Vamos latir em Dubai?

28
set
14h52

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 29/09/2011 às 12h58

Falando em cachorro? Olha essa que me fez rir muito hoje: uma telespectadora ganhou um cachorrinho e pintou a dúvida: que nome dar ao filhote? Pelo que parece, esse tipo de inquietação não durou muito. O bichinho ganhou o nome de "Fábio Ramalho".

A Marcela Lucia - dona do cachorrinho - me escreve perguntando se eu fico chateado com isso. Chateado? Eu?? Marcela, eu tenho uma vira-latinhas que é quase uma "criança" dentro de casa. "Babar" esses animais, que entram na casa da gente como "pet" e saem como "gente", é o que mais faço! Vamos promover o encontro do "Fabinho" com a "Ricota", isso sim!  Vejam as fotos dele:

Fabinho o cão 02 Vamos latir em Dubai? Fabinho o cão 01 Vamos latir em Dubai?

POSTAGEM ORIGINAL:

Cachorro 02 150x150 Vamos latir em Dubai?

Comentar sobre regalias para animais de estimação não é tarefa fácil. Sempre vai ter quem pense que certos "mimos" para bichinhos são um exagero, assim como também existem os que pensam que todo "paparico" para eles é pouco. De qual lado você está?

Se você teve dificuldade em responder essa pergunta - escolher um lado - não se preocupe: você, muito provavelmente, está na lista da maioria das pessoas que busca tão somente o bom e velho equilíbrio. Mas temos que ponderar que esse tal de "equilíbrio" não depende apenas de bom-senso, certo? O equilíbrio - além de ser regulado pelo amor ao bicho - também está diretamente ligado a quanto dinheiro se tem para gastar com ele!

pet 022 Vamos latir em Dubai?

Descanso sempre em quartos espaçosos e bem decorados. Você pagaria para seu cachorro? / Foto: R7.

O hotel que o R7 mostra hoje é mais que um simples hotel: é um Resort - assim, com letra maiúscula mesmo - que tem tudo que os hotéis cheios de estrelas têm. Suítes exclusivas, equipadas com camas confortáveis, ar-condicionado, TV de plasma e muito mais. A única diferença é que este estabelecimento de Dubai só pode receber hospedes de quatro patas!

É isso mesmo: o sofisticado Resort, sete estrelas, é exclusivo para "pets". A responsável pelo audacioso projeto é a professora Aideen O’Mara, que largou a magistratura para se dedicar aos animais. O Urban Tails Pet Resort (que traduzindo ficaria mais ou menos assim: Resort para Animais "Rabos Urbanos" fica nos Emirados Árabes Unidos, e a diária é tão salgada quanto de hotel famoso para "bicho homem" mesmo. Quanto? A bagatela de R$ 169,50 por dia, já fazendo a conversão, claro, para nossa moeda.

pet 01 Vamos latir em Dubai?

Cães tem educação física, massagem, tosa, banho e escutam música. / Foto: R7.

Longe das badalações caninas de Dubai, posso, quando muito, lembrar quando levei minha simpática vira-latas para uma refeição em um restaurante só para cães, que funciona em Copacabana, zona sul do Rio. O passeio foi tão impagável, que tive que registrar tudo na época. A reportagem é antiga, mas lembrei dela qando vi o Resort "bom pra cachorro" (nada pior que esse velho trocadilho...) estampando as manchetes de hoje. Vale a pena ver e "comer" de novo?


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Rock in Rio. Rock in family…

25
set
19h13
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/09/2011 às 21h28
Falando em "show", tenho que destacar aqui duas reportagens que me fizeram rir muito esta semana. E olha que ainda estamos na terça-feira! Ver a Mariana Leão, com toda aquela doçura, "apanhando" para ligar um IPad foi... #impagável!


O outro vídeo é dos nossos críticos de "A Fazenda". Aliás, o Guilherme Barros e o Paulo Sérgio, merecem uma postagem à parte pelo talento ímpar que conseguem ter. Mas essa disputa "galopante" que exibimos hoje, foi outro momento #impagável.

POSTAGEM ORIGINAL:
Rock in Rio 20111 150x150 Rock in Rio. Rock in family...Não é novidade nenhuma que o fato do festival se chamar "Rock in Rio" não o obriga a ter apenas roqueiros de plantão. Essa visão atualmente é só de quem não percebeu que a "brincadeira" do Medina de se fazer shows, em 1985, cresceu e virou não apenas um festival, mas sim um "label" para vários outros festivais que levam o nome do Rio pelo mundo. Levam nossa cidade pelo mundo, sem esquecer de trazer o mundo para o Rio, apesar da demora de sua terceira edição.

O Rock in Rio me surpreendeu. Não sei se por conceitos truncados em relação a grandes festivais os quais nunca fui - Woodstock que o diga -  ou por ter tido a experiência de grandes apresentações de um único artista, como Red Hot Chili Pepers, em Lisboa; ou Madonna, aqui no Rio mesmo. Na minha adolescência - longe das badalações do Rio de Janeiro - ver o Information Society cantando em Brasília foi "o evento" do século.

publico Rock in Rio. Rock in family...

Jovens e adultos: evento mais "família" do que se imaginava. / Foto: R7.

Século, aliás, é período que expressa exatamente quanto tempo o Brasil ficou sem um evento como esse, enquanto nossos colonizadores europeus deitavam e rolavam de alegria. Há dez anos eu tinha 27 anos, morava em Brasília nem tinha pretenções de ser um carioca por direito. Imagino o quanto a vida de tantas pessoas mudou em dez anos, hein? Muitas dessas mudanças foram filhos. O Rock in Rio é um desfile frenético de pais que levaram seus filhos, alguns ainda de colo, para ter a primeira experiência em um festival como esse. O clima não poderia ser mais familiar para um local onde eu achava que o trinômio "drogas, sexo e rock'n roll" predominaria. Ledo e preconceituoso engano. O policiamento também era frenético e muitos seguranças circulavam - com roupas menos chamativas que uniformes - no meio da multidão, para qualquer eventualidade. No dia seguinte, sábado, soube o número de ocorrências registradas, a maioria por roubo de carteiras, celulares: para um evento com estimativa diária de 100 mil pessoas, 120 ocorrências não é muita coisa. Claro que a utopia é outra.

rock in rio ao vivo Rock in Rio. Rock in family...

Rock in Rio, 1985. O estopim do "label" que fatura em todo o mundo. / Foto: internet.

Não vi brigas, não vi drogas. E antes que alguém possa dizer que isso é impressão de quem curte o clima da festa apenas da área VIP... nada disso. Onde menos circulei foi na área VIP onde não se sabia mais se quem estava alí eram celebridades ou pessoas "convidadas" a pagar 800 reais por dia. De qualquer forma acho que valeu: conheço muita gente que mataria ou morreria para ser convidado para ambiente tão "privé" como este. Tem quem se deslumbre. Para esses não foi preciso nada além que colocar a mão no bolso com vontade.

A regra para os jornalistas era clara: quem estivesse alí na área VIP, só que trabalhando, não poderia comer! Se fosse visto se servindo em algum dos vários "buffets" espalhados com comida brasileira, sushi e sashimi, poderia ser expulso do local e ter sua credencial "confiscada".

Mas nem a comida farta segurou a maioria - em serviço ou não - na hora dos shows mais disputados: os de Katy Perry e Rihanna. O que se via no varandão externo não era nem metade do número de pessoas que se espalhavam em outros ambientes do imenso camarote ou que, assim como eu, preferiu ficar na pista mesmo. Não foi só o fato de estar com a maioria dos amigos lá embaixo: foi preferência de ver o show, lá do "gargarejo" mesmo, e com segurança. Vi vários atores, diretores e cantores no meio do "povo" sem se incomodar. Esses são dos meus...

estaciodouglasshineidr 9 7c591 Rock in Rio. Rock in family...

Katy Perry e o "impagável" bejo no fã. / Foto: divulgação.

A rede de lanchonetes que servia a multidão - bem longe do VIP - não deu show. Na verdade revoltou muita gente que queria comer "hamburguer" de verdade e comia, no máximo, um daqueles "sandubas" de saquinho no microondas. Coisa de loja de conveniência.

Celular dentro da Cidade do Rock? Esquece. Os aparelhos de quase todas os operadoras funcionaram mal. Fiquei o festival inteiro sem postar um único "twitezinho". Ou seja, para quem chegou por volta das 19h - como eu - foram quase 12 horas sem falar ou navegar. Depois me contaram que, no segundo dia, tudo estava normalizado.

rihanna 2 Rock in Rio. Rock in family...

Rihanna e o atraso: festa ou problemas de saúde? / Foto: R7.

O show da musa de milhares de jovens brasileiros, Rihanna, teve dois "supostos" motivos para ter atrasado. A cantora teria demorado quase uma hora para iniciar sua apresentação porque estaria "curtindo" a festa que rolou, depois do show da Katy Perry , no camarim; ou realmente teria tido problemas na garganta/cordas-vocais? A informação que segue esta vertente é a de que um médico teria sido deslocado, de helicóptero, do Hospital Copa D'or para atender a "only girl" poucos minutos antes do show começar. Qual a verdade além daquela que todos viram e ouviram? Rihanna teve que ouvir vaias antes mesmo de entrar no palco por causa desse "delay". Portanto não adianta falar só de Cláudia Leitte, certo? Mas depois que o show começou... atraso? Que atraso? Todo mundo esqueceu.

Muito se falou sobre o transporte, mas tenho que confessar: não tive dificuldade alguma. Cheguei de taxi até o limite de onde os taxistas podiam chegar e depois - menos de 20 metros depois - peguei um "moto-taxi", devidamente licenciado e com capacete para o passageiro. O curioso foi a concorrência para os motoboys que eu dificilmente esperaria encontrar alí: moradores dos mega-condomínios que ficam nas proximidades "brincando" de fazer "lotação" ou "lotada", como se diz em São Paulo. Eram sempre jovens, curtindo a chance de ganhar dez reais por pessoa para um trajeto de 1,5km.

Rock In Rio aereo Rock in Rio. Rock in family...

Nova cidade do Rock: mega-estrutura ao lado da "antiga" cidade. / Foto: divulgação.

Resumindo? Fui, curti, voltei e sobrevivi. Aquela velha - e saudável - preocupação na hora de se participar de grandes eventos musicais não foi empecilho. O Rock in Rio mostrou que é muito mais que um festival. Os 7 dias de festas e shows são a cara da juventude carioca. Uma juventude que desde 85 vem crescendo, sem desfazer seus elos com o encontro de gerações. O Rock in Rio é, sem dúvida alguma, uma experiência imperdível.

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Rodrigo Faro, eu?

21
set
16h54

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/09/2011 às 13h01

Admiro as pessoas que são sensíveis a sutilezas. Coisas pequenas que, intencionalmente ou não, estão lá, diante dos nossos olhos, mas para poucos perceberem. Mas esse excesso de "sintonia fina" também pode trazer riscos. É quando a gente vê o que é apenas obra do acaso e acaba fazendo outras deduções não tão "verídicas". Mas que mal há nisso quando se transforma tudo em humor?

É por isso que, hoje, eu preciso dividir um comentário postado, aqui no "blog" mesmo, sobre a matéria do jornal "O Dia" desta semana. O leitor Bruno Matheus acabou "percebendo" ou criando em sua mente fértil, o que eu não tinha visto! E não é apenas da matéria que eu estou falando: é do "lay-out" da página mesmo, como um todo. Dê uma olhada e tente perceber algo "nas entrelinhas". Será que tem mesmo? Olha só:

Foto Jornal O Dia Rodrigo Faro, eu?

É uma dedução pra lá de "livre","lúdica" e eu diria até proporcionalmente irreal! Mas admito que a análise ficou pelo menos engraçado. Veja só:

"Fábio Ramalho, já reparou que quem escreveu a matéria, ou o próprio jornal junto, quiseram subliminarmente mostrar o quanto vocês vêm incomodando a concorrência? Repare que sua foto está logo abaixo da foto do Silvio Santos. A matéria de cima mostra uma futilidade, a 'cabeleira nova do Sílvio Santos'. Silvio está em cima, no topo, onde ele acha que vai chegar com a audiência do SBT, apenas exibindo seus enlatados e programas de 30 anos que ainda são reprisados. Abaixo vem você que, incomodando junto com a Mariana Leão nas manhãs cariocas, parece fazer outra coisa:  pode parecer excesso meu, mas é bem isso: vocês vêm dando uma 'BANANA' para o SBT a cada dia que passa. Parabén pela entrevista que capturou muito bem a pessoa simples que você é e que vemos na televisão. A Rede Record perde mito por não investir em você e na Mariana ainda mais. Rodrigo Faro então? Só mesmo se for do povo!" - Bruno Mathias

Então tá, né?

_________________________ 

POSTAGEM ORIGINAL:

Matéria publicada no Jornal "O Dia" desta terça-feira.

Matéria O Dia Rodrigo Faro, eu?

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E se a Copa não decola?

19
set
22h29

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/09/2011, às 17h06

Conforme prometido, seguem abaixo dois vídeos que mostram o desafio que encarei: "pegar fogo ao vivo!" Isso sim que é "colocar a mão no fogo pelo programa", hein? Claro, tudo foi feito com extremo profissionalismo e com todas as medidas de segurança. Assista como foi:

Esse outro vídeo é de bastidores. Não é que quando o programa terminou eu fique tentado a fazer tudo de novo? Olha só:

POSTAGEM ORIGINAL:

 Ferradura 150x150 E se a Copa não decola?Não adianta dizer que é só o trânsito da nossa cidade que precisa mudar para eventos internacionais como a Copa e a Olimpíada. A cidade parece saturada para atender o cidadão comum em suas necessidades básicas, quem dirá o viajante que chega para acontecimentos como estes. Na sexta-feira vivi isso na pele: o quanto estamos presos dentro de nossas próprias estruturas públicas que já ficaram ultrapassadas.

Mas o trânsito é uma delas. Para conseguir pegar um vôo que partiria do Aeroporto Internacional Tom Jobin, no Rio de Janeiro, às 19h05, optei por sair de casa, na Barra da Tijuca, às 16h45. Seria aí, com folga, 1 hora e quinze minutos para chegar, e ainda considerando aquela uma hora de antecedência que a companhias aéreas recomendam.  No Rio de Janeiro essa recomendação já precisa ser revista. Mesmo saindo de casa tão cedo, foi impossível chegar a tempo! A Linha Amarela - a exemplo do que já acontece de manhã - está dando um “nó” todas as tardes. Até nos horários antes considerados de “fluxo menos intenso”... tudo fica parado.

 

 

Linha Amarela trânsito E se a Copa não decola?

Trânsito parado: vias expressas do Rio não resistem a um carro com pneu furado. / Foto: arquivo R7.

Para não confundir quem é de fora da cidade, basta pensar na imagem de uma ferradura. Eu precisava sair de uma ponta dela para chegar à outra, sem cortar caminho pelo meio. O problema é que quando um carro fura o pneu no meio da Avenida Brasil (ponta de destino), o trânsito pára na Barra da Tijuca (ponta de partida) sem a menor cerimônia! Linha Amarela e Linha Vermelha viram linhas do terror nesse horário. Terror de não chegar a tempo a lugar nenhum.

 De volta a minha maratona, quando por fim consegui chegar ao aeroporto, tive uma surpresa ainda maior: os dois estacionamentos, dos dois terminais aéreos, estavam FECHADOS porque não havia mais vagas. Vou repetir com calma para que eu mesmo me convença: o segundo maior aeroporto do Brasil estava sem acesso aos estacionamentos por falta de espaço! Como faria um passageiro que, como eu, iria deixar o carro por lá para embarcar e passar dois dias fora? A saída era esperar em uma fila com mais de 15 carros, onde entrava “um-por-um”, à medida que algum outro veículo saía.

 

 

Aeroporto E se a Copa não decola?

Aeroporto Internacional do Rio: dois terminais, dois estacionamentos... nehuma vaga. / Foto: internet.

O aeroporto não tem estacionamento que comporte o fluxo de veículo de uma sexta-feira? A gente vai se espremer nas ruas para dar espaço a uma “faixa-exclusiva” dos jogos porque não pensaram em nada mais eficiente antes que o problema chegasse a esse ponto?

Alô? É aqui que vai ter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada? No aeroporto pelo menos, a medalha para cidade pode não ser de ouro. Pode nem ter medalha.

 

Não deu outra: perdi o vôo e só fui remanejado para outra decolagem duas horas mais tarde e ainda pagando uma taxa nada “simbólica” para remarcação da passagem. Não criei caso porque sabia que eu também já vinha com um problema “na bagagem” que não era responsabilidade da Infraero: o trânsito. De qualquer forma, dificilmente teria chegado a tempo. Mas isso tudo me fez pensar.

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Quando a música não é bem assim…

16
set
16h48

Coraçao Quebrado 150x150 Quando a música não é bem assim...Falar do Kid Abelha sempre remete a histórias do passado. Apesar de Paula Toller e suas "abóboras selvagens" ainda continuarem na moda, depois de tanto tempo é sempre bom usar a música como referência para lembranças do passado. Só que o passado tem das suas "peças"  com a gente, certo?

O passado é sempre melhor amigo da juventude - me senti agora um "jovem-balsaquiano"  - mas junto ele anda de mãos dadas com a temida - porém suave - inexperiência. Na postagem de ontem contava a dificuldade que tive de entender o que exatamente uma música do Kid Abelha queria dizer. Eu pensava que era uma coisa e era outra. Apesar da música ser antiga - todo mundo conhece - escute mais uma vez com alma e analise frase por frase:

Minha supresa foi ao ler os comentários: não só aqui no no blog mas também no Twitter, muita gente mostrou que também não tinha entendido até hoje o significado dela! Como o próprio George Israel saiu do estúdio prometendo que voltaria com a banda toda quando lançassem o próximo DVD, poderia até deixar que eles mesmos explicassem. Mas quantas outras pessoas não passariam pelo mesmo que eu passei até lá? Para evitar desencontros entre muitos casais apaixonados, vou adiantar um pouco aqui. Nunca imaginei fazer análise musical aqui no blog, mas numa sexta-feira... lá vamos nós!

Quando Paula Toller canta "eu quero você como eu quero", não se iluda tolo coração apaixonado: ela não está dizendo "o quanto" ela quer a pessoa. Ela esta sugerindo que para ficar com ela, ele terá que ser exatamente "da forma que ela quer"! Este entendimento está descrito em toda a letra, a começar pela primeira estrofe, quando ela já começa dando ordens do tipo "tira essa bermuda que eu quero você sério".

Kid Abelha1 Quando a música não é bem assim...

Parece simples? Não é bem assim. Eu, por exemplo, caí direitinho nessa. Na verdade quem cantou isso ao pé do meu ouvido talvez nem se lembre, mas estava mesmo querendo é transofrmar o "meu rascunho em arte final" do jeito dela. Ou seja: a música fala de moldar, dominar e estabelecer uma relação de dependência e subordinação até que a pessoa perceba que "longe do meu domínio você vai de mal a pior". Descobri isso, admito, à duras penas quando escutei de uma antiga namorada. Bobinho, não? E olha que eu era pelo menos uns 10 anos mais velho que ela... Mas a vida da gente ensina e as boa smemórias são as que ficam. Quem me garante que ela cantou com essa intenção? Bobinho, eu?

Biquini Cavadão Quando a música não é bem assim...

Falando ainda de música, não poderia deixar de citar um outro momento que marcou o programa esta semana: foi quando o Biquini Cavadão esteve com a gente e o Bruno Gouveia - vocalista da banda - falou sobre a morte do filho, o pequeno Gabriel Kfuri, e da ex-mulher Fernanda Kfuri depois de um acidente de helicóptero, há pouco mais de 3 meses.

Falar sobre isso não foi fácil pra ninguém. A Fernanda Kfuri trabalhou conosco na Record Rio como repórter quando eu apresentava ainda o "RJ Record". Mas se lembrar de uma colega tão especial foi complicado, muito mais difícil foi, para um pai, comentar tão terrível perda. A entrevista foi emocionante e absolutamente expontânea: não forçamos que o Bruno falasse sobre isso. Mas o que ele tem feito para superar a falta de uma criança tão bonita é o diferencial que faz com que, tocar nessa assunto, não seja tema proibido. O vídeo explica toda a dor desse pai.


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Vai uma cobertura de meio milhão aí?

14
set
16h11

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/09/2010às 13h21

Kid Abelha 150x150 Vai uma cobertura de meio milhão aí?Eu tinha mais ou menos uns 22 anos quando vi um show deles pela primeira vez. Estava passando férias no Rio de Janeiro, quando se apresentaram no antigo Matropolitan, casa de shows que hoje se chama Citibank Hall no Via Parque, Zona Oeste da cidade. Mas as influências do Kid Abelha na minha vida começaram antes, ainda na adolescência. Aliás, quem teve a adolescência entre as décadas de 80 e 90 e não curtiu essa banda?

Anos depois uma letra da Paula Toller me intrigou: aquela que fala, em uma estrofe "eu quero você como eu quero." Tolinho e apaixonado, cheguei a achar que tal frase fosse quase que um "advérbio de intensidade" na minha vida, quando uma antiga namorada cantarolou a letra em meu ouvido. Pobre menino inocente... Você sabe exatamente o que essa letra quer dizer?

Não foi o que o George Israel tocou para gente - porque essa eu queria mesmo esquecer - mas pedi muitas outras. Para quem não viu o programa aqui vai:

POSTAGEM ORIGINAL:

Dinheiro 150x150 Vai uma cobertura de meio milhão aí?

Quando cheguei ao estúdio hoje, uma pergunta dos colegas me intrigou: "Fábio, você e o Percival de Souza são sócios?" . Pelo menos três colegas indagaram exatamente isso e, depois, caíram na gargalhada. Não entendi bem do que se tratava, mas vi que tinha piada aí no meio.

Apesar do Percival - comentarista de segurança da Record em São Paulo - ser um grande amigo e parceiro de muitos plantões quando apresentávamos o Record Notícias, juntos, aos sábados, vi que a pergunta ia muito além dessa "sociedade televisiva"! Minha querida parceira de "Hoje em Dia - Rio", a Mariana Leão não perdeu a chance também: fez a mesma pergunta e sorriu.

Quando a gente escuta uma dessas na redação, já sabe: gozação! Algo que, muito provavelmente eu nem poderia imaginar, estava na cabeça das pessoas. O que eu teria feito ou dito para parecer que teria alguma "sociedade" com o Perci?

Depois, por e-mail, me veio a explicação: um colega que procurava apartamentos em Niterói - região metropolitana do Rio de Janeiro - encontrou um anúncio - desses de internet - de uma bela cobertura de meio milhão de reais em Pendotiba. Só que a brincadeira não era em relação ao imóvel propriamente dito! A piada estava, digamos, "embutida" - como os armários - nas fotos que eram expostas. Veja se você encontra algo curioso nessas imagens:

Cobertura 01 300x225 Vai uma cobertura de meio milhão aí?

Piscina cinematográfica no terraço.

Cobertura 022 300x225 Vai uma cobertura de meio milhão aí?

Ampla sala de jantar.

Cobertura 031 300x225 Vai uma cobertura de meio milhão aí?
Na parede: garotos-propaganda da Record?

Eu também tive que gargalhar junto com toda a equipe técnica. Que horário mais interessante que o dono dessa cobertura resolveu fotografar a sala com a televisão ligada, hein? Só para quem tiver alguma curiosidade: não! Não sou corretor de imóveis - apesar de ter descoberto que em São Paulo tem uma imobiliária com meu nome - e também não estou colaborando na venda de tal propriedade. O máximo que posso dizer é que, pelas fotos, vale o sinal positivo capturado no ar. Mas em relação ao preço, tenho minhas dúvidas.

Só sei mesmo de uma coisa: se vender, quero comissão. Provavelmente o Percival também...

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Educação: zero em comportamento

12
set
14h49

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/09/2011 às 15h12

Já que assunto é educação, está faltando nosso poder público explicar - um pouco melhor - o que acontece com os alunos do curso técnico do Colégio Pedro Alvares Cabral. Não é a primeira reclamação que nosso departamento de jornalismo recebe sobre isso. O que vai ser feito deles? Veja só o último comentário que recebemos aqui no blog: 

"Fábio Ramalho, o governador está querendo municipar o colegio Pedro Alvares Cabral, se ele fizer isso não vai só prejudicar os professores e sim os alunos, pois aqui em São João de Meriti existe apenas tres escolas com um ensino excelente, um deles é o Cabral. Sem contar que nesse colegio tem tecnico de patologia, e isso é muito importante pra nós alunos. Bom precisamos da ajuda de todos, se o senhor puder nos ajudar desde já agradecida." - Beatriz

Não quero fazer juízo precoce, mas estão querendo abrir mão de uma das poucas coisas que funcionam no nosso ensino público?

_____________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Escola 150x150 Educação: zero em comportamentoNa época da minha mãe era diferente. Dona Marluce - hoje com 75 anos - conta que estudar em escola pública nas décadas de 50 e 60 era motivo de orgulho. Os melhores professores - e o melhor ensino - estavam na rede bancada pelos nossos próprios impostos. Claro que nessa época ainda não havia ocorrido o “boom” das escolas particulares, como aconteceu depois, meados da década de 70 e depois, na década de 80, quando comecei a estudar. Mas nem precisava só o colégio ser forte. “A escola quem faz é o aluno” - diz minha mãe hoje, repetindo a frase mais ouvida durante todo meu ensino fundamental.

Claro que quando eu “alisei banco de colégio” - expressão que ela usa para definir quem estuda, seja ou não bom aluno - a história já não era mais essa: os pais da chamada “classe média” em diante, não pensavam duas vezes antes de escolher os colégios pagos para matricularem seus filhos. Hoje testemunho diálogos de colegas jornalistas, que têm filhos em idade escolar, que dão conta que há até provas para ingressar em colégios particulares mais renomados! É quase um “vestibulinho”, paralelo a tudo que existe no mundo em termos de admissão de estudantes. Eu traduziria de outra forma: um teste para provar que não basta apenas ser bom para estudar bem. Tem que ser bom e ter média aprovada na conta corrente. Veja que curioso então quando o sistema se retroalimenta: além de criar sua própria educação - paralela - ainda cria seus próprios métodos de ingresso no sistema. Imagino como ficam alunos de escolas públicas reprovadas nos testes mais simples do Enem...

Escola UFV Educação: zero em comportamento

Escola da Universidade Federal de Viçosa: melhor colégio público do Brasil. / Foto: internet.

A matéria de destaque do R7 hoje, trata justamente disso: o tal do Enem - que nem existia na minha época - e que hoje, promovido pelo próprio governo, mostra onde estão as “bananas podres” do sistema. É quase que o “ombusdsman” da rede pública de ensino, seja ela municipal, estadual ou federal. É um “fiscal” do que está errado, que põe sobre a mesa alguns resultados vergonhosos sob a promessa de que "dias melhores virão".

Só uma escola pública está entre as dez melhores do país. O Colégio de Aplicação da UFV - Universidade Federal de Viçosa – foi a melhor com 726,42 pontos no exame. Apesar de ser a campeã no ranking das escolas públicas, a colocação cai se a corporação for feita com um conjunto universo maior: a mesma instituição de ensino passa para oitavo lugar em comparação com todos os colégios brasileiros. O primeiro do Brasil foi o Colégio São Bento, aqui do Rio de Janeiro. Ele obteve 761,7 pontos.

São Bento Educação: zero em comportamento

Colégio São Bento, Rio de Janeiro: melhor do Brasil com 761,7 pontos e mensalidade de quase 2 mil reais. / Foto: divulgação.

Só um detalhe: reparem que, nessa escala que vai de 0 (zero) a 1.000 (mil), ninguém chegou perto da nota máxima... percebeu?

Como se não bastasse o susto, o ranking do ministério da educação também aponta quais foram as piores escolas do Brasil. Na lanterninha estão colégios do Maranhão e do Espírito Santo. A reportagem vale uma lida com calma, para sabermos bem onde nossos “pupilos” estão estudando.

A dicotomia social do Brasil, sem dúvida alguma, não apenas passa, mas ela "começa" no quadro negro. O governo ainda vai precisar se esforçar muito para melhorar seu desempenho. E isso nunca precisou do Enem para dona Marluce saber.

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11/09/2001: 11 motivos para não esquecer

10
set
16h18

WTC 3 11/09/2001: 11 motivos para não esquecer

O telefone tocou mais cedo que o normal. Ao invés do som seco do despertador, era realmente um toque, que o identificador de chamadas denunciava ser do celular da diretora de jornalismo de Brasília na época, Elma Almeida. Escutei longe um “Vem pra cá que o mundo tá acabando!” - dizia ela com tom assustado. Não dava para pensar que era uma brincadeira. Em menos de 30 segundos ela me explicou o que acabara de acontecer e eu já estava escovando os dentes para seguir em direção ao Palácio do Planalto.

Nesse dia todos andavam mais rápido que o normal. Nem mesmo uma simpática cadelinha que perambulava por ali – e era alimentada ocultamente, à noite, pelos guardas presidenciais – saiu da “toca” para "dizer" bom dia. Não parecia ser um dia bom para ninguém. Minha tarefa era estar posicionado para entrar ao vivo, a qualquer minuto, com qualquer pronunciamento sobre o assunto, vindo do presidente Fernando Henrique Cardoso ou do ministro das relações exteriores.

Não preciso contar a história para ninguém. Todo mundo sabe como foi o choque para autoridades de todas as esferas: executivo, legislativo e judiciário. Naquele dia entrei pelo menos umas 30 vezes ao vivo, em rede, para atualizar toda e qualquer movimentação política em Brasília. O que o nosso governo diria? Como se posicionaria internacionalmente diante de um ato de terrorismo sem precedentes na história do planeta? Ainda pelo monitor, que ficava em minha frente, via o momento em que a torre norte - segunda a ruir - entrava em colapso.

WTC 2 11/09/2001: 11 motivos para não esquecer

As câmeras estão aí para isso e registram tudo. Estávamos vendo imagens não editadas, que chegavam de agências internacionais para a sede da empresa, mas que eram replicadas no caminhão de link que estava conosco. Eram cenas que dificilmente seriam selecionadas, naquele momento, para irem ao ar. Depois, absolutamente tudo foi parar na internet e até mesmo na televisão.

Só é pena que câmeras de todo o mundo que estavam focadas e enquadradas em repórteres, como eu, prontos para entrar no ar; não tenham gravado a reação de cada um de nós quando vimos tudo, ao vivo, e prontos para entrarmos ao vivo. Seriam, muito provavelmente, reações de terror como as minhas, a do cinegrafista e a do auxiliar que segurava um rebatedor de luz na altura de minha cabeça, com os braços totalmente esticados. Todos nós ficamos imóveis. A pergunta em comum era: isso está mesmo acontecendo?

WTC 1 11/09/2001: 11 motivos para não esquecer

Procurando emprego - Outro fato que me marcou muito nesse dia foi até engraçado. Sempre conto em palestras para estudantes de jornalismo, que tinha uma amiga que estava em busca de uma vaga na emissora. Sempre dizia a ela que “qualquer dia” passasse pela redação que eu a apresentaria para nossa diretora de jornalismo. Esse encontro sempre era adiado e, por um motivo ou outro, nunca acontecia. A única observação que fazia era que ela fosse pela manhã, perto da hora do almoço.

Nesse dia a colega saiu cedo de casa, resolveu algumas coisas na rua e teve a intrépida idéia de me fazer a “visita” devida. Bem vestida, perfumada e com olhar alegre e confiante, ela adentra a redação depois de ser anunciada pela portaria. Não teve sorriso que permaneceu nos lábios ao ver jornalistas malucos, correndo e gritando ao telefone, com os olhos colados simultaneamente na tela da CNN e do computador. Ao vê-la dei um abraço e a levei o mais longe possível da sala. Foi para que a diretora de jornalismo não a visse! Não ali, não naquela hora, não naquele dia fatídico. O 11 de setembro de 2001 foi, sem a menor dúvida, um dos piores dias da história do jornalismo contemporâneo para pleitear um emprego daquela forma.

Ela apenas abriu a boca para me perguntar baixo e pausadamente o que estava acontecendo. Eu disse, com muito carinho e com olhar que não deixasse nenhuma dúvida do que estava se passando no planeta naquele momento: “o mundo está acabando.” - disse eu.

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Você é o que você fala?

7
set
22h23

Bandeira 150x150 Você é o que você fala?Eu realmente entendo que nossa língua portuguesa não é mar de rosas. Depois de Machado de Assis ficou mais difícil escrever "difícil". Aliás, difícil é um conceito variável. Para Duque Estrada, por exemplo, estrofes com "brado retumbande" e outros termos rebuscados, eram apenas palavras "corqueiras" no começo do século XX.

Hoje a coisa é diferente: o rebuscado perdeu vez e deu lugar ao simples. Como disse-me o professor de português entrevistado no programa de hoje, "se eu falo e você me entende é o bastante para a maioria". O professor não está errado. Desde o tempo das cavernas, a comunicação, claro, é o primordial. Mas não é só isso.

Eu mesmo, jornalista formado e acostumado com lidar com palavras desde cedo, tenho que admitir que as vezes também me pego em situações de completo "branco gramatical" quando invocada a grafia de alguma palavra não tão utilizada no dia-a-dia. As vezes são os leitores que me chamam a atenção para algumas grafias erradas por causa de falha na digitação aqui no blog! Como poderia ser tão hipócrita de exigir conhecimento pleno e absoluto de nossa língua por parte de todos os brasileiros? Mas pelo menos conhecer a lingua culta não é pedir demais...

O show de horrores que vimos hoje quando brasileiros mostraram no "Hoje em Dia - Rio" não saber o significado de 90% do nosso hino brasileiro nos faz rir, mas seria para chorar.  Não era um daqueles episódios de "Ídolos". Não mesmo. Era um espetáculo que mostra o quanto o ensino e o aprendizado dos valores linguísticos de nossos símbolos nacionais - e de toda a língua portuguesa - está precário. Nessa hora que me sinto mesmo um "titio": na minha época de escola a letra e o estudo dos nossos hinos estavam nas aulas de educação moral e cívica.  Era chato. Ainda é chato para a maioria das crianças ou adolescentes... eu admito, não vou ficar aqui floreando. Mas é necessário como um remédio amargo. É o que falamos. E se o que falamos é o que somos, o alerta que vejo é que precisamos "ser" melhores.

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Não deu outra: “strondou”

5
set
15h39

Headphone Não deu outra: strondouEra uma aposta: dois jovens de 19 e 20 anos, um estilo musical e milhares de fãs. Como seria a audiência nesse dia? Sem dúvida alguma foi este último ingrediente - os fãs - que levaram o Mc Thug e o Leo Stronda a literalmente "strondarem" a audiência no nosso programa.

Em uma entrevista pra lá de descontraída e com música de quebra - claro! - os dois conquistaram não só a audiência como também nós, apresentadores! Os fieis seguidores deles no Twitter tinham razão: os caras são humildes e simpáticos, apesar de um primeiro contato ainda tímido quando chegaram à emissora. Não era para ser diferente: eles estavam mortos de cansados, tinham acabado de chegar de Belém, onde fizeram show um dia antes, no domingo.  

Sempre digo aqui no blog que é no tempo que passamos nos bastidores que realmente conhecemos as pessoas, os artistas que vão ao nosso programa. Não que o pouco tempo que passamos juntos seja o suficiente para um "raio-x" moral ou comportamental de alguém. Em absoluto, até porque não estamos alí para isso! Mas poucas palavras trocadas - e no caso deles foram MUITAS palavras trocadas - também mostram muita coisa. E deu para ver o quanto os caras (que acabei descobrindo serem meus vizinhos de bairro) estavam felizes e gratos por estarem alí.

Bonde HED 2 764x1024 Não deu outra: strondou

Mc Thug e Leo Stronda: bate-papo descontraído antes de entrarmos no ar.

 O "Bonde da Stronda" começou pela internet. Mas é bom lembrar que nem mesmo um "geek" de carteirinha como eu sabe tudo o que rola na web. Tenho que ser honesto - como disse a eles - e admitir que não os conhecia. "São os fãs de vocês o melhor empresário que poderiam ter" - disse ainda no camarim, pouco depois dos rapazes serem maquiados.  

E não é balela dizer isso. Muita gente pede talentos regionais, pessoas do Rio de Janeiro que, ao contrário dos meninos do "Bonde", ainda não são conhecidos. Mas nós que trabalhamos em televisão esbarramos sempre em um aspecto que dita as normas: a temida audiência. De nada adianta as pessoas pedirem, sugerirem, se na hora em que a atração vai ao ar o telespectador simplesmente muda o canal. Quem assiste tem todo o direito de fazer isso: o telespectador é soberano com seu controle remoto na mão. Mas não poderia deixar de lembrar aqui que quem assiste também é responsável pelo o que vê no ar. Em outras palavras: não adianta nada pedir e não prestigiar!

O telespectador tem esse poder de construir ou derrubar um programa, mesmo que sem querer.

Bonde HED 224x300 Não deu outra: strondou

Aprendendo rápido: o maior "código" da família Stronda. / Foto: pessoal.

Não gosto muito de falar sobre números do Ibope aqui. Quem é leitor assíduo do nosso blog sabe disso. Acho pouco humilde regozijar em público índices bacanas e depois ter que colocar o "rabo entre as pernas" nos dias de "vacas magras" - o que todo mundo que trabalha em TV temMas tenho a obrigação com os fãs desses caras de dizer que o índice atingido hoje pelo programa ficou muito acima do que esperávamos. E aí quem investe o fluxo de agradecimentos sou eu: ao invês dos próprios "astros strondosos" dizerem OBRIGADO, sou eu que agradeço quem pediu, divulgou e assistiu o que os meninos tinham para dizer. Televisão é assim!

Como agradecimento, essa é para os fãs! Veja o que o Leo Stronda e o Mc Thug falaram - sobretudo sobre os fãs - quando já tínhamos saído do ar. As imagens estão ruins e tremidas porque foram gravadas com o meu Iphone. Mas acho que isso hoje é o de menos, certo? Veja o vídeo:

E aqui, para quem não viu no ar como foi a participação do "Bonde da Stronda" no nosso Hoje em dia - Rio. Veja só:


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