<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Fabio Ramalho</title>
	<atom:link href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho</link>
	<description>Só mais um blog do Blogs R7</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Feb 2012 18:17:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.4</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Carnaval de rua ou Sapucaí?</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/21/carnaval-de-rua-ou-sapucai/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/21/carnaval-de-rua-ou-sapucai/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 18:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[blocos de rua]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Reveillon]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4330</guid>
		<description><![CDATA[Não adianta e não tem como contestar: o carioca sabe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Carnaval.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4335" title="Carnaval" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Carnaval-150x150.gif" alt="Carnaval 150x150 Carnaval de rua ou Sapucaí?" width="126" height="129" /></a>Não adianta e não tem como contestar: o carioca sabe o conceito visceral da palavra <em><strong>"carnaval"</strong></em>. Ele pode não ter inventado - será mesmo que não? - mas hoje é o dono do "<em><strong>Know-How"</strong></em> da folia. Se você é da <em><strong>Bahia</strong></em> - impossível não falar dela- ou até do carnaval de avenida de outra cidade, como <em><strong>São Paulo, </strong></em>não se preocupe: minha avaliação não é jornalística hoje. É sim <em><strong>100% </strong></em>passional de um folião recém adpto a essa modalidade de festa.</p>
<p>Tenho que confessar que o carnaval de rua me surpreendeu. Primeiro porque nunca tinha tido experiências tão <em><strong>"intensas"</strong></em>, digamos assim, nessa forma tão divertida e barata de se curtir a folia. Segundo porque, até então, ainda não tinha pintado um trabalho tão legal como esta parceria da <em><strong>Rede</strong> <strong>Record</strong></em> com a <em><strong>Antarctica</strong></em> para a cobertura dos blocos. Nesses dias de folia - e olha que começamos ainda uma semana antes do carnaval de fato ter início - eu e a<em><strong> Mariana Leão</strong></em> percorremos nada menos que <em><strong>32 blocos</strong></em> em várias regiões da cidade!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/36948434?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="320" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://vimeo.com/36948434">A BOA DOS BLOCOS - BANDA DO MERCADO - FABIO RAMALHO</a> from <a target="_blank" href="http://vimeo.com/user9875939">Record Rio Comercial</a> on <a target="_blank" href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Já tinha conhecido a "<em><strong>Banda de Ipanema",</strong></em> já havia passado pelo "<em><strong>Cordão da Bola Preta"</strong></em> e até arriscado alguns pulinhos em um bloco tipicamente de coleguinhas de profissão: o "<em><strong>Imprensa que eu Gamo".</strong></em> Mas estar dentro - ou em cima - deles de forma tão massiva... não. Isso nunca tinha acontecido. E é incrível obervar como esta festa é que pauta todo o Rio de Janeiro nessa época do ano! Funcionários públicos, de empresa privadas, empregadores, restaurantes, hotéis. Não há um único estabelecimento comercial nesse Rio de Janeiro de meu Deus que não trabalhe pensando na folia. Seja para faturar mais ou simplesmente para dar folga aos funcionários; o carnaval esta na cabeça. É tão divertido como festa de <em><strong>Reveillon</strong></em>, e quase tão sagrado para este povo como um feriado religioso! Basta dizer que os shoppings fecham para a carnaval no Rio e nunca - eu disse <em><strong>NUNCA</strong></em> - para o Natal, por exemplo.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/36948634?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="265" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://vimeo.com/36948634">A BOA DOS BLOCOS - É PEQUENO, MAS VAI CRESCER - FABIO RAMALHO</a> from <a target="_blank" href="http://vimeo.com/user9875939">Record Rio Comercial</a> on <a target="_blank" href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Numa cidade tao democrática, a folia não poderia ser diferente. Pobre, rico, sambista, até quem nunca deu um passinho nesse ritmo alucinante: todo mundo pula quando um carro de som ou um trio elétrico passam. Ontem, por exemplo, me pegava questionando: como alguém vive numa rua do <em><strong>Leblon</strong></em> onde às 9h da manhã já tem bloco debaixo da janela? E sabe a resposta que ouvi: <em><strong>"isos só valoriza o imóvel!"</strong></em>. E não é exagero, sabia? O carnaval não incomoda, não é com uma britadeira para quem já coloca o despertador para tocar no estilo marchinha das antigas. Crianças, idosos, adolescentes: todo mundo pára para ver o bloco passar.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/37071204?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://vimeo.com/37071204">A BOA DOS BLOCOS - EMPOLGA AS 9 2 - MARIANA LEAO</a> from <a target="_blank" href="http://vimeo.com/user9875939">Record Rio Comercial</a> on <a target="_blank" href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>O nome desses blocos dispensa comentários. Tem desde os mais comportados, como <em><strong>"Azeitona sem Caroço"</strong></em> até os mais ousados como <em><strong>"Vem Ni Mim que Tô Facinha"</strong></em>, <em><strong>"É pequeno Mas Vai Crescer"</strong></em> ou <em><strong>"Se Não Vai Dar Me Empresta"</strong></em>! Tem uns que mal dava para falar no ar! A prova desta folia está nos vídeos que fizemos. Acho que dá para sentir bem como foi esse <em><strong>"trabalho"</strong></em> tão agradável e cultural no Rio de Janeiro. Se é verdade que <em><strong>"atrás do trio-elétrico só não vai quem já morreu"</strong></em>; pode ter certeza que me sinto mais vivo esse carnaval do que nunca! Sem dúvida alguma, tenho que repetir a frase que já virou um chavão pessoal meu no ar. Sim, <em><strong>a gente mora na cidade em que o mndo inteiro quer passar férias." </strong></em>Verdade?</p>
<p><embed src="http://www.4shared.com/embed/1147604350/76e65bba" width="420" height="320" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F21%2Fcarnaval-de-rua-ou-sapucai%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Carnaval%20de%20rua%20ou%20Sapuca%C3%AD%3F&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/21/carnaval-de-rua-ou-sapucai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tráfico: legado da escravidão?</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/16/trafico-e-legado-da-escravidao/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/16/trafico-e-legado-da-escravidao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 17:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[São Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico]]></category>
		<category><![CDATA[UPP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4319</guid>
		<description><![CDATA[Não adianta tentar esconder debaixo do tapete. Assim como dizem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Facão.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4320" title="Facão" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Facão-150x150.jpg" alt="Facão 150x150 Tráfico: legado da escravidão?" width="115" height="119" /></a>Não adianta tentar esconder debaixo do tapete. Assim como dizem que a prostituição é a mais antiga das profissões, o tráfico de drogas também tem sua nuance histórica. A venda irregular de substâncias entorpecentes começou nas Américas justamente quando esse comércio passou a ser<em><strong> “irregular”. </strong></em>Sim, pode parecer surreal nos dias de hoje, mas algumas drogas, como a maconha, já tiveram seu momento de <em><strong>“pseudo-legalidade”</strong></em> dentro dos Estados Unidos, país que mais investe no combate ao tráfico em todo o mundo.</p>
<p>Quando a escravidão acabou na terra do<em><strong> “Tio Sam”</strong></em>, a massa de negros desempregados fez com que a venda da erva se tornasse algo corriqueiro. A teoria diz que era uma nova fonte de subsistência que nascia. Atrelado a isso veio o crime organizado - sempre em busca do domínio de mercado - e uma realidade que, por mais que americanos não gostem de admitir, é confirmada por diversos pesquisadores: os negros se estabeleceram e ficaram. E daí não fazia diferença se eram negros ou brancos. O fato era que alguém estava vendendo, na forma mais pura do capitalismo, o que os americanos compravam e muito bem. Eles só não queriam os vendedores.</p>
<p><em><strong>Preconceito racial ou relação histórica?</strong></em> - O raciocínio curioso vem do historiador inglês <em><strong>Richard Davenport-Hines</strong></em>, citado em uma reportagem recente da revista <em><strong><a target="_blank" title="Veja a reportagem completa aqui!" href="http://super.abril.com.br/ciencia/verdade-maconha-443276.shtml" target="_blank">Superinteressante</a></strong></em>. O conteúdo me voltou fresco à memória ao ver as notícias de hoje nos jornais. De acordo com o <em><strong><a title="Veja a reportagem do R7 aqui!" href="http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/policia-federal-prende-ex-comandante-de-upp-e-mais-dez-pessoas-durante-operacao-no-morro-sao-carlos-20120216.html" target="_blank">Portal R7,</a></strong></em> onze pessoas foram presas, entre elas o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora do morro São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal. Acusação? O ex-comandante da UPP receberia propina de traficantes para não reprimir o tráfico.</p>
<p><div id="attachment_4321" class="wp-caption aligncenter" style="width: 401px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Escravos.jpg"><img class="size-full wp-image-4321" title="Escravos" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Escravos.jpg" alt="Escravos Tráfico: legado da escravidão?" width="391" height="256" /></a><p class="wp-caption-text">Fim da escravidão e tráfico: teoria racista ou comprovação histórica? Foto: internet. </p></div></p>
<p>Em um paralelo rápido entre nossa realidade carioca e a realidade norte-americana descrita na revista na abolição da escravidão, me pergunto: será que não vivemos um mesmo cenário em que <em><strong>“queremos”</strong></em> – porque há quem compre - a droga mas não queremos os <em><strong>"vendedores”</strong></em>? A realidade na localidade conhecida como<em><strong> Karatê</strong></em>, dentro da<em><strong><a target="_blank" title="Conhece a &quot;CDD&quot;?" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_de_Deus_(bairro_do_Rio_de_Janeiro)" target="_blank"> Cidade de Deus</a></strong></em>, talvez seja um exemplo prático disso. São comuns os relatos de que, mesmo com a<em><strong> UPP </strong></em>por lá, o tráfico ainda é atuante, só que sem a mesma logística de antes, sem o mesmo grau de armamento. Já escrevi aqui no blog relatos inclusive de pessoas que disseram que as novas armas usadas por traficantes por lá seriam facões e peixeiras, no melhor estilo nordestino. Não existe qualquer restrição legal sobre o porte de supostas<em><strong> “armas brancas”</strong></em> em um churrasco de domingo, há?</p>
<p>O tráfico, assim como a prostituição, talvez também seja uma profissão das mais antigas, se levarmos em conta o seu<em><strong> “boom”</strong></em> no seu momento maior de proibição, quando os EUA entraram de sola nessa briga. Mas a atividade dá provas cabais de que também se reinventa, continuando ativa, calçando os sapatos de pessoas até então consideradas acima de qualquer suspeita.</p>
<p><div id="attachment_4322" class="wp-caption aligncenter" style="width: 397px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Tráfico-UPP.jpg"><img class="size-full wp-image-4322" title="Tráfico - UPP" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Tráfico-UPP.jpg" alt="Tráfico UPP Tráfico: legado da escravidão?" width="387" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Prisões no centro do Rio: ex-comandante de UPP encobertaria o tráfico. / Foto: R7.</p></div></p>
<p>Quando o trabalho de combate à drogas é focado apenas no trânsito físico de entorpecentes e não no “trânsito mental” de quem vê nisso atividade de sustento, toda luta poderá ser inglória. A violência pode até cair – como já caiu – no Rio de Janeiro. Mas a venda...</p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F16%2Ftrafico-e-legado-da-escravidao%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Tr%C3%A1fico%3A%20legado%20da%20escravid%C3%A3o%3F&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/16/trafico-e-legado-da-escravidao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Equipe de televisão expulsa: culpa de quem?</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/14/equipe-de-televisao-expulsa-culpa-de-quem/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/14/equipe-de-televisao-expulsa-culpa-de-quem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 16:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[axpulsão]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Record]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4307</guid>
		<description><![CDATA[É preciso tirar os “óculos cor de rosa.” O romantismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Dúvida-2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4315" title="Dúvida 2" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Dúvida-2-150x150.jpg" alt="Dúvida 2 150x150 Equipe de televisão expulsa: culpa de quem?" width="130" height="122" /></a>É preciso tirar os <em><strong>“óculos cor de rosa.”</strong></em> O romantismo da profissão de jornalista não é mais como era antigamente. Aliás, é bom que corrijamos: na verdade esse romantismo nunca<em><strong> “foi”</strong></em> de fato algo tão cristalino, tão límpido e claro com aprendemos na faculdade. A diferença é que nos tempos dos nossos avós, esses objetivos corporativos eram apenas <em><strong>“velados”.</strong></em></p>
<p>É inocência acreditar que não existam interesses por trás de grandes empresas de comunicação. Antes de mais nada, como o próprio nome descreve bem, são<em><strong> “empresas”. </strong></em>Estamos tratando então de negócios, audiência, faturamento. E isso, grave bem, meu caro leitor, não é um privilégio de emissora<em><strong> “A”</strong></em> ou de emissora <em><strong>“B”. </strong></em>Ninguém faz televisão apenas por caridade ou por mera ideologia. Ideologia também conta, mas sem audiência não tem faturamento, e sem faturamento não tem emissora no ar. É um raciocínio simples assim.</p>
<p>Mas não é o fim do mundo essa constatação. Muito menos trata-se de um alerta do tipo<em><strong> “rasguem seus diplomas”. </strong></em>Ter interesses corporativos - como qualquer empresa de qualquer ramo tem - não significa necessariamente que essa empresa tenha que torná-los explícitos e influenciáveis em sua linha editorial. Empresas antenadas a esta nova realidade de mercado já perceberam isso: quanto mais ligações políticas, empresariais, comerciais, familiares ou religiosas elas tem, mais a atenção do público estará voltada a ela; cobrando e fiscalizando o que está sendo isento ou impregnado por interesses próprios. O brasileiro já descobriu que transparência é muito mais cativante do que a manipulação velada.</p>
<p><div id="attachment_4312" class="wp-caption aligncenter" style="width: 392px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Expulsão-Globo.jpg"><img class="size-full wp-image-4312" title="Expulsão - Globo" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Expulsão-Globo.jpg" alt="Expulsão Globo Equipe de televisão expulsa: culpa de quem?" width="382" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe de televisão é explusa de Copacabana. / Foto: internet.</p></div></p>
<p>Outro dia ouvia um telespectador que me parara na rua. Ele dizia que acreditava muito mais em uma emissora que assumia suas ligações comerciais, do que naquelas que tentam se mostrar distantes de qualquer dependência financeira ou ideológica e que, <em><strong>“por baixo dos panos”</strong></em> - dizia ele - tinham relações muito mais comprometedoras. O raciocínio do telespectador é verdadeiro. A credibilidade de uma emissora não se faz apenas pelo que se diz apenas quando o selo <em><strong>“no ar”</strong></em> está na tela.</p>
<p>O caso da expulsão das equipes da<em><strong> TV Globo </strong></em>da manifestação grevista na praia de Copacabana, no último domingo, me faz refletir como jornalista, independentemente de para qual emissora se trabalha. Erros corporativos em misturar interesses empresariais à notícia <em><strong>podem</strong></em> saltar aos olhos nessas horas. Sem fazer juízo de valor se isso aconteceu ou não, é bom lembrarmos que o telespectador percebe tudo. O velho conceito de<em><strong> “telespectador = massa de manobra”</strong></em> não é mais tão verdadeiro. Quem ainda pensa assim pode estar fadado ao ostracismo.</p>
<p>Certamente a repórter humilhada e <em><strong>“enxotada”</strong></em> por populares tem <em><strong>"zero"</strong></em> responsabilidade pelo o que a emissora tenha noticiado ou tenha determinado em sua linha editorial, fosse em qual emissora fosse o ocorrido. Mas como repórter e cinegrafista são a <em><strong>“ponta”, </strong></em>não é difícil entender que a rua é o verdadeiro termômetro de qualquer televisão. Se você é jornalista ou ainda vai entrar nesse competitivo mercado de trabalho não se preocupe: emissora que percebe o quanto o povo é dono do <em><strong>Ibope</strong></em> não se dá mais ao <em><strong>“luxo”</strong></em> de deturpar informação, ou pelo menos não deveria. Isso detona credibilidade, detona audiência que, por tabela, detona faturamento.</p>
<p><div id="attachment_4313" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Expulsão-Globo-2.jpg"><img class="size-full wp-image-4313" title="Expulsão - Globo 2" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Expulsão-Globo-2.jpg" alt="Expulsão Globo 2 Equipe de televisão expulsa: culpa de quem?" width="411" height="208" /></a><p class="wp-caption-text">Insatisfação com emissora: reflexo até psicológico para jornalistas que cobriam o evento. / Foto: internet.</p></div></p>
<p>O telespectador não é burro e, ainda que parecesse ser, é bom lembrar que é ele que pode ter o cérebro na ponta do dedo para trocar o canal no controle remoto. Essa é a maior manifestação silenciosa que se pode fazer, sem humilhar repórter nenhum, e que só custa apertar um botão.</p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F14%2Fequipe-de-televisao-expulsa-culpa-de-quem%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Equipe%20de%20televis%C3%A3o%20expulsa%3A%20culpa%20de%20quem%3F&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/14/equipe-de-televisao-expulsa-culpa-de-quem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Greve: nem marchinha de carnaval</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/11/greve-nem-marchinha-de-carnaval/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/11/greve-nem-marchinha-de-carnaval/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 16:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Cabral]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4298</guid>
		<description><![CDATA[A Bahia bem que pode ser exportadora do ritmo contagiante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Greve-mão.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4299" title="Greve - mão" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Greve-mão-150x150.jpg" alt="Greve mão 150x150 Greve: nem marchinha de carnaval" width="116" height="131" /></a></span></p>
<p>A Bahia bem que pode ser exportadora do ritmo contagiante do carnaval, de receitas culinárias de fazer qualquer um procurar uma rede depois do almoço, ou de tantas outros hábitos e costumes que absorvemos por todo o país. Mas tem uma coisa que a Bahia não conseguiu emplacar no Rio de Janeiro: o movimento de greve. E não é culpa do povo que é mestre na arte do berimbau. Não emplacou porque a batata das polícias cariocas e dos bombeiros assou muito antes da greve começar. A sensação é que ela simplesmente não acontece.</p>
<p>Pode parecer exagero diante de tudo que vimos acontecendo ontem pela cidade. Na madrugada, cheguei a ouvir que a dica era não sair de casa porque a<em><strong> “bandidagem estaria solta pronta para agir.” </strong></em>Nada disso aconteceu. O carioca viu viaturas pelas ruas. Viu blocos bem policiados e com poucas ocorrências registradas. Os<em><strong> “mijões”</strong></em> - eternos perseguidos pela Guarda Municipal - acabaram sendo foco muito mais constante dos comentários da festa de rua do que a greve.</p>
<p>O movimento carioca de greve nasceu morto. Tudo o que a Bahia fez acabou servindo de alerta para o que poderia ser replicado aqui no Rio de Janeiro também. Em época de carnaval, o governo do estado viu, lá longe, o que poderia virar confusão aqui, bem perto.  Ingenuidade acreditar que quando movimento fosse com o milho a cúpula da segurança pública do Rio já não estaria vindo com o fubá.   </p>
<p>Não cabe aqui nenhuma avaliação técnica da razão ou cabimento da greve. O pleito é sempre o mesmo. Cruzar os braços acaba sendo a única alternativa para a reivindicação, seja qual for a voz oculta que a conclama. É um direito previsto na constituição. Mas o que bombeiros e policias do Rio talvez não esperassem, é que Sérgio Cabral hoje é um homem escaldado. A trágica reação - e <em><strong>negociação</strong></em> - com bombeiros na última greve enfrentada no estado deixou seqüelas. O governo descobriu que o enfrentamento foi o pior caminho, deixando a classe fortalecida, a opinião publica revoltada e futuros candidatos com votos de uma corporação inteira comprometidos.</p>
<p><div id="attachment_4300" class="wp-caption aligncenter" style="width: 368px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Greve-delegacia.jpg"><img class="size-full wp-image-4300" title="Greve - delegacia" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Greve-delegacia.jpg" alt="Greve delegacia Greve: nem marchinha de carnaval" width="358" height="231" /></a><p class="wp-caption-text">Delegacia parada no Rio: um dos poucos reflexos da greve. / Foto: &quot;O Dia&quot;. </p></div></p>
<p> O governador Sérgio Cabral não aprendeu estudando greve nos livros. Aprendeu vivendo o tiro no próprio pé que disparou na greve passada. Como um cachorro perdigueiro que fareja à distância, foi fácil fazer o vento forte grevista da Bahia virar brisa leve por aqui. Os blocos não deixaram de sair, o carioca não deixa de curtir o fim de semana. Quem não precisa de delegacias ou de um chamado dos bombeiros, sequer percebe que ela existe.</p>
<p><em><strong>Os grevistas?</strong></em> Estes talvez tenham aprendido que, por mais justo que seja o pleito, existe uma coisa chamada “fator surpresa” que os baianos souberam usar. Colocaram a pimenta mais forte lá dentro, bem no fundo do acarajé, disfarçado aos olhos do governante mais desligado que deu a derradeira mordida. Aqui o governo tirou o óleo quente antes da  fritura começar.</p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F11%2Fgreve-nem-marchinha-de-carnaval%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Greve%3A%20nem%20marchinha%20de%20carnaval&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/11/greve-nem-marchinha-de-carnaval/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quando &#8220;bolsa família&#8221; passa longe&#8230;</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/08/quando-bolsa-familia-passa-longe/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/08/quando-bolsa-familia-passa-longe/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 00:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[carga tributária]]></category>
		<category><![CDATA[falsificação]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4284</guid>
		<description><![CDATA[Se você é daquelas que sente aquela pontinha - quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Bolsa-ilustração.jpg"></a><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/bolsa-ilustra.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4286" title="bolsa ilustra" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/bolsa-ilustra-150x150.jpg" alt="bolsa ilustra 150x150 Quando bolsa família passa longe..." width="123" height="120" /></a>Se você é daquelas que sente aquela pontinha - <em><strong>quase inadmissível</strong></em> - de inveja, quando vê uma bolsa cara, importada, de marca famosa; só que no ombro de outra mulher, atenção: não gaste tanta energia assim ao desejar <em><strong>“eu queria ter uma igual”</strong></em>. Aquela lá, mesmo que no braço de pessoas ricas - tão ou mais famosas que a marca da bolsa - pode ser falsificada!</p>
<p>A surpreendente - será mesmo tão surpreendente assim? - conclusão está em um levantamento feito por uma revista americana de moda. Ela constatou que as mulheres estão optando cada vez mais por bolsas tão perfeitas, mas tão perfeitas, que apenas se passam por originais. Se passam... mas não são. E não estamos falando de poucas mulheres ou de pretendentes a um<em><strong> “up-grade”</strong></em> social.</p>
<p>Os dados apontam que de 850 mulheres entrevistadas em Nova York, 72% delas admitiram ter pelo menos uma bolsa que <em><strong>“imita”</strong></em> modelos exclusivos de marcas como <em><strong>Fendi, Gucci</strong></em>, e tantas outras. Tudo no melhor estilo do<em><strong> “parece mas não é”</strong></em>. E mais: nenhuma das entrevistadas que respondeu<em><strong> “sim”</strong></em> é de baixo poder aquisitivo! Estamos falando de muitas mulheres ricas que nem precisariam recorrer à falsificação. Elas explicam: <em><strong>“convence muito mais ver uma bolsa dessas, falsas, no braço de quem está fazendo compras na 5th Avenue em Manhattan, do que no braço de quem está dentro do metrô.” </strong></em>- disse uma das entrevistadas.</p>
<p><div id="attachment_4287" class="wp-caption aligncenter" style="width: 396px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Bolsa-cara.jpg"><img class="size-full wp-image-4287" title="Bolsa cara" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Bolsa-cara.jpg" alt="Bolsa cara Quando bolsa família passa longe..." width="386" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">Bolsa mais cara do mundo é da Chanel: custa a bagatela de R$ 551.232,00. / Foto: internet.</p></div></p>
<p>Transferindo a história para Brasil, consigo facilmente imaginar: é tarde de segunda-feira, estamos na Rua<em><strong> Oscar Freire</strong></em>, em São Paulo. Que tal passarmos um<em><strong> “detector de falsificados”</strong></em> nas belas mulheres que passam, hein? Não divido que ia ser um grita geral.</p>
<p>Forçando a memória sobre nossa relação entre granfinos brasileiros e bolsas importadas de marca, já tivemos casos de lojas caras - onde pessoas vão comprar de helicóptero em São Paulo - cujo lote de produtos importados estava preso no porto por se tratar de falsificação. Isso sem falarmos de quando a mesma loja, recentemente, teve que dar explicações na Polícia Federal por faturar até 10 vezes o valor original de um produto comprado lá fora, sem sequer dar nota fiscal às pobres compradoras brasileiras. Não citemos nomes...</p>
<p>Não duvido nada que muita<em><strong><a target="_blank" title="Sabe quem é socialite? Não?" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialite" target="_blank"> “socialite”</a></strong></em> aqui do Rio de Janeiro seja freguesa de pessoas como seu<em><strong> “José”. </strong></em>Vamos chamá-lo assim para preservar a identidade. Ele foi preso por policiais da <em><strong>Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial </strong></em>nesta quarta-feira. O senhor de meia idade trabalhava na esquina das ruas Gonçalves Dias e Rosário, no centro do Rio de Janeiro. Só no local, foram encontradas dez bolsas.</p>
<p><div id="attachment_4288" class="wp-caption aligncenter" style="width: 372px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/bolsas.png"><img class="size-full wp-image-4288" title="bolsas" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/bolsas.png" alt="bolsas Quando bolsa família passa longe..." width="362" height="222" /></a><p class="wp-caption-text">Bolsas falsificadas: parcelamento no cartão de crédito, no meio da rua. / Foto: R7.</p></div></p>
<p><em><strong>“José”</strong></em> tinha até maquina cartão de crédito para parcelar as compras das bolsas mais caras, que podiam chegar a até 550 reais. <em><strong>“Ele só vendia para madames. Bolsa desse preço não era para o povão, mesmo custando metade do preço original”</strong></em> – comentou outro camelô que trabalhava nas proximidades, ao qual damos toda licença poética quando fala que o valor é apenas <em><strong>“metade”</strong></em> do preço de uma original. Esses eram modelos que só chegavam por encomenda, imitando as tão desejadas bolsas.</p>
<p>No registro do caso feito aqui mesmo, pelo R7, um detalhe me chamou ainda mais a atenção: no momento da abordagem, algumas mulheres estavam em volta do camelô e, ao perceberem a presença da polícia, fugiram. De acordo com os policias, todas impecavelmente vestidas.</p>
<p>Segundo o delegado <em><strong>Alessandro Thiers</strong></em>, o vendedor ambulante confessou que vendia cada bolsa, das mais comuns digamos assim, por <em><strong>R$ 120,00.</strong></em> O último modelo vendido tinha sua<em><strong> “irmã-siamesa- original”, </strong></em>vendida por <em><strong>2 mil e 800 reais </strong></em>em uma loja do <em><strong>Fashion Mall</strong></em>, um dos shoppings mais caros do Rio de Janeiro.</p>
<p>Em tempo: todas as<em><strong> “moçoilas”</strong></em> que compraram com seu José e pagaram com cartão, estão com seus nomes registrados na maquineta dedo-duro. Todas, com ou sem bolsa no braço, vão ser chamadas para prestar depoimento.</p>
<p><em><strong><a target="_blank" title="Você sabe o que é uma bolsa cara de verdade?" href="http://divadiz.com/as-10-bolsas-mais-caras-do-mundo/" target="_blank">Veja aqui a lista das 10 bolsas mais caras do mundo.</a></strong></em></p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F08%2Fquando-bolsa-familia-passa-longe%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Quando%20%22bolsa%20fam%C3%ADlia%22%20passa%20longe...&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/08/quando-bolsa-familia-passa-longe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carnaval 5 estrelas mais barato!</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/06/carnaval-5-estrelas-mais-barato/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/06/carnaval-5-estrelas-mais-barato/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 01:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[5 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[hotel]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4272</guid>
		<description><![CDATA[A vinda de turistas europeus para o Rio de Janeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vinda de turistas europeus para o Rio de Janeiro já não é mais a mesma. Depois da crise internacional - que fez apartamento em Lisboa ficar com o mesmo preço de apartamento no Rio - a Europa em peso está pensando duas vezes antes de arrumar as malas e sair em férias. O reflexo é imediato nos hotéis 5 estrelas da orla carioca: tem suíte sobrando, já entrando em promoção, há poucos dias da festa que é a maior responsável pelo fluxo turístico da cidade. Sim, era de europeus e americanos endinheirados, que pagam até 1 mil dólares de diária para estar na praia de Copacabana, que a rede hoteleira sobrevivia primordialmente. Se falarmos em números, coisa de <em><strong>63%</strong></em>, de acordo com dados do sindicato da categoria hoteleira, neste período do ano.</p>
<p><div id="attachment_4278" class="wp-caption aligncenter" style="width: 452px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Copacabana-Palace1.jpg"><img class="size-full wp-image-4278" title="Copacabana Palace" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Copacabana-Palace1.jpg" alt="Copacabana Palace1 Carnaval 5 estrelas mais barato!" width="442" height="269" /></a><p class="wp-caption-text">Copacabana Palace: cinco estrelas mais procurado por estrangeiros. / Foto: internet. </p></div></p>
<p>O carnaval só não vai ser magro no Rio de Janeiro porque o brasileiro é que vai salvar o caixa. Com hotéis caros, até de bandeiras internacionais, entrando em <em><strong>“promoção”</strong></em> ou pelo menos flexibilizado os bloqueios que exigiam o mínimo de 4 noites, (como é corriqueiro aqui no Rio para a época do carnaval) gente do país inteiro que ainda não tinha se programado, pode pagar menos do que quem se programou e pagou adiantado! Com a fuga dos gringos, além dos hotéis 5 estrelas estarem<em><strong> “dando mole”</strong></em> para muitos turistas brasileiros que antes sequer pesquisavam preços neles, ainda há um outro fator: eles são a única alternativa a essa altura do campeonato! Os hotéis mais baratos, chamados de “econômicos” - os preferidos do nosso povo quando sai em férias - estão com reservas praticamente esgotadas. O brasileiro não sentiu sequer o cheiro dessa crise internacional na hotelaria. E os brasileiros não ficam tradicionalmente em hotéis mais baratos por ser um povo<em><strong> “pão-duro”</strong></em> não. Nada disso! Prova que o brasileiro é <em><strong>“mão-aberta”</strong></em> são os rios de dinheiro que gastamos a cada viagem da classe média ao exterior.  O brasileiro fica em hotéis mais simples por uma questão <em><strong>"cultural-econômica"</strong></em>, com pensamento no melhor estilo “<em><strong>hotel é só para dormir</strong></em>.”  </p>
<p><div id="attachment_4281" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Hotel-Econômico.jpg"><img class="size-full wp-image-4281" title="Hotel Econômico" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Hotel-Econômico.jpg" alt="Hotel Econômico Carnaval 5 estrelas mais barato!" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Hotéis econômicos: preferência nacional entre brasileiros que visitam o Rio. / Foto: internet.</p></div></p>
<p>Se  você ainda não se planejou para o carnaval deste ano e disse para si mesmo<em><strong> “no Rio nem deve ter mais vagas”</strong></em>, atenção: pode ser hora de rever seus conceitos. Pelo menos esse ano, pode ser que pinte uma barbada de última hora em hotel 5 estrelas com preço de hotel<em><strong> “vaga-lume”</strong></em>. Apartamento vazio no reinado de Momo, é o que hotel nenhum do Rio quer ter.</p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F06%2Fcarnaval-5-estrelas-mais-barato%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Carnaval%205%20estrelas%20mais%20barato%21&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/06/carnaval-5-estrelas-mais-barato/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>É preciso aumentar a tarifa das barcas?</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/02/e-preciso-aumentar-a-tarifa-das-barcas/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/02/e-preciso-aumentar-a-tarifa-das-barcas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 01:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[aumento]]></category>
		<category><![CDATA[barcas]]></category>
		<category><![CDATA[concessionária]]></category>
		<category><![CDATA[Niterói]]></category>
		<category><![CDATA[Rio]]></category>
		<category><![CDATA[tarifa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4265</guid>
		<description><![CDATA[Acho que sofro de alguma deficiência de absorção de certas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que sofro de alguma deficiência de absorção de certas notícias. É como se tivessem que me explicar quase <em><strong>"desenhando" </strong></em>algumas coisas, supostamente fáceis de entender.</p>
<p>As barcas que fazem a travessia <em><strong>Rio-Niterói;</strong></em> aquelas que vivem dando problema, tem pontualidade questionável e segurança dubitável - vão mesmo ter um aumento de preço no dia primeiro de março? E esse aumento de preço foi endoçado pelo governo? Eu não consigo entender como funciona esse tipo de concessão de serviços públicos onde as empresas detentoras alegam prejuízos, oferecem um serviço ruim e ainda tem seus contratos renovados paulatinamente.</p>
<p>Faça o mesmo exercício que eu fiz: entre aqui mesmo, na barra de busca do <strong><em>R7,</em></strong> e digite <em><strong>"barcas"</strong></em>. Só da primeira vez apareceram <em><strong>12 notícias</strong></em> envolvendo as barcas do Rio de Janeiro. Quase todas citações negativas - a maioria - relacionadas à problemas, sejam eles de atrasos, embarcações à deriva, choques com outros barcos ou simplesmente inoperância do serviço. Então, deixa eu ver se entendi bem? Não estamos falando de um aumento de 10 ou 20%. Estamos falando de 60% de reajuste. Como as barcas pulam de <em><strong>R$2,80</strong></em> para <em><strong>R$4,50 ?</strong></em> Nem mesmo a maquiagem do governo ao <em><strong>"subsidiar"</strong></em> parte da tarifa para quem usa o <em><strong>"bilhete único"</strong></em> consegue me convencer que esse aumento é justo.</p>
<p>A última vez que andei de barca foi quando tinha uns 8 anos de idade, em férias no Rio de Janeiro. Foi só por passeio. Mas não pense que é tarefa difícil captar a essência do pensamento comum sobre este tipo de transporte, mesmo sem usá-lo. Só escuto usuário falar mal das barcas. No nosso telefone de reclamações é assim. No meu blog também: não há assunto que supere o número de queixas envolvendo <em><strong>trens</strong></em> e <em><strong>barcas</strong></em> no Rio de Janeiro. A gente não quer criticar. De verdade! Prefiro mil vezes elogiar um serviço que passe de <em><strong>"ruim"</strong></em> para<em><strong> "bom", </strong></em>do que ter que repetir paulatinamente as mesmas reclamações.</p>
<p>Foi aqui no Rio que aprendi o conceito de que <em><strong>"comprovante de atraso"</strong></em> é documento corriqueiro no departamento pessoal de várias empresas.</p>
<p><div id="attachment_4266" class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Barcas.jpg"><img class="size-full wp-image-4266" title="Barcas" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/02/Barcas.jpg" alt="Barcas É preciso aumentar a tarifa das barcas?" width="454" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Acidente com catamarã: um dos mais recentes problemas envolvendo as barcas. / Foto: &quot;O Dia&quot;.</p></div></p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F02%2F02%2Fe-preciso-aumentar-a-tarifa-das-barcas%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20%C3%89%20preciso%20aumentar%20a%20tarifa%20das%20barcas%3F&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/02/02/e-preciso-aumentar-a-tarifa-das-barcas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um cruzeiro, 3 mil histórias</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/01/31/um-cruzeiro-3-mil-historias-2/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/01/31/um-cruzeiro-3-mil-historias-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 00:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cruzeiro]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[Navio]]></category>
		<category><![CDATA[transatlântico]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4248</guid>
		<description><![CDATA[Fazer uma viagem de navio é uma das experiências mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/boia_azul1.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4249" title="boia_azul" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/boia_azul1-150x150.png" alt="boia azul1 150x150 Um cruzeiro, 3 mil histórias" width="116" height="105" /></a>Fazer uma viagem de navio é uma das experiências mais interessantes que se pode ter. Não por causa do luxo, serviços e conforto que, claro, deixam qualquer pessoa surpreendida. Mas o que me chama a atenção vai além disso. Talvez por ser jornalista, curioso por natureza e <em><strong>“caçador”</strong></em> de histórias; seja fácil concluir que são as pessoas à bordo que me fascinam: são 3 mil passageiros em um gigante dos mares. São 3 mil historias e experiências diferentes para se explorar. Algumas delas eu precisava compartilhar aqui, depois das férias, principalmente após retomar minhas "pensatas" no blog justamente com um assunto tão sério como foi o da postagem anterior.</p>
<p>Conversar, nem que seja por dez minutos com quem está em uma viagem dessas é, sem dúvida alguma, uma<em><strong> “viagem”</strong></em> à parte. Viajar, todo mundo viaja. Mas viajar dentro de um navio desses envolve muito mais motivos que a nossa razão consegue elencar. Medo? Sim, ouvi de muitas pessoas que o medo é um passageiro freqüente. Conheci um senhor de aproximadamente 50 anos que escolhia as cabines externas, as mais caras com direito a varanda, não pelo conforto ou vista. Ele pagava mais porque acreditava que, com a varanda, seria mais fácil escapar em um caso de naufrágio. Entretanto, esse mesmo senhor não se fez de rogado quando um dos filmes exibidos na TV naquela mesma noite em que conversamos era justamente<em><strong> “Titanic”</strong></em>. Me contou no dia seguinte:<em><strong> “assisti do começo ao fim”</strong></em></p>
<p><div id="attachment_4251" class="wp-caption aligncenter" style="width: 408px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/Titanic2.jpg"><img class="size-medium wp-image-4251" title="OSCARS-BEST PICTURE" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/Titanic2-300x206.jpg" alt="Titanic2 300x206 Um cruzeiro, 3 mil histórias" width="398" height="204" /></a><p class="wp-caption-text">Você assistiria &quot;Titanic&quot; à bordo de um transatlântico? / Foto: divulgação.</p></div></p>
<p>Tem gente que viaja em lua-de-mel. Vi casais apaixonados, com olhos brilhando na mesma sintonia das estrelas. Eram os primeiros a desaparecer tão logo o jantar terminava. Eram o oposto dos que apareciam rapidamente na boate do navio tão logo ela abrisse as portas! Conheci ainda, gente que viajava para comemorar que estava solteira de novo. Era o caso de uma moça que, depois de uma separação do namorado traumática, queria respirar novos ares.<em><strong> "Quem se entrega ao mar, inclusive para trabalhar à bordo, é quem quer esquecer um grande amor."</strong></em> - disse-me uma simpática cantora que animava a noite de um dos vários restaurantes. Não era exatamente o meu caso...</p>
<p><div id="attachment_4252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 377px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/Navio-piscina1.jpg"><img class="size-medium wp-image-4252" title="Navio - piscina" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/Navio-piscina1-300x201.jpg" alt="Navio piscina1 300x201 Um cruzeiro, 3 mil histórias" width="367" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">Piscina em alto-mar: diversão ou saída para &quot;afogar&quot; as mágoas. / Foto: Msc Cruciere.</p></div></p>
<p>Tem até quem viaja para gastar o que ganhou de herança! Nessa história curiosa que descobri, a família resolveu <em><strong>"homenagear"</strong></em> o avô, patriarca da família que falecera recentemente. Homenagem fazendo o que ele talvez não tenha feito. E não há drama nisso não! O argumento básico era repetido por cada um dos parentes a quem era apresentado: <em><strong>“melhor gastarmos todos juntos do que ter briga por herança.”</strong></em></p>
<p>A mistura cultural é outro atrativo que vai além do navio. É curioso como um cruzeiro que sai do Brasil pode ter tantos estrangeiros. A bandeira da embarcação era italiana, o registro do navio do Panamá, e a tripulação uma mescla alucinante de etnias: desde brasileiros, peruanos, angolanos, até - a maioria dos funcionários - da Indonésia! Na hora de conversar era uma confusão só. Não é muito difícil, em uma mesma frase, se falar em português, espanhol e inglês. Acredita? Conversando com uma atendente simpática, que explicava em uma loja do navio como cortar bem as unhas, escutei coisas do tipo: <em><strong> "hacer a cutícula is no good". </strong></em></p>
<p>Com tantas diferenças, experiências e atrativos, fazer um cruzeiro é navegar também na história de vida de varias vidas à bordo. Quase 3 mil enredos para um filme. Só não vale filme triste que ainda não terminou, como o caso do<em><strong> “Costa Concórdia”</strong></em>, navio que encalhou e tombou poucos dias depois que desembarquei do navio em que viajava. É impossível não pensar: e se fosse comigo?</p>
<p><div id="attachment_4250" class="wp-caption aligncenter" style="width: 405px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/Navio-Fábio1.jpg"><img class="size-medium wp-image-4250" title="Navio - Fábio" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/Navio-Fábio1-300x224.jpg" alt="Navio Fábio1 300x224 Um cruzeiro, 3 mil histórias" width="395" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">Férias no navio: diversão e histórias garantidas. / Foto: arquivo pessoal.</p></div></p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F01%2F31%2Fum-cruzeiro-3-mil-historias-2%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Um%20cruzeiro%2C%203%20mil%20hist%C3%B3rias&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/01/31/um-cruzeiro-3-mil-historias-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Debaixo dos nossos pés</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/01/29/debaixo-dos-nossos-pes/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/01/29/debaixo-dos-nossos-pes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 18:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[colapso]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[desabamento]]></category>
		<category><![CDATA[engenheiro]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4220</guid>
		<description><![CDATA[Existem algumas coberturas jornalísticas que despertam o que há de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem algumas coberturas jornalísticas que despertam o que há de pior em nós quando o assunto são medos ocultos. Nunca tinha parado para pensar na estrutura do prédio onde moro, do edifício onde trabalho, na segurança das milhares e milhares estruturas de ferro concreto e cimento que todos os dias somos obrigados a adentrar. Podemos saber como foram feitas, com qual construtora, com qual engenheiro colocando sua assinatura. Mas o que acontece depois que essas obras são finalizadas e entregues? Depois dos desmoronamentos destes três prédios no centro do Rio de Janeiro, esse assunto passou a martelar na minha cabeça.</p>
<p><div id="attachment_4224" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/prédio-que-caiu.jpeg"><img class="size-full wp-image-4224" title="prédio-que-caiu" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/prédio-que-caiu.jpeg" alt=" Debaixo dos nossos pés" width="462" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício Liberdade: o mais alto dos 3 prédios desmoronou por erros em reformas? / Foto: R7.</p></div></p>
<p>Quando tinha mais ou menos uns 15 anos de idade, fazíamos uma reforma no apartamento em que morávamos, em Brasília. O objetivo do pedreiro era passar uma fiação de telefone de um lado do quarto para o outro, contornando toda a parede do ambiente retangular. Num determinado ponto, uma surpresa: ele não conseguiu mais abrir um “veio” pela parede. Deparou-se com uma pilastra de concreto, que impedia que a profundidade cavada na parede fosse o suficiente para passar a tubulação para os fios. A saída encontrada por ele? <em><strong>"Desbastar"</strong></em> a pilastra para que não houvesse nenhuma mudança em seu <em><strong>“projeto”</strong></em> inicial! Na época, lembro-me bem: o erro na decisão foi percebido a tempo antes que o plano irresponsável fosse executado. Essa história voltou fresca à minha mente depois da última quarta-feira.</p>
<p>A principal suspeita, até agora, é a de que o caso da obra lá de casa e algumas obras no <em><strong>Edifício Liberdade</strong></em> só não tenham tido o mesmo desfecho porque as decisões foram diferentes nas horas certas. </p>
<p><div id="attachment_4225" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/fios_parede2.jpg"><img class="size-full wp-image-4225" title="fios_parede2" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/fios_parede2.jpg" alt="fios parede2 Debaixo dos nossos pés" width="425" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">Remoção e perfuração de paredes: o menor erro ou &quot;improviso&quot; pode fazer diferença. / Foto: ilustração.</p></div></p>
<p>Percebi que quando há um pedreiro irresponsável, um contratante que quer apenas o rápido, fácil e barato; tudo pode acontecer. Claro e evidente que estou falando aqui dos maus profissionais e não de todos os profissionais. Mas quem são eles? Onde estão abrindo rasgos em paredes exatamente neste momento?</p>
<p>Não é fácil relembrar cenas de corpos decompostos, desmembrados ou carbonizados como foram os retirados daqueles escombros. Quem faz obra com irresponsabilidade, certamente saberia o significado da palavra<em><strong> "arrependimento"</strong></em> se visse o que vimos de perto. Por mais que no futuro se comprove que os três desabamentos nada tiveram a ver com obras, acho que essa suspeita, pelo menos, nos fez pensar melhor sobre o  conceito <em><strong>"obra qualquer um faz"</strong></em>; coisa que, por mais que não gostemos de admitir, faz parte de um imaginário coletivo da maioria. </p>
<p>É fácil refletir. Difícil é tentar fazer isso, escrevendo sobre esse tema, escutando marteladas na parede de um apartamento vizinho, provavelmente logo acima do meu. Agora toda obra com que me deparo me remete ao mesmo pensamento: nela há o acompanhamento de um engenheiro? Há a tal <em><strong>“anotação de responsabilidade técnica”</strong></em> que o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura tanto exige?</p>
<p><div id="attachment_4227" class="wp-caption aligncenter" style="width: 493px"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/predio-desaba-rio4.jpg"><img class="size-full wp-image-4227" title="predio-desaba-rio4" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/predio-desaba-rio4.jpg" alt="predio desaba rio4 Debaixo dos nossos pés" width="483" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Destroços: corpos tão desfigurados que vítima foi retirada junto com escombros sem que bombeiros percebesem. </p></div></p>
<p>Os prédios que desabaram no centro do Rio de Janeiro não eram prédios novos. Datavam a década de 30 e 40, aproximadamente. Mas nem por isso se engane pensando que seriam mais frágeis. Como me disse um engenheiro entrevistado, <em><strong>“as vezes é mais fácil um prédio novo cair do que um desses antigos, feitos com cimento tão denso e tijolos tão pensados, que os cálculos estruturais eram muitas vezes até triplicados.”</strong></em></p>
<p>Se foi um caso negligência de quem queria reformar e tirar paredes sem um estudo específico da estrutura do prédio, só mesmo as investigações vão dizer. Mas o que ficou em minha mente foi uma fobia leve, que passo a colecionar agora: o medo de estar em uma <em><strong>“Torre de Babel”</strong></em> .</p>
<p>Como o homem é falível e presunçoso, não? Achamos que o Titanic não afundaria nunca. Pensamos que as torres gêmeas do World Trade Center jamais virariam pó. Talvez, quem quebrava as paredes do <em><strong>Edifício Liberdade,</strong></em> também achasse que ele jamais cairia levando outros dois prédios vizinhos juntos.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/desabamento_rio_630.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4226" title="desabamento_rio_630" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2012/01/desabamento_rio_630.jpg" alt="desabamento rio 630 Debaixo dos nossos pés" width="514" height="293" /></a></p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2012%2F01%2F29%2Fdebaixo-dos-nossos-pes%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20Debaixo%20dos%20nossos%20p%C3%A9s&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2012/01/29/debaixo-dos-nossos-pes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A floresta inteira&#8230;</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2011/12/20/a-floresta-inteira/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2011/12/20/a-floresta-inteira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 05:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Hoje em Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Leão]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Andrade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/?p=4202</guid>
		<description><![CDATA[É um paradoxo. O fim sempre é um novo começo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2011/12/Dia-do-Macarrão-03.jpg"></a><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2011/12/Árvore.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4207" title="Árvore" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2011/12/Árvore.jpg" alt="Árvore A floresta inteira..." width="93" height="109" /></a>É um paradoxo. O fim sempre é um novo começo. O término do <em><strong>Hoje m Dia - Rio"</strong></em> nos abre novas possibilidades mas também nos faz sentir saudades. Era um programa que já tinha virado o nosso <em><strong>"xodozinho"</strong></em>. Não é preciso pensar muito para poder dizer, sem medo de errar, que foi um dos projetos mais bacanas em que já trabalhei.</p>
<p>Enquanto todo apresentador pensa em ser um apresentador de rede - quem não gosta da idéia? -  é engraçado como fazer programa regional também me deixa feliz. Acho que eu tenho jeito de quem gosta de conversar na cozinha e não na sala. Gosto de responder os <em><strong>e-mails </strong></em>de quem nos assiste; gosto de <em><strong>"conversar"</strong></em> o <em><strong>Twitter </strong></em>inteiro e ainda <em><strong>curto</strong></em> muito descobrir pelo <em><strong>Facebook</strong></em> o que as pessoas querem ver na televisão.</p>
<p>Acho que o <em><strong>"puxadinho carioca"</strong></em> para mim foi isso: a chance de mostrar que quem falava de polícia, cobrava das autoridades e exigia mudanças, também poderia devolver ao Rio o que suas mazelas tiravam da cidade, furtivamente, todos os dias: a auto-estima. Era a hora de mostrar o lado <em><strong>"doce"</strong></em> do Rio de Janeiro depois de provar o lado <em><strong>"amargo" </strong></em>da nossa babilônia pós-moderna. Uma sacada da nossa diretora, <em><strong>Vanessa Andrade,</strong></em> que antes de mais nada queria manter o formato original do <em><strong>"label"</strong></em> nacional, <em><strong>"Hoje em Dia". </strong></em></p>
<p><em><strong><a href="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2011/12/Hoje-em-Dia-Aniversário-4.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4208" title="Hoje em Dia Aniversário (4)" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2011/12/Hoje-em-Dia-Aniversário-4-300x198.jpg" alt="Hoje em Dia Aniversário 4 300x198 A floresta inteira..." width="371" height="215" /></a></strong></em></p>
<p>Foi no <em><strong>"puxadinho carioca"</strong></em> que aprendi a ver uma <em><strong>"fatia"</strong></em> do Rio de Janeiro que estava longe do meu objeto de estudo no antigo projeto, que também amava apresentar. Eu passara a ver o lado da cidade mais para "<em><strong>Rio</strong></em>-<em><strong>cartão-postal",</strong></em> sem me fastar do totalmente do chamado <em><strong>"hard-news".</strong></em> E foi dele, do <em><strong>RJ Record - </strong></em>jornalistico que apresentava antes do <em><strong>Hoje em Dia - </strong></em> que me veio uma explicação para essas mudanças: eu também tive que abrir mão dele um dia para abraçar um novo projeto. E a vida da gente pode ser mais cíclica do que pensamos. Minha maior preocupação na época era imaginar como seria o novo desafio ao lado da<em><strong> Mariana Leão. </strong></em></p>
<p>Para o futuro há projetos. Pode ser uma nova linha de reportagens, um novo programa, ou voltar para onde vim, o <em><strong>hard-news</strong> <strong>"nú e cru"</strong></em>. A<em><strong> Record</strong></em> não pára de crescer e tem a saudável idéia fixa de liderança. E isso não é discurso ideológico da empresa. Isso é minha percepção lógica, que não depende nem de estar dentro dela para ver. </p>
<p>É sempre bom não perdermos de vista que antes de sermos de qualquer programa, somos de televisão.</p>
<p>Programas entram no ar, saem do ar. Não foi o primeiro e provavelmente não será o último a ter o seu <em><strong>"início-meio-fim"</strong></em>. Alguns por mais tempo outros não. Mas há um propósito em tudo.</p>
<p>É aquela história de nunca se pensar apenas em uma árvore e sim na floresta inteira.  </p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Dia do Macarrão 03" src="http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/files/2011/12/Dia-do-Macarrão-03.jpg" alt="Dia do Macarrão 03 A floresta inteira..." width="428" height="219" /></p>
<div class="tw_button"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Fblogs%2Ffabio-ramalho%2F2011%2F12%2F20%2Fa-floresta-inteira%2F&amp;via=fabioramalho&amp;text=Fabio%20Ramalho%3A%20A%20floresta%20inteira...&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=none" class="twitter-share-button" target="_blank" >Tweet</a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noticias.r7.com/blogs/fabio-ramalho/2011/12/20/a-floresta-inteira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

