IMG 72201 Com Renault Kwid, Brasil volta a ter carro popular

Faz um tempo que o mercado brasileiro não oferece automóveis verdadeiramente populares. Quando a Volkswagen lançou o Up, em fevereiro de 2014, a promessa era de um modelo acessível com nível europeu. À época, o subcompacto foi comparado ao Fusca, sua missão era revolucionar e vender em grande volume. Mesma proposta teve o Fiat Mobi, que estreou em abril de 2016. O novato chegou a partir R$ 31.990, e assumiu o posto de carro de entrada no lugar do velho Palio, que saía de linha.

Agora é a vez do Renault Kwid. Lançado há dois anos na Índia, o hatch estreia em julho para substituir o veterano Clio, já aposentado. Lá fora, deixou péssima impressão quando "bombou" nos testes de colisão, obtendo zero estrela. A repercussão foi tão ruim que a montadora francesa fez profundas melhorias no modelo nacional, que já está em produção no Paraná. Além de reforços estruturais, o Kwid daqui será o primeiro compacto a trazer quatro airbags de fábrica (frontais e laterais).

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Mas vamos ao que realmente interessa ao consumidor deste segmento: o preço. A Renault surpreendeu a todos (até mesmo a imprensa) ao divulgar os valores que cobrará no Kwid durante a revelação oficial, no Salão de Buenos Aires. O hatch chamado de "SUV dos compactos" terá inicial de R$ 29.990. Configurações intermediária e topo de linha terão etiquetas de R$ 34.990 e R$ 39.990. Ou seja, o Kwid custará entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. Atualmente, quase todos os compactos nacionais começam em R$ 40 mil.

Por ora, tudo não passa de expectativa. O preço é importante, mas o Kwid também terá de mostrar, na prática, que tem predicados para despontar nas vendas. Nos bastidores, a Renault trabalha para fazer do hatch um sucesso. A mecânica será moderna, com motor de nova geração — o 1.0 SCe flex de três cilindros (até 70 cv e 9,8 kgfm com etanol). A cabine e o porta-malas prometem ser referência em espaço. E haverá itens interessantes, como tela multimídia no painel, não oferecida nem no Mobi nem no Up.

Ou seja, o Renault Kwid vem forte, para brigar no pelotão da frente.

Diogo de Oliveira, editor

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Atualização! Escrevi inicialmente que o 1.0 tricilíndrico do Kwid teria até 82 cv e 10,5 kgfm de torque. Porém, a Renault fez alterações no motor, reduzindo potência e torque — no popular entregará 66/70 cv e 9,4/9,8 kgfm (gasolina/etanol). As alterações se valeram da leveza do Kwid, para deixar o 1.0 ainda mais econômico que na dupla Sandero e Logan. A marca francesa diz que o Kwid será o mais econômico da categoria. As médias oficiais em trecho misto são de 15,2 km/l (G) 10,5 km/l (E).