No rabo da saia…

22
jul
09h18

Adão e Eva 2 150x150 No rabo da saia...Adão e Eva podem ser os responsáveis por isso. A singela folha verde cobrindo as partes íntimas talvez tenha expressado bem mais que o simbolismo bíblico da tentativa do ser humano cobrir seus pecados. Mal sabiam eles que estariam dando início a um comportamento humano - que muito se “costurou” à vaidade - e que perdura até hoje: o ato de se vestir.

Não existia “folha masculina” ou “folha feminina”. Foram as diferenças anatômicas, com o passar do tempo, que começaram a traçar as diferenças de vestuários quando os primeiros couros, peles de animais e depois tecidos, começaram a ser usados para a mesma tarefa das simples folhinhas do Jardim do Éden.

Hoje nossa moda parece voltar ao Gênesis. Não é pelo excesso da nudez do mundo moderno apenas. É pelo conceito cada vez mais “andrógeno” que se atribui a cada peça. As roupas femininas não têm mais traços apenas permitidos a “elas”. As masculinas estão longe de terem moldes restritos apenas a “eles”. Na verdade “eles e elas” começaram a se misturar há mais de 100 anos por causa da roupa que revolucionou comportamentos: a calça feminina.

 

Sim, caro leitor: mulheres usando calças - hábito tão comum nos dias de hoje - eram verdadeiras aberrações há mais de 10 décadas. Elas - as calças - expunham suas usuárias à rótulos tão desconcertantes quanto os atribuídos a homens que resolvam usar atualmente, por exemplo, uma saia! E onde foi que se escreveu que saia só poderia ser usada pelas mulheres? Mais que um modismo, a saia também pode ser uma tradição. Na Escócia, por exemplo, o chamado “kilt”, uma saia pregueada atrás e trançada na frente, era usado por guerreiros. Era e ainda é sinal de virilidade.

saia 2 No rabo da saia...

O "Kilt" escocês: de roupa típica para moda acidental. Sinônimo de bravura e virilidade. / Foto: internet.

Você usaria? - A discussão sobre a saia masculina surgiu no ar e ao vivo. Depois de uma matéria sobre os 100 anos da calça, veio a pergunta inevitável: os homens estão preparados para desbravar um território notoriamente feminino?

Concordo que uma roupa pode dizer muito sobre quem a usa: personalidade, ousadia, segurança. Mas acho que é retorno ao tempo das cavernas condicionar uma saia - que cubra até mesmo pernas cabeludas! - a uma definição sexual. Não: homens não deixaram de ser homens quando passaram a usar brincos. Heterossexuais não deixaram de ser heterossexuais quando passaram a depilar as pernas. Para se permitir confortos e vaidades ditas “femininas”, trataram logo de criar um termo novo para “amenizar” o que o preconceito taxaria com outras palavras: homem que faz isso agora é “metrossexual”.

saia 1 No rabo da saia...Eu usaria e disse isso no ar. Não pela moda apenas. Não me considero escravo dela. Mas acredito que quebra de paradigmas se começa dentro de nós. Talvez nem ficasse bem em mim: sou desajeitado até tentando usar as calças “saruel” masculinas, tão em voga atualmente. Tenho duas. Mas sobre a saia, não poderia endossar nenhum raciocínio de que um comportamento social seja “recibo” de qualquer orientação sexual. Os homens, tão conservadores no passado, deram um show em suas declarações na reportagem, dizendo que não vêem nenhum problema em usar saias. Até quando mulheres começaram a usar sutiã foi um baque para os mais conservadores. Porque varrer para baixo da saia um preconceito arcaico e retrógrado?

O ator Bruno Ferrari, que esteve conosco no estúdio, pensa como eu: quem atira muita pedra na saia alheia, pode estar escondendo alguma verdade não assumida debaixo de suas próprias calças. “Quem se garante não teme e não se incomoda” - disse ele que confessou já ter usado quando adolescente. Palavra de ator que não deixa nenhuma dúvida em relação a sua sexualidade estampando páginas de revistas ao lado da namorada e também atriz, Paloma Duarte.

Bruno Ferrari No rabo da saia...

Bruno Ferrari e Paloma Duarte: saia? porque não? / Foto: UOL.

Quando o programa acabou, uma surpresa: um e-mail da estilista que participou da matéria trazia uma saudação e me parabenizava pelo o que disse em relação ao preconceito associado a uma saia masculina. Minha declaração se transformaria em um presente. Sim Fernanda Sansil, fico feliz por querer me presentear com uma saia para homens!

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Não fazem mais “astros” como antigamente…

20
jul
19h44

"E ainda havia boatos que eu estava na pior. Se isso é estar na pior..." A célebre frase da transformista Luiza Marilacc no YouTube - que acabou virando um "hit" entre os internautas e estava cotada para fazer parte do time de "fazendeiros" da Record - me lembrou bem o que muita gente pensava sobre a estréia do programa "A Fazenda". Muitos desacreditaram que a atração ainda tivesse força nas noites da televisão. A concorrente do Jardim Botânico preparou sua artilharia para estar com o seu "filé" das novelas às 23h, exatamente o horário previsto para o realitty da Record entrar no ar.

Mas a vênus platinada não contava com um detalhe: bastou a Record começar o programa pouco antes das 22h50, para não dar tempo de estratégia nenhuma de contra-aataque funcionar. Sim, valeu o que na guerra é chamado de bom e velho "fator surpresa". Este foi o texto publicado no blog de televisão "Pronto Falei!" do jornalista Leo Dias:

"Estava na grade de programação: "A Fazenda 4" estava marcada para estrear às 23h15 na programação da Record. Só que às 22h50m o reality-show entrou no ar, ao vivo, para todo o Brasil. A tática era entrar no ar antes da macrossérie "O astro". E a surpresa deu certo! Segundo os dados prévios do Ibope no Rio, a Record bateu a Globo na noite desta terça-feira. "A Fazenda 4" teve 26.9 pontos de pico na capital fluminense, contra média de 16 da Globo. Nem precisa dizer que a emissora está em festa."

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Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

18
jul
17h11

228 artigo explosoes bueiros 150x150 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?Não há mais como ter tolerância. Não há mais como tratar o assunto com bom humor. A questão dos bueiros que explodem debaixo de nossos pés joga definitivamente para os ares a confiança do carioca em toda e qualquer empresa que cuide dos nossos subterrâneos. Corrigindo: subterrâneos de Copacabana e Botafogo. Mas afinal de contas o que há de escondido nessas tubulações que a prefeitura não quer mostrar?

Porque eles explodem? - para o engenheiro aposentado com quem conversei sobre o assunto, a pergunta completa seria: porque isso só acontece nesses bairros? O ex-funcionário público – que só concordou em falar desde que seu nome e a empresa para qual trabalhou não fossem divulgados – tem uma teoria. Obrigado a “caminhar” por muitos anos em subterrâneos desses bairros, a constatação sempre foi surpreendente: nunca houve um planejamento concreto de como seriam os subterrâneos, as galerias nessas regiões. “Botafogo e Copacabana foram bairros que se desenvolveram juntos, de forma rápida e sem tempo de planejamento. Hoje o carioca paga por isso.” – diz ele. Não precisa ir muito longe para perceber que esse tipo de raciocínio pode fazer sentido. Copacabana, por exemplo, teve seu “boom” imobiliário nas décadas de 50 e de 60. “Nessa época, o Rio de Janeiro começava a virar as costas para a Zona Norte definitivamente.” – diz o engenheiro, que acompanhou de perto a urbanização da "princesinha do mar".

intervencao bueiro 1 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

Essa corrida para “morar bem” no bairro mais nobre da cidade - que ainda começaria a ser cantado em verso e prosa - fez com que muitas tubulações fossem feitas “a toque de caixa” e sem tanto ordenamento. Não eram raros os casos, conta ele, em que um duto começava a ser cavado de um lado, outro duto do outro lado, em linha reta e os dois não simplesmente se encontravam por erros de projeto! “Como pode em engenharia dois pontos que precisar ser ligados não terem uma reta única entre eles? – se revolta ele, já prevendo que isso poderia causar problemas 10 ou 20 anos depois. “Era ingenuidade acreditar que o único problema no futuro seria ter mapas dos subterrâneos cariocas como um verdadeiro labirinto.” - completa.

Esses “puxadinhos” que perdiam seus objetivos de ligação direta entre bueiros, acabaram virando “dentes” que sobravam na reta onde os canos iriam passar. Pausa para um devaneio muito meu: seria esse o motivo da infestação de ratos que o Bairro Peixoto sofreu na década de oitenta? Há perguntas difíceis de serem respondidas. Como disse antes, tudo não passa de uma teoria: nenhum repórter esteve lá em baixo para conferir. Se “Light” ou “Ceg” tem esse tipo de conhecimento, dificilmente diriam. Nenhuma das duas nunca mencionou algo do tipo. Seria verdade?

11091826 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

Copacabana, abril: qual potência explosiva se acumula para causar esse estrago? - Foto: "Agência Folha".

Antes fossem só os ratos - Qualquer “caminho perdido” por baixo dos nossos pés pode servir de câmaras para o acúmulo de água, gás ou dejetos. Imagine um duto que vem do subterrâneo para alcançar a superfície e dá de cara com um prédio construído em sua suposta zona de escape? Resumindo: por algum lugar essa pressão escondida e contida precisa ganhar vazão...

É claro que a toda e qualquer idéia que explique o porquê de tantos bueiros explodirem, soma-se o fato de que a manutenção desses subterrâneos é precária. Isso qualquer funcionário atual dessas concessionárias pode dizer. Um vedamento mal feito em uma tampa de bueiro, por exemplo, pode representar uma entrada fácil para a água da chuva. Se essa tampa for justamente de uma caixa subterrânea de energia... não precisa explicar muito.

A explosão para mais um bueiro da “Light”, na manhã desta segunda- em Botafogo, zona sul do Rio, pode ter sido um caso como este. Foi um “curto-circuito interno”, dentro no bueiro, explicou a empresa. Pior ainda quando “Light” e “Ceg” se misturam: segundo o coordenador da Comissão de Análise e Prevenção do Crea, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Luiz Cosenza, é possível que tenha havido presença de gás na tubulação de energia. Ou seja, o produto de uma empresa invadindo o duto da outra. Acho que todo mundo sabe que gás e energia não devem “caminhar” juntos, certo?

Explosão 2 Essa é a verdade sobre nossos bueiros?

Vidros quebrados, lojas atingidas: se não houvesse gás na tubulação de energia a tampa teria voado tão alto? / Foto: R7.

Essa é uma pequena mostra da miscelânea que passa por baixo dos nossos pés. Mas autoridades públicas só não podem dizer uma coisa: que não viram ou que não foram avisadas do perigo que está debaixo de nossos narizes.

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Animus Corpus.

15
jul
13h14

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/07/2011 às 21h14

Segue a íntegra da entrevista que fiz com Tom Felton, o Darco Malfoy de Harry Potter. A gravação completa está no Portal PS, do Paulo Sérgio, um expert em assunto de celebridades. Claro que ele não poderia perder a vinda do "bruxinho" - "inho" com seus mais de 20 anos? -  ao Rio de Janeiro. Como estávamos na mesma "baia" de entrevistas durante o "red carpet", a gravação dele acabou captanto a minha entrevista "bruta", como chamamos na edição. Veja:

E se alguém ficou sem entender muita coisa quando escrevi que ficamos em "baias" quando esperamos algum artista no chamado "tapete vermelho", o vídeo abaixo explica mais desses bastidores. Neste vídeo também tem o momento em que encontro com o Rafael Bastos, do CQC e aproveito para brincar também um pouquinho com ele. Quem disse que só eles podem nos cercar, hein???

O Rafa talvez seja o cara que tem o humor mais inteligente do grupo. Consegue fazer rir sem ser pejorativo com o entrevistado. Não que eu tenha visto até hoje, né? Veja o vídeo - todo torto, me perdoem - gravado com meu celular: 

  

__________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

VARINH1 150x150 Animus Corpus.As palavras vindas do latin podem não dizer muita coisa. Não se você não for fã incondicional e de carteirinha do bruxinho mais famoso da história do cinema. O que isso siginifca?
 
Descrição: O encanto da saga de Harry Potter, tem a capacidade de encantar algo inanimado. Ele já foi mostrado várias vezes durante os livros, como em Harry Potter e a Pedra filosofal onde Quirino Quirrell encanta a arpa para fazer Fofo adormecer.
Claro que esse mundo paralelo - e pra lá de animado - é pertinente apenas aos que cresceram assistindo a história do menino, que virou adolescente e agora já está na idade adulta; admitindo inclusive problemas com bebida na vida real. Nenhuma novidade no circuito de ricos e famosos de Hollywood...
harry potter Animus Corpus.
Retomando ao "feitiço cinematográfico", é exatamente isso que Harry Potter consegue fazer: animar nas telonas o que antes só tinha vida para quem se dava ao trabalho de ler os livros da saga que entrou no seu oitavo filme. Sim, oitavo, porque o último longa da série - o sétimo - ainda foi dividido em dois.
Se dependesse do retorno de bilehteria e da penetração entre adolescentes, Harry Potter certamente teria a continuidade até seu filme de número 20 ou 30, nem que para isso os "pequenos" astros que deram início a saga já estivessem lutando contra o reumatismo. Aliás, idade é assunto que nem se discute entre fãs. Não há chacotas, piadinhas ou "bulling" por se curtir tanto assim o bruxinho. A explicação é simples: todos, absolutamente todos os adolescentes fãs, curtem os filmes há mais de 10 anos. É gente que creceu vendo Harry Potter. Como achar ridículo se vestir de bruxo ou bruxa agora, depois de uma década?

tomGETTY 450x350 Animus Corpus.

Sem medir esforços, eles estão sempre de prontidadão e ontem não foi diferente: se aglomeraram para ver de perto o ator Tom Felton, que interpreta o vilão Draco Malfoy, - que tem participação ínfima porém importante no último filme - mesmo que por apenas alguns minutos na subida do Pão de Açucar. Foi lá a pré-estréia brasileira. Eu fui e confesso: me surpreendi muito mais mais com o fanatismo dos fãs do que necessariamente com o filme ou com o próprio Tom Felton.

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Do LUXO ao LIXO.

13
jul
22h57

Velocímetro 2 150x150 Do LUXO ao LIXO.É incrível como um único dia pode proporcionar experiências tão difusas. Em menos de 24 horas se está dirigindo uma Ferrari de 1 milhão e meio de reais e à noite se “embarca” em um ônibus que mais parece o “expresso para o inferno”.
Miséria nesse caso não é andar de ônibus. Nunca foi. Miséria é viajar ao lado de quem, de passageiro comum na volta para casa carioca, se transforma em algoz.

Niterói 15h23 - A Ferrari, claro, não era minha. Estávamos gravando uma reportagem sobre aluguel de "super-carros". Um daqueles que não se encontra em locadoras comuns. A “máquina” em questão saia por 500 reais para um período de apenas 1 hora. Um verdadeiro capricho para poucos endinheirados que podem se dar ao luxo de gastar quase um salário mínino inteiro para colocar as mãos em um volante tão exclusivo. Como jornalista, fui um privilegiado: tive a chance de pilotar o “brinquedinho”.

O arranque de uma máquina dessas é algo alucinante. Não percebi ao entrar no carro como o banco é tão justo e envolvente, quase que “abraçando” as nossas costas. Quando se dá o mais leve toque no acelerador, logo fica claro o motivo: é preciso estar preso, bem preso ao banco do carro para agüentar o impulso. O corpo é jogado para trás, contra o banco, quando o carro é jogado para frente. Apesar de nunca ter atirado me ocorreu que, talvez, a melhor forma de descrever isso seria comparando com o "coice" que uma arma dá para trás quando um tiro é dado. A energia precisa se dissipar em algum lugar...

Bandidos presos Do LUXO ao LIXO.

Policiais conseguiram prender assaltantes. / Foto: Felipe O'Neill, Agência "O Dia".

Rio de Janeiro 20h45 - Voltando para casa do trabalho - que trabalho árduo pilotar a Ferrari, não? - vejo outro piloto em pânico. O motorista do ônibus à minha frente, em plena Avenida Presidente Vargas, desce desesperado e balançando os braços em sinal de socorro. Sinto bater em meu retrovisor o braço de um policial militar que, correndo, passa com seu fuzil já mirado para o tal coletivo. É a tentativa desesperada de impedir um assalto dentro do ônibus.

Os dois bandidos também tentam ser rápidos: ao perceberem a aproximação da polícia reagem com tiros. Os vidros do ônibus se desprendem e chegam até o chão como se fossem pó. O estampido é seco e frenético. Minha primeira - e única - reação foi me abaixar no carro.

Logo que os tiros cessam vejo os bandidos saindo algemados do coletivo. Esta é a deixa para que desembarque do meu carro e possa ver de perto o que aconteceu. A ação rápida da polícia é aplaudida por populares que, assim como eu, ao verem que o tiroteio termina chegam mais perto, ainda assustados. O saldo - além do mérito policial por cumprir seu papel de forma ágil - é um homem caído no chão: o cobrador agoniza com um tiro na cabeça. Nessa hora baixei a câmera do celular que gravava tudo. Duas opções: era triste demais para ser registrado ou meus olhos não acreditavam no que viam pela tela do aparelho.

Em casa, horas depois - Fico imaginando como vivemos de contrastes. Do “luxo” da Ferrari ao “lixo” em poucas horas. Sim, caro leitor: lixo. Assim considero um bandido que usa um cobrador como escudo numa tentativa medíocre de roubar relógios de pulso e poucos reais. Cédulas agora tingidas com sangue. Como pode? Menos de 2 horas de hiato e tanta coisa antagônica vista!

Aprendi: tudo é relativo na VIDA, a bordo de uma Ferrari , ou na MORTE, a bordo de um coletivo. Fui para casa com as imagens na mão e com esse pensamento na cabeça.


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Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!

11
jul
16h30

Reclamação 150x150 Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!Fico impressionado como empresas prestadoras de serviço de telefone, televisão por assinatura, celular e muitas outras, conseguem ser tão inoperantes no básico: atender bem a quem paga as contas e faz a empresa existir.

Tenho recebido, diariamente, uma infinidade de reclamações de telespectadores aqui no blog. Queixas que vão desde um simples não cumprimento de prazo de instalação, até cobranças de serviços que já foram cancelados há anos! Motivo de sobra para que o cliente - obviamente revoltado - procure os juizados de pequenas causas para ter seu problema resolvido ou substituído por alguma polpuda indenização.

Uma pesquisa no Procon mostra rápido: as operadoras de telefonia celular são as campeãs de reclamações, quase sempre todas do mesmo tipo. Sem citar empresas, há reclamação até de quem comprou um telefone e nunca conseguiu falar, mesmo tendo se passado 3 meses desde a data da aquisição! Em segundo lugar estão as empresas de televisão por assinatura. “Não são todas, mas o cliente deve pesquisar antes de fechar negócio seja para qual serviço for.” - É o que diz o consultor da própria operadora de telefonia que está no topo da lista das mais “injustas” com o cliente; e que preferiu não se identificar ao saber que a minha pesquisa era para ser discutido aqui no blog.

O que me motivou a escrever sobre isso hoje foi justamente o fato de ser personagem do próprio problema. Recentemente contratei um pacote de minutos e serviços para o chamado “roaming internacional”. Em outras palavras, um pacote de minutos e dados para que usasse meu celular em outro país. Foi quando estava seguindo para a França, para uma série de reportagens para o programa que apresento, o “Hoje em Dia - Rio”. Além do serviço não ter funcionado como deveria durante a viagem, a surpresa maior veio na conta: uma cobrança de quase 3 mil reais por uso internacional do mesmo! Como é possível?  

celulares1 Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!

Telefonia: setor é responsável por mais de 80% das reclamações. / Foto: internet.

Porque isso acontece? - De acordo com dois advogados que escutei sobre o assunto, as empresas de serviços em geral - salvo raríssimas exceções - não investem em retorno ao cliente de forma ágil e justa porque é mais barato arcar com poucas e "baratas" causas na justiça do que investir em atendimento. De acordo com o Procon, de cada 10 clientes que reclamam por algum produto ou serviço, apenas 2 chegam a entrar na justiça. E olha que nem estamos contando que desses 10 que reclamaram pode haver outros 100 que também ficaram insatisfeitos mas que nem chegaram a registrar uma queixa!

Para matar a curiosidade, no meu caso, já estou no oitavo protocolo de atendimento sem nenhuma solução por parte da empresa que, prefiro não dizer o nome, acreditando que eles apenas estão com “problemas momentâneos” em resolver o ocorrido. Mas para quem ainda não assinou contrato nenhum, seja de que serviço for, sugiro cautela e pesquisa. O site do Procon na internet pode ser muito útil aqui no Rio de Janeiro. Se você não for do Rio, uma rápida busca no “Google” pode esclarecer onde está o Procon mais perto da sua casa. Eles sempre fazem as chamadas “listas negras” que, apesar de terem um nome preconceituoso como este, são muito úteis.

Não deixe de olhar a relação das empresas mais “problemáticas” com seus clientes. Planos, pacotes e preços, nem sempre são o mais importante quando o assunto em questão é ridiculamente básico: ter ou não ter o serviço oferecido funcionando bem.

Consumidor Após o sinal deixe sua… RECLAMAÇÃO!

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Quem vigia a polícia?

8
jul
08h00

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/07/2011 às 09h25

Já estava passando até para outro assunto aqui no blog quando me deparei com um comentário curioso de um leitor. Muito provavelmente um integrante da PM. Veja:

"Não sou X-9, mas aqui dentro da PM há comandantes que fazem parte de toda essa vergonha que a Polícia Militar passa. Muitos deles são coniventes com policiais picaretas e desonestos. Vocês da imprensa acreditam mesmo que todos esses casos acontecem sem que os comandantes fiquem sabendo da verdade?"

O que você acha disso?

 ______________________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

A Polícia Militar do Rio de Janeiro bem que tenta mudar sua imagem. É mais patrulhamento pra lá, instalação de nova Unidade de Polícia Pacificadora pra cá. Mas o que terapia "freudiana" nenhuma consegue explicar é porque uma corporação consegue dar tantos tiros no próprio pé. Seria um caso de auto-estima baixa? Auto-boicote? 

O caso do menino Juan é o derradeiro de uma corporação que até tem gente justa e honesta, mas que sempre estampa as páginas dos jornais cariocas com seus próprios escândalos pessoais. Aliás, vamos combinar: o Rio de Janeiro é a única cidade do mundo onde quem deveria zelar pela ordem e justiça divide, como ré, a mesma editoria reservada aos bandidos: as páginas policiais.

Juan Quem vigia a polícia?


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Queijo Suiço. Servido?

6
jul
16h05

queijo 22 Queijo Suiço. Servido?Copacabana pode até ser a "princesinha do mar". Mas o título brasileiro da "praia mais famosa do mundo" pode estar começando a se misturar com uma referência de outro país: a dos queijos suiços. Cheios de "buracos" formados em seu processo de solidificação, basta cortar - ou morder - que não há trabalho para o mesmo quase derreter.

Andar no bairro de Copacabana me passa a mesma sensação. Me parece que a cada passo há um perigo bem embaixo dos nossos pés. E como se não bastasse, agora o perigo "suiço" avançou para outros bairros, como o centro da cidade.

O número de bueiros que estão explodindo, do nada, mostra que nossa cidade está podre por baixo. Podre como estão os pilares do "Elevado do Joá", que precisa de reforma urgente e ninguém faz nada. E é sempre a mesma receita: debaixo dos nossos pés, uma bomba pronta para explodir...

Não tem muita conversa. O Rio é uma cidade antiga, onde sempre se cuidou - sempre mesmo? - e se recuperou o que está no térreo. Mas e embaixo? Com jogos olímpicos e Copa do Mundo vindo por aí, espero que nossos turistas e atletas não "voem pelos ares". Sim porque nós, moradores, já estamos sobrevivendo por pouco. Muito pouco...

ambulante bueiros1 Queijo Suiço. Servido?

Perigo nos bueiros: “Por um centímetro, eu não morri”, diz ambulante. / Foto: R7.

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Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…

3
jul
22h23

Risada Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…Há um ditado popular que diz: “ria de você mesmo antes que os outros riam.” E isso não é uma frase perdida. Depois de uma semana em que choramos e rimos juntos, alternando sentimentos, semblantes e opiniões; porque não começar uma semana novinha em folha deixando o bom-humor falar mais alto?

Honestamente, acho que NUNCA vamos saber a verdade sobre essa história entre Amin e David Brasil. Quem afinal fez “nascer” o boato de que o outro “morreu”? Como já disse minha colega de blog aqui no R7, Hildegard Angel, pelo jeito a única coisa que morreu mesmo foi a amizade entre os dois.

Papo sério - Para nós, jornalistas, o que ficou foi o aprendizado. Apesar de envolver personagens populares, cômicos e descontraídos, a polêmica da semana passada é mais acadêmica do que se imagina. O assunto é um novo “case” de jornalismo para alunos. Até que ponto nós podemos confiar nas fontes que temos, por mais que elas nos pareçam idôneas e próximas à informação? Até que ponto se poderia imaginar que uma simples “pegadinha” entre dois companheiros, dois amigos, ou dois colegas, poderia colocar em xeque todo o sistema de apurações que se usa no jornalismo de todas as empresas de comunicação?

Lembro-me de um velho argumento da polícia quando se fala de “crime passional”. O tipo de crime que é cometido em casa, entre marido e mulher, motivado por inveja, ciúmes, sentimento de posse ou qualquer outro que permeie a temática “relacionamento”, é impossível de ser previsto. Não depende de policiamento ostensivo.

David Brasil Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…Vamos transferir o raciocínio para outra realidade que, obvio, não tem nada a ver com crime passional? Poderia ser previsto, imaginado, ou vislumbrada a possibilidade de que um dos dois seria capaz de criar uma farsa, mesmo podendo ser até a própria vítima o mentor?  Fico imaginando se não me sentiria paranóico. É complicado lidar com possibilidades que parecem tão estapafúrdias a primeira mão. Precisamos questionar agora até o improvável -  além dos limites normais do “apurável” - por mais que isso resulte num retardo maior para dar a informação que o retardo conservador e precavido que já procuramos hoje?

Talvez esse tenha sido o primeiro caso, aqui no Brasil em que houve um erro em massa induzido por uma “pegadinha” entre dois ex-companheiros.

Amin Kader2 Enquanto isso no “Departamento de Celebridades”…Peço a você, leitor, que não entenda meus devaneios filosóficos sobre a profissão como uma tentativa de justificar erros.  Já passamos dessa fase, certo? Erramos e admitimos. Aliás, toda a imprensa errou. Consigo lembrar de um, no máximo dois veículos de comunicação que não subiram no mesmo barco. Mas pouco gente resolveu dar a “cara a tapa” depois. Então nada de caça às bruxas, nada de busca por nomes que erraram. O que proponho hoje é outra coisa: é discutirmos o que devemos mudar em nosso comportamento e no aprendizado da profissão.

É por isso que sou favorável à obrigatoriedade do diploma. Não pelo “canudo” propriamente dito ou para me “vingar” daqueles anos que também já me pareceram, em alguns momentos, desnecessários na universidade. Hoje vejo que o diploma é preciso justamente por isso: para proporcionar o amadurecimento através do debate acadêmico. E se mesmo assim ainda há possibilidade de erros, imagine sem esses valiosos anos que deveriam ser dedicado muito mais a “filosofadas sobre a profissão", hein?

Bom, estando Amin “vivinho da silva”, que ele continue no nosso “casting de celebridades” por muito tempo! Só mesmo o bom-humor apimentado de Marcos Mion para traduzir o que eu realmente senti na hora de dar a notícia: como descrever todos os talentos de Amim Kahder, hein? Ainda mais estando triste por sua “suporta” partida...

Só vou ficar devendo a foto do crachá, ok Mion? Entendendo bem o significado daquela frase do primeiro parágrafo, melhor “rirmos de nós mesmos” vendo o vídeo abaixo.


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Por trás das câmeras…

2
jul
21h43

Muita gente pergunta, muita gente tem curiosidade em saber como são os bastidores de um programa de televisão logo que ele termina e só voltamos a encontrar o telespectador no dia seguinte. Para matar a curiosidade, outro dia desses resolvi fazer um pequeno vídeo de como fica nosso estúdio; e para onde todos nós "debandamos" quando as luzes se apagam. O resultado foi um flagrante de cenário vazio, Mariana Leão se preparando para uma aula de inglês, e equipe reunida no "switcher" - sala de controle de câmeras onde são feitas as escolhas das imagens que vão ao ar em um programa ao vivo - em um empolgante papo sobre tecnologia digital. Veja só:

E para não restar dúvidas de que eu tenho ao meu lado a apresentadora de televisão mais bonita do Brasil - porque simpática isso nem se discute mais - vale a pena conferir novamente as "cantadas" que o astro de Hollywood e comediante Jim Carrey deu na Mariana Leão.


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