabalho que aquela que emana de quem tem espírito jovem e disposto a conquistar seu espaço, seu "lugar ao sol". Dizem que ontem dei uma palestra sobre mercado de trabalho. Dizem... Eu honestamente acho que eu é que tive uma palestra com 200 jovens que ensinaram muito sobre superação e força de vontade para fazer o que, as vezes, o poder público não faz.

O chamado "terceiro setor" é isso: homens e mulheres de boa fé que sem reclamar ou titubear, tomam para si responsabilidades que deveriam ser, prioritariamente, públicas. Mas como não há "tapa de luva de pelica" melhor que arregaçar as mangas e fazer; o que vi ontem é exemplo para deixar qualquer governate envergonhado. A sociedade, quando organizada, ajuda e orientar comportamentos.

Falar na televisão - ou pessoalmente - para quem é "Força Jovem", é aprender mais do que ter o que ensinar. Obrigado a todos pelo carinho de ontem e obrigado pelo aprendizado...

R7 palestra2 1024x584 Força sempre Jovem

"O apresentador e âncora do jornal Hoje em Dia Rio, Fábio Ramalho, falou na noite de quinta-feira (4) com aproximadamente 200 adolescentes que integram o grupo Força Jovem da Igreja Universal da região de São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense.

O grupo é coordenado por Wanderley Felício Aguiar, que trouxe o palestrante para trocar experiências com os jovens. Segundo Aguiar, é fundamental para eles assistir a palestras com profissionais do gabarito de Fábio Ramalho, uma vez que muitos desses adolescentes viviam em contato com fatores ruíns que acontecem nas comunidades onde moram. O projeto surgiu para ajudá-los a enxergar outras oportunidades.

- Nas ruas essa moçada não teria a oportunidade de aprender tantas coisas boas como a palestra desta noite.

De acordo com o sonoplasta Allan de Souza, que disse ter se envolvido com o mundo das drogas quando tinha 12 anos de idade, a palestra é uma grande oportunidade para que jovens não cometam o mesmo erro que ele cometeu quando era mais novo. Souza conta que tudo começou com a separação dos pais e a má influência dos amigos. Um dia então foi convidado para um evento esportivo na Catedral da Igreja Universal e descobriu que havia muitas oportunidades longe do mundo das drogas.

- Quando você não tem consciência exata do que é o mundo aqui fora, você acaba entregando a sua vida nas mãos de pessoas que se dizem amigos e tudo piora quando você chega em casa se depara com discussões familiares. Tudo isso te leva para baixo. Por sorte conheci o grupo Força Jovem e consegui superar todos esses problemas. Hoje vivo em paz, longe das drogas e com mais responsabilidade.

Fábio Ramalho iniciou a palestra agradecendo pelo convite e disse que a apresentação seria uma grande troca de experiências.

- Fiquei muito feliz em ter a oportunidade de poder passar as minhas experiências profissionais. Mesmo tendo como base o jornalismo, que é a minha formação, a palestra servirá para todos que desejam seguir o ramo de comunicação, ou qualquer outra profissão.

Durante a apresentação, Ramalho comentou que nasceu em Brasília, onde estudou jornalismo. Foi lá que começou a trabalhar como estagiário em uma produtora de vídeo que fazia um programa sobre turismo. Trabalhou também como estagiário em outra emissora, onde teve o primeiro contato com reportagens políticas. Ele passou ainda por outras emissoras até ser contratado para trabalhar na Rede Record.

- Quando cheguei à Record já tinha uma certa bagagem. Fui contratado para editar e produzir o programa Fala Brasil, ainda em Brasília. Foi então que apareceu a oportunidade de vir para o Rio de Janeiro para apresentar o programa RJ Record, onde fiquei por cinco anos, até receber esse presente que é apresentar o programa Hoje em Dia, ao lado da minha grande amiga Mariana Leão.

Ramalho falou ainda sobre a integração das mídias e o grande sucesso do seu blog no R7. Ele esclareceu que a ferramenta é uma extensão do programa e que o abastece com o que não tem tempo de falar no Hoje em Dia.

- O jornal permite comentar as reportagens, mas como o tempo não é suficiente para expor todas as minhas opiniões, eu utilizo a ferramenta do blog para complementar as minhas ideias.

O palestrante encerrou a apresentação abrindo espaço para que os convidados fizessem perguntas, que foram respondidas com muita atenção."

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Perigo Coletivo

3
ago
19h39

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/08/2011 às 13h13

A palestra de hoje:

Cartaz Palestra Perigo Coletivo

O que acontece com a torta mousse e muitas outras delicias preparadas no nosso "puxadinho carioca" depois que o programa sai do ar. Veja só: 

A matéria completa para quem não viu ou não conhece ainda a "mão" que a Tia Léa tem para assuntos gastronômicos também está aqui. Cozinheira de mão cheia, o legal foi saber que qualquer pessoa pode encomentar um jantar dela. Se preferir, o cliente pode jantar na laje dela, no Morro do Vidigal. Eu já provei a torta e recomendo. Só falta combinar uma feioada nessa laje, hein Tia?

POSTAGEM ORIGINAL:

O QUE 11 150x150 Perigo ColetivoPagar menos por produtos ou serviços que chegam a custar até 50% a mais no mercado digamos, “tradicional” de compra e venda, era algo impensável há pouco mais de um ano. As chamadas “compras coletivas” começavam a engatinhar nos Estados Unidos quando nós, brasileiros, ainda nem tínhamos ouvido falar da novidade.

O fenômeno começou com o “Peixe Urbano” no Brasil. A idéia hoje já dispensa maiores explicações de tão difundida que foi: quando mais pessoas compram de uma vez um mesmo produto ou serviço, o preço tende a cair. Não tem mistério: é a pura lei da oferta e da procura. Como em um cardume mesmo, vários outros sites apareceram na rabeira e cresceram na mesma maré de um modismo que trás praticidade, economia, mas que também esconde perigos. Quem usa estes serviços pode ser “fisgado” por arapucas de ofertas mal explicadas, atrasos na entrega e acredite, até discriminação ou mal atendimento, já que muita gente tem direito a mesma coisa que você comprou, certo?

Minha experiência aconteceu em um restaurante de comida chinesa de uma grande rede de culinária asiática na Barra da Tijuca. Apreciador do tipo de comida - mas totalmente desinformado de que o dia que resolvi comer uma “Yakisoba” era justamente o último dia de validade de cupons vendidos por um desses sites - me surpreendi: foi difícil sentar, foi difícil ser atendido, e foi difícil fazer o básico: comer! O buffet claramente dava sinais que não comportava a quantidade de clientes que o estabelecimento recebia de uma vez só. A comida faltava nas travessas, os pratos estavam frios e o sabor agradável - típico do tal restaurante - dava lugar a alimentos sem tempero, alguns crus e mal preparados. A garçonete que sempre me atende ficou envergonhada...

Yakisoba Perigo Coletivo

Valeu à pena para o tal restaurante perder clientes freqüentes, como eu e tantos outros que podem ter passado pelo mesmo, para em um dia só atender - e atender mal - um exército?

A dona de um salão de beleza em shopping de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, acredita que só vale à pena se a qualidade não cair. Batendo um papo informal com uma das manicures da casa, soube que o salão havia colocado um pacote de “pé-mão-escova” por apenas R$9,90. A surpresa no preço gerou uma surpresa em vendas: cerca de 6 mil cupons foram comercializados em apenas um dia.

Como o “bônus” para pagar menos vem pela internet, o “ônus” para os maus prestadores de serviços não poderia seguir outro caminho: em uma rápida contabilidade, pela rede mundial mesmo, encontrei um artigo do Instituto de Defesa do Consumidor de São Paulo que mostrava que o Groupon/Clube Urbano, ClickOn e Peixe Urbano tinham 608, 528 e 463 reclamações, respectivamente. Clubes de compra têm número maior: o Privalia conta com 2.160 reclamações, enquanto o Brandsclub tem 2.099 queixas. Os números estão no site http://gizmodo.com.br e em vários outros que estudam e discutem o fenômeno de vendas coletivas.

Resumindo: compra coletiva é um barato, mas pode ser um “barato que sai caro” quando a empresa que vende pela internet não atesta ou sequer põe a “mão no fogo” por seus anunciados.

Você já teve problemas com compras coletivas? Conte seu caso nos comentários. Muitas dessas histórias podem virar matéria.

Compras Coletivas 2 Perigo Coletivo

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Ensaio sobre a vaidade.

1
ago
09h34

ÚLTIMA ATUALIAÇÃO: 02/08/2011 às 09h07

Um pouco dos nossos bastidores: esse é o "making-off" da gravação do piloto de um novo quadro que estréia hoje no "Hoje em Dia - Rio". O Guilherme Barros (http://candybox.com.br) o Paulo Sérgio (http://portalps.com.br) são dois internautas daqueles que formam opinião pela web  e estão acostmados com as notícias das celebridades e de gente famosa. O interessante no quadro são as "picuínhas" entre os dois e as aprontações desses críticos de "A Fazenda" por todo o Rio de Janeiro.  Veja como foi o treino e a magia da televisão onde o cenário gravado é "vazio", pintado apenas de verde, e o que aparce no ar é um cenário hiper-elaborado na base da computação gráfica.

POSTAGEM ORIGINAL:

Não me pergunte se existe mesmo tanto “glamour” em trabalhar com jornalismo em televisão. A resposta pode ser desanimadora. E não é nenhum “balde de água fria” para os mais empolgados. O binômio “exposição - assédio” realmente existe, mas tolo é aquele que acredita que a dosagem desses dois ingredientes segue o livre gosto do freguês.

A televisão às vezes inebria e cria “monstrinhos”. A televisão “mitifica”. Isso mesmo: cria falsos mitos em torno de quem a assiste e, outras vezes, em cima de quem trabalha nela. Lembro-me bem que, ainda no primeiro período da faculdade, um professor perguntou na sala de aula quem estava ali porque queria trabalhar em televisão. Desavisados e sem muita malícia em relação às segundas intenções da pergunta, vi uma onda de braços se lançando ao alto. Dos 42 alunos que compunham a turma, atualmente apenas eu, a Poliana Abritta e o Tadeu Schmidt - ambos da Rede Globo - estamos trabalhando no que era ao sonho da maioria.

Isso não é motivo de orgulho e ostentação para nenhum de nós três. É a constatação de que, antes do 1% de “glamour” que a tal “telinha”, também propicia, existe uma carga de 99% de trabalho: e trabalho árduo. Nas minhas épocas de coberturas jornalísticas em Brasília, só Deus sabe o tempo que ficávamos em pé, na portaria de um Ministério da Fazenda, por exemplo, esperando terminar uma reunião com o FMI para colher alguns míseros 30 segundos de entrevistas. Eram mulheres de vestidinhos, terninhos, homes de paletó e gravata, jornalistas desconhecidos e medalhões da imprensa sentados pelo chão, muitas vezes cochilando, fazendo o que fazíamos de melhor nessas horas: esperar, esperar, esperar...

Jornalista não é artista. Apesar dos dois ofícios darem até rima, quem fica famoso é artista. Jornalista fica no máximo “conhecido”. Apesar do radicalismo que tal afirmação evoca, fica claro que “glamour” é, quando muito, consequência de um trabalho bem feito. Nunca meta. Quem procura fama como destino final de sua jornada de trabalho, pode ter más notícias e ficar pelo caminho.

Terapia resolve muita coisa. Entretanto há alguns males que são patológicos e seu portador sequer percebe que a tem. A vaidade é erva daninha da alma e que afeta muita gente acima de qualquer suspeita. O desespero dessa patologia gera situações inusitadas, todos os dias, que nem sempre estão expostas aos olhos atentos do telespectador. A vaidade leva a um apelo ao ilícito, ao amoral ao questionável. As referências ficam truncadas. Adeus ao compromisso básico com o telespectador, se o sucesso e o dinheiro subirem à cabeça do pobre coitado do jornalista.

Não há valores expressos em cifras que supere qualquer valor que seja ligado à ideologia profissional. E ideologia de trabalho é como caráter: não existe uma dose “mais ou menos”. Por isso tenho pena dos colegas que enxergam pouco. Dos colegas que manipulam números para aparecer. Tenho pena dos colegas que se digladiam em lutas inglórias para forjar “fama” criada em tubo de ensaio e que quase sempre não vira nem embrião. Quem trabalha, em que emissora for, pode trabalhar calado a cerca de seus méritos. As pessoas percebem trabalho verdadeiro e reverenciam isso ser preciso “pitada cavalar” de pretensão.

Para quem vem por aí fica a dica. Dica que também vale para muita gente que já está dentro, as vezes “macacos velhos” de estúdio e redação. O “glamour” da televisão deve ser conseqüência... nunca meta.

Vaidade Ensaio sobre a vaidade.

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