China: iogurte quente no meio da rua

27
abr
23h49

pote colher iogurte China: iogurte quente no meio da ruaA China reserva muitas surpresas quando o assunto é gastronomia. E não é de pratos elaborados e chefes internacionais que estou falando. Na China se come praticamente de tudo! Razões históricas e econômicas fizeram o povo chinês dar um show de resignação e capacidade criativa quando o assunto é alimentação. E o que parece menos provável acontece: é possível sim encontrar sabores extremamente exóticos e profundamente ricos, para se quebrar qualquer paradigma ou passar por cima de preconceitos.

Estou começando o texto de hoje com essa explicação já prapando você para notícias "contundentes" e até causadora de náuseas sobre o que andei comendo nessa viagem. Mas não passemos para este assunto "prato pincipal" parte agora. Não obrigado.

iogurte China: iogurte quente no meio da rua

Detalhe da tampa: apenas um papel e um elástico.

Como "entrada", no nosso cardápio aventureiro, vamos começar por um hábito que não tem esquisitice nenhuma, é apenas diferente: tomar  iogurte quente. Leia nisso apenas "um pouco acima da temperatura ambiente". Preparado para ser vendido na rua mesmo ou em pequenas mercearias, ele é colocado em potinhos de barro, tratalhados como cerâmica. O gosto desse iogurte é diferente do nosso. Ele parece um pouco mais "amanteigado", porém com menos gosto "azedinho" como o que estamos acostumados.

De qualquer forma, comprar um desses na rua  já é uma aventura. Seja por causa da tampa de papel presa com elástico na borda (industrialização zero) ou pela dificuldade para se comunicar falando nada de mandarin. O resultado é o vídeo que você vê abaixo. E se você for como eu, extremamente sugestionável, vai bater aquela vontade de tomar iogurte. Sugiro granola.


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Muletas para homens

25
abr
22h58

conhecendo o cachorro e suas racas 150x150 Muletas para homensNão é exagero da terceira idade. Não é deslumbramento de criança encantada com um filhote. Escutar a crítica de que alguém "trata cachorro como se fosse gente", não me causa surpresa. Sim, caro leitor, por mais contundente que isso possa parecer, acho esse tipo de reprimenda moral uma hipocrisia.

O ser  humano vive de suas arapucas psicológicas. Foi encutido na cabeça do "bicho homem", desde os primórdios, que tratar um animal com amor é igualar suas quatro patas a um ser humano. Pobre homem, sempre tentando mostrar que só ele é digno do amor; o único ser vivo merecedor de um afago ou de um carinho.

Eu não troco meu cachorro por uma criança pobre. Propor tal substituição é conciliar pensamento com aqueles que, mesmo de foma inconsciente, propõe que o amor por um cão é igual ao amor por um ser humano! Seria pior que comparar o amor que sentimos pela mãe, como o amor inflamado que se sente pela primeira namorada, numa disputa irracional entre as duas. O ser humano, banhado na hipocrisia, tem dificuldade de ver que há "amores" e "amores" nessa vida. Não tenho a menor vergonha em admitir que a vira-latas que ronda meus pés enquanto dedilho esse texto é um dos amores da minha.

A escolha de um bicho não envolve medos. Cachorro não dá o golpe do baú. Cachorro não entende "status quo". Um poste é um paraíso e a falta dele um tormento. Sua realidade é distante das trívias psicológicas nas quais nos metemos quando filosofamos sobre ter ou não uma criança. Isso sim tende ao irracional. É mecanismo de "auto-pedido-de-desculpas" pelo o que deixamos de fazer.

Se ainda há dúvida, o exercício é muito simples: basta ter um deles. E não aconselho a procurar nas ruas, no canil, nos anúncios de jornais. Esse lugares são apenas "pontos de encontro". Quem escolhe mesmo os donos são eles; e quando menos esperamos. Me incluindo inclusive no mesmo bojo reflito: que raça orgulhosa e inflexível somos nós. Nós que, na grande maioria,  não adotamos criança nenhuma, não levamos um prato de comida a quem precisa ou sequer acalentamos quem vive em desespero. Mas aquele que trata um cachorro como uma criança... ah! Esse sim é o vilão.

"Só falta colocar na mesa para comer" - já escutei sobre senhoras soluitárias que encontram em rabinhos balançando sua única e verdadeira companhia. Quando escutar isso novamente é fácil saber o que responder: ponha não apenas mais um, mas dois pratos à mesa. Sente-se junto e faça companhia! A descoberta, de certo, será que não é preciso ser criança, muito menos pobre: o que realmente condenamos quando feito a um cachorro é simplesmente aquilo que não fazemos pelo próximo, sentado, muitas vezes, na cadeira mais próxima.

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Mãe bate no filho depois de batida de carro

23
abr
16h43

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/04/2012 às 21:34

Veja agora a resposta da irmã "traquina", mandada nos comentários:

"Poxa!!! Contando minhas traquinagens no blog??? Que queima filme!! Esqueceu que sou exemplo, em casa? Assim voce me quebra!!!! Pelo menos não posso dizer que não aproveitei minha adolescência...fui muito feliz, aliás, sou muito feliz...." - Giselle Ramalho

collision1 Mãe bate no filho depois de batida de carro

POSTAGEM ORIGINAL:

Que mãe tem sempre razão,  disso ninguém discorda. Mas se a moda de mãe dar uns bons "cascudos" no rebento quando o mesmo se envolve em acidade de trânsito acabar pegando, as cenas vistas na manhã de sábado, em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, vão ser muito mais corriqueiras do que imaginamos.

A reportagem que li no R7 seria trágica se não fosse quase cômica. Após o filho se envolver em um acidente de carro, a mãe não fez por menos: saiu de casa, foi direto para o local da batida e e fez o inimaginável depois de um acidente: deu uma bronca e bateu - sem nenhuma cerimônia - no rapaz. Testemunhas - que demoraram a acreditar no que estavam vendo - relataram que o jovem não tinha mais que 21 anos. O rapaz que apanhou da mãe dirigia um Gol preto, que atingiu um táxi. Com o impacto, o táxi caiu dentro de um canal. Segundo testemunhas, o motorista do Gol, que estava acompanhado, teria avançado o sinal vermelho. Ainda de acordo com pessoas que passavam pelo local, ele apresentaria sinais de embriaguez. Durante a bronca, a mãe disse que havia avisado o rapaz para não pegar o carro escondido. Uma das vítimas chegou a ser socorrida e a outra recusou atendimento e foi liberada no local.

 

VW Passat II QRmar86 fte 300x171 Mãe bate no filho depois de batida de carro

Passat, branco, 86. Histórias para contar dentro de um deles. / Foto: ilustração.

Isso me lembra uma situação engraçada que vivi na minha infância. Por conta do trabalho, minha mãe viajara para norte do país, não me lembro exatamente para onde. Funcionária pública, lotada na Eletronorte, não eram nada raras as viagens para as chamadas "unidades descentralizadas". Por conta disso, não tinha uma única feira de ciências que eu não tirasse nota dez, sempre falando de hidroelétricas - com direito a maquetes perfeitas - e produção limpa de energia.

Numa dessas viagens o zelador do prédio toca o interfone e diz a empregada: "avisa a dona Marluce que tem um documento aqui na portaria para ela." A Carmo - praticamente minha segunda mãe - respondeu que não adiantaria, que minha mãe estava viajando e só voltaria em uma semana. Então ele retrucou: "então quem foi que acabou de sair com o carro dela da garagem?"

Minha irmã, traquina por natureza e no auge de sua adolescência, não tinha esperado muito: ao lado de uma colega do segundo grau pegou as chaves, sem permissão - e do alto dos seus 17 anos anos - resolveu dar um "passeio" para tirar onda indo para a escola motorizada.

Hoje a gente ri muito de tudo isso, mas na época lembro bem a agonia de esperar até que ela voltasse para descobrirmos onde ela realmente tinha tinha ido. Irmanzinha! Quantas risadas você me proporcionou desde nossa infância com esse seu ímpeto e coragem! Hoje nos divertimos com esta e outras peripécias que até valeriam outra postagem. Ainda bem que só eu tenho blog, hein?

A sorte é que não deu tempo de minha mãe ou meu pai voltarem para dar os "cascudos" que o rapaz, do caso acima, acabou levando...

Infância corte Mãe bate no filho depois de batida de carro

Giselle e eu: carro "roubado" da mãe, aulas perdidas e muitas traquinagens. /Foto: arquivo pessoal.


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Ski Dubai – neve no deserto

19
abr
19h00

esqui 150x150 Ski Dubai   neve no deserto  Se esquiar numa região desértica - com temperaturas chegando aos 55 graus durante o dia - lhe parece algo distante e absolutamente à margem da lógica, vale um convite: está na hora de você conhecer um pouco mais sobre Dubai.

Não é pegadinha não! O esqui em questão é na neve mesmo. A peripécia só é possível graças ao caráter "megalomaníaco" da cidade. A diferença é que naquelas bandas não há miragem. Tudo é exagerado mesmo! Aliás, grave bem essa palavra e seu significado. Não seria nada errado encontrar uma foto de Dubai no dicionário quando se procura o sinônimo para o  termo. De um jeito simples de enteder? Em Dubai tudo é construído para ser o melhor ou o maior do mundo.

ski dubai 1 300x209 Ski Dubai   neve no deserto

Ski Dubai: 22.500 metros quadrados construídos, 5 pistas, e pastinadores profissionais. Foto: divulgação.

Além do prédio mais alto do mundo, com seus 162 andares; do hotel mais caro do planeta, com suas diárias na casa de 2 mil dólares e dos shoppings que consomem facilmente 3 dias de passeio para serem completamente conhecidos - cada um deles! - a cidade também coleciona excetricidades como essa: o Ski Dubai.

A área de esqui tem a "bagatela" de 22.500 metros quadrados construídos. São cinco pistas com graus de dificuldade variados. Há opções para iniciantes e para profissionais. Inclusive, é bom frisar bem: muitos competidores internacionais optam por treinar e se divertir em pistas como estas. Pense comigo: em um ambiente totalmente "indoor",com temperatura, espessura da neve e iluminação controladas 24 horas por dia, é muito mais fácil escapar de problemas comuns nas montanhas de Barloche, Aspen, ou da Suiça. Gelo mal compactado, nevascas, tempestades e chuva? esquece! Tudo por aqui foi perfeitamente reproduzido, com um padrão internacional de esqui, dentro de um shopping!

A reportegem sobre essa majestosa obra - que tende ao inacreditável - faz parte de uma série de matérias especiais que preduzimos para o "Hoje em Dia", nas últimas duas semanas que passamos viajando entre a China e Dubai. Claro que tudo só vai ser visto no ar. Mas porque não darmos uma "pitadinha" do que é essa estação de esqui no meio de uma das regiões masi desérticas do planeta Terra?

Vale um chocolate quente e até a constrastante aventura de comprar roupas de neve em um lugar onde só se deveria levar roupas leves na mala! Eu precisei de duas delas, diga-se de passagem. O meu constraste era justamente passar por regiões da China, onde pegamos -7 graus; e depois mudar de cenário para uma cidade que não sobrevive sem ar-condicionado.

Vida de repórter tem dessas coisas. Mas a gente também tem o privilégio de conhecer de perto o que seria até dificil acreditar só vendo por fotografias. Se o seu negócio é extremos, Dubai pode ser seu próximo destino, acredite, por preços muito mais atrativos do que estamos acostumados a pensar. Mas aí já é assunto para outra postagem...

32bb 300x200 Ski Dubai   neve no deserto

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Sabe como é a fabrica de um “trem-bala”?

6
abr
12h02

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/04/2012 às 20h25

A matéria foi ao ar hoje, nos nossos jornais desta terça-feira. Essa é apenas a primeira reportagem - a mais séria, já que as outras são focadas em coportamento - da série que produzimos na China e em Dubai. Na póoxima postagem vou falar de um desafio que foi um pouco mais "exótico", digamos assim.

 

POSTAGEM ORIGINAL:

Sair do nosso clima tropical do Brasil e enfrentar uma temperatura abaixo de zero na China também é um choque cultural, além de térmico. Enquanto esperava para gravar uma matéria, tive que aguentar um frio congelante: cinco graus negativos aproximadamente! Nessa hora, não é só o corpo que precisa da proteção das roupas. A mente precisa estar aquecida...

 

 

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Trem-bala: como é feito na China

4
abr
13h47

O texto de Manoel Bandeira tem "gosto" de infância. Lembro-me bem que, ainda na escola, me encantei com o poema, docemente sonorizado por Tom Jobim"Café com pão, café com pão. Virgem Maria, o que foi isso maquinista? Agora sim, café com pão, café com pão."

Nosso primeiro dia na China foi assim: não a base de "café com pão", mas sim de muitos trens. Na cidade de Changchun, norte do país, fomos convidados a conhecer uma fábrica de trens. Pensei rápido: porque não? Conhecer onde o famoso trem-bala chinês é feito - não são só os japoneses que tem essa tecnologia - é um programa curioso, avaliei.

foto Trem bala: como é feito na China

Linha de produção do "trem-bala." Mesma montagem dos novos trens do metrô carioca. / Foto: pessoal.

A visita teve um tempero chinês que não está nos inúmeros pratos típicos raros e esquisitos: é nessa fábrica que estão senso feitas novas  composições que serão usadas no metrô do Rio de Janeiro a partir de agosto. A empreitada dos 13 trens adquiridos, cada um com 6 vagões de passageiros, está no projeto de investimento que a concessionária que administra o sistema está fazendo desde 1997. Tudo na ordem de 1 bilhão e meio de reais.

Vamos combinar: mostrar melhorias em um sistema que estamos acostumados a malhar não é nada ruim: é extremamente prazeroso. Os 680 mil usuários por dia do metrô sabem muito bem do que estou falando. Novas composições podem representar, facilmente, menos aperto e menos calor à bordo. Isso só para começar.

mapa china 300x264 Trem bala: como é feito na China

Onde está Changchun? Dica: extremo norte daChina. / Foto: Google.

Nas aquisições foram os chineses que "inventaram a pólvora" para os brasileiros. No projeto novo, tiraram o aparelho de ar condicionado de debaixo dos vagões, passando-os para cima. Parece elementar, mas não é. Projetados para andar apenas no subterrâneo, ninguém imaginou que passar a linha 2 do Rio de Janeiro para a superfície iria resultar num super-aquecimento das máquinas que ficam bem perto dos trilhos. Basta dizer que, no verão, já foram registrados catastróficos 78 graus celsius nas pedras entre os dormentes! Trocando em miúdos? Não há compressor de ar condicionado que não desarme a essa temperatura, deixando vagões - além de abarrotados - ferventes. É o preço que se paga pelo "jeitinho brasileiro" de adaptar o que é subterrâneo à superfícies lambidas por um sol escaldante no verão.Tudo direto do túnel do tempo, há mais de 30 anos...

Outra notícia boa (na semana em que o metrô carioca teve aumento) tem a ver com emprego. O presidente da fábrica, o chinês Zhou Chuaghe, fez um anúncio empolgante: ele me disse, em entrevista, que a Changchun Railway Vehicles, estuda montar uma unidade no Brasil. Simples entender o porquê: depois de vender 160 milhões de dólares para o Rio de Janeiro e outra bolada em trens para a Argentina, no final do ano passado, o mercado da América do Sul, do outro lado do mundo, passou a ficar
mais interessante para os chineses.

trem bala2 Trem bala: como é feito na ChinaCom toda a sabedoria milenar de seu povo, o chinês foi cauteloso: preferiu não dizer de quanto seria o investimento, para quando seria e nem quantos empregos poderia gerar. Mas tomando-se como referência as 13 mil pessoas que emprega em Changchun, não seria difícil imaginar o porte de uma fábrica como essa. "Vai depender da demanda de trabalho que venhamos a ter no Brasil, na América do Sul como um todo" - me disse ele, com a ajuda de um tradutor. Claro que de forma velada foi quase o mesmo que ouvir falar de incentivos fiscais e tributários, certo?

O que o Rio de Janeiro ganharia com isso? Para responder a esta pergunta, basta lembrarmos da idéia do pólo ferroviário de Três Rios, interior do estado. Sim, o Rio de Janeiro está no páreo, disse ele, competindo com o São Paulo e outros estados do sul e sudeste do país.

É esperar para ver se esse som de "café com pão" vai virar Yakisoba, em pleno solo carioca.


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Do outro lado do mundo: China!

3
abr
14h41

china4 1 150x150 Do outro lado do mundo: China!Passam poucos minutos das duas horas da manhã. Na sala de embarque vejo pessoas bocejando, cansadas, esperando um vôo que, não por vontade da companhia aérea, está atrasado. Cansaço é uma palavra que não vou procurar tradução para o Mandarim - língua predominante na China - nesse momento. Vamos deixar isso para o final da viagem então?

É nessa hora de partida do Rio de Janeiro que adianto meus pensamentos: o que vamos ver por lá? Visitar a China é um desafio raro. E mais que falar em conhecimento, cultura milenar e continentes longínquos. É passar por experiências, antes mesmo de chegar, como ver o dia começar e terminar em poucas 8 horas! É o preço que se paga por viajar no sentido em que nosso planeta gira, fazendo com que a velocidade do avião agregue algumas milhas por horas em relação à velocidade com que a terra gira. Impressionante. No meu relógio agora, pouco mais de 3 horas da tarde no horário de Brasília. O almoço é servido já com céu escuro e luzes de cidades da África sendo vistas pela janela do avião. Acho que dessa vez nao vai ter jeito: vou descobrir o real significado da expressão "jet leg" como nunca havia provado antes.

03fabioramalho2 300x204 Do outro lado do mundo: China!

China: 23 horas de vôo e 11 horas de diferença no fuso-horário. / Foto: pessoal.

Como eu convenço meu corpo que já é hora de dormir na hora do almoço? Sugestões são bem vindas e, se você já esteve na China, trocas idéias é sugestão pra lá de bem aceita aqui no nosso "blog-diário de bordo". A China nos espera. Com a ajuda da tecnologia, porque não postar até mesmo de dentro do avião em pleno vôo? Eu espero descobrir e dividir aqui muito mais do que a televisão pode mostrar. O blog agora é nosso cartão de embarque. Tripulação, pouso autorizado!

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Barcas: pode afundar tudo, menos as finanças

8
mar
12h42

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/03/2011 às 11h53

telefone 3 150x150 Barcas: pode afundar tudo, menos as finançasUma mensagem enviada hoje, por um telespectador, me chamou a atenção. Trata-se de um velho golpe, que envolve nomes de emissoras de televisão e que, por mais bobo que possa parecer, ainda consegue tirar dinheiro de muita gente. Acho que melhor que explicar o que acontece é reproduzir o relato enviado.

Vale a pena frisar que a Rede  Record não faz esse tipo de promoção. E isso não é defesa corporativa. Até porque o SBT e a BAND também já tiveram seus nomes usados assim. Acho que é caso de polícia, e quem passa por isso - assim como quem passa pelo golpe do "sequestro relâmpago" por telefone - também precisa ir a uma delegacia e registrar ocorrência. Se não fizermos isso, nunca haverá uma estatística de quantos golpes assim estão sendo aplicados, muito menos haverá investigação. Veja só:

"CUIDADO! RECEBI UM TROTE DE UM HOMEM DIZENDO QUE ERA DO SETOR DE PREMIAÇÃO E CADASTRO DA REDE RECORD. PRIMEIRO ELES MANDAM UMA MENSAGEM PARA O CELULAR, DIZENDO PARA VOCÊ ENTRAR EM CONTATO. QUANDO VOCÊ ENTRA EM CONTATO, ELES TENTAM TE CONVENCER DE TODAS AS FORMAS QUE VOCÊ GANHOU UMA CASA NO PROGRAMA DO GUGU. EU QUASE CAI, POIS JÁ ESCREVI PARA O PROGRAMA DELE. PASSARAM ENTÃO O TELEFONE PARA UM OUTRO CARA, NÃO LEMBRO O NOME. QUANDO ELE VIU QUE EU NÃO ESTAVA CAINDO NO TROTE, COMEÇOU A ME TRATAR MAL. PERGUNTOU QUANTO EU TINHA NA MINHA CONTA. MEU ESPOSO FOI ATE O FINAL COM O TROTE E CONSEGUIU O NOME DA DONA DA CONTA NO QUAL ELES MANDAM FAZER UMA TRANSFERÊNCIA. ELE DÁ UM VALOR E DIZ QUE É UMA SENHA! POR FIM FALEI PRA ELE 'RAPAZ SE TU FOSSE DA RECORD IA ME TRATAR COM MAIS EDUCAÇAO!' DESLIGUEI O TELEFONE NA CARA DELE. ELE NÃO ME LIGOU MAIS E DESISTIU. ISSO TUDO ME DEIXOU TÃO CHATEADA PORQUE EU QUASE CAI."


POSTAGEM ORIGINAL:

Cofre 2 150x150 Barcas: pode afundar tudo, menos as finanças

Por fora elas parecem barcas comuns. Por dentro, nos meandros da contabilidade, são verdadeiras "caixas-pretas" que, supostamente, não afundam as finanças de empresa nenhuma. A dedução não é só minha: é de parlamentares do Rio de Janeiro que, não conseguiram encontrar outra explicação para a resistência tão grande da empresa Barcas S/A a abrir suas contas.

É incrível acreditar que em plena época de comunicação intensa, de massa, onde qualquer espaço vazio em uma parede pode virar publicidade, a empresa que administra um dos transportes de fluxo mais intenso de passageiros no Rio – tirando trem e metrô – não contabilizasse como “receita” a renda obtida através de publicidade, aluguel de lojas e estacionamentos. O mais interessante é que o governador do estado concordava com isso, e ainda achou justo que o governo subsidiasse parte da passagem para quem usa o bilhete único.

Barcas Barcas: pode afundar tudo, menos as finanças

Empresa Barcas S/A: para deputados, lucros camuflados e conivência do governo. / Foto: R7.

Se você não é do Rio de Janeiro e não entende muito bem como funciona tudo isso, é fácil entender assim: imagine que uma empresa terceirizada ganha por 40 anos o direito de explorar o trajeto entre o Rio de Janeiro e Niterói, de barcas, com o governo pagando parte da passagem em alguns casos e ainda por cima não sendo obrigada a fazer uma prestação de contas integral do que movimenta ali em dinheiro. Imaginou? Pois isso acontece no Rio de Janeiro. Daí a revolta de usuários que se sentem duplamente enganados: primeiro porque já estão pagando indiretamente a passagem quando pagam seus impostos; segundo porque não precisa ser usuário freqüente para saber que o serviço deixa muito, mas muito a desejar, desde a pontualidade até a qualidade das embarcações.

Para se ter uma idéia de como os deputados estão convictos de que as barcas são ricas e polpudas “caixas-pretas”, veja o que diz o deputado Gilberto Palmares, do PT, sobre a importância de um balanço completo das finanças de quem põe a mão e administra essa bolada toda: “essa contabilidade fortalece o poder de auditoria externa, de fiscalização por parte da população.” E ele ainda diz mais: “Qualquer apresentação de resultados fica capenga se deixar de fora todos estes rendimentos que incluem até os ganhos em linhas ditas especiais que não entravam nessas contas.”

Barcas protesto Barcas: pode afundar tudo, menos as finanças

Protesto de passageiros em Niterói: reajuste recente de 61% é justo? / Foto: IG.

O deputado tem razão: faz sentido pra você não entrar nas contas da empresa uma renda, como por exemplo, a obtida na linha Charitas, que custa 12 reais por pessoa? Consigo até acreditar que embarcações possam, em muitos horários, sair vazias gerando déficit. Mas empresas aéreas, meu caro leitor, também amargam isso em horários de pouco movimento na ponte aérea do aeroporto Santos Dumont. Nem por isso a ponte-aérea é considerada linha de “baixa lucratividade”. E não adianta dizer que as empresas aéreas cobram mais nos horários de pico como compensação. É lei de mercado: quem não pode fazer isso, como as barcas, compensa o suposto "prejuízo" com a quantidade, e não com a "qualidade financeira" de cada um que usa o serviço. Quem pega o filé, também tem que levar o osso...

Trocando em miúdos, vamos falar francamente? O que os deputados querem saber, é o que faz o estado se sentir tão na obrigação de “rachar” com essa empresa o “custo” de alguns passageiros. Os parlamentares querem saber porquê o governador Sérgio Cabral é tão compreensivo em relação as queixas de “pobre coitada” que a empresa Barcas S/A tanto faz.

Você consegue elaborar alguma teoria para isso?

 

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Rio Verão Festival

1
mar
17h54

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/03/2012 às 19h01

Rufem os tambores! Já saiu quem são os três internautas que vão ao "Rio Verão Festival" assistir de graça os shows de Naldo, Rebelde, Paralamas do Sucesso, Zeca Pagodinho, NXZero, Skank, Marcelo D2, e Daniela Mercury. Eu, Mariana Leão e todos os apresentadores da Record Rio estaremos lá abrindo os shows! Eu estarei apresentando a banda "Rebelde" junto com a Mariana. Depois voltamos ao palco para chamar a baianíssima "Daniela Mercury."

DANIEL1 Rio Verão Festival

Mas vamos ao que interessa? Os ganhadores da promoção foram:

Alexandre (alexandresilvaf10@hotmail.com) 17h58

Jessica de Oliveira (jessicamcfab@hotmail.com) 17h59

Hugo Mota (hugo.mot@hotmail.com) 17h59

Eles foram os primeiros a mandar mensagem, aqui pelo blog, dizendo "eu quero ser Rebelde no Rio Verão Festival". É neste sábado, à partir das 14h no Engenhão, Rio de Janeiro. Ao lado dos nomes estão os horários em que eles mandaram a mensagem. Foram os primeiros!

ATENÇÃO: os três ganhadores devem enviar, por cometário no blog mesmo, o nome completo e o número da carteira de identidade  ainda hoje. Os 2 (dois) ingressos de pista, para cada um, devem ser retirados somente amanhã, na sede da Record de Ipanema. Endereço: Rua Barão da Torre 380, Ipanema. É preciso levar a identidade! Sem ela os ingressos não serão entregues! Terceiros só poderão retirar os tickets se portando carteira de identidade original em nome do ganhador.   

Nos vemos no "Rio Verão Festival".

Bom show!

Rebelde Rio Verão Festival

 

POSTAGEM ORIGINAL:

Essa pode ser a chance de você assistir ao show de "Rebelde" de graça! As 3 primeiras pessoas que deixaram mensagens como comentário, aqui mesmo no blog, dizendo "eu quero ser Rebelde no Rio Verão Festival" vão ganhar 2 ingressos cada! O nome de quem ganhou vai ser divulgado, aqui mesmo, as 7h da noite. Mas atenção: só vale para quem é do Rio de Janeiro! São poucos ingressos! Eu e a Mariana Leão estaremos lá apresentando a banda mais querida da Record! Mas é bom correr, hein? É promoção relâmpago! Você vai?

RioVeraoFestival Rio Verão Festival

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Quem trai, trai sozinho?

28
fev
15h06

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 29/02/2011 às 13h01

Esse comentário precisava vir para a página principal do blog. Ele serve para vermos que, quando achamos que já nos surpreendemos com tudo, sempre há uma novidade para quebrarmos paradigmas. Casos como o descrito abaixo são muito, mas muito mais comuns do que pensamos!

"Estou me lembrando de uma fato que aconteceu semana passada aqui na minha cidade. Moro no interior de São Paulo, e esse ano comecei a dar aulas no 1º ano do ensino fundamental. Ao chegar na escola vi umas 10 crianças diferentes. Logo pensei: "são alunos novos". A coordenadora pedagógica então me chamou e pediu para que eu fizesse uma sondagem naquelas crianças, para ver em que nível elas estavam para serem colocadas nas séries. Perguntei onde estavam seus históricos escolares, e a "mãe" me disse que eles vieram de Maceió e não tiveram tempo de pegar os tais documentos. Percebi que era uma família muito pobre e a suposta mãe, que dizia ter 26 anos, não sabia ler nem escrever. Fiquei intrigada. Uma "moça" de 26 anos ter 10 filhos? Fiz a pergunta: "São todos suas essas 10 crianças?" Ela me disse que só 5 eram delas e as outras 5 eram, acredite, DAS MULHERES DO SEU MARIDO! Confeço Fábio, que na hora não entendi nada e fiz aquela pergnta discrente: "Como é que é?" Logo ela me explicou: seu marido, além dela, tem mais duas mulheres. Todas as três, juntamente com o marido, vivem numa mesma casa e ao todo são 18 filhos. Não acreditei, e fiquei naquela: só acredito vendo e eu fui conferir! Realmente seu Antônio convive com suas três mulheres e seus 18 filhos, todos numa mesma casa. Cada mulher é responsável por uma tarefa por dia, e não tem briga entre elas não! Todas se respeitam e ajudam a cuidar dos filhos. Até as crianças sabem que eles são filhos de um mesmo pai, mas de mães diferentes. Como minha cidade é pequena, estamos suspresos com um fato desse. Teve gente que até perguntou para seu Antônio se isso pode ser chamado de traição. Mesmo com nenhum estudo, ele disse: "Não é traição não, é respeito mútuo." Depois desse seu post, e desse meu relato, estou tentando chegar a uma conclusão: se o mundo é BI - bipolar, bicomplicado, colorido, fantasiado -  porque na hora de amar as pessoas não podem modernizar um pouco? Aí, vai de cada um..."

Dany Nunes - SP

Poligamia Quem trai, trai sozinho?

Um homem, várias esposas. Traição ou "respeito mútuo?" / Foto: internet.

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POSTAGEM ORIGINAL:

Traição net1 150x150 Quem trai, trai sozinho?“Traição simplesmente não existe. Isso é coisa que os outros colocam na cabeça da gente.” Foi com esse bom humor que o português Fernando Ferreira encarou uma traição, há pouco mais de 20 anos, e resolveu fazer dinheiro com isso. No bairro do Jaguaré, em São Paulo, ele abriu um estabelecimento comercial que é ponto de encontro de quem já sofreu essa experiência devastadora. O “Bar dos Cornos” é sucesso absoluto e agrada a um público nada seleto de todas as idades, de todos os gêneros. E não é exagero. “Quem nunca levou um chifre?” - perguntava ele aos freqüentadores mais revoltados. Em um bar assumidamente corno, claro, ninguém levanta a mão, certo?

Porque trair? - As explicações para a traição são as mais variadas possíveis. Desde esfriamento natural da relação, busca por novas vivências, ou até a busca pela casualidade, pelo perigo que pode - pode mesmo? - apimentar a relação. Os psicólogos explicam que o melhor é não culpar e nem se sentir culpado. Se a pergunta fosse feita a Freud, o pai da psicanálise, a resposta seria mais ou menos essa: para ele existe uma grande dificuldade no ser humano em integrar a sexualidade ao resto de sua vida, principalmente ao casamento e ao amor. Sempre a traição viria então, motivada por um impulso sexual velado, escondido, lá no fundo da gaveta dos sentimentos mais proibidos! Para muitas pessoas parece até que a vida se resume nessa questão de “trair ou ser traído”. E o advento do “ficar” sem compromisso, também reforça esse comportamento. Se Freud fosse vivo para explicar isso de novo eu perguntaria: traição pela internet também é traição?

Carteirinha cornos Quem trai, trai sozinho?

Há relatos de casais que, ao invés de trair, optaram por “abrir a relação”, seja permitindo que o parceiro tenha novas experiências ou até mesmo compartilhando experiências juntos. “As coisas só precisam ser muito bem trabalhadas na cabeça do casal.” - garante a psicóloga carioca Marília Dias, especializada em casos de traição. E se esse tipo de “passe livre” - individual ou em casal - parece atrativo cuidado! Ainda para a psicóloga, a sensação de ser traído com um desconhecido é infinitamente mais leve que a traição ou simples procura do “parceiro-estepe” sem o conhecimento do marido, noivo ou namorado. Sou obrigado a concordar: aí não é mais infidelidade. É “deslealdade”; a escória do sentimento daninho em uma relação.

Freud Quem trai, trai sozinho?

Traição contemporânea por internet e a "ficação". Freud explica? / Foto: internet.

O assunto que, claro, já foi tema de filmes, livros e tantas outras publicações também chegou à internet em um site pra lá de curioso. O “traídas.net” oferece desde um simples papo com outras mulheres que já passaram por isso, até literatura de apoio para driblar esse tipo de “revés” que as vezes a vida nos trás. Aliás, foi a descoberta desse site através de um e-mail que recebi, que me fez discutir o “chifre” sem papas na língua. Sim, não são apenas os e-mails do tipo “ganhe dinheiro sem sair de casa” que entulham nossas caixas de entradas. Ofertas de espiões, programas que monitoram o que se vive na internet e tantos outros artifícios para descobrir uma traição também fazem parte do “portifólio-spam” nosso de cada dia.

É por isso que, seja no e-mail, na rua ou no bar do seu Fernando - que capitalizou muito bem a traição - o jeito é ter bom humor até com o lixo cibernético. Sim, ele está certo: “chifre não existe. É coisa que os outros põe na cabeça da gente.” Com um brinde quase que cruel a esse tipo de bom humor, eu completaria com a frase muita sábia de um amigo. “O erro de quem trai é achar que trai sozinho.

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