Quando a música não é bem assim…
Falar do Kid Abelha sempre remete a histórias do passado. Apesar de Paula Toller e suas "abóboras selvagens" ainda continuarem na moda, depois de tanto tempo é sempre bom usar a música como referência para lembranças do passado. Só que o passado tem das suas "peças" com a gente, certo?
O passado é sempre melhor amigo da juventude - me senti agora um "jovem-balsaquiano" - mas junto ele anda de mãos dadas com a temida - porém suave - inexperiência. Na postagem de ontem contava a dificuldade que tive de entender o que exatamente uma música do Kid Abelha queria dizer. Eu pensava que era uma coisa e era outra. Apesar da música ser antiga - todo mundo conhece - escute mais uma vez com alma e analise frase por frase:
Minha supresa foi ao ler os comentários: não só aqui no no blog mas também no Twitter, muita gente mostrou que também não tinha entendido até hoje o significado dela! Como o próprio George Israel saiu do estúdio prometendo que voltaria com a banda toda quando lançassem o próximo DVD, poderia até deixar que eles mesmos explicassem. Mas quantas outras pessoas não passariam pelo mesmo que eu passei até lá? Para evitar desencontros entre muitos casais apaixonados, vou adiantar um pouco aqui. Nunca imaginei fazer análise musical aqui no blog, mas numa sexta-feira... lá vamos nós!
Quando Paula Toller canta "eu quero você como eu quero", não se iluda tolo coração apaixonado: ela não está dizendo "o quanto" ela quer a pessoa. Ela esta sugerindo que para ficar com ela, ele terá que ser exatamente "da forma que ela quer"! Este entendimento está descrito em toda a letra, a começar pela primeira estrofe, quando ela já começa dando ordens do tipo "tira essa bermuda que eu quero você sério".
Parece simples? Não é bem assim. Eu, por exemplo, caí direitinho nessa. Na verdade quem cantou isso ao pé do meu ouvido talvez nem se lembre, mas estava mesmo querendo é transofrmar o "meu rascunho em arte final" do jeito dela. Ou seja: a música fala de moldar, dominar e estabelecer uma relação de dependência e subordinação até que a pessoa perceba que "longe do meu domínio você vai de mal a pior". Descobri isso, admito, à duras penas quando escutei de uma antiga namorada. Bobinho, não? E olha que eu era pelo menos uns 10 anos mais velho que ela... Mas a vida da gente ensina e as boa smemórias são as que ficam. Quem me garante que ela cantou com essa intenção? Bobinho, eu?
Falando ainda de música, não poderia deixar de citar um outro momento que marcou o programa esta semana: foi quando o Biquini Cavadão esteve com a gente e o Bruno Gouveia - vocalista da banda - falou sobre a morte do filho, o pequeno Gabriel Kfuri, e da ex-mulher Fernanda Kfuri depois de um acidente de helicóptero, há pouco mais de 3 meses.
Falar sobre isso não foi fácil pra ninguém. A Fernanda Kfuri trabalhou conosco na Record Rio como repórter quando eu apresentava ainda o "RJ Record". Mas se lembrar de uma colega tão especial foi complicado, muito mais difícil foi, para um pai, comentar tão terrível perda. A entrevista foi emocionante e absolutamente expontânea: não forçamos que o Bruno falasse sobre isso. Mas o que ele tem feito para superar a falta de uma criança tão bonita é o diferencial que faz com que, tocar nessa assunto, não seja tema proibido. O vídeo explica toda a dor desse pai.











