E se a Copa não decola?

19
set
22h29

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/09/2011, às 17h06

Conforme prometido, seguem abaixo dois vídeos que mostram o desafio que encarei: "pegar fogo ao vivo!" Isso sim que é "colocar a mão no fogo pelo programa", hein? Claro, tudo foi feito com extremo profissionalismo e com todas as medidas de segurança. Assista como foi:

Esse outro vídeo é de bastidores. Não é que quando o programa terminou eu fique tentado a fazer tudo de novo? Olha só:

POSTAGEM ORIGINAL:

 Ferradura 150x150 E se a Copa não decola?Não adianta dizer que é só o trânsito da nossa cidade que precisa mudar para eventos internacionais como a Copa e a Olimpíada. A cidade parece saturada para atender o cidadão comum em suas necessidades básicas, quem dirá o viajante que chega para acontecimentos como estes. Na sexta-feira vivi isso na pele: o quanto estamos presos dentro de nossas próprias estruturas públicas que já ficaram ultrapassadas.

Mas o trânsito é uma delas. Para conseguir pegar um vôo que partiria do Aeroporto Internacional Tom Jobin, no Rio de Janeiro, às 19h05, optei por sair de casa, na Barra da Tijuca, às 16h45. Seria aí, com folga, 1 hora e quinze minutos para chegar, e ainda considerando aquela uma hora de antecedência que a companhias aéreas recomendam.  No Rio de Janeiro essa recomendação já precisa ser revista. Mesmo saindo de casa tão cedo, foi impossível chegar a tempo! A Linha Amarela - a exemplo do que já acontece de manhã - está dando um “nó” todas as tardes. Até nos horários antes considerados de “fluxo menos intenso”... tudo fica parado.

 

 

Linha Amarela trânsito E se a Copa não decola?

Trânsito parado: vias expressas do Rio não resistem a um carro com pneu furado. / Foto: arquivo R7.

Para não confundir quem é de fora da cidade, basta pensar na imagem de uma ferradura. Eu precisava sair de uma ponta dela para chegar à outra, sem cortar caminho pelo meio. O problema é que quando um carro fura o pneu no meio da Avenida Brasil (ponta de destino), o trânsito pára na Barra da Tijuca (ponta de partida) sem a menor cerimônia! Linha Amarela e Linha Vermelha viram linhas do terror nesse horário. Terror de não chegar a tempo a lugar nenhum.

 De volta a minha maratona, quando por fim consegui chegar ao aeroporto, tive uma surpresa ainda maior: os dois estacionamentos, dos dois terminais aéreos, estavam FECHADOS porque não havia mais vagas. Vou repetir com calma para que eu mesmo me convença: o segundo maior aeroporto do Brasil estava sem acesso aos estacionamentos por falta de espaço! Como faria um passageiro que, como eu, iria deixar o carro por lá para embarcar e passar dois dias fora? A saída era esperar em uma fila com mais de 15 carros, onde entrava “um-por-um”, à medida que algum outro veículo saía.

 

 

Aeroporto E se a Copa não decola?

Aeroporto Internacional do Rio: dois terminais, dois estacionamentos... nehuma vaga. / Foto: internet.

O aeroporto não tem estacionamento que comporte o fluxo de veículo de uma sexta-feira? A gente vai se espremer nas ruas para dar espaço a uma “faixa-exclusiva” dos jogos porque não pensaram em nada mais eficiente antes que o problema chegasse a esse ponto?

Alô? É aqui que vai ter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada? No aeroporto pelo menos, a medalha para cidade pode não ser de ouro. Pode nem ter medalha.

 

Não deu outra: perdi o vôo e só fui remanejado para outra decolagem duas horas mais tarde e ainda pagando uma taxa nada “simbólica” para remarcação da passagem. Não criei caso porque sabia que eu também já vinha com um problema “na bagagem” que não era responsabilidade da Infraero: o trânsito. De qualquer forma, dificilmente teria chegado a tempo. Mas isso tudo me fez pensar.

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