A bagagem no lugar certo
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/10/2011 às 18h15
Amanhã, dia 26, eu e a Mariana Leão temos compromisso marcado na Universidade Estácio de Sá da Barra da Tjuca. Será mais uma palestra com estudantes e convidados, sobre os desafios da profissão, os bastidores do nosso "puxadinho carioca" do Hoje em Dia e o mercado da chamada "televisão" no Rio de Janeiro. O evento está marcado para às 19h, no campus Tom Jobin - aquele que fica ao lado do BarraShopping.
Não costumo cobrar para fazer palestras para estudantes. Por isso, quando sou convidado para fazer uma, peço sempre uma contrapartida: que não restrinjam o acesso de estudantes de outras faculdades que queiram participar. Acho que é uma forma de democratizar o nosso "bate-papo". Por isso, não se sintam connstrangidos: os interessados em discutir jornalismo, entretenimento e televisão, podem mandar seus nomes para a nossa lista, por comentário, aqui mesmo no blog! Imprimirei a lista amanhã, às 18h.
Palestra: Universidade Estácio de Sá / Campus Tom Jobin - Barra da Tijuca / 19h
___________________________________________________
POSTAGEM ORIGINAL:
Quem é simples, é simples com ou sem sucesso na bagagem. E não estou falando só de bagagem de vida não. No caso do Micael Borges, ator de Rebelde, a bagagem que carregava - quase que com peripécias de malabarista - era uma pequena mala de rodinhas; um pão de queijo na mão direita e um copo na esquerda.
O encontro no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, pouco antes de chegarmos a um dos portões de embarque. Micael já tinha ido ao programa, ficar amigo dele não é muito difícil. Super tranqüilo e despojado - usando uma calça jeans e camiseta - nos cumprimentamos e a conversa logo começou. Acho que é assim, conversando, que a gente consegue sentir quando uma pessoa é mesmo do bem. No caso do Micael nunca restou dúvida.
Foi legal bater um papo, saber o que ele está achando de toda a fama e audiência que a novela está atingindo e perceber que, mesmo assim, o cara era o mesmo de antes de a novela entrar no ar.
Foi praticamente a mesma sensação que tive quando conheci a Ana Markun, ex-peoa do programa “A Fazenda”. Encontrei com ela e Valeska no elevador do hotel que estávamos em São Paulo. Não estava por lá a trabalho desta vez. Além de alguns assuntos para resolver na capital paulista, era o fim de semana do casamento da Carla Cecato, apresentadora do “Fala Brasil”. Era neste mesmo hotel que estavam todos os ex-peões depois que o reality terminou.
O papo rápido - típico de conversa de elevador - virou um encontro, mais tarde, no restaurante do hotel. Seria a oportunidade para conhecer melhor as moças e convidá-las para uma visita ao nosso “puxadinho carioca” do “Hoje em Dia”. Mas acabou sendo mais que isso. Depois que a Valeska e o empresário dela, o Pardal, saíram da mesa, conversamos mais, mais e mais. Sabe aquele bate-papo delicioso, com aquele tipo de pessoa que, se deixar, o papo flui sem parar? Foi exatamente assim.
Resumindo? - Quando comecei a trabalhar em televisão ouvia muitas coisas malucas a respeito de quem faz parte dela. Pior ainda se o ramo em questão não fosse apenas o jornalismo, entrasse para o entretenimento e para a dramaturgia, onde, dizem, a fogueira das vaidades arde com mais intensidade. É sempre bom descobrir que também existem exceções.
Conhecer pessoas como a Ana e o Micael, faz a gente perceber que nosso ambiente de trabalho não é tão diferente dos demais. Há vaidade, há disputa e competição. Mas também há quem se salva e, entre a maioria, consegue mostrar seu valor sem precisar de “escadas humanas”. A grande questão não é descobrir quem tem valores. É quem abre mão deles ou não depois da fama. Posso garantir nessas minhas “filosofadas” aqui pelo blog: muitos se surpreenderiam em saber como somos obrigados a conviver com pessoas que se acham tanto e tem tão pouco conteúdo a oferecer.
É bom perceber o que há de bom em um celeiro que é tão mal falado. Perceber do Micael que o sucesso não o fez perder o eixo, foi tão prazeroso quanto descobrir que se a Ana Markun ganhasse os 2 milhões do programa ela teria um investimento certo, não penas para ela, mas para a arte: comprar um teatro. É quase um conto do pavão e da galinha. Apesar das belas penas, não são só as cores que garantem ovos de ouro. A personalidade que quem cresce com seu próprio talento, é coisa de altíssimo quilate.











