Praia ao alho e óleo
As vezes me parece que o Rio de Janeiro tem um "inferno-astral" para encarar a cada verão que chega. É quase uma tradição: quando não é a dengue, como ocorreu em 2009, são ataques criminosos, como se viu às vésperas do verão de 2010. Agora, como a "Lei de Murph" parece se reinventar, o problema ganha outro nome: "petróleo".
As informações estavam estampadas na edição de hoje da "Veja - Rio". As praias do Rio de Janeiro podem ser atingidas pelo vazamento de óleo provocado pela Chevron, na Bacia de Campos. E o prazo para que isso acontece é mínimo: duas semanas! Não se trata de alarmismo de ambientalistas ou dados provenientes do "Greenpeace". A informação foi dada, segundo o site, pelo secretário de ambiente do estado, Carlos Minc.
Segundo o secretário, dois terços do óleo derramado ainda não chegaram a superfície. Onde ele está? Onde nossos olhos ainda não podem enxergar: impregnado nas rochas. Todo esse petróleo pode demorar ainda de três a quatro dias para aflorar. Entre as praias com maior risco estão as de Angra dos Reis e as praias de Búzios. Nossos vizinhos do Espírito Santo e de São Paulo também podem ser atingidos por essa mancha negra.
Como a natureza é curiosa temperando cada momento político do nosos estado, não? Tudo isso acontecendo justamente no momento em que mais se discute a divisão dos chamados "Royalties" do pré-sal. Para quem luta para dividir, fatiar essa bolada, que tal dividir também toneladas e toneladas de óleo que vaiajam pelo litoral brasileiro como bolas de piche?









