acacio Ex fumante conta como largou cigarro sozinho após 24 anos: “Tudo na vida é força de vontade”Eu não fumo, nunca fumei. Imagino também o quão difícil deve ser para quem é viciado em nicotina e sente prazer com o cigarro. Mas como jornalista de saúde há anos sei bem as consequências terríveis que o cigarro pode acarretar ao nosso organismo.

Na minha família já vi de perto três mortes em decorrência do cigarro: minha avó paterna e dois tios (ambos irmãos do meu pai) morreram de câncer.

Para muitos que me perguntam aqui no blog como poderiam conseguir parar de fumar, dedico o post de hoje a vocês. Hoje, Dia Nacional de Combate ao Fumo, quero compartilhar com vocês a história incentivadora do animado jornalista Acácio Morais, de 56 anos, que largou o cigarro há 17 anos, utilizando uma única ferramenta: FORÇA DE VONTADE.

Leia o relato abaixo, se inspire e, se você também quer largar o vício, basta querer e dar o primeiro passo. BOA SORTE!

VEJA O RELATO COMPLETO:

“Fumei dos meus 16 anos até os 40 anos. Fumava de um maço a um maço e meio por dia. Nas vezes que eu ia para a balada, saia para beber, para churrascos, a quantidade aumentava mais.

Certo dia fui visitar a minha mãe no interior, porque tenho grandes amigos lá. Fui num boteco, tomei todas que poderia imaginar e fumei todos os cigarros que poderia imaginar. Em uma noitada, acho que eu deveria ter fumado quase dois maços.

No dia seguinte foi quando o bicho pegou. Acordei e estava com ressacada fenomenal. Meu peito estava chiando que parecia apito de guarda. Lembro que passei dois dias sem conseguir comer nada. Fiquei sem conseguir sem sentir o cheiro do cigarro. Acho que eu tive overdose de nicotina, não conseguir fumar nada. Daí, fiquei matutando: “Poxa, se eu fiquei dois dias sem fumar...como não posso parar de fumar? ”. Daí, assim foi....fiquei quatro dias sem fumar”.  Voltei para São Paulo para trabalhar.  Pensava que meu maior teste seria meu retorno ao trabalho, pois trabalhava em uma revista em que de dez pessoas, nove fumavam. Saia tarde, ia comer, todo mundo fumava. E eu pensava “se ei aguentei até aqui, vou aguentar”.

Em um primeiro momento, parecia cachorro sentindo cheiro de carne, ficava cheirando o cheiro de cigarro, as vezes pedia para acender o cigarro e não tragava. Só ficava com o gosto do cigarro na boca. Conforme foi passando e não fui cedendo, fui parando de acender, porque achava o gosto ruim. Depois, como ex-fumante, não gostava daquela fumaceira. Foi passando o tempo, eu resisti e nunca mais voltei. Às vezes, almoço, tomo o café e vem a sensação, a vontade de acender o cigarro. Era gostoso tomar um café e acender um cigarro....

Nos oitos primeiros anos, já cheguei a sonhar que estava fumando e pensava que eu não poderia estar fazendo aquilo e parava no meio.

Não foi sofrido para mim, porque eu acho que estava convencido. Não digo que não tinha vontade. Mas eu superei, eu resisti. O mais engraçado que muitos dos meus amigos que fumavam param de fumar também.

O fumante fede, não adianta falar que não fede. Me faltava fôlego. Depois que eu larguei o cigarro, eu melhorei meu paladar, inclusive, eu parei de tomar café depois que eu parei de fumar, porque eu não gostava do gosto mesmo. Hoje, eu saboreio mais a comida. Minha pele melhorou, minha disposição melhorou, o ânimo. Eu durmo melhor...

Para quem quer parar de fumar, o que eu falo é: tudo na vida da gente é a força de vontade, se conscientizar. Eu mesmo parei de vez. Não quis diminuir, eu radicalizei. Cada um tem um jeito. O mais difícil é a força de verdade.

Dia 14 de abril de 2000, aniversário de Botucatu, dia que deixei de fumar. Nunca mais vou esquecer dessa data”. 

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