minas gerais

Honestidade se aprende em casa!

Ah se todos fossem iguais ao Théo! Imagina a cena: você está andando, pisa em um montinho de jornal e quando vê são notas de dinheiro, exatamente R$ 204. Quem achou essa quantia na entrada de uma escola estadual foi um garoto de 10 anos de idade, de família simples, morador de Contagem, na região metropolitana. Perguntei pra ele se passou em algum momento pela cabeça pegar esse dinheiro e gastar comprando bala, presente de Natal pra ele mesmo... na hora já respondeu que não. Foi logo entregando a quantia a um policial militar que faz a patrulha escolar. E perguntei por quê, afinal muitos garotos ficariam tentados a gastar tudo comprando skate, tênis, celular. Théo simplesmente respondeu que aprendeu com a mãe: o que é dele, é dele, o que é dos outros, tem que devolver.

É, honestidade vem de berço! A própria mãe do Théo, a Vera, contou que aprendeu com os pais o valor de ser honesto. E você acha que esse garoto um dia vai pensar em levar vantagem sobre alguém mais fraco? Vai ver uma situação dessas e vai ficar calado? Não! Ele é uma daquelas pessoas que podem ajudar a fazer o mundo ficar melhor. É de gente como ele, como a dona Vera, que a gente precisa. Mas cabe a nós, os adultos, ensinar as crianças, ensiná-las valores fundamentais como honestidade, bondade, gentileza. Falta isso no mundo, falta isso no trânsito, dentro dos ônibus, metrô, nas filas dos bancos.

Nesta época de Natal então, que fica um clima de bondade e renovação no ar, poderíamos nos propor a tentar fazer o mundo ficar melhor. São as pequenas atitudes que geram grandes revoluções. O Théo vai guardar os dois certificados que ganhou das polícias civil e militar pelo gesto honesto que teve. E daqui a muitos anos, já casado, quando ele encontrar os certificados, vai se lembrar da boa ação e se orgulhar de estar ensinando os filhos a seguirem o mesmo caminho. É a corrente do bem!

Abraço!

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