O Justin Bieber vale tudo isso?
São pouco mais de 2 horas da tarde. Pela televisão acompanho a correria de fãs em busca de um lugar bem perto do palco. São meninas e meninos, fãs do astro teen que já é considerado revelação do século. Gente que faz todo e qualquer esforço para ver Justin Bieber de perto.
Uma destas meninas se espremia antes mesmo dos portões serem abertos. Ainda na porta do hotel Copacabana Palace, nossa equipe de reportagem descobre um caso curioso: uma adolescente, de 16 anos, que saiu escondida de casa, em São Paulo e veio para o Rio de Janeiro de ônibus para ver o show. Os dois shows, diga-se de passagem! Pode parecer uma atitude estranha, inusitada, já que as apresentações também acontecem em São Paulo, certo? Para quem é fã, nada de errado nisso. A meta - antes de deixar pais e familiares desesperados - era assitir todos os show nas duas capitais!

Longe dos fãs: Justin Bieber curte o Rio de Janeiro em passeio de helicóptero ao lado da namorada. / Foto: R7.
Isso é normal? - Os psicólogos não condenam. Ter admiração, ser fã de um astro ou cantor não é considerado nenhum distúrbio. Se bem conduzido pode ser até saudável: deselvolve valorização do trabalho de um artista. Isso sem contar no amadurecimento que traçar planos e estratégias logísticas para ver o astro acaba envolvendo. Só é preciso prestar a atenção para os excessos.
Hoje minha tarefa é parecida com a dos fãs: vou acompanhar um grupo de 40 crianças e adolescentes cujos pais fretaram um ônibus para levar todo mundo ao show. Todos são sair do bairro de São Conrado, na zona sul carioca no meio da tarde. Acho a iniciativa bacana. Quem pode pagar certamente prefere a segurança de um ônibus fretado que o risco das ruas.
Se isso tudo vale à pena, vou descobrir logo mais. Só posso dizer que não posso atirar pedras. Meus amigos contemporâneos de adolescência sabem que já fizemos peripécias parecidas. O negócio é descobrirem por causa de quem, né?








