O futuro chegou… mas só em inglês!

12
dez
01h54

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/12/2011 às 09h12

Comentário interessante sobre o tema. Eu ri:

"Falar inglês é falar com o mundo? Lembro-me de um comentário que fiz aqui sobre a viagem que meu meu professor de espanhol fez à França, na qual ele, ao sair de um restaurante em Paris, ficou com pena de um mendigo e deu-lhe um pedaço do seu lanche. A curiosidade? O mendigo sabia falar FLUENTEMENTE o inglês!" Já nas terras do célebre idioma, podemos nos comunicar facilmente se soubermos o bom e magnífico espanhol. Digo isso por experiência própria. No final do ano de 2007 fui até Pampo Beach, Flórida, visitar minha tia que lá reside. Juro que fui com um medo danado e o coração acelerado, pois até hoje não sei nada em inglês. Passados alguns dias, fui com ela até Miami. Chegando naquelas lojas de tirar o fólego, fiquei igual a uma estátua, pois me faltava o bom inglês para me comunicar. Mas de repente, escutei um certo idioma conhecido: 'Por favor,¿cuánto cuesta esta falda?' Não pude evitar: "¿Hablas español?" - perguntei para a atendende. Ela respondeu: "Sí, que necesitas?". Me senti em casa, pois, até uma oferta de emprego já me foi feita por saber um língua europeia em terras americanas. Inúmeros turistas que vão para os EUA não compreendem um idioma que, para muitos assim como eu, parece difícil e patético. Não aceitei a proposta, mas pude concluir que meu querido espanhol também está caminhado porgressivamente na globalização. Agora posso ir sem medo aos EUA sem me preocupar com o chato e difícil - deculpem-me! - inglês... embora necessário. - Dany Nunes

Idioma O futuro chegou... mas só em inglês!


POSTAGEM ORIGINAL:

Para quem acha que o futuro é algo distante, as mega-empresas empenhadas no desenvolvimento de novas tecnologias para "smartphones" mostram que ele já chegou. Na verdade chegou, mas falando apenas inglês! É isso mesmo: a última novidade americana no IPhone 4S não entende português nem tem parâmetros de busca em solo "tupiniquim".

Essa nova tecnologia tem um nome abreviado que lembra um "bichinho" bem brasileiro: "siri".  Ele permite que o proprietário de uma dessas "máquinas-faz-tudo" consiga se comunicar com o aparelho simplesmente "conversando". E não é de um ativamento de voz que estamos falando. O sistema é acapaz de interpretar o que o usúário pergunta, dando respostas precisas e rápidas. O sistema só falha se o assunto for Brasil. Claro que isso já virou motivo de piada na internet e o vídeo abaixo explica bem isso:


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Uma doce “burrinha” Rebelde

30
nov
23h14

Burr Shreck 2 150x150 Uma doce burrinha RebeldeEla é desajeitada, ingênua e, as vezes, não há adjetivo melhor para descrevê-la senão rotulando a moça de "burrinha". Quem assiste a novela Rebelde já sabe que é da personagem Becky que estamos falando. Mas a "pouca inteligência" dela também pode ser explicada de outra forma. "A Becky tem a sua lógica própria." - descreve Lana Rhodes, a atriz que dá vida a sapeca Becky. Lembro me de um episódio em que Becky decidira emagrecer - como se fosse preciso - deixando alimentos calóricos de lado e tomando apenas sorvete. Não funcionou. 

O argumento de Lana - de que ter lógica própria não necessariamente significa falta de inteligência - me lembrou uma situação que vivi, certa vez, quando telefonava do Brasil para Lisboa em busca de hotéis. A telefonista de pronto me atendeu, com aquele belo sotaque português. Perguntei se havia apartamentos disponíveis para o período em que estaria em férias. A resposta foi que sim. Tinha apartamento standart e luxo. Calmamente a jovem recepcionista me disse que a diária para o apartamento simples estava na casa dos 150 euros. O apartamento luxo era mais caro: custava 180 euros. Não resisti e fiz a pergunta mais óbvia: qual a diferença entre os dois? A moça com a voz de surpresa por pergunta "tão elementar" me respondeu:

- Trinta euros, ora pois!

Aprendi nesse dia que a maldade que fazem com nossos amigos do velho continente se auto descreve muito bem assim: é mesmo uma maldade. Português não é burro. Português é direto, linear, sem a necessidade de tantas interpretações do que se fala, como nós, aqui no Brasil, estamos acostumados a fazer. O que eu perguntei foi exatamente isso, certo? Qual era diferença entre os dois apartamentos quando o assunto ainda era preço! Porque ela me responderia sobre conforto e amenidades dos apartamentos? Ela só respondeu o que eu perguntei! Será que nós não temos o hábito de desmerecer o raciocínio dos outros simplesmente porque ele não é igual ao nosso? A forma de se desenvolver um raciocínio é cultural? 

Lana Rhodes Uma doce burrinha Rebelde

No caso da bela Beck da novela Rebelde, posso suspeitar que sim. Foi esse caráter meio "perdido" da personagem que fez ela crescer tanto na trama. Mérito da Lana Rohdes que mostrou no programa de hoje que de "burrinha" não tem nada. Além de interpretar e ser a responsável direta pela personagem secundária ter virado quase primária na novela, a atriz mostrou que também tem outros talentos!


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Brasil: bienvenido?!

25
mai
09h06

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/05/2010 às 8h55

Gosto quando os temas pegam fogo nos comentários aqui do “blog”. Pouca gente volta lá para dar uma olhada, mas não só respondo boa parte deles, como muitos leitores acabam trocando idéias entre sim. A história da professora rendeu. Em sua opinião, é desinformação demais a professora francesa de geografia não saber na entrevista que no Brasil se fala português e não espanhol?

idiomas 300x225 Brasil: bienvenido?!Não avaliaria como um caso para “execução sumária” do diploma dela, mas na minha humilde opinião, acho que é grave sim. Não pela cobrança demagógica de que professora “tem que saber tudo”. Eu sou jornalista e nem sempre sei tudo e às vezes, também erro e me pego em dúvida sobre a grafia de algumas palavras. Quem nunca passou por isso?

No caso da professora francesa, acredito que quando ela diz que se fala espanhol no Brasil ela está passando um atestado de não conhecer muito bem a história de seu próprio país. Porque? Simples: a história econômica e industrial da Europa está diretamente ligada à atividade de extrativismo de matéria prima de países colonizados, sobretudo na América do Sul. Portanto faz parte desse contexto saber que os países que se lançaram às grandes navegações foram Portugal, Espanha e, em menor proporção, a Holanda. Você até pode se perguntar: “então ela se confundiu porque o Brasil também poderia falar espanhol se a colonização predominante fosse espanhola? De certa forma sim. É uma boa explicação para a troca de idiomas que a professora fez, mas não é a melhor justificativa.

caravelas Brasil: bienvenido?!

Não se trata de avaliar se é ou não uma “obrigação” dela saber que o Brasil foi colonizado por portugueses (será mesmo que não é obrigação?) a partir do ano de 1500. Trata-se de analisar que, como muito bem lembrou uma leitora aqui do “blog”, Portugal estava endividado com a França e pagou boa parte dos valores devidos em ouro. Ouro que era retirado de onde? Do Brasil!

Percebeu a "fila de dominós" prontos para serem derrubados numa seqüência lógica de pensamentos?  Portugal navegou, colonizou o Brasil e mandou ouro para Lisboa.  O ouro enviado - e muitos outros produtos extraídos - também foram parar na França. Isso movimentou a economia de toda a Europa, levando o velho continente a um desenvolvimento industrial.

Ainda falando sobre o ouro, muitos adornos das igrejas de Paris, são embelezados com folhas, pedras ou filetes de ouro vindo do Brasil. Isso significa saber logo, por conclusão lógica, que  se Portugal enviou ouro brasileiro à França, os franceses deveriam saber que foram os portugueses que colonizaram predominantemente o Brasil. Portanto, pouca possibilidade de se falar espanhol, por mais que nossos “hermanos” também tenham explorado outras matérias-primas por aqui.

Toda esse explicação foi endoçada pelo professor do departamento de história da UFRJ, Henrique Assis, a quem consultei para não estar falando nenhuma besteira por aqui. Sei que o cidadão de 14 a 17 anos - como os do grupo entrevistado - talvez ainda não tenha estudado isso. Mas e a professora? Portanto prefiro acreditar que saber, ela lá no fundo sabia. Vamos considerar que foi ato falho dela. Muitos outros passeois pelo Bateaux Mouche virão...  

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/05/2011 às 7h43

Pessoal, a palestra é hoje. Não é preciso enviar nome. Basta chegar!

Pelestra1 Brasil: bienvenido?!

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POSTAGEM ORGINAL:

bandeiras cartola 150x150 Brasil: bienvenido?!

Muitos europeus não saberem o nome da presidente do Brasil a gente até da um desconto: ela tomou posse esse ano, é a primeira presidenta do Brasil. Mas quando descobrimos que muitos não sabem nem onde o Brasil fica ou qual é a sua capital, aí já é demais. Minha primeira experiência com a pouca “expertise” sobre nosso país tropical lá fora não foi nada agradável. Estava andando na rua, em Paris quando vi uma proposta tentadora na vitrine de uma agência de turismo. “Conheça o Brasil!”, dizia o cartaz em letras garrafais. Fiquei curioso e me aproximei para ver melhor. Nas letras menores - porém não minúsculas - havia o seguinte dizer: “aproveite: pacotes de 7 dias para Buenos Aires!” Não. Não poderia ser daquele jeito. Eu que deveria estar lendo errado. Talvez o pacote incluísse Brasil e Argentina, quem sabe?  Tive então ao trabalho de entrar na pequena loja e perguntar preços e destinos. Pasme: a vendedora confirmou uma falta de conhecimento que eu acreditava ser apenas um erro da propaganda. Não só ela como pelo menos 2 outros funcionários de lá acreditavam que Buenos Aires era uma cidade brasileira! Na tentativa de me comunicar, consegui explicar em meu parco inglês que Buenos Aires era Argentina e não Brasil. Pensa que tiraram o cartaz da porta? No outro dia, passando pela mesma rua, lá esta ele... novamente.  

Esse relato foi de uma viagem à Europa em 2002, ano em que o Brasil conquistava o pentacampeonato na Copa. Depois disso tivemos o “Ano do Brasil na França” e vários  outros eventos com objetivo de aproximar nossa cultura à cultura deles. Mas jamais poderia imaginar que em 2011 ainda assim houvesse tanto desconhecimento em relação ao que é o Brasil ou qualquer outro país que tenha dimensões continentais.   

A experiência se repetiu novamente na cidade luz. Alunos do chamado “segundo grau” na Europa faziam um passeio nos mesmo moldes daqueles que tempos aqui no Brasil: ainda na escola fazemos aquelas tradicionais visitas desde ao Jardim Zoológico ou até à museus e prédios públicos. Foi exatamente em uma aula assim, “à céu aberto” que encontramos em Paris um grupo de estudantes entre 14 e 17 anos. Uma mescla de cultura francesa, italiana e nigeriana garantia um grupo bem heterogêneo, perfeito para quando se quer testar conhecimentos de adolescentes de várias nacionalidades. Pronto: era o grupo perfeito para uma pauta diferente em Paris: o que será que aqueles estudantes que faziam um passeio de barco pelo Rio Sena sabiam sobre o nosso país?

As respostas sobre nossa terra tupiniquim? Bom, elas não foram tão absurdas assim. Mas o que me chamou a atenção descobrir que a professora talvez soubesse menos que os alunos. A reportagem abaixo ilustra bem isso e meu desapontamento ao ver que a professora daqueles meninos e meninas não sabia que no Brasil falamos português. A reportagem está postada abaixo e sugiro atenção a esta parte em que converso com a tal professora.  

Porque eles conhecem tão pouco o Brasil a ponto de cometer essa gafe?


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