Lugar errado na hora errada?
Quando a explosão aconteceu, foi instantâneo: funcionários do hotel que fica bem ao lado do "marco zero" , olharam para o chão. "Achei que era mais um bueiro explodindo" - me contou um funcionário que, por ordem do próprio estabelecimento preferiu não gravar entrevista com nossos repórteres. Ele foi não apenas testemunha como também sobrevivente. "Eu estava pronto para fazer um serviço externo, e passaria na frente do local da explosão se não tivesse que ter voltado por ter esquecido um documento."
A vida é assim, repleta de histórias de pessoas que foram poupadas da morte por forças que são maiores que nossa "vã" filosofia. Coincidência? Acaso? Deus? São perguntas que - mesmo tendo minhas convições religiosas muito bem marcadas - sempre passam pela nossa cabeça. Lembro-me bem de quando fazíamos a cobertura da queda do avião da Air France, em 2009, ouvimos alguns poucos mas bons relatos de pessoas que não puderam embarcar naquele dia ou simplesmente - pasme! - apenas perderam a hora da viagem e, por isso, não estavam à bordo do fatídico vôo.
Isso me lembra também os ataques de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Mas aí, não são apenas os casos "parecidos" de quem escapou da morte por pouco. A viagem que minha mente permite fazer é: se o estrondo de uma explosão no centro do Rio de Janeiro foi algo tão inimaginável e violentamente barulhento, tente sentir na pele, mesmo que por um segundo, como deve ter sido ver - e escutar - isso de perto. Veja à partir dos 9 minutos de vídeo:








